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	<title>Arquivos Análise - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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	<description>O Blog Impacto é uma iniciativa da FGV EAESP Pesquisa para disseminar o conhecimento produzido na instituição.</description>
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	<title>Arquivos Análise - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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		<title>Jovens do gênero masculino dependem mais da educação financeira recebida dos seus pais para fazer boas escolhas na mesma área</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Agência Bori]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Nov 2021 12:19:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa e conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[acesso ao crédito]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/11/pexels-cup-of-couple-6634170-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/11/pexels-cup-of-couple-6634170-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/11/pexels-cup-of-couple-6634170-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/11/pexels-cup-of-couple-6634170-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/11/pexels-cup-of-couple-6634170-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />A partir do momento em que passam a ter autonomia sobre suas decisões financeiras, os jovens adultos são frequentemente convidados a tomar decisões financeiras complexas, e algumas delas podem ter consequências perenes, que afetam os próximos anos das suas vidas. As decisões sobre como usar o acesso ao crédito estão entre essas complexas decisões que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/11/pexels-cup-of-couple-6634170-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/11/pexels-cup-of-couple-6634170-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/11/pexels-cup-of-couple-6634170-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/11/pexels-cup-of-couple-6634170-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/11/pexels-cup-of-couple-6634170-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A partir do momento em que passam a ter autonomia sobre suas decisões financeiras, os jovens adultos são frequentemente convidados a tomar decisões financeiras complexas, e algumas delas podem ter consequências perenes, que afetam os próximos anos das suas vidas.</p>
<p>As decisões sobre como usar o acesso ao crédito estão entre essas complexas decisões que os consumidores são convidados a tomar. A situação fica ainda mais desafiadora por conta da expansão do acesso ao crédito a estudantes universitário do mundo todo. Alguns aspectos sobre o uso do crédito são mais universais, afetando os jovens do mundo todo de maneira semelhante, mas existem também algumas características que são específicas de cada cultura e que podem gerar impactos de longo prazo.</p>
<p>Para investigar como essas características individuais e culturais podem causar implicações de longo prazo, um recente estudo que tem entre seus autores Wesley Mendes-Da-Silva, pesquisador da FGV EAESP, se propôs a analisar o uso de cartão de crédito entre 1458 jovens que vivem em países como o Brasil, EUA e França.</p>
<p>Utilizando um modelo de análise que permite incorporar a relação existente entre as diferentes variáveis envolvidas (como características da cultura local, faixa etária e gêneros), os autores destacam que o bem estar financeiro dos jovens é afetado pela forma individual que eles decidem ter para usar o cartão de crédito e também pela comparação social e pela autoconfiança financeira de cada um.</p>
<p>Este último fator, de confiança pessoal no cuidado com as finanças, também se mostrou bastante relacionada com a educação financeira que estes jovens receberam dos seus pais. Neste aspecto, a comparação entre os grupos analisados revelou evidências de que os jovens do gênero masculino são mais dependentes da educação financeira recebida dos seus pais para fazer boas escolhas financeiras do que as jovens do gênero feminino.</p>
<p>&#8220;Este efeito pode ser visto como uma maior dependência das mulheres das atitudes dos pais, porque elas estão mais dispostas a conversar com eles sobre questões financeiras. Além disso, esse resultado pode ser explicado por diferenças culturais em que as expectativas dos pais podem desempenhar um papel relevante à medida que diferentes práticas são adotadas em relação a filhos ou filhas&#8221;, refletem os autores.</p>
<p><a href="https://link.springer.com/article/10.1007%2Fs10834-021-09792-2">Confira o estudo na íntegra</a></p>
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		<title>Diante de uma situação sem precedentes, o país deve ter o melhor censo possível, mas em 2022</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/analise/diante-de-uma-situacao-sem-precedentes-o-pais-deve-ter-o-melhor-censo-possivel-mas-em-2022/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[EAESP Pesquisa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 May 2021 11:43:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão pública]]></category>
		<category><![CDATA[administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[censo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/pexels-lukas-590022-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/pexels-lukas-590022-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/pexels-lukas-590022-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/pexels-lukas-590022-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/pexels-lukas-590022-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />Em publicação recente no blog Estadão, o professor da FGV EAESP, Eduardo de Rezende Francisco, em co-autoria com Rubens de Almeida, defendeu que diante de uma situação mundial sem precedentes causada pela pandemia de Covid-19, é preciso MEDIR para então AGIR, de forma a saber como combater os desafios causados por essa situação. &#8220;O instrumento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/pexels-lukas-590022-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/pexels-lukas-590022-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/pexels-lukas-590022-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/pexels-lukas-590022-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/pexels-lukas-590022-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Em publicação recente no <a href="https://politica.estadao.com.br/blogs/gestao-politica-e-sociedade/queremos-o-melhor-censo-possivel-em-2022/">blog Estadão</a>, o professor da <a href="https://eaesp.fgv.br">FGV EAESP</a>, <a href="https://eaesp.fgv.br/professor/eduardo-rezende-francisco">Eduardo de Rezende Francisco</a>, em co-autoria com Rubens de Almeida, defendeu que diante de uma situação mundial sem precedentes causada pela pandemia de Covid-19, é preciso MEDIR para então AGIR, de forma a saber como combater os desafios causados por essa situação.</p>
<p>&#8220;O instrumento historicamente mais adequado, e decenalmente esperado, para MEDIR inúmeros aspectos da realidade brasileira, de suas pessoas, organizadas em famílias e domicílios, dotadas de situações econômicas, de moradia, de trabalho, fecundidade, natalidade, mortalidade, nupcialidade, posse de bens duráveis, saúde, educação, mobilidade, entre muitos outros aspectos, é o Censo Demográfico&#8221;, explicam os autores.</p>
<p>Eles destacam que o Censo é a principal informação que o governo utiliza para planejar o país, auxiliando na definição de como distribuir corretamente recursos de educação básica, saúde, segurança, entre outros, da União para os governos municipais.</p>
<p>&#8220;Estamos em plena pandemia. O prejuízo e o risco de disseminação do Covid-19 fez-nos decidir sabiamente, no primeiro semestre de 2020, pelo adiamento do Censo para 2021. Teríamos tempo de repensar, com calma, sua aplicação, um ano depois, reconsiderando muito do que já havia sido discutido, buscando um consenso entre a visão pragmática, reducionista, e a visão técnica, calcada em experiência e reputação internacionais&#8221;, defendem.</p>
<p>A reflexão proposta pelos autores, que questiona se é necessário mesmo exigir a realização do censo ainda em 2021, pode ser conferida na íntegra no <a href="https://politica.estadao.com.br/blogs/gestao-politica-e-sociedade/queremos-o-melhor-censo-possivel-em-2022/">blog Gestão, Política &amp; Sociedade no Estadão.</a></p>
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		<item>
		<title>O jogo político da transferência de tecnologia para a vacina da Covid-19</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/analise/o-jogo-politico-da-transferencia-de-tecnologia-para-a-vacina-da-covid-19/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Morales]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2020 20:09:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[gestão]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[vacinas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/10/cdc-hXHpw1v7_ZE-unsplash-1-scaled-2047x1152-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/10/cdc-hXHpw1v7_ZE-unsplash-1-scaled-2047x1152-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/10/cdc-hXHpw1v7_ZE-unsplash-1-scaled-2047x1152-1-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/10/cdc-hXHpw1v7_ZE-unsplash-1-scaled-2047x1152-1-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Por Elize Massard da Fonseca &#160; O enfrentamento à Covid-19 no Brasil tem sido marcado por uma disputa política entre o presidente e os governadores, particularmente o governador de São Paulo, João Doria. A aprovação da vacina pela Anvisa, além de ser uma importante medida de saúde, será mais um capítulo nessa disputa, uma vez [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/10/cdc-hXHpw1v7_ZE-unsplash-1-scaled-2047x1152-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/10/cdc-hXHpw1v7_ZE-unsplash-1-scaled-2047x1152-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/10/cdc-hXHpw1v7_ZE-unsplash-1-scaled-2047x1152-1-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/10/cdc-hXHpw1v7_ZE-unsplash-1-scaled-2047x1152-1-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p><em>Por<a href="https://eaesp.fgv.br/professor/elize-massard-fonseca" target="_blank" rel="noopener noreferrer"> Elize Massard da Fonseca</a></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O enfrentamento à Covid-19 no Brasil tem sido marcado por uma disputa política entre o presidente e os governadores, particularmente o governador de São Paulo, João Doria. A aprovação da vacina pela Anvisa, além de ser uma importante medida de saúde, será mais um capítulo nessa disputa, uma vez que o “primeiro entrante” nesse mercado terá ganhos políticos importantes.</p>
<p>Para conseguir atender a uma demanda global por produtos estratégicos no combate à Covid-19, as principais indústrias com pesquisas para a vacina contra a doença adotaram estratégias de transferência de tecnologia como forma de aumentar a escala de produção. No entanto, os pactos com essas indústrias não partem necessariamente dos líderes de governo de cada país. No Brasil, por exemplo, o governo do estado de São Paulo, através do Instituto Butantan firmou uma parceria com a Sinovac, a empresa chinesa de biotecnologia para a produção da Coronavac.</p>
<p>Por se tratar de um instituto de pesquisa vinculado ao estado, o Butantan tem autonomia para decidir sobre seus parceiros comerciais. Porém, a produção da vacina depende de recursos do Ministério da Saúde e de doadores privados, além do investimento do próprio governo estadual. A aprovação para uso comercial dependerá de uma autorização da Anvisa e, o que pode gerar controvérsia: a distribuição até o momento estaria restrita aos cidadãos de São Paulo. Isso porque a incorporação de novas tecnologias no SUS e a distribuição a nível nacional cabem ao Ministério da Saúde.</p>
<p>A compra centralizada pelo Ministério da Saúde permitiria uma negociação de preço mais vantajosa para o SUS e uma distribuição mais equitativa para a população brasileira. Além disso, a aquisição e distribuição de mais de um tipo de vacina seria o ideal, considerando evidências da combinação de diferentes vacinas no aumento da imunidade da população.</p>
<p>O Brasil possui uma rede de 18 laboratórios públicos, sendo os principais o laboratório federal de Biomanguinhos e o Butantan, que fornecem aproximadamente 75% das vacinas e soros para o Programa Nacional de Imunizações. Por serem vinculados aos estados, cabe aos governos estaduais estabelecer parcerias de transferência de tecnologia como o caso da Sinovac e Butantan e da possível parceria entre a Sputnik e a Bahiafarma.</p>
<p>Em entrevista coletiva à imprensa no lançamento da parceria entre a Biomanguinhos e a AstraZeneca, o Ministério da Saúde informou que a escolha por essa tecnologia se deu através de uma comissão de especialistas que analisou as pesquisas disponíveis e optaram pela vacina de Oxford. Por outro lado, as declarações do Butantan sugerem que a escolha pela parceria com a Sinovac se deu por conta do conhecimento acumulado com a plataforma utilizada na produção do Coronavac.</p>
<p>Um ponto crucial dos acordos de transferência de tecnologia para a produção de vacinas no Brasil ao longo das últimas quatro décadas é o de que a produção desses acordos é condicionada a compras públicas. Ou seja, há um importante ganho de escala ao fornecer essa tecnologia ao Ministério da Saúde. Porém o acordo do Sinovac/Butantan não contempla tal arranjo, uma vez que não há acordo prévio com o Ministério da Saúde para inclusão desse produto no catálogo de vacinas do SUS. Por hora, a produção do Butantan só pode ser direcionada ao estado de São Paulo ou exportação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Sobre esse artigo</h2>
<p><strong>Elize Massard da Fonseca</strong> é professora da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV/EAESP)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Fonte: <a href="https://abori.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Agência Bori</a></em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Trabalhadores da linha de frente da pandemia e o abandono do Estado</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/analise/trabalhadores-da-primeira-linha-de-frente-ao-abandono-do-estado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Morales]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2020 20:47:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[covil-19]]></category>
		<category><![CDATA[linha de frente]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[políticas públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/09/CPHTIZOSHREIXDXPZKHM3KI4D4-e1599577068955-1140x419-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/09/CPHTIZOSHREIXDXPZKHM3KI4D4-e1599577068955-1140x419-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/09/CPHTIZOSHREIXDXPZKHM3KI4D4-e1599577068955-1140x419-1-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Por Michelle Fernández, Gabriela Lotta e Giordano Magri  Desde 26 de fevereiro de 2020, o Brasil tenta lidar com a crise que atinge o mundo inteiro: a pandemia de Covid-19. O primeiro caso foi apresentado na cidade de São Paulo. A partir de então, o registro de infecções e óbitos aumentou rapidamente, chegando a mais de quatro milhões de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/09/CPHTIZOSHREIXDXPZKHM3KI4D4-e1599577068955-1140x419-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/09/CPHTIZOSHREIXDXPZKHM3KI4D4-e1599577068955-1140x419-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/09/CPHTIZOSHREIXDXPZKHM3KI4D4-e1599577068955-1140x419-1-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p><em>Por Michelle Fernández, <a href="https://pesquisa-eaesp.fgv.br/professor/gabriela-spanghero-lotta" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Gabriela Lotta</a> e Giordano Magri </em></p>
<p>Desde 26 de fevereiro de 2020, o Brasil tenta lidar com a crise que atinge o mundo inteiro: a pandemia de Covid-19. O primeiro caso foi apresentado na cidade de São Paulo. A partir de então, o registro de infecções e óbitos aumentou rapidamente, chegando a mais de quatro milhões de infectados e 127.464 óbitos, segundo dados do Ministério da Saúde de 8 de setembro deste ano, que colocam o país como o mais afetado na América Latina e o segundo no mundo.</p>
<p>A combinação de uma pandemia agressiva sem precedentes na história humana recente e o caos político a que estamos sujeitos dá contornos brasileiros à crise global. A desigualdade que já caracteriza a sociedade deste país tem determinado quem é mais afetado pelos impactos devastadores da doença e das medidas de isolamento social. Isso porque, além dos agravos trazidos pelo novo coronavírus, convivemos com os problemas estruturais do país, ou seja, falta de saneamento básico, fracas estruturas de proteção social e sanitária, insegurança alimentar, racismo, entre outros.</p>
<p>Leia na íntegra o artigo publicado na &#8220;Agenda Pública El País&#8221; (em espanhol) <strong><a href="http://agendapublica.elpais.com/brasil-los-trabajadores-de-la-primera-linea-frente-al-abandono-del-estado/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">aqui</a></strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A PEC da Reforma Administrativa: ausência de um diagnóstico compartilhado e diferentes perspectivas</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/analise/a-pec-da-reforma-administrativa-ausencia-de-um-diagnostico-compartilhado-e-diferentes-perspectivas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Morales]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2020 17:40:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[gestão pública]]></category>
		<category><![CDATA[governança]]></category>
		<category><![CDATA[políticas públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/09/carrossel_foto1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/09/carrossel_foto1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/09/carrossel_foto1-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Por Cibele Franzese Na última quinta-feira, 03/09, o governo federal encaminhou ao Congresso Nacional uma Proposta de Emenda Constitucional sobre a Reforma Administrativa. É difícil obter unanimidade na opinião pública, mas lendo as opiniões publicadas o texto parece ter conseguido desagradar a quase todos. Vamos discutir o porquê. A questão preliminar é alertar que esse é um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/09/carrossel_foto1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/09/carrossel_foto1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/09/carrossel_foto1-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p><em>Por <a href="https://pesquisa-eaesp.fgv.br/professor/cibele-franzese" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Cibele Franzese</a></em></p>
<p>Na última quinta-feira, 03/09, o governo federal encaminhou ao Congresso Nacional uma Proposta de Emenda Constitucional sobre a Reforma Administrativa. É difícil obter unanimidade na opinião pública, mas lendo as opiniões publicadas o texto parece ter conseguido desagradar a quase todos. Vamos discutir o porquê.</p>
<p>A questão preliminar é alertar que esse é um tema de difícil debate. É um assunto árido e cheio de nuances jurídicas e administrativas que não são de simples entendimento. Logo, o problema pode ser facilmente reposicionado na agenda pública observando-o de maneira fragmentada, ou simplesmente privilegiando determinado ângulo em detrimento de outro. Aqui surge o primeiro problema: ausência de um diagnóstico comum sobre o porquê precisamos de um Reforma Administrativa.</p>
<p>Não só o Brasil, mas a América Latina, tem um histórico de propostas de reformas institucionais subordinadas à agenda de ajuste fiscal. Esse alinhamento nunca esteve tão claro quanto no governo Bolsonaro, que extinguiu o Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão e subordinou as políticas de gestão de pessoas ao Ministério da Economia.</p>
<p>Nesse mesmo sentido, desde que o governo anunciou que enviaria uma Reforma tem dado sinais de que o objetivo principal seria o controle de gastos. A partir daí a mídia começou a aquecer o debate, iniciando uma verdadeira cruzada contra os servidores públicos “que ganham mais que os trabalhadores privados” e o quanto isso pesa nas contas públicas do país. Foram diversos artigos, em vários jornais, repetindo que empregamos menos pessoas no setor público que países da OCDE [1], porém nossos gastos em relação ao PIB são semelhantes ou maiores que os desses mesmos países [2]. Além disso, outras reportagens davam publicidade a super salários – normalmente de carreiras jurídicas ou ligadas à arrecadação no governo federal, membros do Ministério Público ou do Poder Judiciário – e generalizavam tal realidade como “serviço público”. Ao mesmo tempo o Ministro da Economia, em meio a uma indefinição sobre quando o projeto de lei seria ou não enviado ao Congresso – até então não sabíamos se seria uma PEC ou um PLC – dá uma declaração comparando os servidores públicos a “parasitas”. Criava-se então uma ideia geral de que o problema a ser atacado era: servidores ganham muito e não trabalham.</p>
<p>Enquanto esperavam o governo federal enviar sua proposta, o Congresso Nacional organizou uma Frente Parlamentar Mista para discutir a Reforma Administrativa. Coordenada pelo Deputado Tiago Mitraud (NOVOMG) a frente é composta de 14 deputados e dois senadores de 13 partidos políticos diferentes. Realizou 5 debates no final de junho deste ano, discutindo diferentes aspectos da reforma, abordando as questões fiscais acima mencionadas, mas indo além destas.</p>
<p>Os debates começaram muito amplos – tratando de desburocratização do Estado, digitalização, abertura e fechamento de empresas – mas foram cada vez mais afunilando para o tema de gestão de pessoas. Seja sob a forma de produtividade, reconhecimento dos “mais empenhados”, avaliação com curva forçada, remuneração variável, etc. – a gestão do desempenho esteve no centro das discussões. A restrição da estabilidade do servidor com a variação das modalidades de vínculo também apareceu como demanda mais de uma vez, resultando, portanto, em um debate mais plural do que o divulgado pela mídia.</p>
<p>Um ponto interessante foi um dos debates endereçados a discutir a situação dos estados e municípios com a presença do presidente do Conselho Estadual dos Secretários de Administração dos Estados – CONSAD, o Secretário de Planejamento e Gestão de Alagoas Fabrício Santos. Os estados e municípios empregam hoje 90% dos servidores públicos do país, que são responsáveis pela oferta dos principais serviços prestados à população – saúde, educação e segurança pública – e seus salários são, em média, muito menores que os salários dos servidores públicos federais (as médias do servidores federais, estaduais e municipais são, respectivamente: R$9.186,29; R$5040,59; R$2865,51, conforme pesquisa do Ipea, 2019 [3]). São atores, portanto, que precisam ser ouvidos nesta discussão.</p>
<p>Ao final, os debates da Frente trouxeram especialistas e parlamentares para discutir, porém serviram mais para aquecer a discussão no Congresso Nacional, do que para construir um consenso sobre um diagnóstico acerca dos problemas a serem atacados pela reforma. Avançamos, mas continuamos sem um ponto de partida comum.</p>
<p>No dia 12/08, o Secretário Especial de Desburocratização do Ministério da Economia, Paulo Uebel, que estava à da elaboração do projeto, decide deixar o governo porque afirma que a Reforma Administrativa seria deixada apenas para 2021. E quando não se esperava mais que o projeto viesse, uma proposta de emenda constitucional é enviada ao Congresso Nacional.</p>
<p>Mas, será que essa Reforma resolve os principais problemas do serviço público brasileiro? Não é possível dizer, pois não há um consenso sobre quais são eles.</p>
<p>Se observarmos o diagnóstico divulgado pela mídia de que o Estado brasileiro é caro, seja porque a maioria dos servidores ganhariam mais que os trabalhadores privados, seja por que há super salários nas carreiras de Estado e em algumas carreiras do Poder Judiciário, o problema não foi endereçado. Primeiro porque a escolha da proposta foi não incidir sobre servidores atuais – logo não se pode esperar nenhum impacto orçamentário de curto prazo. Segundo porque o Executivo preferiu não tratar das carreiras melhor remuneradas que são também as carreiras de Estado e, quando tratou, as colocou ainda mais em um lugar intocável – e no que se refere aos membros dos outros Poderes, alegou falta de competência para fazê-lo. Nesse sentido, a pressão da mídia vale ser feita, porque esse último assunto ainda pode ser incluído no Congresso Nacional. Outro que ficou de fora foram as Forças Armadas, mas a última vez que tentaram incluí-las em uma reforma – lembremos da previdência – elas ganharam benefícios em vez de perder (acredito que não havia outra coisa a se esperar do governo Bolsonaro…)</p>
<p>No que se refere às questões de desempenho – bastante discutidas pela Frente Parlamentar – também não foram diretamente atendidas pela proposta, apenas lateralmente, ficando para lei ordinária e não mais lei complementar a regulamentação da possibilidade de demissão por desempenho que já havia sido inserida na Constituição pela Emenda 19/98. Essa regulamentação é importante, mas é apenas a pontinha de um iceberg. Para que funcione é preciso haver uma cultura de avaliação baseada em metas pactuadas com a equipe e com cada servidor, um processo transparente com feedbacks constantes, atrelados a capacitação e oportunidades de realocação do servidor nos quais a demissão é apenas a última das possibilidades à qual se recorre.</p>
<p>Isso só é possível com dirigentes de unidades que sejam de fato gestores de pessoas e tenham autonomia para fazê-lo. Nesse sentido, a seleção de dirigentes públicos é um assunto importante, que merece atenção. Não para ser ocupação privativa de membros de carreiras, mas para ter processos seletivos abertos e transparentes e que seus ocupantes se comprometam com resultados que possam ser acompanhados por toda a sociedade. Isso também não foi previsto na PEC, mas na apresentação feita durante a coletiva, os cargos de “liderança e assessoramento” estavam abaixo de uma coluna sob o título “ingresso por seleção simplificada” – podemos entender que isso virá em uma das regulamentações?</p>
<p>No que se refere à fragmentação das carreiras e à criação de carreiras por órgão que foi ocorrendo ao longo do tempo no governo federal, com cada Ministério criando, por exemplo, sua própria carreira administrativa, é importante dizer que juntar carreiras custa dinheiro. Ao fazê-lo é preciso equiparar salários dos servidores e, julgando-se pelas diferenças apresentadas pelos Secretários na coletiva – analista técnico do meio ambiente salário entre R$ 11 mil e R$ 15 mil e analista técnico administrativo PGPE entre R$ 6 mil e R$ 8 mil – a equiparação não sairia barato, considerando que deve se dar pelo maior salário, uma vez que nenhum servidor pode ter seu salário reduzido. Há soluções intermediárias como extinguir algumas carreiras e juntar apenas as mais próximas, mas sempre haverá o dispêndio de algum recurso. Confesso que, nesse momento em que vivemos, prefiro aplicar os recursos na discussão do auxílio emergencial ou transferir a estados e municípios para fortalecerem a linha de frente do SUS.</p>
<p>Considerando o que de fato foi enviado, a proposta do governo preferiu, a meu ver, priorizar duas coisas: a diversificação de vínculos e, portanto, o fim do regime jurídico único; e a extinção de uma série de benefícios como licença prêmio, promoção por tempo de serviço, férias com mais de 30 dias e aposentadoria compulsória como punição.</p>
<p>A primeira questão é bastante polêmica e como não vale para os servidores em exercício, não tem nenhum impacto orçamentário no curto e médio prazo – até mesmo porque ainda depende de regulamentação. São criados cinco tipos de vínculo: vínculo de experiência, cargo típico de estado, cargo por prazo indeterminado, vínculo de prazo determinado, e cargos de liderança e assessoramento. O primeiro é transitório para os dois seguintes, cujo acesso se dará por concurso público. O terceiro, por tempo determinado, terá acesso por processo seletivo simplificado, assim como os cargos de liderança e assessoramento, que substituem os cargos em comissão.</p>
<p>Vários países já têm mais de uma forma de vínculo. Isso dá flexibilidade para questões de mais longo prazo como mudanças na pirâmide demográfica, mudanças tecnológicas e para abrir caminho a novas demandas de serviços públicos que surgem e redução de outras que não são mais tão necessárias. Não deveria ser encarado uma perda de direitos dos servidores, mas como algo natural dentro de uma organização. Nesse sentido, o fato de ser apenas para novos concursados, facilita o entendimento: só presta o concurso quem realmente deseja ingressar nesse novo tipo de vínculo. Resta ao Estado conseguir ter outros atrativos além da estabilidade para conseguir atrair bons profissionais para virem trabalhar no setor público.</p>
<p>Mas, acredito que o maior impacto dessa medida se dará no nível subnacional, onde os múltiplos vínculos já são uma realidade, mas por caminhos muito tortuosos. Posso citar alguns exemplos: o uso indiscriminado de convênios ou do MROSC nas creches que muitas vezes disfarçam uma terceirização de área fim; a propagação de organizações sociais em diversas áreas fugindo de seu escopo de fomento para o qual ela foi criada, em regiões do país onde sequer há sociedade civil organizada disposta a assumir a gestão de equipamentos públicos; serviços sociais autônomos sem receita para fiscal para seu financiamento, ressuscitando uma legislação da década de 1940 para fazer uso do orçamento público com flexibilidade de organização privada; cooperativas de médicos atendendo, representando terceirização de área-fim; e funcionários temporários, em sua maioria professores, tendo seus contratos sucessivamente renovados, em cada local do país sendo remunerados de uma forma (pelo valor inicial da tabela, pelo salário mínimo, com ou sem direito ao INSS etc).</p>
<p>Ou seja, não é a PEC que propõe a diversificação de vínculos que vai precarizar o trabalho do servidor público – a precarização é real e já ocorre, burlando o regime jurídico único das mais variadas formas possíveis. O que é necessário é dar algum grau de uniformização e legalidade à multiplicidade de saídas que o gestor foi encontrando no dia a dia da gestão para conseguir entregar serviços dentro da rigidez que o regime hoje impõe.</p>
<p>A segunda frente que a PEC ataca é a extinção de uma lista de benefícios. Alguns deles são típicos do Judiciário, como férias superiores a 30 dias por ano e aposentadoria compulsória como punição; outros já foram extintos da administração federal há muitos anos, mas estão presentes em muitos estados e municípios como a licença prêmio, o adicional por tempo de serviço e a incorporação ao salário de valores referentes ao exercício de cargos e funções; já a supressão da progressão ou promoção baseada exclusivamente no tempo de serviço traz implicações para diversas carreiras das três esferas de governo e para os Três Poderes e vai no sentido de buscar premiar menos a experiência e senioridade, do que outros critérios como formação, prova ou avaliação de desempenho. Nesse sentido, seu impacto é mais para fora da Administração federal do que para dentro e serve muito os governos subnacionais que têm demonstrado grande dificuldade para aprovar, individualmente, reformas que diminuam o crescimento vegetativo da folha de pagamento e no caso da licença prêmio, acabam demandando o pagamento de horas-extra ou contratação de trabalhadores temporários para cobrir o desfalque.</p>
<p>Talvez essas mudanças pudessem ser aprovadas por Lei e não Emenda Constitucional. Mas para terem efeito nos estados e municípios, sem gerarem milhares de ações judiciais, esse é o caminho mais seguro. Lembro que há dificuldade nos estados e municípios para demitir empregados celetistas – o que deveria ser um assunto pacificado.</p>
<p>Haveria outra reforma possível? Certamente sim! Muitas outras. E a falta de um consenso sobre um diagnóstico está apontando para diversas outras prioridades. Eu, pessoalmente, não começaria pela reforma dos vínculos. É um assunto difícil e seu impacto não é imediato. A alta remuneração das carreiras de elite, a gestão do desempenho e a nomeação dos dirigentes seriam minhas escolhas. Mas, o fato de minhas escolhas não serem priorizadas faz com que eu seja contrária a discutir essa PEC como oportunidade de melhoria do sistema rígido que temos hoje? Não. Acredito que o Congresso Nacional pode inserir membros de outros Poderes na extinção de benefícios e essa extinção como proposta hoje já é positiva para estados e municípios. Da mesma forma, a pluralidade de vínculos, com a garantia de estabilidade para as carreiras de estado, com a manutenção do concurso público para tempo indeterminado, pode regularizar muito do que já vem ocorrendo como fuga do regime jurídico único nos diferentes governos brasileiros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>[1] cerca de 18% da mão de obra assalariada, próximo aos índices dos países latino – americanos, sendo que os países europeus ou da América do Norte empregam mais de 20% ou 30% e os nórdicos até mais de 40% (Banco Mundial. (2017) Um ajuste justo: análise da eficiência e equidade do gasto público no Brasil.Volume I: síntese. Disponível em https://www.worldbank.org/pt/country/brazil/publication/brazil-expenditure-review-report&gt; Acesso em 20 de agosto de 2020.)</p>
<p>[2] 13,7% em relação ao PIB e menos que isso na maior parte dos países da Europa ou América do Norte (Banco Mundial, 2017).</p>
<p>[3] Ipea. (2019). Atlas do Estado Brasileiro. Disponível em https://www.ipea.gov.br/atlasestado/&gt;. Acesso em 15 de agosto de 2020.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>*artigo originalmente publicado no <a href="https://politica.estadao.com.br/blogs/gestao-politica-e-sociedade/a-pec-da-reforma-administrativa-ausencia-de-um-diagnostico-compartilhado-e-diferentes-perspectivas/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">blog Gestão, Política &amp; Sociedade</a> do &#8220;Estadão&#8221;.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>&#8220;GV-executivo&#8221; traz caderno especial sobre mudanças na gestão em tempos de pandemia</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/analise/gv-executivo-traz-caderno-especial-sobre-mudancas-na-gestao-em-tempos-de-pandemia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Morales]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Sep 2020 19:22:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[administração]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[gestão]]></category>
		<category><![CDATA[gv-executivo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/09/AdobeStock_63854840-new-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/09/AdobeStock_63854840-new-150x150.jpeg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/09/AdobeStock_63854840-new-700x700.jpeg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/09/AdobeStock_63854840-new-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A gestão não será mais a mesma. Nesse cenário pandêmico, a FGV reorganizou rapidamente suas atividades e pôde dar continuidade ao ensino de qualidade em prol do desenvolvimento do país. Em consonância com esses objetivos, os artigos da revista “GV-executivo” buscam disseminar o conhecimento produzido nas pesquisas de seus professores e professoras, nos diversos centros [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/09/AdobeStock_63854840-new-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/09/AdobeStock_63854840-new-150x150.jpeg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/09/AdobeStock_63854840-new-700x700.jpeg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/09/AdobeStock_63854840-new-75x75.jpeg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A gestão não será mais a mesma. Nesse cenário pandêmico, a FGV reorganizou rapidamente suas atividades e pôde dar continuidade ao ensino de qualidade em prol do desenvolvimento do país. Em consonância com esses objetivos, os artigos da revista “GV-executivo” buscam disseminar o conhecimento produzido nas pesquisas de seus professores e professoras, nos diversos centros de estudo e nos trabalhos aplicados dos alunos e das alunas dos mestrados profissionais da FGV EAESP.</p>
<p>A <a href="https://rae.fgv.br/gv-executivo/vol19-num3-2020" target="_blank" rel="noopener noreferrer">edição passada</a> da &#8220;GV-executivo&#8221; foi totalmente dedicada ao impacto da Covid-19: na administração de empresas, na administração pública e na administração dos serviços de saúde. Os reflexos da pandemia continuam a ser debatidos na edição atual – impossível não pensar em suas consequências para a gestão e para os negócios no país.</p>
<p>Nesta edição, a revista traz o caderno especial &#8220;gestão em mudança&#8221;, com artigos sobre transformação digital nas vendas, que se acelerou com a pandemia; como executivos do topo das organizações sentem que vêm perdendo o controle da gestão em vários aspectos, um deles envolvendo o <em>home office; </em>e a possibilidade de gestores usarem ferramentas de melhoria contínua para obter ganhos em eficiência operacional sem investimentos de vulto.</p>
<p>A edição apresenta mais três artigos, dos quais dois tratam de fraudes e corrupção e o terceiro traz ferramentas para quem deseja empreender. As colunas desta edição são todas dedicadas aos impacto da Covid-19: no trabalho, na escola e na família; a importância das relações presenciais entre alunos, colegas e professores para estimular o interesse pelo ensino; as dificuldades de acesso às ferramentas digitais que aprofundam a desigualdade no país; as ações de estados e municípios no combate à Covid-19; e as perspectivas para a economia brasileira.</p>
<p>A revista traz também entrevista com Gilson Rodrigues, líder de Paraisópolis, que mostra como foi possível, em condições precárias, mobilizar a comunidade para controlar de alguma forma a pandemia e obter indicadores que chamaram a atenção do mundo inteiro.</p>
<p>Confira abaixo os conteúdos da última edição da <strong>“GV-executivo” (vol. 19, n. 4)</strong>:</p>
<p><strong>Coluna: Educação</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://rae.fgv.br/gv-executivo/vol19-num4-2020/covid-19-educacao-conhecimento-compartilhado" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Covid-19: educação é conhecimento compartilhado</a></li>
</ul>
<p><em>Fernando Luiz Abrucio &#8211; FGV/EAESP</em></p>
<p><strong>Coluna: Sociedade e Gestão</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://rae.fgv.br/gv-executivo/vol19-num4-2020/estados-municipios-no-combate-covid-19" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Estados e municípios no combate à Covid-19</a></li>
</ul>
<p><em>Cibele Franzese &#8211; FGV EAESP</em></p>
<p><strong>Coluna: Projeto de Vida</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://rae.fgv.br/gv-executivo/vol19-num4-2020/dia-dia-na-pandemia-trabalho-escola-familia" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O dia a dia na pandemia: trabalho escola e família</a></li>
</ul>
<p><em>Beatriz Maria Braga &#8211; FGV/EAESP</em></p>
<p><strong>Entrevista</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://rae.fgv.br/gv-executivo/vol19-num4-2020/paraisopolis-pede-passagem-que-podemos-aprender-sobre-gestao-com" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Paraisópolis pede passagem &#8211; O que podemos aprender sobre gestão com a experiência da comunidade no combate à Covid-19</a></li>
</ul>
<p><em>Adriana Wilner &#8211; FGV EAESP, Aline Lilian dos Santos &#8211; FGV EAESP, Mario Aquino Alves &#8211; FGV/EAESP</em></p>
<p><strong>Coluna: Economia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://rae.fgv.br/gv-executivo/vol19-num4-2020/saindo-fundo-poco" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Saindo do fundo do poço?</a></li>
</ul>
<p><em>Paulo Sandroni &#8211; FGV EAESP</em></p>
<p><strong>Coluna: Tecnologia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://rae.fgv.br/gv-executivo/vol19-num4-2020/tecnologia-em-tempos-covid-19" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Tecnologia em tempos de Covid-19</a></li>
</ul>
<p><em>Eduardo H. Diniz &#8211; FGV EAESP</em></p>
<p><strong>Caderno Especial: gestão em mudança</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://rae.fgv.br/gv-executivo/vol19-num4-2020/novo-papel-vendedor" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O novo papel do vendedor</a></li>
</ul>
<p><em>Wagner Torres Rodrigues &#8211; FGV EAESP, LUCAS SCIENCIA DO PRADO &#8211; FGV EAESP, Eliane Pereira Zamith Brito &#8211; FGV EAESP</em></p>
<ul>
<li><a href="https://rae.fgv.br/gv-executivo/vol19-num4-2020/que-mudou-no-trabalho-ceo" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O que mudou no trabalho do CEO</a></li>
</ul>
<p><em>João Mendes Silveira de Almeida &#8211; FGV EAESP</em></p>
<ul>
<li><a href="https://rae.fgv.br/gv-executivo/vol19-num4-2020/como-otimizar-logistica-sem-gastar-muito" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Como otimizar a logística sem gastar muito</a></li>
</ul>
<p><em>Fabio Medeiros &#8211; FGV EAESP, Luiz Carlos Di Serio &#8211; FGV-EAESP, Alessandro Moreira &#8211; FGV EAESP</em></p>
<ul>
<li><a href="https://rae.fgv.br/gv-executivo/vol19-num4-2020/lideranca-distancia" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Liderança a distância</a></li>
</ul>
<p><em>Vanessa Martins dos Santos &#8211; FGV EAESP, Guilherme Saraiva &#8211; FGV EAESP</em></p>
<ul>
<li><a href="https://rae.fgv.br/gv-executivo/vol19-num4-2020/varejo-nao-sera-mais-mesmo" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O varejo não será mais o mesmo</a></li>
</ul>
<p><em>Vanessa Santolin Bernardes &#8211; FGV EAESP, Leandro Angotti Guissoni &#8211; FGV-EAESP</em></p>
<p><strong>Artigos</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://rae.fgv.br/gv-executivo/vol19-num4-2020/forma-combater-corrupcao" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Uma forma de combater a corrupção</a></li>
</ul>
<p><em>Ligia Maura Costa &#8211; FGV/EAESP, Leopoldo Pagotto &#8211; FGV EAESP</em></p>
<ul>
<li><a href="https://rae.fgv.br/gv-executivo/vol19-num4-2020/ferramentas-para-empreender" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Ferramentas para empreender</a></li>
</ul>
<p><em>Gilberto Sarfati &#8211; FGV EAESP</em></p>
<ul>
<li><a href="https://rae.fgv.br/gv-executivo/vol19-num4-2020/como-avaliar-governanca-corporativa" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Como avaliar a governança corporativa</a></li>
</ul>
<p><em>Décio Cunha Júnior &#8211; FGV EAESP</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/analise/gv-executivo-traz-caderno-especial-sobre-mudancas-na-gestao-em-tempos-de-pandemia/">&#8220;GV-executivo&#8221; traz caderno especial sobre mudanças na gestão em tempos de pandemia</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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		<title>Vacinação: discurso de dúvida trava políticas públicas</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/analise/vacinacao-discurso-de-duvida-trava-politicas-publicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Morales]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2020 22:02:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[vacina]]></category>
		<category><![CDATA[vacinação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/09/cdc-voVYCm6xoQo-unsplash-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/09/cdc-voVYCm6xoQo-unsplash-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/09/cdc-voVYCm6xoQo-unsplash-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/09/cdc-voVYCm6xoQo-unsplash-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />O presidente Jair Bolsonaro manipula sistematicamente conflito e ambiguidade em sua lógica de governar, criando caos onde não existia e dúvida onde antes havia certeza. Assim, inviabiliza a capacidade de implementação de políticas sem precisar extingui-las. A análise é de Gabriela Lotta, professora da FGV EAESP, publicada em artigo no jornal O Estado de S. Paulo. O argumento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/09/cdc-voVYCm6xoQo-unsplash-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/09/cdc-voVYCm6xoQo-unsplash-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/09/cdc-voVYCm6xoQo-unsplash-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/09/cdc-voVYCm6xoQo-unsplash-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>O presidente Jair Bolsonaro manipula sistematicamente conflito e ambiguidade em sua lógica de governar, criando caos onde não existia e dúvida onde antes havia certeza. Assim, inviabiliza a capacidade de implementação de políticas sem precisar extingui-las. A análise é de <a href="https://pesquisa-eaesp.fgv.br/professor/gabriela-spanghero-lotta" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Gabriela Lotta</a>, professora da FGV EAESP, publicada em artigo no jornal <em>O Estado de S. Paulo</em>. O argumento tem como base a proposição do cientista político Richard Matland, de que a capacidade de execução de uma política pública é determinada por seu grau de conflito e ambiguidade.</p>
<p>Confira o artigo <a href="https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,analise-fala-antivacina-de-bolsonaro-troca-certeza-por-duvida-e-trava-politica-publica-na-pratica,70003423056" target="_blank" rel="noopener noreferrer">&#8220;Fala antivacina de Bolsonaro troca certeza por dúvida e trava política pública na prática&#8221;</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Confira o Anuário de Pesquisa 2019 &#8211; 2020 da FGV EAESP</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/analise/confira-o-anuario-de-pesquisa-2019-2020-da-fgv-eaesp/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Morales]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2020 20:08:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[anuário]]></category>
		<category><![CDATA[conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[FGV EAESP Pesquisa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/07/Captura-de-Tela-2020-07-24-às-17.04.38-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/07/Captura-de-Tela-2020-07-24-às-17.04.38-150x150.png 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/07/Captura-de-Tela-2020-07-24-às-17.04.38-75x75.png 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A pandemia do novo coronavírus colocou em evidência a importância do conhecimento acadêmico e científico e a necessidade de sua divulgação. Esforços para a disseminação dos estudos produzidos na instituição já estão no radar da FGV EAESP Pesquisa, área de apoio e fomento ao desenvolvimento da pesquisa científica e aplicada na instituição, que acaba de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/07/Captura-de-Tela-2020-07-24-às-17.04.38-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/07/Captura-de-Tela-2020-07-24-às-17.04.38-150x150.png 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/07/Captura-de-Tela-2020-07-24-às-17.04.38-75x75.png 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A pandemia do novo coronavírus colocou em evidência a importância do conhecimento acadêmico e científico e a necessidade de sua divulgação. Esforços para a disseminação dos estudos produzidos na instituição já estão no radar da FGV EAESP Pesquisa, área de apoio e fomento ao desenvolvimento da pesquisa científica e aplicada na instituição, que acaba de lançar a edição 2019 &#8211; 2020 do Anuário de Pesquisa da FGV EAESP. O objetivo da publicação é disseminar o conhecimento gerado na instituição e servir de ponte entre leitores e autores.</p>
<p>O anuário apresenta resumos de pesquisas realizadas por professores da FGV EAESP, oferecendo um panorama da contribuição dos pesquisadores da casa para o desenvolvimento da Administração no Brasil. Os trabalhos foram financiados pela FGV EAESP Pesquisa em quatro categorias que abarcam apoios individuais e coletivos.</p>
<p>A publicação traz, na abertura, um texto sobre a importância da disseminação científica – entre pares e também para a sociedade –, assinado por Ana Paula Morales e Sabine Righetti.  Ainda, o anuário compila uma lista de livros de professores da FGV EAESP e indicadores de pesquisa da instituição.</p>
<p>A edição geral é de Thomaz Wood Jr. A coordenação do projeto editorial coube a Gisele Gaia, com apoio de Daniela Mansour Magalhães da Silveira. O projeto gráfico foi conduzido pela designer Cris Tassi.</p>
<p>Confira o documento <a href="https://pesquisa-eaesp.fgv.br/sites/gvpesquisa.fgv.br/files/anuarios/research_yearbook_2019-2020-v2_1_0.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><b>aqui</b></a>.</p>
<p>Boa leitura!</p>
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		<title>Tecnologia e aprendizado: uma parceria que dá caldo também na gestão</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/analise/tecnologia-e-aprendizado-uma-parceria-que-da-caldo-tambem-na-gestao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Morales]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2020 17:42:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[games]]></category>
		<category><![CDATA[gestão]]></category>
		<category><![CDATA[jogos]]></category>
		<category><![CDATA[simulação]]></category>
		<category><![CDATA[treinamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/06/kristopher-allison-KU4zYj4u0mo-unsplash-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/06/kristopher-allison-KU4zYj4u0mo-unsplash-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/06/kristopher-allison-KU4zYj4u0mo-unsplash-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/06/kristopher-allison-KU4zYj4u0mo-unsplash-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Ei, você! Você mesmo! Você já parou para pensar como são treinados os pilotos de avião? Será que eles estudam a teoria, fazem algumas aulas práticas e logo de cara assumem o comando de uma aeronave? Ou será que treinam horas a fio, nas mais diversas e adversas condições de voo em um simulador, antes [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/analise/tecnologia-e-aprendizado-uma-parceria-que-da-caldo-tambem-na-gestao/">Tecnologia e aprendizado: uma parceria que dá caldo também na gestão</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/06/kristopher-allison-KU4zYj4u0mo-unsplash-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/06/kristopher-allison-KU4zYj4u0mo-unsplash-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/06/kristopher-allison-KU4zYj4u0mo-unsplash-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/06/kristopher-allison-KU4zYj4u0mo-unsplash-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Ei, você! Você mesmo! Você já parou para pensar como são treinados os pilotos de avião? Será que eles estudam a teoria, fazem algumas aulas práticas e logo de cara assumem o comando de uma aeronave? Ou será que treinam horas a fio, nas mais diversas e adversas condições de voo em um simulador, antes de assumirem o <em>cockpit </em>de fato?</p>
<p>Em gestão, os “aprendizes” tradicionalmente assumem cargos de estagiários e/ou <em>trainees</em> e, com o passar do tempo e o ganho de experiência, vão assumindo mais tarefas e responsabilidades até serem efetivados como profissionais e assumirem cargos executivos.</p>
<p>Mas será que também na Administração o treinamento por meio de uma gestão simulada não poderia ser interessante? Uma das técnicas proporcionadas pela tecnologia é a possibilidade de “Business Game Simulations”, onde de forma lúdica e divertida, os participantes dos jogos simulam a sua atuação em um dado mercado, planejando e tomando decisões e avaliando os resultados das determinações adotadas.</p>
<p>Trabalhando há mais de dez anos com jogos de negócios, inclusive tendo desenvolvido dois deles – o CBG (Cooperative Business Game) e o HSG (Health Service Game) –, verificamos que ao simular com jogos, o participante desenvolve uma visão sistêmica integrada da gestão, além de melhorar em alguns <em>soft skills,</em> tais como relacionamento e desenvolvimento de trabalho em grupo.</p>
<p>A tecnologia, facilitando a realização dos jogos de simulação, viabiliza a disseminação do conhecimento e a interação entre as pessoas, além de permitir e possibilitar um melhor aprendizado em gestão. E você, já teve alguma experiência nesse sentido?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><a href="https://eaesp.fgv.br/professor/fernando-mindlin-serson" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Fernando M. Serson</a> é professor do Depto. de Marketing da FGV EAESP desde 2002, sendo também sócio-diretor da QUES-Qualidade e Excelência em Serviços. Ainda, há oito anos é coordenador acadêmico de jogos de simulação de negócios nos cursos de pós </em>lato sensu<em> e In Company da FGV EAESP.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Princesa Isabel, Jair Bolsonaro e a subalternidade consentida</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/analise/princesa-isabel-jair-bolsonaro-e-a-subalternidade-consentida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Morales]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2020 18:08:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[cultura negra]]></category>
		<category><![CDATA[diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[raça]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.impacto.blog.br/?p=373</guid>

					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/05/joel-mwakasege-cCaBt4CcitU-unsplash-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/05/joel-mwakasege-cCaBt4CcitU-unsplash-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/05/joel-mwakasege-cCaBt4CcitU-unsplash-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/05/joel-mwakasege-cCaBt4CcitU-unsplash-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Enquanto a Fundação Palmares homenageia a Princesa Redentora, “Adolf Hitler sorri no inferno”, parafraseando o rapper Mano Brown.  Isso nos leva a certeza de que “a carne mais barata do mercado” continua sendo “a negra”, como cantou magistralmente Elza Soares em um bordão que se aplica a desumanidade e barbárie vigente no governo Bolsonaro. &#160; [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/analise/princesa-isabel-jair-bolsonaro-e-a-subalternidade-consentida/">Princesa Isabel, Jair Bolsonaro e a subalternidade consentida</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/05/joel-mwakasege-cCaBt4CcitU-unsplash-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/05/joel-mwakasege-cCaBt4CcitU-unsplash-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/05/joel-mwakasege-cCaBt4CcitU-unsplash-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/05/joel-mwakasege-cCaBt4CcitU-unsplash-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p><strong><em>Enquanto a Fundação Palmares homenageia a Princesa Redentora, “Adolf Hitler sorri no inferno”, parafraseando o rapper Mano Brown.  Isso nos leva a certeza de que “a carne mais barata do mercado” continua sendo “a negra”, como cantou magistralmente Elza Soares em um bordão que se aplica a desumanidade e barbárie vigente no governo Bolsonaro.</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 27 de novembro de 2019, Sérgio Nascimento de Camargo foi nomeado pelo então Secretário de Cultura Roberto Alvim para ocupar a presidência da Fundação Cultural Palmares. Criada em 1988, nos marcos do centenário da Abolição da Escravatura, a instituição foi projetada com o intuito de promover a valorização da cultura negra no Brasil.</p>
<p>32 anos após o seu surgimento, a Fundação Palmares se tornou um lugar estratégico para se refletir sobre os novos rumos das políticas de diversidade em um governo de extrema direita, a saber, o caminho da subalternidade consentida.</p>
<p>De forma sucinta, entende-se aqui subalternidade consentida como a promoção, através de indivíduos pertencentes a grupos subalternizados, de uma amenização, relativização ou negação das desigualdades produzidas por meio das diferenças histórica e socialmente construídas e atribuídas a eles.</p>
<p>Assim, subalternizados assumem posições político-institucionais nas quais sua diferença (raça, gênero, sexualidade e etnicidade) é utilizada estrategicamente para esvaziar ou negar a vinculação entre diferença e produção de desigualdades.</p>
<p>A intenção de Camargo de utilizar a Fundação Palmares para promover homenagens à Princesa Isabel no 13 de maio remete a esse fenômeno. O presidente da fundação identifica a figura de Zumbi de Palmares e a data de 20 de novembro – hoje feriado municipal em várias cidades brasileiras – como vinculados à esquerda.</p>
<p>Sua afirmação não é de todo equivocada se considerarmos que a refundação dos movimentos negros nos anos 1970 teve certa hegemonia de grupos cujo orientação ideológica era de esquerda como o Movimento Negro Unificado (MNU). Foi esse grupo que promoveu esforços no intuito de legitimação da história de Zumbi de Palmares como herói popular, visando se contrapor a uma representação paternalista embebida na imagem da Princesa Isabel.</p>
<p>Não há ingenuidade ou burrice nos movimentos de Camargo. Filho de um ativista histórico do movimento negro paulista, o jornalista teve a sua nomeação ao cargo suspensa pela Justiça, em resposta a ações que ressaltavam afirmações feitas por Camargo na internet. De acordo com Camargo, no Brasil vigeria um “racismo Nutela” e a questão racial seria um aspecto do “vitimismo” de negros sob as odes do politicamente correto.</p>
<p>Sua posse veio finalmente a acontecer em fevereiro de 2020, a contragosto do movimento negro. Desde então, na esteira do <em>modus operandi</em> do presidente Bolsonaro, Camargo nos brinda constantemente no Twitter com afirmações sensacionalistas e descabidas que chegam a sugerir à incompreensão das relações raciais no Brasil. Todavia, as ações são calculadas e esses posicionamentos tem relação direta com avanços na pauta de diversidade em governos anteriores.</p>
<p>No Brasil da Nova República, pós processo de redemocratização e Constituição Federal de 1988, se construiu no país uma agenda articulada entre sociedade civil, movimentos sociais e Estado que possibilitou que a diversidade e o multiculturalismo fossem incorporados nas políticas públicas e na burocracia estatal.</p>
<p>Nos governos FHC (1995-2002) e Lula (2003-2010) essa agenda – que focava grupos como negros, mulheres, comunidade LGBT e indígenas – teve avanços consideráveis tendo sido articulada às questões de direitos humanos e formas de combate às desigualdades visando justiça social. Assim, devido a continuidade dessa agenda em diferentes governos, as questões de diversidade tornaram-se política de Estado, como defende a socióloga Márcia Lima em artigo de 2010.</p>
<p>No seu bojo, medidas de reconhecimento social e redistribuição econômica foram articuladas no sentido de estabelecer medidas de ampliação e proteção de direitos desses grupos. No governo Lula, houve a criação de secretarias (Secretária de Promoção de Políticas de Igualdade Racial [SEPPIR] e Secretária Nacional de Políticas Para as Mulheres [SNPM]) – que posteriormente viriam a ganhar o status de ministério – voltadas à promoção da igualdade racial e de gênero.</p>
<p>Na questão indígena, apesar da tentativa de avanços, ocorreram dificuldades e tensão entre povos indígenas e Estado. As políticas públicas voltadas para indígenas – principalmente de demarcação de terras – esbarraram ou se chocavam no escopo do modelo de desenvolvimento estabelecido pelo governo Lula, que tinha os interesses do agronegócio e empreiteiras como fiadores.</p>
<p>Devido a complexidade do tema, explorarei as peculiaridades da dimensão de gênero e indígena em outro momento.</p>
<p>Paulatinamente aos avanços na dimensão estatal, houve a incorporação da temática da diversidade em organizações da sociedade civil, como fundações empresariais e ONGs, além do mercado via universo corporativo. Nesses espaços, a diversidade passou a ser lida como dimensão ligada a modernização da gestão empresarial e uma tecnologia corporativa pela qual se busca maior eficiência das equipes e agregação de valor às marcas/empresas através de maior representatividade e responsabilidade social.</p>
<p>Se o governo Dilma (2011-2016) pode ser enquadrado como uma continuidade da gestão Lula (mesmo promovendo o enxugamento de pastas voltadas para essa temática), o curto governo Temer (2016-2018) foi o promotor das primeiras mudanças de orientação no que diz respeito a diversidade como política de Estado. Temer fez a transição e apontou o horizonte a ser seguido pelo governo Bolsonaro nessa temática ao selecionar um gabinete majoritariamente branco, masculino e de meia idade.</p>
<p>Jair Bolsonaro teve como tônica de sua campanha presidencial um posicionamento conservador e reacionário em relação a essas temáticas alinhado a um projeto econômico ultraliberal. Possuindo uma retórica de pouco ou nenhum apreço pela noção de direitos humanos e admirador explícito do regime militar vigente no Brasil entre 1964 e 1985 e de suas figuras mais abjetas, Bolsonaro conseguiu capitalizar um mal-estar que pairava sobre segmentos da população em relação aos avanços de pautas vinculadas a valorização da diversidade e combate a desigualdade em seus diferentes matizes.</p>
<p>Após vencer as eleições, o ex-deputado repetiu a ação de Temer montando um gabinete de homens brancos e de meia idade. Pastas vinculadas às temáticas de diversidade foram extintas ou incorporadas a outros ministérios, criando tensões e atritos com movimentos sociais.</p>
<p>Estaria aqui se desenvolvendo uma forma inovadora de enquadramento das questões identitárias dentro de um registro ideológico de extrema-direita? Nem lá nem cá. Negros de direita sempre estiveram presentes no universo da política institucional brasileira. Porém, no período pós redemocratização lhes faltava uma gramática e forma de atuação que lhes atribuísse alguma uniformidade. Paradoxalmente, a própria identidade, através de seus usos/desusos estratégicos contemporâneos, forneceu esses elementos.</p>
<p>Na questão racial, há – como fica explícito na fala de Camargo sobre o 13 de maio – uma tentativa de recuperação de uma narrativa pós-abolição que foi bastante influente em várias lideranças negras nas primeiras décadas do século passado. A imagem da Princesa Isabel como redentora da raça e sua popularidade entre negros no início do século se deu por conta da ausência de políticas de integração social da população negra e racismo vigente na República Velha.</p>
<p>Arlindo da Veiga Santos (1902-1978), importante liderança negra nesse período, foi criador da Ação Imperial Patrianovista Brasileira – tentativa de reestabelecimento da monarquia no Brasil – e também foi fundador e presidente entre 1931 e 1934 da Frente Negra Brasileira (FNB), principal organização negra desse período. O lema desta última fazia um ajuste do lema integralista trocando família por raça: “Deus, Pátria e Raça”.</p>
<p>A atualização dessa tradição com aportes de extrema-direita e fascistas informa a maneira como parte do ativismo de direita negro se apresenta. A versão mais acabada é Camargo, mas há duas outras figuras que merecem aqui destaque. Uma anterior a eleição de Bolsonaro e outra diretamente ligada a ele.</p>
<p>Fernando Holiday – jovem negro, originário de classes populares e homossexual – é um bom exemplo do que aqui me refiro. Militante do Movimento Brasil Livre (MBL) filiou-se ao DEM e com 19 anos tornou-se em 2016 o vereador mais jovem já eleito na cidade de São Paulo. Sua pauta política tem apelo liberal do ponto de vista econômico e questiona a agenda dos movimentos negros contemporâneos. Esse fato proporcionou que Holiday, hoje nas fileiras do partido Patriotas, tivesse uma votação expressiva em distritos do município em que o eleitorado é majoritariamente branco e pertencente às classes média e alta.</p>
<p>Holiday é uma versão moderna, descolada e até mesmo festiva de negro de direita e subalternidade consentida. É uma espécie de Aguinaldo Timóteo rejuvenescido. Nega o racismo, afirma o liberalismo e processa pessoas que o ofendem racialmente, como o fez Ciro Gomes ao lhe chamar de “capitão do mato”.</p>
<p>Em 2018 foi a vez de Hélio Lopes eleger-se deputado federal no Rio de Janeiro pelo PSL. Subtenente do Exército, Lopes se elegeu tomando carona na popularidade do então candidato a presidência do qual é amigo pessoal. Chegou a mudar o seu nome para Hélio “Bolsonaro”, mas foi e ainda é conhecido pela alcunha de “Hélio Negão”.</p>
<p>Lopes não tem uma posição institucional no governo, mas seu capital simbólico como deputado federal negro mais bem votado no Rio de Janeiro é agenciado constantemente por Bolsonaro, o que o faz figura presente em todos os eventos importantes e viagens internacionais oficiais realizadas pelo Presidente. Lopes é uma espécie de “coringa” que afirma que a população negra está representada no governo e simbolicamente se presta a ocupar a posição de um negro cuja amizade livra os amigos brancos – como o Presidente – de atitudes ou falas racistas.</p>
<p>Os posicionamentos da subalternidade consentida na questão racial variam entre a recusa em reconhecer o racismo como causador da desigualdade entre negros e brancos (Camargo e Holiday), sua relativização (Holiday) e, por fim, o silêncio em relação ao tema (Lopes).</p>
<p>Simultaneamente, as personas de Camargo, Holiday e Lopes apresentam possibilidades de narrativas de construção comunitária que fogem a raça via pátria, mercado e religião e esvaziam a necessidade e legitimidade de políticas públicas orientadas por essa categoria identitária.</p>
<p>Também é sintomático o fato de serem três homens, o que aponta a dominação de gênero presente em boa parte dos discursos de direita e extrema-direita contemporâneas no Brasil e outras partes do mundo.</p>
<p>Por outro lado, as ações ou inações da subalternidade consentida beneficiam simbólica e institucionalmente esses indivíduos devido a sua legitimidade racial trazendo ganhos pessoais. Aqui teríamos uma espécie de “lugar de fala” invertido, em que a posição de subalternidade é utilizada justamente para esvaziá-la do seu potencial político e coletivo, favorecendo a dimensão pessoal.</p>
<p>Vivemos um 13 de maio ímpar na sua história de nosso país. Distantes 132 anos da data que outorgou cidadania a população escravizada, enfrentamos nesse momento a pandemia de Covid-19 que aponta prognósticos devastadores de mortalidade entre pobres cuja maioria é composta por negros e negras.</p>
<p>A articulação entre raça e classe na dinâmica da pandemia nos aproxima do mesmo desastre já vivido nos Estados Unidos, onde a maior parte dos mortos acometidos pelo vírus é constituída de negros e latinos pobres.</p>
<p>A indisponibilidade de um olhar do governo Bolsonaro orientado pelos prismas da diversidade e do multiculturalismo nas políticas públicas e a ascensão de lideranças negras cooptadas pela subalternidade consentida trarão contornos racializados a tragédia humana das semanas macabras que se avizinham.</p>
<p>Enquanto a Fundação Palmares homenageia a Princesa Redentora, “Adolf Hitler sorri no inferno”, parafraseando o rapper Mano Brown.  Isso nos leva a certeza de que “a carne mais barata do mercado” continua sendo “a negra”, como cantou magistralmente Elza Soares em um bordão que se aplica a desumanidade e barbárie vigente no governo Bolsonaro.</p>
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<p><em><strong>Marcio José de Macedo</strong>, graduado em Ciências Sociais e mestre em Sociologia pela São Paulo (USP) e doutorando em Sociologia pela New School for Social Research em Nova York. É professor e coordenador de políticas de diversidade da FGV EAESP.</em></p>
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<p><em>* artigo publicado originalmente no <a href="https://politica.estadao.com.br/blogs/gestao-politica-e-sociedade/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">blog Gestão, Política &amp; Sociedade</a></em></p>
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