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	<title>Arquivos Economia política - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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	<description>O Blog Impacto é uma iniciativa da FGV EAESP Pesquisa para disseminar o conhecimento produzido na instituição.</description>
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	<title>Arquivos Economia política - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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		<title>Implementação de programas de renda básica ou garantida depende de integração entre governos federal e local</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/economia-politica/implementacao-programas-renda-basica-renda-garantida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Bori]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jan 2024 14:36:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia política]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[reda básica]]></category>
		<category><![CDATA[renda garantida]]></category>
		<category><![CDATA[transferência de renda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/01/homem-negocios-calculando-dinheiro1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="mão de pessoa branca calcula moedas" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/01/homem-negocios-calculando-dinheiro1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/01/homem-negocios-calculando-dinheiro1-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/01/homem-negocios-calculando-dinheiro1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/01/homem-negocios-calculando-dinheiro1-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />Os programas de renda básica buscam fornecer de maneira regular um fluxo de recursos monetários básico a um grupo de pessoas. Mundo afora, esses programas, algumas vezes denominados renda garantida, têm características distintas. Variam, principalmente, conforme a necessidade de cumprimento de condições específicas, como a renda máxima para que as pessoas tenham direito ao recebimento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/01/homem-negocios-calculando-dinheiro1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="mão de pessoa branca calcula moedas" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/01/homem-negocios-calculando-dinheiro1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/01/homem-negocios-calculando-dinheiro1-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/01/homem-negocios-calculando-dinheiro1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/01/homem-negocios-calculando-dinheiro1-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Os programas de renda básica buscam fornecer de maneira regular um fluxo de recursos monetários básico a um grupo de pessoas. Mundo afora, esses programas, algumas vezes denominados renda garantida, têm características distintas. Variam, principalmente, conforme a necessidade de cumprimento de condições específicas, como a renda máxima para que as pessoas tenham direito ao recebimento do benefício. Independentemente das características, a implementação dessas iniciativas está em constante mudança e depende de maior participação e colaboração entre diferentes setores governamentais. A reflexão está em <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/puar.13771">artigo publicado pelos pesquisadores da FGV EAESP Evan Berman, Lauro Gonzalez, Eduardo H. Diniz e Mário Aquino Alves na revista “Public Administration Review”</a>.</p>
<p>Segundo os autores, essa modalidade de transferência de renda tem se multiplicado como resposta às mudanças no mundo do trabalho, como o aumento da informalidade e imprevisibilidade das rendas de trabalho. Esse cenário exige uma abordagem crítica sobre a forma como os governos colocam em prática tais políticas. Para lidar com os problemas de implementação  desses programas, é necessário aumentar o envolvimento federal e a integração de dados entre as diversas esferas administrativas. Além disso, também é importante encontrar novas soluções para o financiamento e a sustentabilidade política dessas iniciativas. Para investigar problemas na implementação de programas de renda básica ou renda garantida, os autores analisaram dez iniciativas relevantes de oito países, incluindo o Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Brasil tem bons exemplos de colaboração entre esferas de governo para garantir renda básica</h2>
<p>Segundo o estudo, três questões específicas se destacam. A primeira delas refere-se à necessidade de aumentar a participação federal nas relações intergovernamentais nos programas de renda garantida. A presença do governo federal pode ser vital para fortalecer a capacidade local e integrar as iniciativas de renda com outras políticas sociais existentes, conforme aponta a análise do caso finlandês.</p>
<p>Outro ponto é a importância da integração de dados entre diferentes níveis de governo, especialmente no contexto da era digital. Na cidade brasileira de Maricá, por exemplo, bancos de dados federais e locais são utilizados para selecionar potenciais beneficiários.</p>
<p>Os pesquisadores também ressaltam a preocupação em estabelecer fontes permanentes de financiamento e apoio político. As iniciativas atuais indicam a necessidade de abordagens inovadoras para o uso sustentável de recursos, como a cobrança de royalties sobre a exploração de recursos naturais, a taxação do e-commerce e dos bens de luxo. A sustentabilidade política, por sua vez, envolve a preocupação de que o ciclo eleitoral e o populismo possam afetar os programas sociais, que ficam sujeitos à manipulação dos governos em exercício como forma de obtenção de apoio dos eleitores, como ilustrado pelo caso coreano.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Gestão das vacinas na pandemia trouxe novos insights sobre governança e mercado em questões de saúde</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/economia-politica/gestao-das-vacinas-na-pandemia-trouxe-novos-insights-sobre-governanca-e-mercado-em-questoes-de-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Bori]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Sep 2023 11:15:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia política]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[gestão da pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[questões sobre vacinas]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/09/pexels-polina-tankilevitch-3735747-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="cientista com jaleco branco manipula amostras em laboratório" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/09/pexels-polina-tankilevitch-3735747-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/09/pexels-polina-tankilevitch-3735747-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/09/pexels-polina-tankilevitch-3735747-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/09/pexels-polina-tankilevitch-3735747-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />Durante a pandemia de Covid-19, as vacinas desempenharam um importante papel no controle da emergência de saúde mundial. Ultrapassando as esferas da ciência e da saúde, no entanto, o fenômeno foi atravessado por dimensões políticas e econômicas, que tornaram os processos de produção e distribuição de vacinas um ponto chave na compreensão das complexas relações [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/09/pexels-polina-tankilevitch-3735747-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="cientista com jaleco branco manipula amostras em laboratório" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/09/pexels-polina-tankilevitch-3735747-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/09/pexels-polina-tankilevitch-3735747-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/09/pexels-polina-tankilevitch-3735747-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/09/pexels-polina-tankilevitch-3735747-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Durante a pandemia de Covid-19, as vacinas desempenharam um importante papel no controle da emergência de saúde mundial. Ultrapassando as esferas da ciência e da saúde, no entanto, o fenômeno foi atravessado por dimensões políticas e econômicas, que tornaram os processos de produção e distribuição de vacinas um ponto chave na compreensão das complexas relações entre gestão, mercado e problemas de saúde globais.</p>
<p>A reflexão é feita por Elize Massard da Fonseca, pesquisadora da FGV EAESP, em conjunto com demais autores, em texto de abertura para a edição especial de economia política das vacinas da revista &#8220;Journal of Health Politics, Policy and Law&#8221;. A edição reúne estudos de pesquisadores de diferentes regiões do mundo e sob diferentes aspectos da política envolvida nas vacinas.</p>
<p>Questões que colocam em conflito a autoridade pública e os interesses privados, como a necessidade de investimentos em pesquisa científica, por exemplo, tornam as vacinas um importante estudo de caso para especialistas que investigam aspectos da economia política. A situação indica, por exemplo, que considerar perspectivas políticas e econômicas ao tratar de problemas da área da saúde ajuda os tomadores de decisões a formularem políticas para enfrentar esses desafios de forma mais assertiva, ressaltam os autores.</p>
<p>Os pesquisadores também apontam para uma nova tendência trazida pela pandemia ao campo da economia política. Conhecida como <i>marketcraft</i>, estratégia pela qual ações estatais moldam o mercado com o objetivo de atender a interesses políticos específicos, como o fomento a parcerias com indústrias, traz benefícios à economia em tempos como esses.</p>
<p>Os autores ainda apontam que a economia política deve ser pensada em paralelo a políticas sociais e de saúde: as duas esferas se complementam e, juntas, fornecem maior compreensão ao estudo uma da outra, bem como à gestão de crises como a pandemia de Covid-19.</p>
<p><a href="https://read.dukeupress.edu/jhppl/article/doi/10.1215/03616878-10910797/381114/The-Political-Economy-of-Vaccines-During-the-COVID">Confira o artigo na íntegra</a></p>
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		<title>Crescimento do crédito para consumo sinaliza endividamento dos brasileiros</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/economia-politica/crescimento-do-credito-para-consumo-sinaliza-endividamento-dos-brasileiros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Bori]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Jul 2023 11:06:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia política]]></category>
		<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[crédito]]></category>
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		<category><![CDATA[pessoa física]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/07/pexels-kampus-production-6684769-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="cartão dedito" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/07/pexels-kampus-production-6684769-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/07/pexels-kampus-production-6684769-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/07/pexels-kampus-production-6684769-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/07/pexels-kampus-production-6684769-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />O crescimento do crédito ofertado à pessoa física no Brasil nos últimos dez anos não necessariamente corresponde a melhores condições de vida e bem-estar da população. No período, houve diminuição da participação do crédito imobiliário, de maior qualidade e que envolve juros menores, e aumento de créditos relacionados a consumo, mais associados ao endividamento. A [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/07/pexels-kampus-production-6684769-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="cartão dedito" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/07/pexels-kampus-production-6684769-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/07/pexels-kampus-production-6684769-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/07/pexels-kampus-production-6684769-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/07/pexels-kampus-production-6684769-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>O crescimento do crédito ofertado à pessoa física no Brasil nos últimos dez anos não necessariamente corresponde a melhores condições de vida e bem-estar da população. No período, houve diminuição da participação do crédito imobiliário, de maior qualidade e que envolve juros menores, e aumento de créditos relacionados a consumo, mais associados ao endividamento.</p>
<p>A constatação é do estudo “Evolução do crédito para pessoas físicas no Brasil e suas distorções”, publicado em maio pelos pesquisadores do Centro de Estudos de Microfinanças e Inclusão Financeira da FGV EAESP (FGVCemif) Lauro Gonzalez, João Pedro Haddad e Julio Leandro.</p>
<p>Os autores apresentam a evolução do crédito total a pessoas físicas (PF) e pessoas jurídicas (PJ) no Brasil em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) entre 2012 e 2022. O estudo verifica queda gradual da participação do crédito a PJ de 26,8% para 21,6% e crescimento contínuo de crédito para PF, que variou de 22,4% para 32,1% ao fim da série.</p>
<p>Os pesquisadores observam que o saldo de crédito imobiliário para pessoa física se mantém relativamente constante em 9% desde 2016, enquanto o crédito não imobiliário, como consignado, crédito pessoal e cartão de crédito, cresceu de 16,4% para 22,7% no mesmo período. “Pelo lado da oferta, a estagnação do crédito imobiliário e a queda do crédito PJ, que em grande medida espelham a falta de crescimento do país nos últimos anos, podem ter criado incentivos para expansão do crédito ao consumo, que hoje parece excessivo frente ao PIB”, observa o texto.</p>
<p>O estudo também compara os dados brasileiros sobre crédito a pessoas físicas na década analisada com resultados de outros países. Em 2022, o serviço de dívidas gerou comprometimento de renda das famílias brasileiras na faixa de 27,5%, contra 9,5% registrados nos Estados Unidos. Somente 2,1% dessa dívida é de ordem habitacional no Brasil, contra 3,9% dos Estados Unidos.</p>
<p>Os especialistas chamam atenção para o comprometimento da renda da população diante do uso de crédito para consumo. “Há espaço para o crescimento de crédito para empresas e imobiliário, porém, há indicações de que o crédito PF voltado para consumo já alcançou níveis semelhantes aos de países desenvolvidos, considerando volume em relação ao PIB e participação na dívida total das famílias.”, analisa o coordenador do FGV Cemif, Lauro Gonzalez, <a href="https://twitter.com/LauroGonz2019/status/1658859466379370502">em publicação na rede social Twitter</a> em 17 de maio. “Avanços na inclusão financeira demandam aumentar a participação de crédito de maior qualidade”, completa o pesquisador.</p>
<p><a href="https://eaesp.fgv.br/producao-intelectual/evolucao-credito-para-pessoas-fisicas-brasil-e-suas-distorcoes">Confira o estudo na íntegra</a></p>
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		<title>Reformas neoliberais contribuíram para a quase estagnação da economia brasileira</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/economia-politica/reformas-neoliberais-contribuiram-para-a-quase-estagnacao-da-economia-brasileira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Bori]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Jul 2022 16:47:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia política]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[economias neoliberais]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/07/economia_moeda_real-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Moeda Real: artigo fala sobre o baixo crescimento econômico do Brasil e de países latino-americanos" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/07/economia_moeda_real-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/07/economia_moeda_real-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/07/economia_moeda_real-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/07/economia_moeda_real-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />As reformas neoliberais adotadas pelo Brasil e os outros países latino-americanos a partir dos anos 1980 resultaram na quase estagnação econômica nacional. Acondição persiste até hoje. Em artigo publicado na Revista de Economia Política, o pesquisador da FGV EAESP Luiz Carlos Bresser-Pereira explica que o baixo crescimento econômico ocorreu em conjunto com a desindustrialização. Entre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/07/economia_moeda_real-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Moeda Real: artigo fala sobre o baixo crescimento econômico do Brasil e de países latino-americanos" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/07/economia_moeda_real-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/07/economia_moeda_real-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/07/economia_moeda_real-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/07/economia_moeda_real-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>As reformas neoliberais adotadas pelo Brasil e os outros países latino-americanos a partir dos anos 1980 resultaram na quase estagnação econômica nacional. Acondição persiste até hoje. Em artigo publicado na Revista de Economia Política, o pesquisador da FGV EAESP Luiz Carlos Bresser-Pereira explica que o baixo crescimento econômico ocorreu em conjunto com a desindustrialização. Entre 1980 e 2018, segundo o autor, a participação do setor industrial no Produto Interno Bruto Brasileiro caiu de cerca de 26% para apenas 11%.</p>
<p>O desenvolvimento econômico nacional, segundo o autor, está vinculado ao aumento da renda por habitante. No processo de industrialização, os ganhos de produtividade ocorrem pela transferência de mão de obra para atividades de alto valor agregado. Tais atividades demandam trabalhadores especializados, com maior escolarização e remuneração. Assim, a desindustrialização se relaciona com a redução da taxa de crescimento per capita porque ocasiona a transferência de mão de obra para ocupações menos sofisticadas.</p>
<h2>Crescimento econômico foi três vezes maior no leste asiático do que na América Latina desde 1991</h2>
<p>O Brasil e os demais países latino-americanos, segundo o autor, caíram no que chama de “armadilha da liberalização”. As reformas neoliberais levaram o país à quase estagnação do Brasil desde 1990 por meio de medidas como a privatização de atividades monopolistas. Segundo explica o estudo, uma vez retiradas da qualidade de patrimônio público, o mercado é incapaz de regular tais empresas. Isso resulta em queda na qualidade dos serviços prestados à população e <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/economia-politica/politica-monetaria-aumento-taxa-juros-economia/">aumento de preços</a>. Dessa forma, apenas a classe rentista se beneficia, frisa o autor.</p>
<p>Conforme expõe o estudo, a taxa de crescimento per capita do leste asiático, excluindo-se a China, foi de 5% entre 1991 e 2019, enquanto o crescimento da América Latina, no mesmo período, foi de apenas 1,5%. O resultado do Brasil foi ainda menor: 1,2%. Em comparação, de 1961 a 1980, período de políticas públicas de estímulo à industrialização em ambas as regiões, a diferença de crescimento entre Leste da Ásia e América Latina foi significativamente menor: 5,2% para 4,6%.</p>
<p>A teoria novo-desenvolvimentista critica a redução do Estado implementada pelo neoliberalismo nos países em desenvolvimento como o Brasil. Neste sistema, conforme o autor, a política de crescimento está relacionada ao endividamento externo. Sem produção com alto valor agregado, os países ficam dependentes da exportação de commodities. Para a teoria novo-desenvolvimentista, “déficits em conta-corrente tornam a moeda do país ação e remuneração. Assim, a desindustrialização se relaciona com a redução da taxa de crescimento per capita porque ocasiona a transferência de mão de obra para ocupações menos sobrevalorizada, tiram a competitividade das boas empresas, e desestimulam, se não impedem, os investimentos privados”, aponta o estudo.</p>
<p><a href="https://www.scielo.br/j/rep/a/RzYmNQgLgdMTKph4wbrHPHn/?format=html">Confira o estudo na íntegra</a></p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/economia-politica/reformas-neoliberais-contribuiram-para-a-quase-estagnacao-da-economia-brasileira/">Reformas neoliberais contribuíram para a quase estagnação da economia brasileira</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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		<title>População de baixa renda e escolaridade tem menos acesso a bancos e corretoras financeiras na América Latina e Caribe</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/economia-politica/populacao-de-baixa-renda-e-escolaridade-tem-menos-acesso-a-bancos-e-corretoras-financeiras-na-america-latina-e-caribe/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Bori]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jun 2022 17:27:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia política]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina e Caribe]]></category>
		<category><![CDATA[bancos]]></category>
		<category><![CDATA[inclusão financeira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/06/bancos-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="em fila, pessoas aguardam para utilizar caixas eletrônicos em agência bancária" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/06/bancos-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/06/bancos-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/06/bancos-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/06/bancos-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A exclusão dos serviços financeiros formais na América Latina e Caribe afeta principalmente pessoas com níveis de renda e escolaridade mais baixos. Os 20% mais pobres da América Latina são menos propensos a manter conta bancária ou poupança em bancos e corretoras, embora tendam a realizar mais empréstimos comparados a pessoas pertencentes a faixas de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/06/bancos-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="em fila, pessoas aguardam para utilizar caixas eletrônicos em agência bancária" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/06/bancos-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/06/bancos-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/06/bancos-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/06/bancos-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A exclusão dos serviços financeiros formais na América Latina e Caribe afeta principalmente pessoas com níveis de renda e escolaridade mais baixos. Os 20% mais pobres da América Latina são menos propensos a manter conta bancária ou poupança em bancos e corretoras, embora tendam a realizar mais empréstimos comparados a pessoas pertencentes a faixas de renda mais altas. Os achados dos pesquisadores Victor Motta e Lauro Gonzalez, do Centro de Estudos de Microfinanças e Inclusão Financeira (FGV Cemif) da FGV EAESP, estão publicados na edição de quarta (1) da revista “Development in Practice”.</p>
<p>O estudo utiliza informações do banco de dados Global Findex de 2014 do Banco Mundial, que inclui uma pesquisa sobre inclusão financeira de cerca de 150 mil adultos em 143 países. Para realizar a análise, os autores selecionaram uma amostra aleatória de 16.536 adultos em 18 países da América Latina e Caribe. Na região, 44% das pessoas têm acesso a uma conta bancária em uma instituição financeira formal. Porém, apenas 14% mantêm conta poupança e 9% obtêm empréstimos formais.</p>
<p>“Na América Latina e Caribe, a proporção de indivíduos que possuem conta bancária é maior do que em outras regiões em desenvolvimento, mas ainda há bastante heterogeneidade. Por exemplo, a média para a América Latina e Caribe é de 44%, mas no caso brasileiro, 70% dos indivíduos possuem conta bancária”, comenta Victor Motta, um dos autores do estudo. Sobre a tendência observada nos países estudados, o pesquisador comenta: “Na América Latina e Caribe, o problema é muito maior em relação ao uso da conta em si (baixa movimentação) do que ao acesso a uma conta bancária”.</p>
<p>A pesquisa aponta que as mulheres têm maior probabilidade de acessar serviços como conta corrente, poupança e empréstimo e utilizar cartão de débito e crédito. “Uma explicação potencial para este efeito positivo pode ter relação com o aumento da digitalização de pagamentos feitos por meios eletrônicos e a capilaridade das transferências de renda condicionadas na América Latina (por exemplo, o Bolsa Família, no Brasil, e o Oportunidades, no México), que geralmente têm as mulheres como beneficiárias”, observa Victor Motta. Segundo o artigo, as mulheres também são mais propensas a recorrer a empréstimos de fontes informais, como parentes e serviços de crédito de lojas, do que os homens.</p>
<p>Apesar de as tecnologias digitais não serem suficientes para garantir inclusão financeira, a facilidade de acesso pode ajudar a diminuir o número de indivíduos sem conta bancária. Conforme o estudo, é necessário haver direcionamento de políticas públicas para jovens de estratos de renda e escolaridade mais baixos, considerando obstáculos para o uso dos serviços formais associados a esta população, como distância das agências bancárias, custos de abertura de contas e tipo de documentação exigida.</p>
<p><a href="https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/09614524.2022.2077314?src=">Confira o artigo na íntegra (em inglês)</a></p>
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		<title>Política monetária de aumento da taxa de juros adotada pelo Banco Central não contribuiu para a queda de preços no Brasil</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/economia-politica/politica-monetaria-aumento-taxa-juros-economia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Bori]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Apr 2022 14:21:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia política]]></category>
		<category><![CDATA[alta de preços]]></category>
		<category><![CDATA[austeridade fiscal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/04/banco_central_mcajr_abr_0104222276-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/04/banco_central_mcajr_abr_0104222276-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/04/banco_central_mcajr_abr_0104222276-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/04/banco_central_mcajr_abr_0104222276-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/04/banco_central_mcajr_abr_0104222276-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />O aumento da taxa de juros em meio à incerteza dos períodos de recessão e pandemia atende aos interesses do setor financeiro. Portanto, a medida não contribui para a queda de preços no Brasil. É o que apontam os pesquisadores Carmem Feijó, Eliane Cristina Araújo e o professor emérito da FGV EAESP Luiz Carlos Bresser-Pereira, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/04/banco_central_mcajr_abr_0104222276-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/04/banco_central_mcajr_abr_0104222276-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/04/banco_central_mcajr_abr_0104222276-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/04/banco_central_mcajr_abr_0104222276-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/04/banco_central_mcajr_abr_0104222276-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>O aumento da taxa de juros em meio à incerteza dos períodos de recessão e pandemia atende aos interesses do setor financeiro. Portanto, a medida não contribui para a queda de preços no Brasil. É o que apontam os pesquisadores Carmem Feijó, Eliane Cristina Araújo e o professor emérito da FGV EAESP Luiz Carlos Bresser-Pereira, em artigo publicado na revista “Brazilian Journal of Political Economy” sobre a política monetária brasileira.</p>
<p>Uma das variáveis analisadas pelos autores é o movimento da taxa de juros SELIC de 2014 a 2021. Entre 2015 e 2016, período de recessão e implementação de políticas de austeridade fiscal, o Produto Interno Bruto (PIB) teve queda acumulada de 6,7%. O início da pandemia, em 2020, contribuiu para a tendência de estagnação da economia brasileira, com elevada desvalorização do real.</p>
<p>A decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central de aumentar a taxa de juros a partir de 2021 teve como objetivo controlar a alta de preços em um cenário de muita demanda e pouca oferta. O objetivo foi reduzir a atividade econômica e o emprego para evitar que a elevação de custos fosse repassada aos preços. Porém, a alta na taxa de juros não interfere nas causas do aumento da inflação, argumentam os autores.</p>
<h2>Política monetária não soluciona desaceleração da economia</h2>
<p>Segundo aponta a pesquisa, as alterações na taxa de juros SELIC não têm eficácia para interferir no índice de preços das <em>commodities</em>, que é regulado por fatores externos. Isso acontece porque a economia brasileira vem se caracterizando pela desindustrialização, com baixo crescimento e centralidade na exportação de <em>commodities</em>.</p>
<p>Os autores argumentam que a taxa de juros não seria o melhor instrumento de política monetária, sobretudo diante das incertezas sobre a evolução da pandemia. Ao desacelerar a economia, tal medida contribui para a perda de competitividade da indústria e do emprego. Por consequência, favorece a concentração de renda e riqueza na classe dos rentistas.</p>
<p><a href="https://www.scielo.br/j/rep/a/5V8WcFdTxhzJV73ztc3mdBh/">Confira aqui na íntegra</a></p>
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		<title>Perspectiva econômica para o ano eleitoral de 2022 pode arrastar para o fundo do poço o emprego e a renda de milhões</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/perspectiva-economica-para-o-ano-eleitoral-de-2022-pode-arrastar-para-o-fundo-do-poco-o-emprego-e-a-renda-de-milhoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Bori]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Dec 2021 21:53:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência política]]></category>
		<category><![CDATA[Economia política]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/12/clay-banks-HyczMwZbdLg-unsplash-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/12/clay-banks-HyczMwZbdLg-unsplash-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/12/clay-banks-HyczMwZbdLg-unsplash-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/12/clay-banks-HyczMwZbdLg-unsplash-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/12/clay-banks-HyczMwZbdLg-unsplash-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A inflação e sua acompanhante inseparável, a taxa Selic, marcham velozmente em direção aos dois dígitos. É provável que ambas inaugurem o ano eleitoral de 2022 acima dos 10%, desencadeando perdas e danos e adiando uma vez mais a retomada do crescimento da economia. A inflação representa uma maneira fácil de aumentar a arrecadação: os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/12/clay-banks-HyczMwZbdLg-unsplash-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/12/clay-banks-HyczMwZbdLg-unsplash-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/12/clay-banks-HyczMwZbdLg-unsplash-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/12/clay-banks-HyczMwZbdLg-unsplash-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/12/clay-banks-HyczMwZbdLg-unsplash-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A inflação e sua acompanhante inseparável, a taxa Selic, marcham velozmente em direção aos dois dígitos. É provável que ambas inaugurem o ano eleitoral de 2022 acima dos 10%, desencadeando perdas e danos e adiando uma vez mais a retomada do crescimento da economia.</p>
<p>A inflação representa uma maneira fácil de aumentar a arrecadação: os preços (sobre os quais os impostos são calculados) aumentam e a receita cresce, ao passo que despesas correntes do governo, como pagamento de salários (reajustes), não crescem com a mesma velocidade. Além disso, apesar do Pix, o aumento no valor das transações demanda maior emissão de moeda: produzir uma nota de R$100 custa só cinquenta centavos, e a diferença é embolsada pelo emissor.</p>
<p>Se, por um lado, as receitas tributárias aumentam, por outro o governo lida com substância eleitoralmente tóxica: os preços nas nuvens obrigam os mais pobres a comprar o osso, pois não é possível adquirir a carne que o envolve.</p>
<p>E, entre a inanição popular e a revolta, o caminho é curto. Para neutralizar o desgosto, o governo acena com um auxílio de R$ 400, já que não é pecado abrir a caixa de ferramentas das bondades. A operação fura-teto de gastos, que viabiliza também as secretas emendas parlamentares, deve ser entendida neste contexto: o importante é ganhar as eleições, o resto fica para depois. Se a economia despenca arrastando ainda mais para o fundo do poço o emprego e a renda de milhões, a gente resolve em 2023.</p>
<p>Até os ministros mais magros tendem a empurrar com a barriga, preferindo adiar ações desagradáveis hoje, mesmo que se tornem desastrosas amanhã. Cumprem ordens dos políticos, cuja missão mais importante é garantir a reeleição. Esse filme se repete com frequência.</p>
<p>No médio e longo prazo, no entanto, essa política afugenta investidores. Investimentos produtivos, indispensáveis para a retomada do crescimento, demandam tempo de maturação. Em outras palavras, requerem no mínimo de três a cinco anos para apresentar os primeiros retornos. Se os investidores não sentirem segurança e as incertezas aumentarem, permanecerão no modo de espera, e a alavanca do crescimento não se moverá de forma robusta.</p>
<p>A manobra eleitoreira que o governo federal tenta com a operação fura-teto em nada contribui para apresentar um futuro razoavelmente estável. Ao contrário, ampliando a dívida pública, o governo federal necessitará rolar parte crescente dela no curto prazo, pagando juros cada vez mais elevados. As inevitáveis desvalorizações cambiais, ao mesmo tempo causa e efeito do ambiente envenenado pelo binômio inflação/incertezas, elevarão os preços da cesta básica, atormentando de maneira atroz a vida dos mais pobres. Investidores permanecerão com o dinheiro empoçado, esperando o desenlace eleitoral de 2022, outro ano de provável recessão ou, na melhor das hipóteses, de crescimento raquítico.</p>
<p>Alternativa? Um dos caminhos para evitar o fura-teto seria lançar um imposto sobre a riqueza acumulada pelas famílias mais ricas — o sofrimento dos mais pobres seria mitigado sem desarrumar as contas públicas — ou afetar o padrão de vida dos que vivem no topo da pirâmide.</p>
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		<title>Corrupção prejudica acesso ao crédito de PMEs, reduzindo lucro, aumentando chances de falência e criando incertezas de futuro</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/corrupcao-prejudica-acesso-ao-credito-de-pmes-reduzindo-lucro-aumentando-chances-de-falencia-e-criando-incertezas-de-futuro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Bori]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Dec 2021 12:37:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[Contabilidade e finanças]]></category>
		<category><![CDATA[Economia política]]></category>
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		<category><![CDATA[corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[financiamento]]></category>
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		<category><![CDATA[PME]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.impacto.blog.br/?p=1952</guid>

					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/11/pexels-pixabay-209224-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/11/pexels-pixabay-209224-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/11/pexels-pixabay-209224-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/11/pexels-pixabay-209224-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/11/pexels-pixabay-209224-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A corrupção pode prejudicar o acesso de pequenas e médias empresas ao financiamento, reduzindo os lucros, aumentando a demanda de crédito, aumentando as chances de falência, criando incerteza sobre o lucro futuro da empresa e exacerbando o problema de informação assimétrica entre tomadores e credores. Essas foram as descobertas feitas por uma pesquisa que analisou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/11/pexels-pixabay-209224-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/11/pexels-pixabay-209224-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/11/pexels-pixabay-209224-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/11/pexels-pixabay-209224-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/11/pexels-pixabay-209224-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A corrupção pode prejudicar o acesso de pequenas e médias empresas ao financiamento, reduzindo os lucros, aumentando a demanda de crédito, aumentando as chances de falência, criando incerteza sobre o lucro futuro da empresa e exacerbando o problema de informação assimétrica entre tomadores e credores.</p>
<p>Essas foram as descobertas feitas por uma pesquisa que analisou o impacto da corrupção burocrática no acesso ao financiamento de pequenas e médias empresas em 114 países em desenvolvimento.</p>
<p>Os autores deste artigo, entre os quais está o professor da FGV EAESP <a href="https://pesquisa-eaesp.fgv.br/professor/victor-eduardo-da-motta">Victor Motta</a>, revelaram que resultados que mostram um grande efeito adverso de maior corrupção no acesso de pequenas e médias empresas ao financiamento.</p>
<p>&#8220;Um aumento na corrupção do menor para o maior valor aumenta a probabilidade de pequenas e médias empresas serem financeiramente restringidas de 6,9 para 10,9 pontos percentuais&#8221;, apontam os autores.</p>
<p>A análise revelou também várias heterogeneidades na relação corrupção-finanças. Por exemplo, o efeito adverso da corrupção no acesso ao financiamento é muito menor em países onde as instituições financeiras protegem os direitos dos tomadores de empréstimos e os credores são mais fortes, as leis fornecem melhores informações de crédito e existem agências de crédito.</p>
<p>O artigo argumenta que essas disparidades derivam das formas específicas em que a corrupção impacta o acesso ao financiamento.</p>
<p>Outras disparidades descobertas sugerem que a corrupção é mais prejudicial às empresas do que, na ausência da corrupção, são conhecidos por desfrutar de melhor acesso ao financiamento, como empresas pertencentes a homens versus mulheres, empresas relativamente grandes e empresas de melhor desempenho.</p>
<p>&#8220;Os resultados têm implicações políticas importantes para o crescimento de pequenas e médias empresas no mundo em desenvolvimento&#8221;, frisam os autores.</p>
<p><a href="https://documents.worldbank.org/en/publication/documents-reports/documentdetail/935941634651569360/the-impact-of-corruption-on-smes-access-to-finance-evidence-using-firm-level-survey-data-from-developing-countries">Confira o artigo na íntegra</a></p>
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		<title>Otimismo com a retomada da economia esbarra em riscos e incertezas sobre a oferta de crédito para micro e pequenas empresas</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/otimismo-com-retomada-da-economia-esbarra-em-riscos-e-incertezas-sobre-a-oferta-de-credito-para-empresas-de-micro-e-pequeno-porte/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Bori]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Oct 2021 12:03:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[Contabilidade e finanças]]></category>
		<category><![CDATA[Economia política]]></category>
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		<category><![CDATA[crédito]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/10/clay-banks-c2a0TydMlAs-unsplash-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/10/clay-banks-c2a0TydMlAs-unsplash-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/10/clay-banks-c2a0TydMlAs-unsplash-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/10/clay-banks-c2a0TydMlAs-unsplash-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/10/clay-banks-c2a0TydMlAs-unsplash-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Apesar da falta de estratégia unificada e da lentidão inicial maior do que a necessária, a vacinação tem avançado. Diversos setores da economia retomaram as atividades e parece haver uma luz no fim do túnel que conduz à normalidade. Porém, o alívio atual não significa que a pandemia acabou. Perduram níveis de risco e incerteza [&#8230;]</p>
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<p>Uma estimativa de pesquisadores do Centro de Estudos de Microfinanças e Inclusão Financeira da Fundação Getúlio Vargas (<a href="https://eaesp.fgv.br/centros/centro-estudos-microfinancas-e-inclusao-financeira/sobre">FGVcemif</a>) indica que as 17,3 milhões de MMPEs demandam hoje crédito anual de cerca de R$ 514 bilhões, sendo R$ 84 bilhões para MEIs, R$ 266 bilhões para MEs e R$ 164 bilhões para EPPs. Utilizando os dados de concessão de crédito divulgados pelo Banco Central, existiria uma potencial lacuna de R$ 166 bilhões entre demanda potencial de MMPEs e a oferta anual de crédito pelas instituições financeiras.</p>
<p>Em geral, a limitação estrutural da oferta de crédito faz com que as MMPEs utilizem recursos próprios para investimento em capital fixo. Quando há sobra, os recursos podem também ser utilizados para investimento em capital de giro.</p>
<p>No entanto, como as sobras são geralmente insuficientes, as vendas se tornam cruciais para financiar a necessidade de capital de giro, sobretudo pela antecipação de recebíveis (por exemplo, adiantando o recebimento de vendas no cartão de crédito). Sendo assim, quando as vendas caem por conta da pandemia, as MMPEs perdem uma importante fonte de financiamento.</p>
<p>Parte da perda do financiamento vindo das vendas pode ser compensada por ajustes e redução de custos, mas esses tendem a produzir mais desemprego em um cenário já marcado por renda anêmica da população de baixo poder aquisitivo. Daí a importância do crédito como forma de preservar as empresas e mitigar os efeitos sociais da crise.<a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/otimismo-com-retomada-da-economia-esbarra-em-riscos-e-incertezas-sobre-a-oferta-de-credito-para-empresas-de-micro-e-pequeno-porte/attachment/img-cenario1/" rel="attachment wp-att-1777"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1777" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/10/img-cenario1.png" alt="" width="831" height="495" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/10/img-cenario1.png 831w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/10/img-cenario1-300x179.png 300w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/10/img-cenario1-768x457.png 768w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/10/img-cenario1-750x447.png 750w" sizes="(max-width: 831px) 100vw, 831px" /></a></p>
<p>Considerando o cenário base estimado (Cenário 1), os pesquisadores também expandiram as análises para duas novas visões: um cenário otimista (Cenário 2), em que todos os setores teriam uma queda de faturamento 10% menor do que o cenário base; e um cenário pessimista, no qual todos os setores apresentariam queda de faturamento 10% maior do que o cenário base.</p>
<p>Independentemente de visões otimistas ou pessimistas, as análises concluíram que existe uma importante lacuna entre a demanda potencial estimada e o crédito efetivamente concedido a essas empresas. Na visão mais otimista, a demanda de crédito não atendida estaria na faixa dos R$ 100 bilhões (Figura 5), enquanto na visão mais pessimista a demanda não atendida cresceria para R$ 232 bilhões (Figura 6).</p>
<p><a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/otimismo-com-retomada-da-economia-esbarra-em-riscos-e-incertezas-sobre-a-oferta-de-credito-para-empresas-de-micro-e-pequeno-porte/attachment/img-cenario2/" rel="attachment wp-att-1778"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1778" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/10/img-cenario2.png" alt="" width="788" height="456" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/10/img-cenario2.png 788w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/10/img-cenario2-300x174.png 300w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/10/img-cenario2-768x444.png 768w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/10/img-cenario2-750x434.png 750w" sizes="(max-width: 788px) 100vw, 788px" /></a> <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/otimismo-com-retomada-da-economia-esbarra-em-riscos-e-incertezas-sobre-a-oferta-de-credito-para-empresas-de-micro-e-pequeno-porte/attachment/img-cenario3/" rel="attachment wp-att-1779"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1779" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/10/img-cenario3.png" alt="" width="836" height="485" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/10/img-cenario3.png 836w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/10/img-cenario3-300x174.png 300w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/10/img-cenario3-768x446.png 768w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/10/img-cenario3-750x435.png 750w" sizes="(max-width: 836px) 100vw, 836px" /></a></p>
<p>Até mesmo considerando os dados mais recentes de concessão de crédito para MMEPs, disponibilizados pelo Banco Central, a lacuna trimestral encontrada foi de R$ 51 bilhões para o cenário base, R$ 34 bilhões para o cenário otimista e R$ 67 bilhões para o cenário pessimista. &#8220;Esses valores ressaltam a insuficiência do Pronampe, cuja previsão de liberação de recursos para todo o ano de 2021 é R$ 25 bilhões, ou seja, inferior à lacuna projetada para um único trimestre&#8221;, ressaltam os autores.</p>
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		<title>Mais de 40% dos beneficiários do novo auxílio emergencial não conseguirão ter suas perdas de renda compensadas</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/mais-de-40-dos-beneficiarios-do-novo-auxilio-emergencial-nao-conseguirao-ter-suas-perdas-de-renda-compensadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[EAESP Pesquisa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Apr 2021 12:56:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[Economia política]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[auxílio emergencial]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/04/49747091652_aadc7f9ff7_k-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/04/49747091652_aadc7f9ff7_k-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/04/49747091652_aadc7f9ff7_k-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/04/49747091652_aadc7f9ff7_k-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Após uma interrupção abrupta no primeiro trimestre de 2021, o pagamento do auxílio emergencial deverá retornar a partir da primeira semana de abril, mas para cerca de 43% dos beneficiários, que receberão a parcela de R$ 150, as perdas de renda (na comparação com a renda usual pré-pandemia) não serão compensadas, segundo estudo feito por [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/04/49747091652_aadc7f9ff7_k-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/04/49747091652_aadc7f9ff7_k-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/04/49747091652_aadc7f9ff7_k-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/04/49747091652_aadc7f9ff7_k-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Após uma interrupção abrupta no primeiro trimestre de 2021, o pagamento do auxílio emergencial deverá retornar a partir da primeira semana de abril, mas para cerca de 43% dos beneficiários, que receberão a parcela de R$ 150, as perdas de renda (na comparação com a renda usual pré-pandemia) não serão compensadas, segundo <a href="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/04/Gonzalez-Lauro_AE_Abril2021.pdf">estudo feito por pesquisadores do Centro de Estudos de Microfinanças e Inclusão Financeira (FGVcemif) da Fundação Getúlio Vargas</a>.</p>
<p>A nova rodada de quatro parcelas do auxílio emergencial terá quantidades de beneficiários e valores menores do que em 2020. O benefício estará disponível apenas para quem já se cadastrou no ano passado, e os novos recebimentos terão novos critérios de elegibilidade: famílias compostas de apenas uma pessoa poderão receber parcelas de R$ 150; famílias com duas ou mais pessoas terão direito a R$ 250; e as famílias nas quais as mulheres são a única provedora terão acesso a parcelas de R$ 375. Para efeitos de comparação, em 2020 foram pagas nove parcelas, sendo as cinco primeiras de R$ 600 ou R$ 1.200 e as quatro últimas de R$ 300 ou R$ 600. Além disso, a inflação para baixa renda em 2020 foi a mais alta em oito anos, impulsionada por alimentos mais caros.</p>
<p>Ainda que recebam parcelas de R$ 150 de auxílio emergencial, estima-se que as cerca 20 milhões de pessoas que compõem uma família de uma pessoa vão enfrentar perdas de renda, que não serão suficientes para compensar os desafios do momento de pandemia na maioria dos estados brasileiros. Os poucos estados que registram alguma compensação de renda estão situados majoritariamente no norte ou nordeste, como é o caso do Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Roraima e Sergipe. Para os pesquisadores, esse dado reflete a desigualdade regional de renda existente no país.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1143" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/04/AE_IMG1.png" alt="" width="538" height="360" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/04/AE_IMG1.png 538w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/04/AE_IMG1-300x201.png 300w" sizes="(max-width: 538px) 100vw, 538px" /></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1142" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/04/AE_IMG2.png" alt="" width="692" height="456" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/04/AE_IMG2.png 692w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/04/AE_IMG2-300x198.png 300w" sizes="(max-width: 692px) 100vw, 692px" /></p>
<p>Mesmo recebendo um valor intermediário de R$ 250, oferecido a mais de 16 milhões de famílias compostas de duas ou mais pessoas, os pesquisadores ressaltam que não haverá compensação em todos os estados brasileiros. &#8220;Esse fato pode agravar ainda mais a situação destas famílias diante da intensidade da segunda onda e do surgimento de eventuais repiques da doença ao longo do ano&#8221;, detalha o pesquisador Lauro Gonzalez, autor do estudo.</p>
<p>O novo estudo faz parte de uma série de análises feitas pelo FGVcemif ao longo de 2020 (veja análises anteriores em<a href="https://abori.com.br/economia-e-administracao/com-reducao-de-auxilio-emergencial-renda-de-cabeleireiros-cairia-17-para-motoristas-de-aplicativos-queda-seria-de-12/"> agosto</a> e<a href="https://abori.com.br/economia-e-administracao/invisiveis-38-milhoes-ficarao-sem-assistencia-com-o-fim-do-auxilio-emergencial/"> outubro</a> de 2020), que comparam a estimativa da renda dos domicílios antes e depois da pandemia para indicar se as famílias beneficiadas pelas parcelas de auxílio emergencial estão conseguindo compensar as suas perdas de renda. &#8220;Diante das evidências de que o auxílio emergencial pago em 2020 contribuiu decisivamente para uma contração menor do PIB &#8211; queda de 4,1% diante de uma expectativa inicial de 9% &#8211; é preocupante imaginar um cenário combinando o recrudescimento da pandemia e uma proteção social inadequada&#8221;, alerta Gonzalez.</p>
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