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	<title>Arquivos corpo - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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	<description>O Blog Impacto é uma iniciativa da FGV EAESP Pesquisa para disseminar o conhecimento produzido na instituição.</description>
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		<title>Como a Amazônia pode transformar executivos de sustentabilidade</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/como-a-amazonia-pode-transformar-executivos-de-sustentabilidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Aug 2025 11:18:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[corpo]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/08/shutterstock_1400194808-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/08/shutterstock_1400194808-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/08/shutterstock_1400194808-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/08/shutterstock_1400194808-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/08/shutterstock_1400194808-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />A Amazônia não é apenas o “pulmão do mundo”, mas um ecossistema vivo que desafia e inspira quem a conhece de perto. Com a crise climática se agravando e o desmatamento avançando, surge uma pergunta essencial: como podemos repensar nossa relação com a natureza para agir de forma mais responsável e transformadora? Um estudo conduzido [&#8230;]</p>
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<p>As pesquisadoras Ana Carolina Aguiar e Ann Cunliffe, publicaram o estudo na prestigiada revista Human Relations. As autoras entrevistaram profissionais latino-americanos de sustentabilidade com pelo menos cinco anos de experiência, focando em oito deles que viveram ou trabalharam na Amazônia. Utilizando a Análise Fenomenológica Interpretativa (sigla IPA para o termo em inglês) para destacar a experiência vivida dos entrevistados, e as ideias do filósofo francês Merleau-Ponty sobre como estamos sempre em relação com a natureza e não apartados dela, as pesquisadoras investigaram como as sensações corporais e emocionais vivenciadas pelos profissionais na floresta Amazônica alteraram sua compreensão sobre a natureza e seu papel na preservação ambiental.</p>
<h1>O estudo revelou que o contato direto com a Amazônia muda radicalmente a forma de entender a natureza.</h1>
<p>Ao enfrentar a imprevisibilidade do clima, a força dos rios e a presença da vida selvagem, os participantes sentiram vulnerabilidade e respeito profundos. Essa experiência abalou a ideia de que o ser humano está acima e em controle da natureza, substituindo-a por um sentido visceral de entrelaçamento e interdependência.</p>
<p>Muitos descreveram a sensação de que “o corpo sabe que é parte da natureza”: queimadas, secas e enchentes eram sentidas fisicamente e emocionalmente, como se o sofrimento da floresta fosse também o deles. Essa percepção despertou um novo senso de responsabilidade — não mais de “gestores da natureza” ou até de “salvadores”, mas de parceiros dela.</p>
<p>No entanto, ao retornar ao ambiente corporativo, esses profissionais enfrentam dificuldades para traduzir suas experiências em políticas e práticas organizacionais. As pressões por lucro e crescimento rápido muitas vezes colidem com a visão mais integradora e cuidadosa com a natureza. Isso cria um desafio: como influenciar outros profissionais em contextos empresariais a repensarem sua relação com a natureza e criarem práticas mais responsáveis e sustentáveis?</p>
<p>O estudo sugere que praticar a sustentabilidade vai muito além de adotar tecnologias verdes ou políticas de responsabilidade social. É necessária uma transformação mais profunda, ontológica, baseada na compreensão não apenas cognitiva, mas sensível (corporificada) de que estamos inseridos e interligados à natureza. Merleau-Ponty criticou dualismos como sujeito/objeto, mente/corpo, humano/natureza, argumentando que temos um vínculo vivo com a natureza. Em outras palavras, somos um com a natureza através de nossos corpos e sentidos – somos capazes de sentir o Rio, a vibração da Floresta e chorar por sua destruição e morte. Sem romantismos, heroísmos e principalmente sem ilusão de controle. Isso exige que profissionais, gestores e líderes da sustentabilidade encurtem as distâncias de suas próprias dicotomias.</p>
<h2><strong>Por isso, as pesquisadoras recomendam:</strong></h2>
<ul>
<li>Criar oportunidades de imersão na natureza para profissionais e tomadores de decisão;</li>
<li>Estimular narrativas pessoais que transmitam a experiência sensorial e emocional com o meio ambiente;</li>
<li>Adotar modelos, políticas e práticas de gestão organizacional que entenda a natureza como agente parceira, e não como objeto explorado.</li>
</ul>
<p>O “chamado do Rio” — metáfora usada no título do artigo para essa conexão profunda — nos convida a lembrar que a natureza se comunica o tempo todo – às vezes de maneira mais intensa e agressiva, às vezes com encanto e magia. Precisamos chegar mais perto e escutar, com todo o corpo, antes que seja tarde demais.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1177/00187267251355393">o artigo na integra.</a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<title>Preconceito de idade e de gênero: mulheres mais velhas sofrem dupla pressão no ambiente organizacional</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/pesquisa-e-conhecimento-administracao-de-empresas/preconceito-idade-mulheres-trabalho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Bori]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Apr 2022 22:13:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesquisa e conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[ageísmo]]></category>
		<category><![CDATA[aparência]]></category>
		<category><![CDATA[corpo]]></category>
		<category><![CDATA[desvalorização da mulher]]></category>
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		<category><![CDATA[organizações]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito com pessoas mais velhas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/04/pexels-karolina-grabowska-8530317-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Mulher de cabelos grisalhos e casaco vermelho está sendada em mesa de trabalho e assina documentos; Além do preconceito de gênero, mulheres mais velhas sofrem com a desvalorização de seus corpos, diz pesquisa da FGV EAESP" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/04/pexels-karolina-grabowska-8530317-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/04/pexels-karolina-grabowska-8530317-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/04/pexels-karolina-grabowska-8530317-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/04/pexels-karolina-grabowska-8530317-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />Além do preconceito de gênero, executivas com mais de 40 anos sofrem com a desvalorização de seus corpos envelhecidos no mundo corporativo. Somada a pressão estética, essas mulheres sofrem também com as mudanças funcionais do corpo a partir da menopausa, como cansaço, lentidão e dores. Estas são as constatações de estudo das pesquisadoras da FGV [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/04/pexels-karolina-grabowska-8530317-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Mulher de cabelos grisalhos e casaco vermelho está sendada em mesa de trabalho e assina documentos; Além do preconceito de gênero, mulheres mais velhas sofrem com a desvalorização de seus corpos, diz pesquisa da FGV EAESP" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/04/pexels-karolina-grabowska-8530317-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/04/pexels-karolina-grabowska-8530317-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/04/pexels-karolina-grabowska-8530317-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/04/pexels-karolina-grabowska-8530317-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Além do preconceito de gênero, executivas com mais de 40 anos sofrem com a desvalorização de seus corpos envelhecidos no mundo corporativo. Somada a pressão estética, essas mulheres sofrem também com as mudanças funcionais do corpo a partir da menopausa, como cansaço, lentidão e dores.</p>
<p>Estas são as constatações de estudo das pesquisadoras da FGV EAESP Renata Assis Vieira e Vanessa Martines Cepellos publicado recentemente na revista “Organizações e Sociedade”. As autoras realizaram 20 entrevistas com mulheres com 40 anos ou mais que atuam em organizações brasileiras dos mais diversos segmentos de mercado.</p>
<p>Apesar do envelhecimento da força de trabalho ser uma realidade por conta do aumento da expectativa de vida da população, a imagem da mulher mais velha é associada a algo negativo, uma vez que corpo executivo ideal é jovem e magro. O fato de haver poucas mulheres executivas no topo das organizações, ambientes considerados masculinos, contribui para que os corpos desviantes se mantenham deslocados nas relações sociais.</p>
<h2>Empresas devem formar equipes intergeracionais para aproveitar a experiência de mulheres mais velhas no mercado de trabalho</h2>
<p>Portanto, a pressão social motiva a preocupação dessas profissionais com a aparência, pois as organizações ainda tendem a considerar o corpo mais velho como menos relevante e obsoleto. A possibilidade de minimizar efeitos do envelhecimento, no entanto, é um privilégio, visto que as executivas entrevistadas são predominantemente brancas e de classe social privilegiada.</p>
<p>As entrevistadas também relataram a dificuldade de recolocação profissional à medida em que a idade avança. Para contornar o problema, <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/estudos-organizacionais/para-acolher-mulheres-maduras-organizacoes-devem-rever-politicas-e-praticas-de-recursos-humanos/">as organizações deveriam incentivar a formação de equipes intergeracionais</a>, combinando a experiência dos mais velhos com a facilidade dos mais jovens em compreender os avanços tecnológicos, apontam as pesquisadoras.</p>
<p><a href="https://www.scielo.br/j/osoc/a/8578hYmsjWcPHSV5W3vrvrP/?lang=pt">Confira aqui o estudo na íntegra</a></p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/pesquisa-e-conhecimento-administracao-de-empresas/preconceito-idade-mulheres-trabalho/">Preconceito de idade e de gênero: mulheres mais velhas sofrem dupla pressão no ambiente organizacional</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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