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	<title>Arquivos governança fiscal - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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		<title>Como alianças políticas influenciam as regras fiscais no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 11:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[governança fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[influência dos stakeholders]]></category>
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		<category><![CDATA[ODS 8]]></category>
		<category><![CDATA[orçamento público]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/211-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Debate político sobre regras fiscais no Brasil e aprovação do teto de gastos no Congresso Nacional" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/211-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/211-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/211-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/211-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />A discussão sobre controle de gastos públicos voltou ao centro do debate econômico nos últimos anos. Entretanto, além dos números e das metas fiscais, decisões sobre orçamento também dependem de negociações políticas, disputas de interesse e construção de alianças. Um estudo recente mostra que as regras fiscais no Brasil não são apenas instrumentos técnicos, mas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/211-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Debate político sobre regras fiscais no Brasil e aprovação do teto de gastos no Congresso Nacional" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/211-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/211-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/211-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/211-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A discussão sobre controle de gastos públicos voltou ao centro do debate econômico nos últimos anos. Entretanto, além dos números e das metas fiscais, decisões sobre orçamento também dependem de negociações políticas, disputas de interesse e construção de alianças. Um estudo recente mostra que as regras fiscais no Brasil não são apenas instrumentos técnicos, mas também resultados de acordos entre diferentes grupos que influenciam o governo e o Congresso.</p>
<p>A pesquisa foi publicada na revista científica Public Administration Review por Ricardo Correa, da FGV EAESP, em conjunto com Girley Damasceno e Diego Mota Vieira. O estudo analisou três tentativas de implantação de um teto de gastos no Brasil: uma em 2005, durante o governo Lula, outra no início de 2016, no governo Dilma Rousseff, e a terceira no fim de 2016, já no governo Michel Temer, quando a regra fiscal foi aprovada. Para isso, os autores utilizaram entrevistas com formuladores de políticas públicas, documentos oficiais, reportagens e dados econômicos.</p>
<h1>Regras fiscais no Brasil dependem de articulação política</h1>
<p>O estudo mostra que regras fiscais funcionam como limites para controlar gastos públicos, dívidas e déficits do governo. Porém, sua aprovação depende da capacidade de articulação entre diferentes grupos políticos e institucionais. Entre eles estão equipes econômicas, ministérios, Congresso Nacional, órgãos de controle e lideranças do Executivo.</p>
<p>Segundo os pesquisadores, esses grupos não atuam sempre da mesma forma. Em alguns momentos, parlamentares resistiram às propostas de ajuste fiscal. Em outros, tornaram-se fundamentais para aprová-las rapidamente. O mesmo ocorreu com ministérios e órgãos de controle, que alteraram suas posições conforme o cenário político e econômico mudava.</p>
<h2>Crise econômica mudou o comportamento dos atores políticos</h2>
<p>A pesquisa aponta que as tentativas de reforma fracassaram em 2005 e no início de 2016 porque faltava alinhamento entre governo e Congresso. Além disso, havia forte instabilidade política e resistência de setores interessados em ampliar investimentos públicos. Já no segundo semestre de 2016, a combinação entre crise econômica, aumento da dívida pública e mudança de governo criou um ambiente favorável para a aprovação do teto de gastos.</p>
<p>Outro resultado importante mostra que o apoio direto da Presidência da República foi decisivo para o avanço da proposta. Durante o governo Temer, houve maior coordenação entre ministros, lideranças partidárias e Congresso Nacional. Isso permitiu a formação de uma coalizão política capaz de acelerar a tramitação da medida.</p>
<p>Os pesquisadores também destacam o papel dos órgãos de controle financeiro, como o Tribunal de Contas da União. Embora esses órgãos não participem diretamente da elaboração das regras fiscais, eles ajudam a fortalecer a legitimidade das medidas ao fiscalizar as contas públicas e apontar irregularidades.</p>
<p>Para os autores, a principal conclusão é que a capacidade de negociação entre atores políticos e institucionais é tão importante quanto as fórmulas técnicas. O estudo ainda reforça que reformas fiscais tendem a avançar quando há pressão econômica, apoio político e construção de confiança entre Executivo e Legislativo. Essas conclusões ajudam a compreender não apenas o caso brasileiro, mas também desafios enfrentados por outros países em períodos de crise econômica.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1080/14719037.2026.2616768">o artigo na íntegra.</a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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