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	<title>Arquivos municípios brasileiros - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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	<description>O Blog Impacto é uma iniciativa da FGV EAESP Pesquisa para disseminar o conhecimento produzido na instituição.</description>
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	<title>Arquivos municípios brasileiros - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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		<title>O que explica a saúde fiscal dos municípios brasileiros</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/o-que-explica-a-saude-fiscal-dos-municipios-brasileiros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 11:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[autonomia fiscal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/194-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Gráfico de orçamento público em frente a uma prefeitura ilustrando a saúde fiscal dos municípios brasileiros e seus principais indicadores financeiros." decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/194-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/194-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/194-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/194-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />A saúde das contas públicas municipais influencia diretamente a qualidade dos serviços oferecidos à população. Afinal, quando uma prefeitura consegue equilibrar receitas e despesas, ela amplia sua capacidade de investir em áreas como saúde, educação e infraestrutura. Por isso, entender o que sustenta a saúde fiscal dos municípios brasileiros é fundamental para aprimorar a gestão [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/194-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Gráfico de orçamento público em frente a uma prefeitura ilustrando a saúde fiscal dos municípios brasileiros e seus principais indicadores financeiros." decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/194-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/194-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/194-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/194-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A saúde das contas públicas municipais influencia diretamente a qualidade dos serviços oferecidos à população. Afinal, quando uma prefeitura consegue equilibrar receitas e despesas, ela amplia sua capacidade de investir em áreas como saúde, educação e infraestrutura. Por isso, entender o que sustenta a saúde fiscal dos municípios brasileiros é fundamental para aprimorar a gestão pública e fortalecer políticas locais.</p>
<p>Foi com esse objetivo que os pesquisadores da FGV EAESP Ricardo Gomes e Gustavo Fernandes, em coautoria com Bruce McDonald (ODU) publicaram estudo na International Journal of Public Administration. A pesquisa analisou dados de 5.524 municípios entre 2013 e 2021, com base em informações do IBGE e do Tesouro Nacional. Ao todo, foram mais de 55 mil observações, o que permitiu uma visão abrangente da realidade brasileira. Os autores avaliaram dois indicadores principais: a capacidade de gerar resultado positivo no orçamento e a capacidade de pagar compromissos de curto prazo com o dinheiro disponível em caixa.</p>
<h1>Saúde fiscal dos municípios brasileiros: o que realmente faz diferença</h1>
<p>Embora muitos estudos internacionais apontem fatores políticos como decisivos, os resultados brasileiros mostram um cenário mais complexo. Em primeiro lugar, a dependência de repasses do governo federal apareceu como um dos fatores mais relevantes. Quanto maior a fatia de receitas vindas de transferências intergovernamentais, pior tende a ser o desempenho fiscal. Isso sugere que municípios com maior autonomia de arrecadação conseguem planejar melhor suas finanças e reagir com mais agilidade a crises econômicas.</p>
<p>Além disso, características locais também exercem influência, ainda que de forma menos uniforme. O PIB per capita apresentou relação positiva com a capacidade de gerar superávit. Por outro lado, o tamanho da população não mostrou impacto consistente, contrariando a ideia de que cidades maiores teriam necessariamente maior vantagem financeira.</p>
<p>Outro ponto analisado foi o perfil do prefeito. A idade e a experiência administrativa mostraram alguma relação positiva com determinados indicadores. Por exemplo, prefeitos mais experientes estiveram associados a melhores resultados operacionais. No entanto, quando os dados foram ajustados para comparar anos específicos, parte desse efeito perdeu força estatística. Já a ideologia partidária não apresentou influência significativa, o que indica que fatores técnicos e estruturais podem pesar mais do que posicionamentos políticos.</p>
<p>Portanto, a sustentabilidade financeira municipal depende mais de estrutura econômica e autonomia fiscal do que de alinhamentos ideológicos. Ao oferecer uma análise ampla e comparativa, a pesquisa contribui para gestores públicos, formuladores de políticas e cidadãos que desejam compreender melhor como fortalecer as finanças locais. Afinal, municípios financeiramente saudáveis estão mais preparados para enfrentar crises, investir em serviços essenciais e promover desenvolvimento sustentável de longo prazo.</p>
<p>Leia<a href="https://doi.org/10.1080/01900692.2024.2416449"> o artigo na íntegra</a>.</p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<title>Como os municípios brasileiros avançam nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/como-os-municipios-brasileiros-avancam-nos-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel-ods/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Nov 2025 11:00:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[capacidades organizacionais]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[gestão pública]]></category>
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		<category><![CDATA[Objetivos de Desenvolvimento Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[ODS]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento setorial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/10/shutterstock_2449834273-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Como os municípios brasileiros contribuem para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)." decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/10/shutterstock_2449834273-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/10/shutterstock_2449834273-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/10/shutterstock_2449834273-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/10/shutterstock_2449834273-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />Os municípios brasileiros são peças-chave para transformar a Agenda 2030 em realidade. Afinal, é no nível local que estão os maiores desafios de desigualdade social, poluição ambiental e crescimento urbano. Sendo assim, compreender como as cidades conseguem alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) torna-se fundamental para o futuro do país. Foi exatamente esse o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/10/shutterstock_2449834273-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Como os municípios brasileiros contribuem para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)." decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/10/shutterstock_2449834273-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/10/shutterstock_2449834273-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/10/shutterstock_2449834273-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/10/shutterstock_2449834273-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Os municípios brasileiros são peças-chave para transformar a Agenda 2030 em realidade. Afinal, é no nível local que estão os maiores desafios de desigualdade social, poluição ambiental e crescimento urbano. Sendo assim, compreender como as cidades conseguem alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) torna-se fundamental para o futuro do país.</p>
<p>Foi exatamente esse o foco da pesquisa de Eduardo Grin, professor da FGV EAESP, publicada na International Public Management Journal. O estudo investigou como diferentes capacidades organizacionais afetam a implementação dos ODS em mais de 4.500 municípios brasileiros.</p>
<p>Para chegar às conclusões, o autor utilizou um modelo estatístico com dados de 2022. Portanto, o estudo concentrou-se em seis Objetivos de Desenvolvimento Sustentável diretamente relacionados às cidades: Saúde (ODS 3), Educação (ODS 4), Água e Saneamento (ODS 6), Trabalho Decente (ODS 8), Ação Climática (ODS 13) e Instituições Fortes (ODS 16).</p>
<p>A análise comparou dois tipos de capacidades:</p>
<ul>
<li>Capacidades amplas (scale-free): como gestão fiscal, nível de escolaridade dos servidores, tamanho da burocracia e redes de governança.</li>
<li>Capacidades específicas (non-scale-free): como planejamento setorial e órgãos exclusivos de gestão.</li>
</ul>
<h1>Objetivos de Desenvolvimento Sustentável nos municípios brasileiros</h1>
<p>As principais descobertas foram:</p>
<ol>
<li>Educação dos servidores públicos é decisiva – quanto maior a qualificação dos funcionários, menor a necessidade de uma burocracia grande para alcançar os ODS.</li>
<li>Planejamento setorial é essencial – áreas como saúde, educação, saneamento e clima obtêm resultados mais consistentes quando contam com planejamento estratégico.</li>
<li>Gestão fiscal e redes de governança fortalecem políticas públicas – equilíbrio financeiro e articulação com conselhos e consórcios são determinantes para o sucesso da Agenda 2030 nos municípios.</li>
</ol>
<p>De forma geral, a pesquisa conclui que investir em servidores qualificados e em boa gestão fiscal é mais eficiente do que apostar apenas em tecnologia. Embora ferramentas digitais possam facilitar processos, são os recursos humanos que garantem políticas públicas efetivas.</p>
<p>Além disso, a pesquisa mostra que qualidade é mais importante que quantidade na burocracia. Municípios com equipes enxutas, mas bem preparadas, conseguem resultados mais sólidos. Outro destaque é a relevância da participação social, já que redes de governança e conselhos locais aumentam as chances de políticas sustentáveis.</p>
<p>No caso das capacidades específicas, o planejamento setorial foi o fator mais importante para os municípios alcançarem metas relacionadas a saúde, educação, saneamento e mudança climática. Já a criação de órgãos de financiamento setorial não apresentou impacto relevante, indicando que recursos sem planejamento estratégico não garantem resultados.</p>
<p>Por fim, o estudo sugere que, para cumprir a Agenda 2030, os municípios devem priorizar três pilares: servidores qualificados, planejamento estratégico e governança colaborativa. Essas capacidades são mais determinantes do que tecnologia isolada ou burocracias muito grandes.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1080/10967494.2025.2537247">o artigo na integra.</a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/como-os-municipios-brasileiros-avancam-nos-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel-ods/">Como os municípios brasileiros avançam nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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