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	<title>Arquivos covid-19 - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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	<description>O Blog Impacto é uma iniciativa da FGV EAESP Pesquisa para disseminar o conhecimento produzido na instituição.</description>
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	<title>Arquivos covid-19 - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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		<title>Liderança feminina é mais eficaz em crises? Estudo questiona hipótese durante a COVID-19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Sep 2025 11:26:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_1974026258-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_1974026258-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_1974026258-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_1974026258-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_1974026258-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />Durante a pandemia de COVID-19, uma ideia ganhou força: mulheres seriam líderes mais eficazes em tempos de crise. Essa percepção foi alimentada por reportagens que destacavam governadoras dos Estados Unidos com resultados aparentemente melhores no combate à doença. Mas será que essa “vantagem da liderança feminina” resiste a análises mais aprofundadas? Um estudo publicado no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_1974026258-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_1974026258-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_1974026258-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_1974026258-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_1974026258-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Durante a pandemia de COVID-19, uma ideia ganhou força: mulheres seriam líderes mais eficazes em tempos de crise. Essa percepção foi alimentada por reportagens que destacavam governadoras dos Estados Unidos com resultados aparentemente melhores no combate à doença. Mas será que essa “vantagem da liderança feminina” resiste a análises mais aprofundadas?</p>
<p>Um estudo publicado no <em>The Leadership Quarterly Journal</em>, fruto da colaboração entre Paulo Arvate, pesquisador da FGV EAESP, e William Obenauer, Jost Sieweke, Nicolas Bastardoz, Brooke Gazdag e Tanja Hentschel, buscou responder a essa questão. O trabalho partiu de um estudo influente que sugeria que estados americanos governados por mulheres registraram menos mortes por COVID-19. Para verificar se essa conclusão era sólida, os pesquisadores realizaram uma série de replicações. Ou seja, testes que repetem ou adaptam estudos anteriores para confirmar se os resultados se sustentam em diferentes cenários.</p>
<p>Os pesquisadores realizaram três grandes passos:</p>
<ul>
<li>Replicação literal: repetição fiel do estudo original para validar os dados.</li>
<li>Replicações construtivas: testes com diferentes ajustes metodológicos para verificar a robustez das conclusões.</li>
<li>Testes causais: análise mais rigorosa em condados dos EUA e a inclusão de análises de municípios brasileiros, utilizando métodos estatísticos que reduzem distorções e aumentam a confiabilidade dos resultados.</li>
</ul>
<h1>“Vantagem da Liderança Feminina” (?)</h1>
<p>Ao aplicar métodos mais rigorosos, os pesquisadores não encontraram evidências de que o gênero do líder tenha causado diferenças significativas nos resultados durante a crise da COVID-19. Em outras palavras, líderes mulheres e homens tiveram desempenhos semelhantes quando analisados com maior cuidado metodológico. Os resultados sugerem que as diferenças apontadas por estudos anteriores podem estar ligadas a outros fatores, como o tamanho da população, características culturais de cada região e sua localidade próxima ou não ao epicentro da pandemia, e não necessariamente ao gênero da liderança.</p>
<h2>Reflexões e conclusões</h2>
<p>A pesquisa não nega que mulheres possam ter estilos de liderança valiosos em situações de crise, como maior foco em relacionamentos e empatia. No entanto, mostra que associar diretamente melhores resultados à liderança feminina pode ser um erro se não forem considerados todos os fatores envolvidos. Outro alerta importante do estudo é sobre como a mídia pode interpretar de maneira simplificada pesquisas acadêmicas, influenciando a opinião pública e até decisões políticas com base em evidências frágeis.</p>
<p>Em resumo, o estudo reforça a importância de métodos robustos para a separar correlação estatística de causalidade. Embora seja tentador afirmar que mulheres lideram melhor em crises, a análise detalhada dos dados mostra que essa conclusão não pode ser sustentada de forma generalizada.</p>
<h3>Por que isso importa?</h3>
<p>Este estudo traz lições não apenas para acadêmicos, mas também para empresas, governos e sociedade. A eficácia da liderança em crises não depende exclusivamente do gênero, mas de um conjunto de fatores mais complexos, que incluem contexto, recursos disponíveis e estilo de gestão.</p>
<p>Assim, mais do que reforçar estereótipos, a pesquisa evidencia a importância de compreender em profundidade os mecanismos que tornam diferentes estilos de liderança eficazes. Tanto mulheres quanto homens podem alcançar resultados semelhantes quando apoiados por condições adequadas e estratégias bem estruturadas.</p>
<p>Leia <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1048984324000419">o artigo na integra.</a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como a capacidade de governança influenciou a resposta à COVID-19 nos países em desenvolvimento</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/como-a-capacidade-de-governanca-influenciou-a-resposta-a-covid-19-nos-paises-em-desenvolvimento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Apr 2025 11:00:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[capacidade estatal]]></category>
		<category><![CDATA[coordenação]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[governança]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 3]]></category>
		<category><![CDATA[organizações]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/04/vaccination-doctor-center-filling-patients-information-notepad-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/04/vaccination-doctor-center-filling-patients-information-notepad-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/04/vaccination-doctor-center-filling-patients-information-notepad-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/04/vaccination-doctor-center-filling-patients-information-notepad-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/04/vaccination-doctor-center-filling-patients-information-notepad-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />A pandemia de COVID-19 impôs desafios sem precedentes aos governos em todo o mundo. Enquanto algumas nações conseguiram responder rapidamente, outras enfrentaram dificuldades na contenção do vírus. Um estudo recente publicado na Brazilian Political Science Review, realizado pelo pesquisador da FGV EAESP Gustavo de Almeida Lopes Fernandes em parceria com Ivan Filipe Fernandes, analisou como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/04/vaccination-doctor-center-filling-patients-information-notepad-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/04/vaccination-doctor-center-filling-patients-information-notepad-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/04/vaccination-doctor-center-filling-patients-information-notepad-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/04/vaccination-doctor-center-filling-patients-information-notepad-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/04/vaccination-doctor-center-filling-patients-information-notepad-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A pandemia de COVID-19 impôs desafios sem precedentes aos governos em todo o mundo. Enquanto algumas nações conseguiram responder rapidamente, outras enfrentaram dificuldades na contenção do vírus. Um estudo recente publicado na Brazilian Political Science Review, realizado pelo pesquisador da FGV EAESP Gustavo de Almeida Lopes Fernandes em parceria com Ivan Filipe Fernandes, analisou como as capacidades de governança influenciaram a resposta à crise nos países em desenvolvimento. O estudo identificou que a eficácia na gestão da pandemia esteve diretamente relacionada à capacidade dos governos de coordenar recursos, tomar decisões estratégicas e cooperar internacionalmente.</p>
<p>Os pesquisadores utilizaram dados do Oxford COVID-19 Government Response Tracker (OxCGRT) e do Índice de Transformação da Bertelsmann Stiftung (BTI) para avaliar a capacidade de governança de 129 países em desenvolvimento. Foram analisados quatro componentes principais: capacidade de direcionamento, eficiência de recursos, construção de consenso interno e cooperação internacional. Modelos estatísticos foram aplicados para verificar como essas dimensões impactaram os números de casos e mortes durante os primeiros dez meses da pandemia.</p>
<h1> Os resultados indicam que a capacidade de governança eficiente foi um fator crucial para conter a disseminação da COVID-19.</h1>
<p>Dessa maneira, países com forte capacidade de governança reduziram em até 50% o número de mortes e casos confirmados. Isso mesmo quando adotavam medidas semelhantes de restrição social.</p>
<p>Entre as dimensões analisadas, a cooperação internacional foi a mais relevante. Estados que buscaram informações e recursos de parceiros globais responderam melhor à crise, conseguindo implementar medidas mais eficazes e rápidas. Além disso, o uso eficiente de recursos também foi fundamental, garantindo que sistemas de saúde não entrassem em colapso e permitindo a alocação adequada de equipamentos e profissionais.</p>
<p>A capacidade de direcionamento do governo, ou seja, sua habilidade de definir e implementar políticas públicas rapidamente, também mostrou impacto positivo. No entanto, a dimensão da construção de consenso interno apresentou resultados menos consistentes. Em alguns países, o debate prolongado sobre medidas restritivas prejudicou a resposta rápida à pandemia.</p>
<p>Ademais, o estudo reforça a importância de governos preparados e bem estruturados para lidar com crises globais. Além de recursos financeiros e infraestrutura, a capacidade de articular políticas eficazes e de se conectar com a comunidade internacional são elementos determinantes para minimizar os impactos de futuras pandemias.</p>
<p>Por fim, a pesquisa evidencia que investir no fortalecimento da governança é uma estratégia essencial para garantir maior resiliência e eficiência em situações emergenciais. Isso é especialmente válido para países em desenvolvimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Leia <a href="https://www.scielo.br/j/bpsr/a/VDzm7CQTT4D5xWNC4RKLrzQ/">o artigo na integra.</a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Enfrentando o futuro incerto: aprendizado e colaboração em tempos de crise</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/gestao-de-saude/covid-19-desafios-globais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jul 2024 11:06:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Redes de Colaboração]]></category>
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		<category><![CDATA[Voluntariado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/07/shutterstock_1686602005-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/07/shutterstock_1686602005-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/07/shutterstock_1686602005-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/07/shutterstock_1686602005-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/07/shutterstock_1686602005-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A pandemia de COVID-19 se tornou um dos maiores desafios globais de saúde do século, destacando a escassez e distribuição desigual de respiradores mecânicos, essenciais para o tratamento de casos graves. Assim, estima-se que cada respirador possa salvar entre 15 e 20 vidas. No Brasil, a incapacidade de fabricar rapidamente ventiladores suficientes evidenciou a existência [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/07/shutterstock_1686602005-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/07/shutterstock_1686602005-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/07/shutterstock_1686602005-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/07/shutterstock_1686602005-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/07/shutterstock_1686602005-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A pandemia de COVID-19 se tornou um dos maiores desafios globais de saúde do século, destacando a escassez e distribuição desigual de respiradores mecânicos, essenciais para o tratamento de casos graves. Assim, estima-se que cada respirador possa salvar entre 15 e 20 vidas. No Brasil, a incapacidade de fabricar rapidamente ventiladores suficientes evidenciou a existência de cerca de quatro mil aparelhos inoperantes em hospitais públicos e privados.</p>
<p>Diante dessa realidade, o pesquisador da FGV EAESP, <a href="https://www.emerald.com/insight/content/doi/10.1108/REGE-09-2021-0180/full/pdf">Luis Vasconcellos, junto com outros pesquisadores, publicou um artigo na REGE Revista de Gestão.</a> O estudo investigou a formação de uma rede de colaboração interorganizacional para consertar respiradores defeituosos. Assim, mais de cem atores se mobilizaram, gerando resultados notáveis e salvando milhares de vidas em 2020. Os pesquisadores realizaram um estudo de caso com 8 entrevistas, analisando a criação de um arranjo de empresas com um propósito comum e humanitário. As entrevistas foram interpretadas em três classes analíticas: potenciais agentes da rede, formação da rede interorganizacional e resultados efetivos alcançados.</p>
<h2>Essas redes são arranjos multiorganizacionais que abordam problemas complexos reunindo recursos variados de cada participante.</h2>
<p>Elas envolvem reciprocidade, interação, negociação e possuem elementos relacionais, estruturais e cognitivos. A pesquisa revelou que a qualidade dos relacionamentos, incluindo confiança e reputação, foi crucial para o rápido crescimento da rede. Os agentes já tinham um histórico de colaboração, facilitando a conexão entre eles. Além disso, a transferência de conhecimento e a disponibilização da infraestrutura necessária também foram características importantes. Com ajustes e aplicação de tecnologia, a rede conseguiu dobrar a capacidade de produção de respiradores das fábricas brasileiras.</p>
<p>No apoio institucional e logístico, os Ministérios envolvidos emprestaram legitimidade institucional à rede e removeram obstáculos legais e burocráticos. O SENAI capacitou a indústria automobilística, que forneceu infraestrutura e equipe para reparar os respiradores e organizou o esforço logístico nacional. Após 115 semanas, a rede conseguiu consertar mais de 60% dos respiradores recebidos, sem custo para o sistema de assistência hospitalar.</p>
<p>Por fim, os resultados sugerem que a sociedade, por meio de diferentes grupos sociais com seus papeis distintos, pode se auto-organizar rapidamente através da formação de redes colaborativas. Portanto, essa configuração organizacional pode ser uma alternativa para enfrentar crises onde ações isoladas seriam insuficientes ou lentas para lidar com urgência em situações complexas. A dinâmica de valores alinhados e estratégia de ação conjunta, juntamente com uma abordagem pragmática para o gerenciamento da crise, resultaram em uma contribuição histórica e inovadora para o país.</p>
<p>Leia o <a href="https://www.emerald.com/insight/content/doi/10.1108/REGE-09-2021-0180/full/pdf">artigo na integra. </a></p>
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		<item>
		<title>O que a pandemia ensinou sobre Trabalho Remoto</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/o-que-a-pandemia-ensinou-sobre-trabalho-remoto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Apr 2024 11:00:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[gerenciamento de tarefas]]></category>
		<category><![CDATA[home office]]></category>
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		<category><![CDATA[trabalho remoto]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.impacto.blog.br/?p=3918</guid>

					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/03/shutterstock_1675427878-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/03/shutterstock_1675427878-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/03/shutterstock_1675427878-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/03/shutterstock_1675427878-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/03/shutterstock_1675427878-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Em 2020, a pandemia de COVID-19 transformou a vida pessoal e profissional de muitas pessoas no mundo todo, levando muitas organizações a adotar o trabalho remoto de forma repentina e não planejada. Este cenário proporcionou uma oportunidade para pesquisas em CSCW (Trabalho Cooperativo Apoiado por Computador) explorarem o trabalho colaborativo distribuído em tempos de crise [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/03/shutterstock_1675427878-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/03/shutterstock_1675427878-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/03/shutterstock_1675427878-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/03/shutterstock_1675427878-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/03/shutterstock_1675427878-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Em 2020, a pandemia de COVID-19 transformou a vida pessoal e profissional de muitas pessoas no mundo todo, levando muitas organizações a adotar o trabalho remoto de forma repentina e não planejada. Este cenário proporcionou uma oportunidade para pesquisas em CSCW (Trabalho Cooperativo Apoiado por Computador) explorarem o trabalho colaborativo distribuído em tempos de crise global.</p>
<p>O trabalho remoto durante a pandemia apresentou 3 características principais: resposta imediata a uma crise não planejada, substituição da infraestrutura de transporte pela infraestrutura digital e a intersecção da esfera privada e profissional, introduzindo novos tipos de interrupções no trabalho. A pandemia trouxe desafios adicionais para quem trabalha em casa, como estresse econômico, ansiedade relacionada à saúde e equilíbrio entre vida profissional e pessoal devido ao fechamento de escolas.</p>
<p>Com isso, o pesquisador da FGV EAESP, Marcelo Perin, em colaboração com outros especialistas, publicou um <a href="https://doi.org/10.1007/s10606-022-09427-6">artigo na revista Computer Supported Cooperative Work</a>, investigando o trabalho remoto sob o prisma do framework da distância em CSCW. Este framework engloba cinco dimensões que investigam o quanto as pessoas estavam trabalhando em equipe, quanto dispostas estavam para colaboração, como estava a comunicação do time, qual infraestrutura física e tecnológica havia disponível e como as organizações lidaram com essas adaptações. A pesquisa visa entender quais aspectos mais afetaram as pessoas no momento de mudar para um trabalho remoto não planejado.</p>
<p>Para isso, a pesquisa contou com um formulário online com 31 perguntas baseadas na teoria CSCW e suas cinco dimensões. As respostas foram obtidas por um processo de &#8220;bola de neve&#8221; (onde cada respondente indica outros possíveis participantes) e alcançaram, em sua maioria, profissionais de tecnologia. Foram coletados dados quantitativos e qualitativos com mais de 350 respondentes trabalhando em mais de 40 cidades do Brasil coletados entre abril e maio de 2020, durante as primeiras semanas do decreto da pandemia.</p>
<p>A pesquisa avaliou o nível de engajamento, motivação, disponibilidade e proatividade dos colegas de trabalho durante o trabalho remoto em situações adversas. No aspecto de Gerenciamento Organizacional, foram identificadas estratégias e incentivos adotados pelas organizações durante a pandemia, como flexibilidade de horários e financiamento para infraestrutura de home office, para entender como as empresas se adaptaram a esse novo cenário.</p>
<p>Durante a pandemia, o trabalho remoto foi afetado por várias interrupções, sejam elas de natureza trabalhista ou doméstica, alcançando desde ligações telefônicas, mensagens a trabalho, reuniões, colegas tirando dúvidas até familiares conversando, barulho da rua ou latidos, cuidado com os filhos e tarefas domésticas. Os pesquisadores propõem que essas interrupções sejam consideradas como parte integrante do trabalho distribuído em tempos de crise.</p>
<p>Com base na análise dos dados, os pesquisadores propuseram uma nova dimensão à teoria de CSCW: &#8220;Preparação para Crises&#8221;, que destaca a capacidade de uma organização de operar durante eventos disruptivos e imprevistos, como a pandemia de COVID-19. Para responder eficazmente a crises, são necessárias quatro capacidades-chave: resposta rápida com medidas drásticas, fornecimento de infraestrutura adequada aos funcionários, adaptação às novas condições de trabalho e vida, e gestão de múltiplas interrupções, tanto individuais quanto organizacionais.</p>
<p><a href="https://doi.org/10.1007/s10606-022-09427-6">Leia a pesquisa na íntegra.</a></p>
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		<title>Covid-19: negacionismo científico impediu que Brasil desenvolvesse vacina própria</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/gestao-publica/covid-19-negacionismo-cientifico-impediu-que-brasil-desenvolvesse-vacina-propria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Bori]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Nov 2023 11:00:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestão pública]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/11/mulher-recebendo-vacina-de-medico-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/11/mulher-recebendo-vacina-de-medico-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/11/mulher-recebendo-vacina-de-medico-1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/11/mulher-recebendo-vacina-de-medico-1-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Estudo aponta que o negacionismo científico e o financiamento escasso em pesquisas impediram que o Brasil tivesse uma vacina própria para combater a Covid-19. Pesquisadores da Universidade da Geórgia do Sul (Georgia Southern University – Estados Unidos) e da FGV EAESP descrevem como a agenda política do governo federal durante os anos da pandemia atrasou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/11/mulher-recebendo-vacina-de-medico-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/11/mulher-recebendo-vacina-de-medico-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/11/mulher-recebendo-vacina-de-medico-1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/11/mulher-recebendo-vacina-de-medico-1-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Estudo aponta que o negacionismo científico e o financiamento escasso em pesquisas impediram que o Brasil tivesse uma vacina própria para combater a Covid-19. Pesquisadores da Universidade da Geórgia do Sul (Georgia Southern University – Estados Unidos) e da FGV EAESP descrevem como a agenda política do governo federal durante os anos da pandemia atrasou a produção de um imunizante nacional apesar do histórico bem-sucedido do país em epidemias anteriores. O artigo foi publicado na revista científica “Studies in Comparative International Development”.</p>
<p>Ao analisar o histórico de iniciativas brasileiras em pesquisa, tecnologia e inovação na área de vacinas, os pesquisadores foram surpreendidos pelo fato de o Brasil não ter chegado a uma vacina própria contra a Covid-19 considerando os investimentos recentes na infraestrutura farmacêutica. Além disso, “o amplo conhecimento, a experiência em programas de imunização e pesquisas clínicas, além de o Brasil contar com ótimos pesquisadores, já seriam motivos suficientes para que o país desenvolvesse sua vacina”, diz Matthew Flynn, professor de sociologia e estudos internacionais da Universidade de Geórgia do Sul e coautor do artigo.</p>
<p>Em um contexto no qual os países ricos praticaram o “nacionalismo de vacinas” ao adquirirem quantidades dos imunizantes em desenvolvimento várias vezes maiores do que as necessidades de seus países, o Brasil tinha algumas opções: comprar vacinas diretamente dos fabricantes; participar de iniciativas globais de distribuição de vacinas; firmar acordos de transferência de tecnologia com detentores de patentes ou desenvolver e produzir vacinas locais. A última opção foi a alternativa de países como a Rússia, Índia, China e Cuba.</p>
<p>Para os pesquisadores, qualquer outro caminho que não fosse a produção de um imunizante próprio levaria a eventuais atrasos na distribuição das vacinas, seja por entraves na importação ou competição com países mais ricos para a compra. Por sua vez, esses atrasos provavelmente resultaram em um maior número de mortes, aumento na disseminação da doença, confinamentos mais longos e maiores perdas econômicas. “Tivesse sido uma prioridade desde os primeiros casos de Covid-19 no Brasil, o país poderia ter chegado a uma vacina eficaz própria ao mesmo tempo que a China, caso os ensaios clínicos fossem bem-sucedidos”, avalia Flynn.</p>
<p>O atraso brasileiro pode ser explicado pelas sucessivas reduções nos investimentos em pesquisa e desenvolvimento antes e durante a pandemia, explica Elize Massard da Fonseca, professora da FGV EAESP que também assina o artigo. Neste sentido, Flynn cita o veto do ex-presidente Jair Bolsonaro ao aporte de R$200 milhões para a pesquisa de vacinas proposto no orçamento do governo federal para 2021. “Quando Bolsonaro assumiu o executivo, o negacionismo científico, que ditava a coalizão política, acentuou a resistência para investimentos em políticas de saúde baseadas em evidências, criando uma liderança política incompatível com o cenário para reduzir a dependência brasileira de vacinas estrangeiras”, afirma.</p>
<p>Sobre as possíveis futuras pandemias, Flynn se preocupa com a postura brasileira. Ele lembra que o cenário de mudanças climáticas e desmatamento de florestas intensificam o risco de ressurgimento de novos vírus. “É preciso se preparar com financiamentos de longo prazo em pesquisas e desenvolvimento da estrutura farmacêutica nacional. Sem um fluxo contínuo de recursos e um compromisso sólido do governo com a ciência, o Brasil ficará, mais uma vez, dependente de acordos com os principais produtores de vacinas”, alerta o pesquisador.</p>
<p><a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s12116-023-09403-1">Confira o artigo na íntegra</a></p>
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		<title>Gestão das vacinas na pandemia trouxe novos insights sobre governança e mercado em questões de saúde</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/economia-politica/gestao-das-vacinas-na-pandemia-trouxe-novos-insights-sobre-governanca-e-mercado-em-questoes-de-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Bori]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Sep 2023 11:15:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia política]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/09/pexels-polina-tankilevitch-3735747-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="cientista com jaleco branco manipula amostras em laboratório" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/09/pexels-polina-tankilevitch-3735747-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/09/pexels-polina-tankilevitch-3735747-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/09/pexels-polina-tankilevitch-3735747-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/09/pexels-polina-tankilevitch-3735747-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Durante a pandemia de Covid-19, as vacinas desempenharam um importante papel no controle da emergência de saúde mundial. Ultrapassando as esferas da ciência e da saúde, no entanto, o fenômeno foi atravessado por dimensões políticas e econômicas, que tornaram os processos de produção e distribuição de vacinas um ponto chave na compreensão das complexas relações [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/09/pexels-polina-tankilevitch-3735747-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="cientista com jaleco branco manipula amostras em laboratório" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/09/pexels-polina-tankilevitch-3735747-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/09/pexels-polina-tankilevitch-3735747-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/09/pexels-polina-tankilevitch-3735747-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/09/pexels-polina-tankilevitch-3735747-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Durante a pandemia de Covid-19, as vacinas desempenharam um importante papel no controle da emergência de saúde mundial. Ultrapassando as esferas da ciência e da saúde, no entanto, o fenômeno foi atravessado por dimensões políticas e econômicas, que tornaram os processos de produção e distribuição de vacinas um ponto chave na compreensão das complexas relações entre gestão, mercado e problemas de saúde globais.</p>
<p>A reflexão é feita por Elize Massard da Fonseca, pesquisadora da FGV EAESP, em conjunto com demais autores, em texto de abertura para a edição especial de economia política das vacinas da revista &#8220;Journal of Health Politics, Policy and Law&#8221;. A edição reúne estudos de pesquisadores de diferentes regiões do mundo e sob diferentes aspectos da política envolvida nas vacinas.</p>
<p>Questões que colocam em conflito a autoridade pública e os interesses privados, como a necessidade de investimentos em pesquisa científica, por exemplo, tornam as vacinas um importante estudo de caso para especialistas que investigam aspectos da economia política. A situação indica, por exemplo, que considerar perspectivas políticas e econômicas ao tratar de problemas da área da saúde ajuda os tomadores de decisões a formularem políticas para enfrentar esses desafios de forma mais assertiva, ressaltam os autores.</p>
<p>Os pesquisadores também apontam para uma nova tendência trazida pela pandemia ao campo da economia política. Conhecida como <i>marketcraft</i>, estratégia pela qual ações estatais moldam o mercado com o objetivo de atender a interesses políticos específicos, como o fomento a parcerias com indústrias, traz benefícios à economia em tempos como esses.</p>
<p>Os autores ainda apontam que a economia política deve ser pensada em paralelo a políticas sociais e de saúde: as duas esferas se complementam e, juntas, fornecem maior compreensão ao estudo uma da outra, bem como à gestão de crises como a pandemia de Covid-19.</p>
<p><a href="https://read.dukeupress.edu/jhppl/article/doi/10.1215/03616878-10910797/381114/The-Political-Economy-of-Vaccines-During-the-COVID">Confira o artigo na íntegra</a></p>
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		<title>Clientes tendem a apoiar empresas que comunicam dificuldades em tempos de crise</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/estrategias-de-marketing/clientes-tendem-a-apoiar-restaurantes-e-cafes-que-comunicam-dificuldades-em-tempos-de-crise/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Bori]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Jul 2023 11:04:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estratégias de marketing]]></category>
		<category><![CDATA[apoio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/07/pexels-ron-lach-8440093-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="café" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/07/pexels-ron-lach-8440093-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/07/pexels-ron-lach-8440093-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/07/pexels-ron-lach-8440093-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/07/pexels-ron-lach-8440093-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Ao sofrerem impactos econômicos durante a pandemia de Covid-19, diversos negócios como cafés, restaurantes e livrarias se perceberam em risco e passaram a recorrer ao apoio de consumidores para seguir em atividade. Na semana em que a Livraria Cultura fecha suas portas em São Paulo após decretar falência, pesquisa publicada na revista “Journal of Advertising [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/07/pexels-ron-lach-8440093-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="café" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/07/pexels-ron-lach-8440093-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/07/pexels-ron-lach-8440093-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/07/pexels-ron-lach-8440093-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/07/pexels-ron-lach-8440093-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Ao sofrerem impactos econômicos durante a pandemia de Covid-19, diversos negócios como cafés, restaurantes e livrarias se perceberam em risco e passaram a recorrer ao apoio de consumidores para seguir em atividade. Na semana em que a Livraria Cultura fecha suas portas em São Paulo após decretar falência, pesquisa publicada na revista “Journal of Advertising Research” aponta que os clientes estão dispostos a atender ao apelo de empresas que comunicam de forma explícita sua crise quando percebem que a causa da vulnerabilidade está fora do controle de seus gestores.</p>
<p>No artigo, pesquisadores da FGV EAESP, Insper, Centro Universitário FEI e Universidade de São Paulo (USP) realizaram cinco estudos para verificar a resposta de consumidores diante de mensagens de vulnerabilidade das empresas. Nessa estratégia, em vez de divulgar os pontos fortes de seus produtos e serviços, as empresas comunicam abertamente suas fragilidades para acionar a empatia do público.</p>
<p>Os três primeiros estudos avaliaram a propensão do consumidor a atender apelos de cafés e restaurantes que adotam como estratégias a venda de vouchers para consumo posterior de produtos ou serviços. O primeiro, realizado virtualmente com 355 participantes brasileiros entre 30 de março de 4 de abril de 2020, verificou, por exemplo, que os consumidores tiveram maior intenção de compra e estavam dispostos a pagar mais pelo cupom quando expostos ao pedido de ajuda.</p>
<p>O segundo estudo, realizado em maio de 2020 com 252 participantes, foi um experimento em parceria com um estabelecimento brasileiro, e constatou que os consumidores efetivamente compraram mais vouchers ao receber a mensagem de vulnerabilidade. “Como o estudo ocorreu na pandemia e com consumidores reais do café, nós não tínhamos muita certeza de que o efeito apareceria, pois mesmo na condição de controle, os consumidores sabiam pelo contexto que o café estava em dificuldade. Ou seja, não basta estar em dificuldade, é preciso deixar o pedido de ajuda saliente”, explica Barros.</p>
<p>O penúltimo estudo, realizado com 300 participantes dos Estados Unidos, investigou o interesse de leitores assinarem o conteúdo pago de um jornal local com desconto após lerem uma mensagem de apelo. Os pesquisadores constataram que este recurso deixa de ser eficaz quando as causas da vulnerabilidade relatada são internas, como as relacionadas à má gestão dos negócios. Já o último estudo, focado em livrarias e realizado em 2022, contou com 208 participantes brasileiros, que demonstraram intenção de ajudar a empresa independentemente de seu porte. “O que se mostrou importante é a identificação do consumidor com a empresa, e não seu tamanho”, observa Barros.</p>
<p>Apesar de o estudo ter sido motivado pelo cenário da pandemia, Lucia Barros aponta que o apelo de vulnerabilidade segue sendo utilizado em outros contextos e, por isso, esse tipo de comunicação deve seguir no foco dos pesquisadores. “Jornais pedem para os consumidores ‘apoiarem o jornalismo profissional’. Tragédias como a do litoral norte de São Paulo fazem com que hotéis e restaurantes peçam ajuda aos consumidores”, exemplifica. “A pandemia foi uma situação externa extrema e global, porém outros eventos externos continuam a ameaçar empresas”, completa a autora.</p>
<p><a href="https://www.journalofadvertisingresearch.com/content/early/2023/06/26/JAR-2023-014">Confira o artigo na íntegra</a></p>
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		<title>Pandemia intensificou desigualdades na saúde e educação entre diferentes regiões do Brasil</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/pesquisa-e-conhecimento/desigualdades-regionais-saude-educacao-pandemia-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Bori]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Jun 2023 11:21:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesquisa e conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[assistência social]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/giovanni-gagliardi-fvT3t9iOaJI-unsplash-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Inação do governo federal na saúde e na educação sobrecarregou estados e municípios, exacerbando desigualdades regionais, diz estudo da FGV" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/giovanni-gagliardi-fvT3t9iOaJI-unsplash-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/giovanni-gagliardi-fvT3t9iOaJI-unsplash-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/giovanni-gagliardi-fvT3t9iOaJI-unsplash-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/giovanni-gagliardi-fvT3t9iOaJI-unsplash-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Diante da ausência de ações do governo federal para administrar os efeitos da pandemia na saúde e na educação brasileiras, medidas emergenciais foram assumidas por estados e municípios, o que exacerbou desigualdades regionais. Ainda que os primeiros casos tenham sido registrados nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, a taxa de mortalidade por [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/giovanni-gagliardi-fvT3t9iOaJI-unsplash-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Inação do governo federal na saúde e na educação sobrecarregou estados e municípios, exacerbando desigualdades regionais, diz estudo da FGV" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/giovanni-gagliardi-fvT3t9iOaJI-unsplash-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/giovanni-gagliardi-fvT3t9iOaJI-unsplash-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/giovanni-gagliardi-fvT3t9iOaJI-unsplash-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/giovanni-gagliardi-fvT3t9iOaJI-unsplash-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Diante da ausência de ações do governo federal para administrar os efeitos da pandemia na saúde e na educação brasileiras, <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/politicas-publicas/pandemia-acentuou-resposta-nacional-descoordenada-em-politicas-de-assistencia-social-e-educacao/">medidas emergenciais foram assumidas por estados e municípios</a>, o que exacerbou desigualdades regionais. Ainda que os primeiros casos tenham sido registrados nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, a taxa de mortalidade por Covid-19, por exemplo, cresceu rapidamente em estados com maior vulnerabilidade socioeconômica, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.</p>
<p>Os apontamentos estão em capítulo da pesquisadora da FGV EAESP Elize Massard da Fonseca e colaboradores publicado no livro “<a href="https://link.springer.com/book/10.1007/978-3-031-22219-1#about-this-book">The Coronavirus Pandemic and Inequality</a>”. Através de revisão de literatura, os autores refletem sobre a resposta brasileira durante a pandemia em três diferentes áreas: saúde, educação e assistência social.</p>
<p>Os pesquisadores destacam que a desarticulação nacional das políticas educacionais verificada a partir de 2019 prejudicou as estratégias durante a pandemia, visto que o governo federal não estabeleceu regulamentação nacional diante do fechamento de escolas e não adotou ações para diminuir as desigualdades nessa área. Alguns estados, como São Paulo, conseguiram implementar medidas inovadoras, como a transmissão de conteúdo pela TV e internet. Porém, estados com capacidades fiscal e administrativa reduzidas sequer conseguiram articular estratégias de ensino à distância, que demandam infraestrutura inexistente nesses locais.</p>
<p>Após demanda do Congresso, o governo federal adotou como política socioeconômica para responder à pandemia o pagamento do Auxílio Emergencial a famílias de baixa renda e trabalhadores informais. Ainda é cedo para entender o impacto do Auxílio Emergencial na redução da pobreza e da desigualdade, ressalta o capítulo, mas os autores observam que nos primeiros três trimestres de 2021, após a suspensão do benefício, havia um número maior de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza do que nos anos pré-pandemia.</p>
<p>O capítulo sublinha que as desigualdades socioeconômicas verificadas no período contribuem também para a manutenção das desigualdades raciais no país. Embora as taxas de incidência de Covid-19 tenham sido maiores entre a população branca, por exemplo, a população negra em todas as regiões do país sofreu maior letalidade e maior risco de morte em comparação aos brancos. Por outro lado, em relação à vacinação, o texto observa que a cobertura da atenção primária à saúde contribuiu para um acesso mais equitativo aos imunizantes nos municípios mais vulneráveis.</p>
<p><a href="https://link.springer.com/chapter/10.1007/978-3-031-22219-1_4">Confira o capítulo na íntegra</a></p>
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		<title>Tecnologia da Fiocruz garantiu o sucesso da produção de vacina contra a Covid-19 no Brasil</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/gestao-publica/tecnologia-da-fiocruz-garantiu-o-sucesso-da-producao-de-vacina-contra-a-covid-19-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Bori]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Feb 2023 17:01:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestão pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/02/astrazeneca_oxford_fiocruz_tmazs_2301202109201-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/02/astrazeneca_oxford_fiocruz_tmazs_2301202109201-150x150.jpeg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/02/astrazeneca_oxford_fiocruz_tmazs_2301202109201-700x700.jpeg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/02/astrazeneca_oxford_fiocruz_tmazs_2301202109201-75x75.jpeg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/02/astrazeneca_oxford_fiocruz_tmazs_2301202109201-350x350.jpeg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A capacidade produtiva do laboratório Bio-Manguinhos e a habilidade política da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para firmar acordos de transferência de tecnologia estão entre os motivos para o sucesso da parceria entre a farmacêutica AstraZeneca e o laboratório brasileiro na produção de vacina contra a Covid-19. A constatação está em artigo publicado nesta quarta (8) [&#8230;]</p>
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<p>A capacidade produtiva do laboratório Bio-Manguinhos e a habilidade política da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para firmar acordos de transferência de tecnologia estão entre os motivos para o sucesso da parceria entre a farmacêutica AstraZeneca e o laboratório brasileiro na produção de vacina contra a Covid-19. A constatação está em artigo publicado nesta quarta (8) na revista “Research Policy” com autoria de pesquisadores da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP) e da London School of Economics.</p>
<p>Os autores realizaram um estudo de caso baseado em pesquisa qualitativa. Além da análise de documentos e arquivos e de visitas à Fiocruz, os pesquisadores entrevistaram 11 informantes-chave da instituição. A coleta de dados mais intensa ocorreu de junho de 2021 a março de 2022, e a validação adicional de informações ocorreu até agosto de 2022.</p>
<p>A pesquisa explica que a experiência de Bio-Manguinhos foi bem-sucedida por três fatores: ação política, capacidade tecnológica e flexibilidade regulatória. No primeiro caso, a concorrência política entre o Governo Federal e o Governo de São Paulo em meados de 2020 para a produção da primeira vacina brasileira abriu uma janela de oportunidade para a Fiocruz, que também demonstrou habilidade para negociar com diferentes atores políticos, como Congresso, Judiciário, instituições de controle e filantropos.</p>
<p>A tecnologia do laboratório foi decisiva para o interesse da AstraZeneca na parceria, diz o artigo. “A experiência e know-how com a cultura de células em biorreatores e purificação de proteínas foi crucial para que Bio-Manguinhos conseguisse simplificar os protocolos de produção – dada a urgência de produzir o imunizante no auge da pandemia de Covid-19 e diante de interrupções nas cadeias globais”, explica Elize Massard da Fonseca, uma das autoras do artigo. A pesquisadora da FGV EAESP explica que, no curto prazo, o conhecimento adquirido no processo pode contribuir para o desenvolvimento de vacina que responda a novas variantes da Covid-19. A longo prazo, pode fomentar o desenvolvimento de mais produtos biomédicos, como imunizantes para outras doenças.</p>
<p>O artigo também aponta a contribuição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para acelerar e facilitar o processo de produção das vacinas. “A Agência rapidamente adaptou seus procedimentos e diretrizes para realização de ensaios clínicos e de produção. Isso permitiu que desafios inesperados fossem prontamente resolvidos”, cita Fonseca. A autora ressalta que o diálogo constante com o setor regulador é um dos aprendizados que a atuação da Anvisa pode deixar de legado para outros países.</p>
<p>Os autores enfatizam a contribuição do artigo para o debate internacional sobre o compartilhamento de conhecimento pelas iniciativas de transferência de tecnologia e sobre como essas parcerias funcionam na prática. “O mecanismo de encomenda tecnológica, modelo de contrato adotado por Bio-Manguinhos, garantiu acesso a uma tecnologia inovadora, porém ainda não disponível no mercado. O trajeto percorrido pela Fiocruz pode incentivar (e servir de modelo) para outros contratos de inovação orientada por missão”, completa Fonseca.</p>
<p><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0048733323000239">Confira o artigo na íntegra</a></p>
</div>
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		<title>Pandemia acentuou resposta nacional descoordenada em políticas de assistência social e educação</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/politicas-publicas/pandemia-acentuou-resposta-nacional-descoordenada-em-politicas-de-assistencia-social-e-educacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Bori]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Feb 2023 19:31:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/02/pexels-rodnae-productions-8364026-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/02/pexels-rodnae-productions-8364026-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/02/pexels-rodnae-productions-8364026-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/02/pexels-rodnae-productions-8364026-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/02/pexels-rodnae-productions-8364026-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Em 2019, o início de um governo federal que enfraqueceu a resposta coordenada de combate às desigualdades fez com que governos locais assumissem políticas públicas originalmente definidas em nível nacional. A pandemia da Covid-19 acentuou esse processo, e estados e municípios precisaram definir estratégias em nível local para as áreas de assistência social e educação. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/02/pexels-rodnae-productions-8364026-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/02/pexels-rodnae-productions-8364026-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/02/pexels-rodnae-productions-8364026-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/02/pexels-rodnae-productions-8364026-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/02/pexels-rodnae-productions-8364026-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Em 2019, o início de um governo federal que enfraqueceu a resposta coordenada de combate às desigualdades fez com que governos locais assumissem políticas públicas originalmente definidas em nível nacional. A pandemia da Covid-19 acentuou esse processo, e estados e municípios precisaram definir estratégias em nível local para as áreas de assistência social e educação.</p>
<p>A constatação é de artigo com participação do pesquisador da FGV EAESP Fernando Burgos Pimentel dos Santos publicado na revista “Policy and Society”. O estudo examina indicadores sociais e dados coletados em documentos e em 16 entrevistas com gestores de secretarias estaduais e municipais dos estados do Amazonas e São Paulo e das cidades de Manaus e São Paulo.</p>
<p>No início da pandemia, o Governo Federal implementou o Auxílio Emergencial, pago via aplicativo de celular. O benefício consistiu em uma medida com fins políticos, segundo os autores. Isto porque a concessão não se conectava com o trabalho de assistentes sociais na linha de frente, como os que atuam em favelas nas grandes cidades ou junto à população de áreas remotas da Amazônia, por exemplo, que poderiam cadastrar os beneficiários.</p>
<p>Por outro lado, sem diretrizes nacionais, secretarias estaduais e municipais elaboraram protocolos próprios para manter em funcionamento serviços sociais como vagas em abrigos e distribuição de alimentos. A Secretaria de Assistência Social do estado de São Paulo, por exemplo, recorreu à arrecadação de doações para seguir atendendo a população vulnerável.</p>
<p>No caso da educação, o artigo destaca a rápida adaptação dos estados ao ensino à distância, facilitando o acesso a equipamentos e aparelhos conectados à internet e realizando distribuição presencial de materiais. Porém, a fragmentação das políticas públicas pode ser observada nos programas de merenda escolar, que fazem parte da política educacional do Governo Federal, mas ficaram desassistidos durante a pandemia.</p>
<p>Os autores alertam que esse cenário contribuiu para acentuar desigualdades regionais no Brasil. Mesmo que alguma capacidade subnacional de resposta tenha sido construída anteriormente, as ações dos atores locais durante a pandemia foram fragmentadas e conseguiram apenas atender a necessidades emergenciais, avalia o artigo.</p>
<p><a href="https://academic.oup.com/policyandsociety/article/41/2/306/6526982?login=false">Confira o artigo na íntegra</a></p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/politicas-publicas/pandemia-acentuou-resposta-nacional-descoordenada-em-politicas-de-assistencia-social-e-educacao/">Pandemia acentuou resposta nacional descoordenada em políticas de assistência social e educação</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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