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	<title>Arquivos gestão das finanças públicas - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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	<description>O Blog Impacto é uma iniciativa da FGV EAESP Pesquisa para disseminar o conhecimento produzido na instituição.</description>
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		<title>O que explica a saúde fiscal dos municípios brasileiros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 11:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
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<p>Foi com esse objetivo que os pesquisadores da FGV EAESP Ricardo Gomes e Gustavo Fernandes, em coautoria com Bruce McDonald (ODU) publicaram estudo na International Journal of Public Administration. A pesquisa analisou dados de 5.524 municípios entre 2013 e 2021, com base em informações do IBGE e do Tesouro Nacional. Ao todo, foram mais de 55 mil observações, o que permitiu uma visão abrangente da realidade brasileira. Os autores avaliaram dois indicadores principais: a capacidade de gerar resultado positivo no orçamento e a capacidade de pagar compromissos de curto prazo com o dinheiro disponível em caixa.</p>
<h1>Saúde fiscal dos municípios brasileiros: o que realmente faz diferença</h1>
<p>Embora muitos estudos internacionais apontem fatores políticos como decisivos, os resultados brasileiros mostram um cenário mais complexo. Em primeiro lugar, a dependência de repasses do governo federal apareceu como um dos fatores mais relevantes. Quanto maior a fatia de receitas vindas de transferências intergovernamentais, pior tende a ser o desempenho fiscal. Isso sugere que municípios com maior autonomia de arrecadação conseguem planejar melhor suas finanças e reagir com mais agilidade a crises econômicas.</p>
<p>Além disso, características locais também exercem influência, ainda que de forma menos uniforme. O PIB per capita apresentou relação positiva com a capacidade de gerar superávit. Por outro lado, o tamanho da população não mostrou impacto consistente, contrariando a ideia de que cidades maiores teriam necessariamente maior vantagem financeira.</p>
<p>Outro ponto analisado foi o perfil do prefeito. A idade e a experiência administrativa mostraram alguma relação positiva com determinados indicadores. Por exemplo, prefeitos mais experientes estiveram associados a melhores resultados operacionais. No entanto, quando os dados foram ajustados para comparar anos específicos, parte desse efeito perdeu força estatística. Já a ideologia partidária não apresentou influência significativa, o que indica que fatores técnicos e estruturais podem pesar mais do que posicionamentos políticos.</p>
<p>Portanto, a sustentabilidade financeira municipal depende mais de estrutura econômica e autonomia fiscal do que de alinhamentos ideológicos. Ao oferecer uma análise ampla e comparativa, a pesquisa contribui para gestores públicos, formuladores de políticas e cidadãos que desejam compreender melhor como fortalecer as finanças locais. Afinal, municípios financeiramente saudáveis estão mais preparados para enfrentar crises, investir em serviços essenciais e promover desenvolvimento sustentável de longo prazo.</p>
<p>Leia<a href="https://doi.org/10.1080/01900692.2024.2416449"> o artigo na íntegra</a>.</p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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