<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos desigualdade social - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
	<atom:link href="https://www.impacto.blog.br/tags/desigualdade-social/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.impacto.blog.br/tags/desigualdade-social/</link>
	<description>O Blog Impacto é uma iniciativa da FGV EAESP Pesquisa para disseminar o conhecimento produzido na instituição.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 01 Jun 2026 17:34:56 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/03/cropped-impacto_favicon-32x32.png</url>
	<title>Arquivos desigualdade social - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
	<link>https://www.impacto.blog.br/tags/desigualdade-social/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Como multinacionais podem reduzir desigualdades em mercados emergentes</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/multinacionais-comunidades-desfavorecidas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 11:00:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[comunidades desfavorecidas]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento inclusivo]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento local]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade social]]></category>
		<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<category><![CDATA[impacto social]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados emergentes]]></category>
		<category><![CDATA[multinacionais]]></category>
		<category><![CDATA[ODS]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 1]]></category>
		<category><![CDATA[responsabilidade social corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade empresarial]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.impacto.blog.br/?p=6494</guid>

					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/CooperCaps20025-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Multinacionais e comunidades desfavorecidas em projeto de desenvolvimento social e inclusão econômica em mercado emergente" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/CooperCaps20025-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/CooperCaps20025-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/CooperCaps20025-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/CooperCaps20025-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />As empresas multinacionais estão cada vez mais pressionadas a assumir um papel mais ativo diante de problemas sociais e econômicos nos países em desenvolvimento. Além disso, consumidores, governos e investidores passaram a cobrar não apenas resultados financeiros, mas também impactos positivos nas regiões onde essas organizações operam. Nesse cenário, uma nova pesquisa mostra que a [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/multinacionais-comunidades-desfavorecidas/">Como multinacionais podem reduzir desigualdades em mercados emergentes</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/CooperCaps20025-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Multinacionais e comunidades desfavorecidas em projeto de desenvolvimento social e inclusão econômica em mercado emergente" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/CooperCaps20025-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/CooperCaps20025-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/CooperCaps20025-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/CooperCaps20025-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>As empresas multinacionais estão cada vez mais pressionadas a assumir um papel mais ativo diante de problemas sociais e econômicos nos países em desenvolvimento. Além disso, consumidores, governos e investidores passaram a cobrar não apenas resultados financeiros, mas também impactos positivos nas regiões onde essas organizações operam. Nesse cenário, uma nova pesquisa mostra que a relação entre multinacionais e comunidades desfavorecidas pode gerar benefícios mútuos, especialmente em mercados emergentes.</p>
<p>O estudo foi desenvolvido pelos pesquisadores da FGV EAESP Renan Oliveira e Prof. Jorge Carneiro, em parceria com pesquisadores da University of Birmingham (Prof. Pervez Ghauri e pesquisadora associada Jayne Cathcart) e da University of Manchester (Prof. Axèle Giroud). O estudo contou com apoio e financiamento do UKRI e FAPESP para o projeto MNEDEVELOP:</p>
<p><a href="https://nam10.safelinks.protection.outlook.com/?url=https%3A%2F%2Fmore.bham.ac.uk%2Fmnedevelop%2F&amp;data=05%7C02%7Cjorge.carneiro%40fgv.br%7C75b2cbbbe3934d06eb3008deb19fc147%7C79f6b639ab1242808077bdbeef869b33%7C0%7C0%7C639143496883675079%7CUnknown%7CTWFpbGZsb3d8eyJFbXB0eU1hcGkiOnRydWUsIlYiOiIwLjAuMDAwMCIsIlAiOiJXaW4zMiIsIkFOIjoiTWFpbCIsIldUIjoyfQ%3D%3D%7C0%7C%7C%7C&amp;sdata=EVmrsrcFvnJxTimzT7ox1kYuE8I7gZzsxjvnRhZkNR0%3D&amp;reserved=0">Multinational Enterprises and disadvantaged communities in emerging markets (MNEDEVELOP) – Empowering Multinationals for Inclusive Sustainable Development (MNEDEVELOP)</a></p>
<p>O artigo foi publicado na revista científica <em>International Journal of Management Reviews</em>. Para chegar aos resultados, os autores realizaram uma revisão semissistemática de 119 estudos publicados em áreas como gestão, economia, desenvolvimento e estudos regionais, utilizando bases como Web of Science, Scopus e ABI Inform.</p>
<h1>Multinacionais e comunidades desfavorecidas</h1>
<p>A pesquisa mostra que empresas multinacionais podem ajudar comunidades vulnerabilizadas por meio de ações ligadas a emprego digno, cadeia de fornecedores, provimento de infraestrutura e de serviços locais. Em muitos casos, essas iniciativas envolvem parcerias com ONGs, governos, cooperativas e lideranças comunitárias. Dessa forma, as empresas conseguem compreender melhor as necessidades locais e criar estratégias mais alinhadas à realidade dos moradores.</p>
<p>Segundo os pesquisadores, esse tipo de aproximação também fortalece a chamada “licença social para operar”, conceito que representa a aceitação social das atividades empresariais por parte das comunidades. Ou seja, além de evitar conflitos e melhorar sua reputação, as multinacionais conseguem criar relações mais sustentáveis e duradouras.</p>
<p>Os resultados indicam que os impactos positivos podem incluir melhorias em saúde, educação, infraestrutura e acesso à tecnologia. Em regiões próximas a operações de mineração, por exemplo, programas de desenvolvimento comunitário ajudaram a ampliar oportunidades econômicas e serviços básicos para populações locais e comunidades vulnerabilizadas.</p>
<h2>Parcerias locais fortalecem impacto social e competitividade empresarial</h2>
<p>Ao mesmo tempo, o estudo destaca que os benefícios não acontecem automaticamente. Muitas multinacionais enfrentam dificuldades para dialogar com instituições locais e compreender normas culturais específicas. Por isso, as parcerias com organizações da sociedade civil e atores locais aparecem como fundamentais para construir confiança e ampliar os impactos sociais.</p>
<p>Outro ponto importante é que os efeitos das iniciativas variam conforme o setor econômico. Enquanto empresas de mineração costumam investir em infraestrutura e programas sociais ligados ao território, multinacionais de setores como tecnologia, turismo e beleza frequentemente utilizam a interação com comunidades para compreender melhor o mercado local e desenvolver novos produtos e serviços.</p>
<p>Para os pesquisadores, governos, empresas e sociedade civil precisam atuar de forma colaborativa para ampliar os resultados positivos dessas interações. Políticas públicas, regulamentações e estratégias compartilhadas podem incentivar multinacionais a integrar comunidades desfavorecidas em suas atividades econômicas de maneira mais sustentável e inclusiva.</p>
<p>De acordo com os autores, o principal desafio é transformar ações solitárias em estratégias permanentes de desenvolvimento social. Quando conseguem construir relações participativas e transparentes, as multinacionais não apenas fortalecem sua competitividade, mas também podem contribuir para reduzir desigualdades e gerar valor compartilhado em mercados emergentes.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1111/ijmr.70018">o artigo na íntegra.  </a></p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/multinacionais-comunidades-desfavorecidas/">Como multinacionais podem reduzir desigualdades em mercados emergentes</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O consumo de produtos de saúde sexual: o papel do silêncio como barreira invisível</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/barreiras-consumo-produtos-saude-sexual/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 11:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Estratégias de marketing]]></category>
		<category><![CDATA[adolescentes]]></category>
		<category><![CDATA[atmosferas afetivas]]></category>
		<category><![CDATA[barreiras ao consumo de produtos de saúde sexual]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento do consumidor]]></category>
		<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade social]]></category>
		<category><![CDATA[injustiças de gênero]]></category>
		<category><![CDATA[pobreza menstrual]]></category>
		<category><![CDATA[saúde sexual]]></category>
		<category><![CDATA[silêncio]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.impacto.blog.br/?p=6449</guid>

					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_1288-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Adolescente com expressões tímidas, representando barreiras ao consumo de saúde sexual" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_1288-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_1288-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_1288-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_1288-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />O consumo de produtos de saúde sexual como contraceptivos e produtos menstruais não depende apenas de renda ou oferta, especialmente entre adolescentes em contextos de vulnerabilidade. Muitas vezes, emoções como vergonha, raiva e medo influenciam decisões de consumo entre adolescentes. O silêncio em torno do tema, somado a tabus e desigualdades, cria barreiras invisíveis que [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/barreiras-consumo-produtos-saude-sexual/">O consumo de produtos de saúde sexual: o papel do silêncio como barreira invisível</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_1288-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Adolescente com expressões tímidas, representando barreiras ao consumo de saúde sexual" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_1288-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_1288-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_1288-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/05/IMG_1288-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>O consumo de produtos de saúde sexual como contraceptivos e produtos menstruais não depende apenas de renda ou oferta, especialmente entre adolescentes em contextos de vulnerabilidade. Muitas vezes, emoções como vergonha, raiva e medo influenciam decisões de consumo entre adolescentes. O silêncio em torno do tema, somado a tabus e desigualdades, cria barreiras invisíveis que impedem o acesso. Embora produtos e informações estejam disponíveis em muitos casos, isso não garante o uso efetivo, e fatores sociais, culturais e emocionais influenciam diretamente o comportamento do consumidor. Por isso, compreender as barreiras ao consumo de saúde sexual ajuda a desenvolver políticas e estratégias mais eficazes.</p>
<p>É o que mostra um estudo publicado recentemente na revista internacional Marketing Theory por duas pesquisadoras da FGV EAESP, Adriana Guedes Arcuri e Tânia Veludo-de-Oliveira, em parceria com Grechen Larsen, da Durham University Business School. Baseado na tese de doutorado de Adriana Guedes Arcuri o estudo adotou uma abordagem etnográfica e acompanhou adolescentes de 13 a 17 anos em regiões periféricas do Brasil no Piaúi, Maranhão, Bahia e São Paulo. O Trabalho foi feito em parceria com a ONG Plan International. A partir da observação de oficinas promovidas pela ONG, nos projetos Escola de Liderança para Meninas, Adolescente saudável e Pontes para o Futuro, foram conduzidas entrevistas em profundidade e registradas imagens e notas de campo. Ao todo, foram reunidas horas de conversas e observações, o que permitiu compreender como essas jovens vivenciam o consumo (e não consumo) de produtos de saúde sexual e como as atmosferas afetivas funcionam como barreiras para este consumo.</p>
<h1>Barreiras ao consumo de produtos de saúde sexual</h1>
<p>O estudo mostra que decisões de consumo não seguem apenas a lógica racional. Emoções, atmosferas afetivas e contexto social moldam escolhas o tempo todo. Nos últimos anos, os aspectos culturais e emocionais vêm ganhando espaço na pesquisa qualitativa de marketing.</p>
<p>As atmosferas afetivas que promovem o consumo, por exemplo, são bastante estudadas na literatura de marketing. Entretanto, esta pesquisa mostra uma nova abordagem: como atmosferas afetivas podem inibir o consumo em contextos vulneráveis onde observamos vergonha, medo e raiva. Atmosferas afetivas são as emoções que circulam nos ambientes, e envolvem o entorno, as pessoas e os objetos e são popularmente conhecidas como “vibes”. Foram conceituadas pelo pesquisador da área de Geografia Ben Anderson em 2009, e são amplamente utilizadas na literatura de marketing e turismo, entre outras áreas.</p>
<p>Nesse cenário, as pesquisadoras propõem o conceito de “atmosferas de silêncio” para explicar como essas barreiras surgem, são sentidas e operam. Essas atmosferas afetivas circulam quando o silêncio domina o ambiente. Elas são sentidas como ausências, pausas, silêncios, explicadas como emoções (medo, raiva, vergonha) e se materializam na forma de inibição de conversas ou de uma decisão por silenciar-se, ou não consumir.  Diante disso, muitas adolescentes evitam fazer perguntas, buscar informação ou acessar produtos de saúde sexual, mesmo quando estão disponíveis de forma gratuita em postos de saúde, por vergonha ou medo. Injustiças de gênero são então explicadas, quando uma menina sente vergonha e medo ao pegar um contraceptivo no posto de saúde, que embora gratuito e acessível, torna-se inacessível por uma barreira invisível envolta em tabu que inibe a ação de consumir.</p>
<p>Além disso, diferentes fatores sociais reforçam essas barreiras ao consumo de saúde sexual. A interseccionalidade, que combina opressões de gênero, classe social, raça e idade contribui para criar contextos mais restritivos. Assim, o consumo deixa de ser apenas uma escolha individual e passa a refletir desigualdades estruturais.</p>
<p>Outro ponto importante envolve a forma como o silêncio se manifesta. Ele não surge apenas quando ninguém fala. Em muitos casos, ele aparece em ambientes barulhentos, onde mensagens importantes não conseguem chegar com clareza. Isso revela um problema que vai além da informação e envolve a qualidade do diálogo e o desmantelamento de estruturas opressivas.</p>
<h2>O silêncio como barreira invisível ao consumo</h2>
<p>A falta de educação sexual adequada intensifica essas barreiras. Sem orientação clara, muitas adolescentes associam a menstruação e o próprio corpo a sentimentos de vergonha e medo. Como consequência, elas se sentem inibidas a buscar produtos básicos ou informações confiáveis.</p>
<p>Além disso, a ausência de diálogo em casa, na escola e na sociedade reforça esse cenário. Muitas jovens sentem que não têm espaço para falar ou tirar dúvidas, o que limita ainda mais suas escolhas. Nesse contexto, o silêncio não apenas esconde informações, mas também reduz a autonomia.</p>
<p>Por outro lado, quando o diálogo acontece, o cenário muda. Nas oficinas da Plan International facilitadas por mulheres, o ambiente incentivava perguntas, fortalecia a confiança e ampliava o acesso à informação. As rodas de conversa promovidas nas oficinas demonstram como o diálogo aberto promove o desmantelamento das atmosferas de silêncio. Isso contribui para decisões mais conscientes e melhora o acesso à saúde sexual.</p>
<p>Por fim, o estudo conclui que as barreiras ao consumo de saúde sexual não se limitam a fatores econômicos. Aspectos sociais e emocionais exercem forte influência. Ao reconhecer o papel do silêncio e das estruturas de poder, gestores públicos e organizações podem criar soluções mais inclusivas e eficazes.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1177/14705931251414808">o artigo na íntegra. </a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/barreiras-consumo-produtos-saude-sexual/">O consumo de produtos de saúde sexual: o papel do silêncio como barreira invisível</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Desigualdades sociais devem despontar em estudos sobre impacto da pandemia na gestão</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/pesquisa-e-conhecimento-administracao-de-empresas/desigualdades-sociais-devem-despontar-em-estudos-sobre-impacto-da-pandemia-na-gestao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Bori]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Feb 2023 16:09:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesquisa e conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade social]]></category>
		<category><![CDATA[estudos]]></category>
		<category><![CDATA[gestão]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[responsabilidade social]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.impacto.blog.br/?p=2990</guid>

					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/02/pexels-vlada-karpovich-4939666-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="homem estuda em frente a computador" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/02/pexels-vlada-karpovich-4939666-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/02/pexels-vlada-karpovich-4939666-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/02/pexels-vlada-karpovich-4939666-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/02/pexels-vlada-karpovich-4939666-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Futuras pesquisas sobre o impacto da Covid-19 na gestão devem considerar desigualdades sociais intensificadas pela pandemia, como as de gênero e raça. Em nível organizacional, os estudos devem aprofundar os desafios enfrentados pelas cadeias de suprimentos diante da demanda provocada por eventos não previstos. Essas são algumas das tendências apontadas pelo pesquisador da FGV EAESP [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/pesquisa-e-conhecimento-administracao-de-empresas/desigualdades-sociais-devem-despontar-em-estudos-sobre-impacto-da-pandemia-na-gestao/">Desigualdades sociais devem despontar em estudos sobre impacto da pandemia na gestão</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/02/pexels-vlada-karpovich-4939666-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="homem estuda em frente a computador" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/02/pexels-vlada-karpovich-4939666-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/02/pexels-vlada-karpovich-4939666-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/02/pexels-vlada-karpovich-4939666-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/02/pexels-vlada-karpovich-4939666-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Futuras pesquisas sobre o impacto da Covid-19 na gestão devem considerar desigualdades sociais intensificadas pela pandemia, como as de gênero e raça. Em nível organizacional, os estudos devem aprofundar os desafios enfrentados pelas cadeias de suprimentos diante da demanda provocada por eventos não previstos. Essas são algumas das tendências apontadas pelo pesquisador da FGV EAESP Thomas George Brashear Alejandro e colaboradores em artigo publicado na revista “Journal of Business Research”.</p>
<p>Através das bases de dados Web of Science e Scopus, os autores mapearam a produção científica sobre Covid-19 publicada em periódicos revisados por pares nas áreas de negócios, gestão e contabilidade. A busca se concentrou nos anos de 2020 e 2021 e retornou quase oito mil resultados. A maioria dos artigos está associada à área de estratégia e gestão, 2315. Na sequência, estão as áreas de negócios e gestão internacional e de finanças, com 1661 e 1252 artigos, respectivamente.</p>
<p>Sobre a dimensão social da pandemia, alguns dos temas mais recorrentes nos artigos publicados em 2020 incluíram a resposta de líderes locais e nacionais para mitigar os efeitos da pandemia na saúde pública e a distribuição de informações para a população. Em 2021, ganharam destaque nas pesquisas os impactos da Covid-19 na economia e no mercado de trabalho, com atenção especial ao aumento do desemprego, além das mudanças no sistema educacional e do desenvolvimento sustentável como reação aos impactos negativos da crise global.</p>
<p>As pesquisas com foco organizacional em 2020 abordaram as responsabilidades sociais corporativas e estratégias de adaptação à crise, os impactos no setor do turismo e a maior vulnerabilidade das mulheres na pandemia. Em 2021, os estudos aprofundaram as consequências da desigualdade de gênero nas empresas durante a pandemia e as adaptações necessárias aos mercados de viagem e turismo diante das restrições verificadas no primeiro ano de pandemia. A inovação e otimização das operações das cadeias de suprimentos também despontou como tema de interesse.</p>
<p><a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC9159974/">Confira o artigo na íntegra</a></p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/pesquisa-e-conhecimento-administracao-de-empresas/desigualdades-sociais-devem-despontar-em-estudos-sobre-impacto-da-pandemia-na-gestao/">Desigualdades sociais devem despontar em estudos sobre impacto da pandemia na gestão</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Atitudes podem incluir de maneira excludente e excluir com sensação de inclusão, mostra estudo em clube social brasileiro</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/atitudes-podem-incluir-de-maneira-excludente-e-excluir-com-sensacao-de-inclusao-mostra-estudo-em-clube-social-brasileiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[EAESP Pesquisa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jun 2021 11:10:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Estudos organizacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa e conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[clube]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade social]]></category>
		<category><![CDATA[exclusão]]></category>
		<category><![CDATA[funcionários]]></category>
		<category><![CDATA[inclusão]]></category>
		<category><![CDATA[membros]]></category>
		<category><![CDATA[sócios]]></category>
		<category><![CDATA[uniforme]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.impacto.blog.br/?p=1417</guid>

					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/pexels-andrea-piacquadio-3770238-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/pexels-andrea-piacquadio-3770238-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/pexels-andrea-piacquadio-3770238-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/pexels-andrea-piacquadio-3770238-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/pexels-andrea-piacquadio-3770238-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Diversas práticas cotidianas de um clube social brasileiro, localizado na região Sul, serviram de base para uma pesquisa com inspiração etnográfica que descreve relações entre funcionários e sócios do clube, que acontecem em uma tensão entre exclusão e inclusão, com o objetivo de manter a desigualdade entre estes estratos sociais. O artigo, publicado nos Cadernos [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/atitudes-podem-incluir-de-maneira-excludente-e-excluir-com-sensacao-de-inclusao-mostra-estudo-em-clube-social-brasileiro/">Atitudes podem incluir de maneira excludente e excluir com sensação de inclusão, mostra estudo em clube social brasileiro</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/pexels-andrea-piacquadio-3770238-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/pexels-andrea-piacquadio-3770238-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/pexels-andrea-piacquadio-3770238-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/pexels-andrea-piacquadio-3770238-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/pexels-andrea-piacquadio-3770238-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Diversas práticas cotidianas de um clube social brasileiro, localizado na região Sul, serviram de base para uma pesquisa com inspiração etnográfica que descreve relações entre funcionários e sócios do clube, que acontecem em uma tensão entre exclusão e inclusão, com o objetivo de manter a desigualdade entre estes estratos sociais.</p>
<p>O artigo, <a href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1679-39512020000400770&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt&amp;ORIGINALLANG=pt">publicado nos Cadernos EBAPE</a>, mostra que práticas consideradas bastante comuns e aceitas, como o recebimento de uniformes e o estabelecimento de regras formais e informais de conduta leva a uma forma de exclusão dos funcionários, no sentido de evitar que eles alcançassem privilégios que deveriam se manter restritos aos frequentadores do clube. &#8220;Práticas como penalizar o uso de uma peça que não fosse do uniforme, o ato de sentar durante o período de trabalho ou a exigência de se alimentar em uma área específica, fora do clube, designada para as refeições dos funcionários tidos como de baixo escalão são formas de evidenciar o lugar de uns e de outros naquela realidade&#8221;, explica Fernando Vianna, doutorando em Administração de Empresas na FGV EAESP e um dos autores do artigo.</p>
<p>O uniforme é apresentado pelos autores como uma das evidências de uma forma estruturada de exclusão excludente, já que o sujeito da ralé é incluído em uma condição de &#8220;uniformizado&#8221;, o que pode lhe poupar de frequentes abordagens policiais, mas também lhe marca como um &#8220;não-consumidor&#8221; de bons produtos e serviços. &#8220;A relação entre os funcionários que usam uniforme e os que não usam uniforme é estruturada para legitimar a hierarquia e a desigualdade social entre os grupos, desigualdade que é também reproduzida pelos próprios funcionários, que abaixam suas cabeças quando um sócio passa, e pelos sócios, que só cumprimentam funcionários com roupas semelhantes às suas&#8221;, destacam os autores.</p>
<p>As tensões entre inclusão e exclusão ficam evidentes até mesmo na função da televisão do clube, que segundo os autores exibe produtos e serviços voltados exclusivamente aos sócios merecedores, ainda que sejam cotidianamente observados pelos membros da ralé. &#8220;O funcionário é excluído da capacidade de consumo, mas está incluído em uma situação que pensa ser positiva, pois está trabalhando. Assim, essa inclusão em um trabalho precarizado exclui o trabalhador da possibilidade de aquisição daqueles bens, fazendo com que ele próprio se inclua em um grupo que se percebe como fracassado&#8221;, descrevem os pesquisadores.</p>
<p>Para a realização do estudo, um dos pesquisadores frequentou o clube diariamente por alguns meses, conversando com informantes chave e tomando notas de campo, que permitiram chegar às análises publicadas, que discutem de que modos a ralé é socialmente excluída de determinadas situações e incluída em outras, bem como os motivos para tanto.</p>
<p>&#8220;Esse processo de exclusão includente e de inclusão excludente resulta na manutenção da desigualdade social por meio de práticas aparentemente normais, justificáveis, institucionalmente aceitas e incentivadas&#8221;, explicam os autores, que descrevem que tal processo faz com que a ralé seja incluída e ou excluída por meio destas práticas, que consequentemente levam à reprodução e legitimação de uma condição social de precariedade.</p>
<p><a href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1679-39512020000400770&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt&amp;ORIGINALLANG=pt">Confira o estudo na íntegra</a></p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/atitudes-podem-incluir-de-maneira-excludente-e-excluir-com-sensacao-de-inclusao-mostra-estudo-em-clube-social-brasileiro/">Atitudes podem incluir de maneira excludente e excluir com sensação de inclusão, mostra estudo em clube social brasileiro</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
