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	<title>Arquivos justiça social - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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	<description>O Blog Impacto é uma iniciativa da FGV EAESP Pesquisa para disseminar o conhecimento produzido na instituição.</description>
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	<title>Arquivos justiça social - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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	<item>
		<title>Sistemas alimentares circulares: soluções para as cidades brasileiras</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/sistemas-alimentares-circulares/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Sep 2025 11:20:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[desperdício alimentar]]></category>
		<category><![CDATA[Economia Circular]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_2120364896-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Feira de alimentos sustentáveis como prática da economia circular nas cidades" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_2120364896-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_2120364896-1-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_2120364896-1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_2120364896-1-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />A insegurança alimentar afeta milhões de brasileiros, sendo que 83% dos casos graves estão nas cidades. Ao mesmo tempo, toneladas de alimentos são desperdiçadas diariamente, gerando impactos ambientais e sociais. Nesse contexto, os sistemas alimentares circulares aparecem como alternativa ao modelo linear de produzir, consumir e descartar. Essa abordagem busca reaproveitar recursos, reduzir perdas e [&#8230;]</p>
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<p>Um estudo publicado na Revista RAE por Gustavo Porpino, Carlos Eduardo Lourença (FGV EAESP), Juliana Tangari e Cecília Araújo, analisou como governos locais e diferentes atores podem transformar a alimentação urbana. Foram realizados grupos focais com 44 gestores municipais em cinco cidades: Rio Branco (AC), Santarém (PA), Recife (PE), Maricá (RJ) e Curitiba (PR). Sendo assim, o objetivo foi identificar práticas eficazes, obstáculos e oportunidades para aplicar a economia circular à alimentação.</p>
<h1>Os cinco eixos para implantar sistemas alimentares circulares</h1>
<p>Os resultados destacaram cinco eixos fundamentais para a mudança:</p>
<ul>
<li>Pessoas: capacitar equipes técnicas garante continuidade das ações, mesmo com mudanças políticas.</li>
<li>Gestão da qualidade: mercados e feiras precisam de regras claras para assegurar alimentos seguros e de qualidade.</li>
<li>Visão sistêmica: políticas alimentares devem articular saúde, educação, agricultura, meio ambiente e assistência social.</li>
<li>Governança multinível: cidades precisam dialogar com estados, governo federal e sociedade civil para ampliar parcerias.</li>
<li>Circularidade: transformar resíduos em recursos, com compostagem, biogás e reaproveitamento de alimentos, fecha o ciclo e dá vida nova ao sistema alimentar.</li>
</ul>
<p>Um diferencial da pesquisa foi o uso da teoria dos stakeholders, que propõe considerar os interesses de todos os envolvidos — de agricultores a consumidores, passando por ONGs, governos e empresas. Portanto, essa visão reforça que a transição para sistemas alimentares circulares só terá sucesso com colaboração entre os diferentes atores e corresponsabilidade na execução das políticas.</p>
<p>Além disso, práticas como compostagem de resíduos, redistribuição de alimentos por bancos e feiras, agricultura urbana e empreendedorismo social são estratégias práticas para tornar os sistemas alimentares mais sustentáveis. Essas iniciativas não apenas reduzem o desperdício, mas também ampliam o acesso a alimentos de qualidade, regeneram ecossistemas e ajudam no combate às mudanças climáticas.</p>
<h2>Próximos passos para cidades sustentáveis</h2>
<p>O estudo mostra que os sistemas alimentares circulares não são apenas uma ideia teórica, mas uma estratégia viável para enfrentar a insegurança alimentar e as mudanças climáticas.</p>
<p>Por fim, com planejamento, políticas públicas consistentes e engajamento da sociedade, as cidades podem transformar resíduos em recursos, reduzir desigualdades e garantir um modelo alimentar mais justo e sustentável. Assim, adotar sistemas circulares não é apenas uma opção, mas uma necessidade estratégica para o futuro das cidades brasileiras.</p>
<p>Leia <a href="https://periodicos.fgv.br/rae/article/view/93163">o artigo na integra.</a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<item>
		<title>Cozinhas solidárias ajudam a combater a fome e promovem inclusão nas periferias urbanas</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/cozinhas-solidarias-ajudam-a-combater-a-fome-e-promovem-inclusao-nas-periferias-urbanas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Aug 2025 11:00:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[combate à fome]]></category>
		<category><![CDATA[cozinhas solidárias]]></category>
		<category><![CDATA[justiça social]]></category>
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		<category><![CDATA[segurança alimentar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/07/cozinha-solidaria-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/07/cozinha-solidaria-150x150.png 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/07/cozinha-solidaria-75x75.png 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/07/cozinha-solidaria-350x350.png 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />A fome nas cidades brasileiras não é causada pela falta de alimentos, mas sim pela má distribuição e pelo difícil acesso da população de baixa renda. A insegurança alimentar afeta mais de 80 milhões de pessoas no Brasil, segundo dados do IBGE (2020). Nesse contexto, surgem as cozinhas solidárias, uma resposta direta e coletiva para [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/07/cozinha-solidaria-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/07/cozinha-solidaria-150x150.png 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/07/cozinha-solidaria-75x75.png 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/07/cozinha-solidaria-350x350.png 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A fome nas cidades brasileiras não é causada pela falta de alimentos, mas sim pela má distribuição e pelo difícil acesso da população de baixa renda. A insegurança alimentar afeta mais de 80 milhões de pessoas no Brasil, segundo dados do IBGE (2020). Nesse contexto, surgem as cozinhas solidárias, uma resposta direta e coletiva para garantir refeições dignas a quem mais precisa. Ou seja, mulheres chefes de família, crianças e moradores das periferias.</p>
<p>Um estudo foi realizado por Luciana Marques Vieira, pesquisadora e professora da FGV EAESP e Fabiano Jorge Soares, doutorando e pesquisador do FGV Analytics e FGV CEAPG, em coautoria com Wagner Cerqueira Nunes, Nicole Martins Bezerra e Carolyne Mendes Espírito Santo, e publicado na revista Cadernos Gestão Pública e Cidadania utilizando análise documental e revisão de literatura. O objetivo foi analisar a relevância das cozinhas solidárias no combate à insegurança alimentar nos centros urbanos brasileiros.</p>
<p>Sendo assim, os pesquisadores utilizaram dados oficiais do IBGE e da Rede Penssan, além da legislação que institucionalizou o Programa Nacional Cozinha Solidária (PNCS) — Lei nº 14.628/2023 e Decreto nº 11.937/2024. Além disso, a pesquisa estudou experiências práticas de cozinhas implantadas durante a pandemia, com destaque para o trabalho do MTST em várias regiões do país.</p>
<h1>Mais do que refeições: inclusão, capacitação e justiça social</h1>
<p>As cozinhas solidárias oferecem refeições gratuitas ou a preços simbólicos para famílias em situação de vulnerabilidade. Porém, seu papel vai além disso, funcionando também como centros de formação comunitária, redes de solidariedade e valorização do trabalho local. Elas contam com o apoio de agricultores familiares, doações voluntárias e o esforço diário de cozinheiras e moradores das comunidades.</p>
<p>Desde 2021, essas cozinhas distribuíram mais de 2,3 milhões de refeições no Brasil, mesmo enfrentando desafios como falta de recursos estáveis e descontinuidade de políticas públicas. Em 2024, existiam 48 cozinhas solidárias ativas, com estrutura limitada, mas grande impacto social.</p>
<h2>Cozinhas solidárias como política estratégica para o Brasil</h2>
<p>A pesquisa mostra que as cozinhas solidárias são tecnologias sociais replicáveis, desenvolvidas com participação da comunidade, que promovem soluções reais para o combate à fome. Além disso, incentivam práticas sustentáveis para a redução do desperdício, como o aproveitamento de alimentos próximos ao vencimento ou fora do padrão estético do comércio.</p>
<p>Portanto, para que esse modelo se torne sustentável em larga escala, o estudo recomenda:</p>
<ul>
<li>Expansão do PNCS com recursos contínuos;</li>
<li>Parcerias com pequenos produtores e bancos de alimentos;</li>
<li>Infraestrutura adequada nas regiões mais afetadas pela fome (Norte e Nordeste);</li>
<li>Integração com programas como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos).</li>
</ul>
<p>Ao mostrar que é possível garantir alimentação digna com articulação comunitária e apoio governamental, o estudo reforça a importância das cozinhas solidárias como política pública de segurança alimentar e justiça social. Por fim, mais do que uma resposta emergencial, elas representam um modelo de transformação local com impacto nacional. São um passo concreto para um Brasil sem fome.</p>
<p>Leia <a href="https://periodicos.fgv.br/cgpc/article/view/92673">o artigo na integra.</a></p>
<p>Crédito fotografia: Roberta Aline/ Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).</p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<item>
		<title>Fintechs lideradas por pessoas negras desenvolvem algoritmos inclusivos</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/fintechs-lideradas-por-pessoas-negras-desenvolvem-algoritmos-inclusivos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jan 2025 12:29:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Contabilidade e finanças]]></category>
		<category><![CDATA[Algoritmo viés racial]]></category>
		<category><![CDATA[fintechs de propriedade negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_1982290805-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_1982290805-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_1982290805-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_1982290805-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_1982290805-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A desigualdade racial no acesso a serviços financeiros é uma barreira histórica que perpetua injustiças sociais e limita oportunidades. No Brasil, fintechs lideradas por pessoas negras surgem como agentes de mudança, enfrentando os desafios de reverter os vieses raciais incorporados em sistemas de pontuação de crédito tradicionais. Portanto, essas startups assumem o compromisso de criar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_1982290805-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_1982290805-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_1982290805-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_1982290805-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_1982290805-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A desigualdade racial no acesso a serviços financeiros é uma barreira histórica que perpetua injustiças sociais e limita oportunidades. No Brasil, fintechs lideradas por pessoas negras surgem como agentes de mudança, enfrentando os desafios de reverter os vieses raciais incorporados em sistemas de pontuação de crédito tradicionais. Portanto, essas startups assumem o compromisso de criar algoritmos inclusivos, capazes de promover justiça social e combater a exclusão financeira racial. Isso permite oferecer novas oportunidades para comunidades historicamente marginalizadas.</p>
<p>O estudo, conduzido pelos pesquisadores da FGV EAESP, Eduardo Henrique Diniz, Bruno Sanches, Marlei Pozzebon e Simone Luvizan, examinou três fintechs negras brasileiras por meio de 24 entrevistas com fundadores, gerentes e equipes técnicas dessas fintechs negras, além de empreendedoras sociais, analistas de dados, potenciais clientes dessas fintechs e pesquisadores da comunidade negra, dados que se somaram à análise de documentos e vídeos dessas empresas.</p>
<p>Publicado na prestigiada revista MIS Quarterly, o trabalho triangula a teoria da justiça social de Nancy Fraser com o conceito latino-americano de tecnologia social para analisar e entender as práticas de produção de algoritmos inclusivos no ecossistema fintech.</p>
<h1>O desenvolvimento de algoritmos inclusivos passa pela necessidade de combinar a reflexividade humana com a automação da máquina</h1>
<p>Os resultados mostram que as fintechs negras enfrentam restrições financeiras e operacionais, mas adotam estratégias criativas para inclusão. Utilizando inteligência híbrida — uma combinação de análise humana e algoritmos baseados em inteligência artificial — essas startups conseguem identificar e eliminar variáveis que reforçam estereótipos raciais. Um exemplo claro é o uso discriminatório de informações geográficas, que desfavorece a população negra, historicamente concentrada em regiões periféricas. Embora a cor da pele não seja um dado explicitamente usado na análise de crédito, essas variáveis geográficas funcionam como proxies discriminatórios. Para combater práticas como essa, as fintechs negras reconfiguram os algoritmos tradicionalmente usados no mercado a partir de investigação sobre os motivos das negativas de crédito, detectando e corrigindo elementos discriminatórios nesses algoritmos.</p>
<p>Além disso, a pesquisa identificou que as fintechs analisadas atuam em três dimensões da justiça social:</p>
<ul>
<li>Representação: Profissionais negros lideram processos-chave, trazendo perspectivas únicas e alinhadas às necessidades de seu público.</li>
<li>Reconhecimento: As startups lideradas por profissionais negros valorizam a identidade e cultura negra, desafiando estereótipos negativos por meio de soluções afirmativas.</li>
<li>Redistribuição: Desenvolvem modelos de pontuação prospectiva, focados no potencial financeiro atual ao invés de avaliações retrospectivas que perpetuam exclusão e com isso conseguem fornecer empréstimos a quem teria mais dificuldade nos sistemas de crédito tradicionais.</li>
</ul>
<p>Portanto, as fintechs lideradas por pessoas negras desempenham um papel vital na construção de algoritmos inclusivos e no fortalecimento da comunidade negra no setor financeiro. No entanto, a verdadeira inclusão exigirá esforços contínuos e de longo prazo para superar as barreiras estruturais e econômicas impostas pelo ecossistema financeiro. Ao redefinir práticas tradicionais e adotar uma abordagem iterativa de design algorítmico, essas startups mostram que é possível equilibrar inclusão social e viabilidade financeira. Por fim, isso permite promover um sistema mais justo para todos.</p>
<p>Leia <a href="https://misq.umn.edu/do-black-fintechs-matter-the-long-and-winding-road-to-develop-inclusive-algorithms-for-social-justice.html">o artigo na integra.</a></p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/fintechs-lideradas-por-pessoas-negras-desenvolvem-algoritmos-inclusivos/">Fintechs lideradas por pessoas negras desenvolvem algoritmos inclusivos</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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