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	<title>Arquivos insegurança alimentar - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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	<description>O Blog Impacto é uma iniciativa da FGV EAESP Pesquisa para disseminar o conhecimento produzido na instituição.</description>
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		<title>Sistemas alimentares circulares: soluções para as cidades brasileiras</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/sistemas-alimentares-circulares/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Sep 2025 11:20:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[desperdício alimentar]]></category>
		<category><![CDATA[Economia Circular]]></category>
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<p>Um estudo publicado na Revista RAE por Gustavo Porpino, Carlos Eduardo Lourença (FGV EAESP), Juliana Tangari e Cecília Araújo, analisou como governos locais e diferentes atores podem transformar a alimentação urbana. Foram realizados grupos focais com 44 gestores municipais em cinco cidades: Rio Branco (AC), Santarém (PA), Recife (PE), Maricá (RJ) e Curitiba (PR). Sendo assim, o objetivo foi identificar práticas eficazes, obstáculos e oportunidades para aplicar a economia circular à alimentação.</p>
<h1>Os cinco eixos para implantar sistemas alimentares circulares</h1>
<p>Os resultados destacaram cinco eixos fundamentais para a mudança:</p>
<ul>
<li>Pessoas: capacitar equipes técnicas garante continuidade das ações, mesmo com mudanças políticas.</li>
<li>Gestão da qualidade: mercados e feiras precisam de regras claras para assegurar alimentos seguros e de qualidade.</li>
<li>Visão sistêmica: políticas alimentares devem articular saúde, educação, agricultura, meio ambiente e assistência social.</li>
<li>Governança multinível: cidades precisam dialogar com estados, governo federal e sociedade civil para ampliar parcerias.</li>
<li>Circularidade: transformar resíduos em recursos, com compostagem, biogás e reaproveitamento de alimentos, fecha o ciclo e dá vida nova ao sistema alimentar.</li>
</ul>
<p>Um diferencial da pesquisa foi o uso da teoria dos stakeholders, que propõe considerar os interesses de todos os envolvidos — de agricultores a consumidores, passando por ONGs, governos e empresas. Portanto, essa visão reforça que a transição para sistemas alimentares circulares só terá sucesso com colaboração entre os diferentes atores e corresponsabilidade na execução das políticas.</p>
<p>Além disso, práticas como compostagem de resíduos, redistribuição de alimentos por bancos e feiras, agricultura urbana e empreendedorismo social são estratégias práticas para tornar os sistemas alimentares mais sustentáveis. Essas iniciativas não apenas reduzem o desperdício, mas também ampliam o acesso a alimentos de qualidade, regeneram ecossistemas e ajudam no combate às mudanças climáticas.</p>
<h2>Próximos passos para cidades sustentáveis</h2>
<p>O estudo mostra que os sistemas alimentares circulares não são apenas uma ideia teórica, mas uma estratégia viável para enfrentar a insegurança alimentar e as mudanças climáticas.</p>
<p>Por fim, com planejamento, políticas públicas consistentes e engajamento da sociedade, as cidades podem transformar resíduos em recursos, reduzir desigualdades e garantir um modelo alimentar mais justo e sustentável. Assim, adotar sistemas circulares não é apenas uma opção, mas uma necessidade estratégica para o futuro das cidades brasileiras.</p>
<p>Leia <a href="https://periodicos.fgv.br/rae/article/view/93163">o artigo na integra.</a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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