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	<title>Arquivos ODS 1 - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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	<description>O Blog Impacto é uma iniciativa da FGV EAESP Pesquisa para disseminar o conhecimento produzido na instituição.</description>
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	<title>Arquivos ODS 1 - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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	<item>
		<title>Como a transferência de renda fortalece a economia local, mas amplia desigualdades urbanas</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/como-transferencia-renda-fortalece-economia-local/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 11:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Contabilidade e finanças]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/210-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Moradores utilizando moeda digital em comércios locais mostrando como a transferência de renda fortalece a economia local." decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/210-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/210-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/210-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />Os programas de transferência de renda ajudam milhões de famílias e também podem impulsionar o comércio das cidades. Porém, uma pesquisa revelou que os impactos econômicos desses programas não acontecem de forma igual entre os bairros. Ao analisar milhões de transações da moeda digital Mumbuca, utilizada em Maricá, no Rio de Janeiro, os pesquisadores identificaram [&#8230;]</p>
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<p>O estudo foi desenvolvido pelo pesquisador da FGV EAESP, Eduardo H. Diniz, em conjunto com João de Albuquerque, Jarvis Campos, Bruno de Figueiredo, João Yamaguchi e Mozart Fazito, publicado na revista científica Environment and Planning A: Economy and Space.</p>
<p>Os pesquisadores analisaram mais de 3,4 milhões de transações realizadas entre julho de 2022 e junho de 2023. A investigação acompanhou pagamentos feitos para mais de 52 mil moradores e movimentações financeiras de mais de 8 mil empresas locais.</p>
<h1>Como a transferência de renda fortalece a economia local</h1>
<p>Os resultados mostram que o programa gerou forte impacto econômico em Maricá. Como a moeda Mumbuca só pode ser utilizada dentro da cidade, o dinheiro permanece no comércio local e continua circulando entre empresas e moradores. Segundo a pesquisa, cada valor distribuído gerou mais que o dobro em movimentação econômica dentro do município.</p>
<p>Além disso, pequenas empresas ajudaram a manter a moeda em circulação por mais tempo ao realizar pagamentos para outros negócios locais. Dessa forma, os recursos continuaram movimentando diferentes setores da economia.</p>
<p>Por outro lado, o estudo revelou forte concentração dos gastos. Cerca de 20% das empresas receberam mais de 80% dos pagamentos realizados com a moeda digital. Os bairros centrais, que possuem maior infraestrutura comercial, também concentraram grande parte da atividade econômica.</p>
<p>Segundo os pesquisadores, isso mostra que programas sociais podem fortalecer a economia local, mas precisam considerar as desigualdades urbanas. Sem políticas complementares para apoiar bairros periféricos e pequenos negócios, os benefícios econômicos tendem a permanecer nas regiões mais desenvolvidas da cidade.</p>
<p>A pesquisa também revelou pela primeira vez um efeito amplificador local nos bairros da cidade: ao aumentar em 1% a injeção de benefícios em Mumbuca resulta num aumento de 1.5% na circulação da moeda local no bairro. Isso significa que, em um cenário de dobrar a injeção de benefícios no município, cada Mumbuca paga aos beneficiários de determinado bairro resulta em um aumento de 11% na circulação da moeda local nos comércios cadastrados naquele bairro.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1177/0308518X251413928">o artigo na íntegra.</a></p>
<p>Crédito imagem: prefeitura de Maricá.</p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<item>
		<title>Superendividamento das famílias cresce no Brasil e acende alerta sobre crédito caro</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/superendividamento-das-familias-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 11:00:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Contabilidade e finanças]]></category>
		<category><![CDATA[bem estar financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[cartão de crédito]]></category>
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		<category><![CDATA[ODS 1]]></category>
		<category><![CDATA[superendividamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/209-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Família brasileira analisando contas e dívidas em casa, representando o superendividamento das famílias no Brasil" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/209-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/209-1-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/209-1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/209-1-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />O aumento do crédito no país vem transformando a relação das pessoas com o dinheiro. Porém, o avanço do superendividamento das famílias no Brasil mostra que, apesar de indicadores econômicos positivos, milhões de brasileiros ainda enfrentam dificuldades para equilibrar as contas no fim do mês. Esse cenário chamou a atenção de pesquisadores da FGV EAESP, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/209-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Família brasileira analisando contas e dívidas em casa, representando o superendividamento das famílias no Brasil" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/209-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/209-1-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/209-1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/209-1-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>O aumento do crédito no país vem transformando a relação das pessoas com o dinheiro. Porém, o avanço do superendividamento das famílias no Brasil mostra que, apesar de indicadores econômicos positivos, milhões de brasileiros ainda enfrentam dificuldades para equilibrar as contas no fim do mês. Esse cenário chamou a atenção de pesquisadores da FGV EAESP, que desenvolveram um novo indicador para medir o impacto do endividamento na vida da população.</p>
<p>O estudo foi desenvolvido pelos pesquisadores Lauro Gonzalez, Rafael Schiozer e Matheus Carrijo, do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira, FGVcemif. A pesquisa utiliza dados públicos do Banco Central para construir o Índice de Desconforto de Crédito (IDC), uma métrica que reúne informações sobre inadimplência, comprometimento de renda e qualidade do crédito contratado pelas famílias brasileiras.</p>
<p>Para chegar ao índice, os pesquisadores analisaram séries históricas do Sistema Financeiro Nacional desde 2014. O objetivo foi criar uma ferramenta capaz de mostrar não apenas o volume de dívidas, mas também a pressão financeira causada pelo tipo de crédito utilizado pela população.</p>
<h1>Superendividamento das famílias no Brasil avança com crédito mais caro</h1>
<p>O estudo mostra que o crescimento do crédito no Brasil ocorreu principalmente entre pessoas físicas. Porém, em vez de aumentar em modalidades mais seguras e ligadas à formação de patrimônio, como o crédito imobiliário, a expansão se concentrou em linhas voltadas ao consumo imediato.</p>
<p>Entre elas estão o cartão de crédito rotativo, o crédito pessoal e o consignado. Essas modalidades costumam ter juros elevados e, além disso, são ofertadas de forma cada vez mais agressiva por plataformas digitais e aplicativos financeiros.</p>
<h2>Dívidas pesam mais no orçamento das famílias</h2>
<p>Como consequência, o peso das dívidas no orçamento aumentou significativamente. Segundo os dados analisados, a cada R$ 100 de renda familiar, cerca de R$ 29,30 já estão comprometidos com pagamento de dívidas e juros. Esse cenário ajuda a explicar o crescimento do superendividamento das famílias no Brasil, especialmente entre consumidores que dependem de modalidades de crédito com juros elevados.</p>
<p>Além disso, o levantamento aponta que quase metade dos adultos brasileiros possui dívidas em atraso. Em março de 2026, cerca de 80 milhões de CPFs estavam negativados no país.</p>
<p>Para medir esse cenário, os pesquisadores criaram o IDC, que combina três fatores principais: inadimplência, comprometimento de renda e qualidade do crédito. Na prática, o índice busca entender não apenas se as famílias estão endividadas, mas também o quanto essas dívidas afetam sua qualidade de vida.</p>
<p>Durante a pandemia, o indicador caiu temporariamente devido aos programas de renegociação oferecidos pelos bancos e às políticas emergenciais. Entretanto, no período pós-pandemia, o desconforto financeiro voltou a crescer rapidamente.</p>
<p>O IDC atingiu 0,94 em janeiro de 2026, o maior patamar registrado desde o início da série histórica. Isso significa que o desconforto financeiro das famílias brasileiras chegou a 94% do maior nível possível dentro da metodologia criada pelos pesquisadores.</p>
<p>Segundo os pesquisadores, uma das principais novidades do índice é considerar a qualidade do crédito contratado. Isso porque dívidas mais caras tendem a ampliar o risco de superendividamento e reduzir a sensação de bem-estar financeiro das famílias.</p>
<h3>Pesquisa aponta necessidade de mudanças estruturais</h3>
<p>Os pesquisadores também alertam que programas de renegociação, como o Desenrola, ajudam apenas no curto prazo. Embora tragam alívio temporário, eles não resolvem problemas estruturais do mercado de crédito brasileiro.</p>
<p>Por isso, o estudo defende medidas mais amplas, como maior supervisão sobre modalidades de crédito sem garantia, limites para empréstimos considerados mais arriscados e mudanças regulatórias que reduzam a dependência das famílias em linhas de crédito com juros elevados.</p>
<p>Ao reunir diferentes dimensões do endividamento em um único indicador, o IDC oferece uma visão mais completa da realidade financeira das famílias brasileiras. Além disso, o estudo reforça a importância de políticas públicas voltadas não apenas ao acesso ao crédito, mas também à qualidade e sustentabilidade desse acesso ao longo do tempo.</p>
<p>Leia <a href="https://eaesp.fgv.br/producao-intelectual/indice-desconforto-credito-idc">o artigo na íntegra.</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como multinacionais podem reduzir desigualdades em mercados emergentes</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/multinacionais-comunidades-desfavorecidas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 11:00:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[comunidades desfavorecidas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/CooperCaps20025-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Multinacionais e comunidades desfavorecidas em projeto de desenvolvimento social e inclusão econômica em mercado emergente" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/CooperCaps20025-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/CooperCaps20025-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/CooperCaps20025-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/CooperCaps20025-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />As empresas multinacionais estão cada vez mais pressionadas a assumir um papel mais ativo diante de problemas sociais e econômicos nos países em desenvolvimento. Além disso, consumidores, governos e investidores passaram a cobrar não apenas resultados financeiros, mas também impactos positivos nas regiões onde essas organizações operam. Nesse cenário, uma nova pesquisa mostra que a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/CooperCaps20025-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Multinacionais e comunidades desfavorecidas em projeto de desenvolvimento social e inclusão econômica em mercado emergente" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/CooperCaps20025-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/CooperCaps20025-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/CooperCaps20025-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/CooperCaps20025-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>As empresas multinacionais estão cada vez mais pressionadas a assumir um papel mais ativo diante de problemas sociais e econômicos nos países em desenvolvimento. Além disso, consumidores, governos e investidores passaram a cobrar não apenas resultados financeiros, mas também impactos positivos nas regiões onde essas organizações operam. Nesse cenário, uma nova pesquisa mostra que a relação entre multinacionais e comunidades desfavorecidas pode gerar benefícios mútuos, especialmente em mercados emergentes.</p>
<p>O estudo foi desenvolvido pelos pesquisadores da FGV EAESP Renan Oliveira e Prof. Jorge Carneiro, em parceria com pesquisadores da University of Birmingham (Prof. Pervez Ghauri e pesquisadora associada Jayne Cathcart) e da University of Manchester (Prof. Axèle Giroud). O estudo contou com apoio e financiamento do UKRI e FAPESP para o projeto MNEDEVELOP:</p>
<p><a href="https://nam10.safelinks.protection.outlook.com/?url=https%3A%2F%2Fmore.bham.ac.uk%2Fmnedevelop%2F&amp;data=05%7C02%7Cjorge.carneiro%40fgv.br%7C75b2cbbbe3934d06eb3008deb19fc147%7C79f6b639ab1242808077bdbeef869b33%7C0%7C0%7C639143496883675079%7CUnknown%7CTWFpbGZsb3d8eyJFbXB0eU1hcGkiOnRydWUsIlYiOiIwLjAuMDAwMCIsIlAiOiJXaW4zMiIsIkFOIjoiTWFpbCIsIldUIjoyfQ%3D%3D%7C0%7C%7C%7C&amp;sdata=EVmrsrcFvnJxTimzT7ox1kYuE8I7gZzsxjvnRhZkNR0%3D&amp;reserved=0">Multinational Enterprises and disadvantaged communities in emerging markets (MNEDEVELOP) – Empowering Multinationals for Inclusive Sustainable Development (MNEDEVELOP)</a></p>
<p>O artigo foi publicado na revista científica <em>International Journal of Management Reviews</em>. Para chegar aos resultados, os autores realizaram uma revisão semissistemática de 119 estudos publicados em áreas como gestão, economia, desenvolvimento e estudos regionais, utilizando bases como Web of Science, Scopus e ABI Inform.</p>
<h1>Multinacionais e comunidades desfavorecidas</h1>
<p>A pesquisa mostra que empresas multinacionais podem ajudar comunidades vulnerabilizadas por meio de ações ligadas a emprego digno, cadeia de fornecedores, provimento de infraestrutura e de serviços locais. Em muitos casos, essas iniciativas envolvem parcerias com ONGs, governos, cooperativas e lideranças comunitárias. Dessa forma, as empresas conseguem compreender melhor as necessidades locais e criar estratégias mais alinhadas à realidade dos moradores.</p>
<p>Segundo os pesquisadores, esse tipo de aproximação também fortalece a chamada “licença social para operar”, conceito que representa a aceitação social das atividades empresariais por parte das comunidades. Ou seja, além de evitar conflitos e melhorar sua reputação, as multinacionais conseguem criar relações mais sustentáveis e duradouras.</p>
<p>Os resultados indicam que os impactos positivos podem incluir melhorias em saúde, educação, infraestrutura e acesso à tecnologia. Em regiões próximas a operações de mineração, por exemplo, programas de desenvolvimento comunitário ajudaram a ampliar oportunidades econômicas e serviços básicos para populações locais e comunidades vulnerabilizadas.</p>
<h2>Parcerias locais fortalecem impacto social e competitividade empresarial</h2>
<p>Ao mesmo tempo, o estudo destaca que os benefícios não acontecem automaticamente. Muitas multinacionais enfrentam dificuldades para dialogar com instituições locais e compreender normas culturais específicas. Por isso, as parcerias com organizações da sociedade civil e atores locais aparecem como fundamentais para construir confiança e ampliar os impactos sociais.</p>
<p>Outro ponto importante é que os efeitos das iniciativas variam conforme o setor econômico. Enquanto empresas de mineração costumam investir em infraestrutura e programas sociais ligados ao território, multinacionais de setores como tecnologia, turismo e beleza frequentemente utilizam a interação com comunidades para compreender melhor o mercado local e desenvolver novos produtos e serviços.</p>
<p>Para os pesquisadores, governos, empresas e sociedade civil precisam atuar de forma colaborativa para ampliar os resultados positivos dessas interações. Políticas públicas, regulamentações e estratégias compartilhadas podem incentivar multinacionais a integrar comunidades desfavorecidas em suas atividades econômicas de maneira mais sustentável e inclusiva.</p>
<p>De acordo com os autores, o principal desafio é transformar ações solitárias em estratégias permanentes de desenvolvimento social. Quando conseguem construir relações participativas e transparentes, as multinacionais não apenas fortalecem sua competitividade, mas também podem contribuir para reduzir desigualdades e gerar valor compartilhado em mercados emergentes.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1111/ijmr.70018">o artigo na íntegra.  </a></p>
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		<item>
		<title>Quando o dinheiro falta: como a escassez financeira influencia a dívida e o estresse</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/quando-o-dinheiro-falta-como-a-escassez-financeira-influencia-a-divida-e-o-estresse/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2026 11:00:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/187-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Pessoa analisando contas e cartão de crédito em um contexto de preocupação financeira" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/187-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/187-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/187-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/187-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Quando o dinheiro aperta, as decisões financeiras mudam. Seja por perda de renda, aumento de preços ou crises econômicas, a escassez financeira faz parte da realidade de milhões de pessoas. Nesse contexto, recorrer ao crédito costuma parecer uma solução imediata. No entanto, essa escolha pode trazer consequências importantes para o bem-estar financeiro e emocional. Um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/187-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Pessoa analisando contas e cartão de crédito em um contexto de preocupação financeira" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/187-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/187-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/187-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/187-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Quando o dinheiro aperta, as decisões financeiras mudam. Seja por perda de renda, aumento de preços ou crises econômicas, a escassez financeira faz parte da realidade de milhões de pessoas. Nesse contexto, recorrer ao crédito costuma parecer uma solução imediata. No entanto, essa escolha pode trazer consequências importantes para o bem-estar financeiro e emocional. Um estudo recente publicado na International Journal of Bank Marketing ajuda a entender como a falta de recursos influencia as atitudes em relação à dívida. Também estuda, consequentemente, o estresse financeiro, olhando não apenas para fatores econômicos, mas também para aspectos psicológicos do comportamento humano.</p>
<p>O estudo foi conduzido pelos pesquisadores da PUCRS Bianca Pinto Carvalho, Clécio Falcão Araujo e Giovanna Buzanello de Vargas, em coautoria com Mateus Canniatti Ponchio, da FGV EAESP. Os pesquisadores coletaram dados por meio de uma pesquisa online com 582 participantes residentes nos Estados Unidos. Para analisar as relações entre escassez financeira, atitudes em relação à dívida, frugalidade, impulsividade e estresse financeiro, foi utilizada uma técnica estatística que permite observar múltiplos caminhos de influência entre esses fatores.</p>
<h1>Escassez financeira e atitudes em relação à dívida</h1>
<p>Os resultados mostram que a escassez financeira está diretamente associada a atitudes mais favoráveis em relação à dívida. Em outras palavras, quando os recursos são limitados, as pessoas tendem a ver o endividamento como algo mais aceitável ou necessário. Além disso, essa postura em relação à dívida contribui para o aumento do estresse financeiro. Assim, a dívida deixa de ser apenas uma escolha econômica e passa a funcionar como uma estratégia de enfrentamento de curto prazo diante das pressões do dia a dia.</p>
<p>Um dos principais achados do estudo é o papel da impulsividade. Pessoas mais impulsivas, ou seja, que tomam decisões rápidas e pouco planejadas, são mais suscetíveis a adotar atitudes positivas em relação à dívida quando enfrentam escassez financeira. Como resultado, acabam mais expostas ao endividamento excessivo e ao estresse financeiro. A pesquisa reforça a ideia de que a falta de dinheiro também consome energia mental, dificultando o planejamento e favorecendo decisões reativas.</p>
<h2>O papel limitado da frugalidade</h2>
<p>A frugalidade, entendida como um estilo de vida mais econômico e disciplinado, está associada a uma menor aceitação da dívida. No entanto, o estudo mostra que esse comportamento não se intensifica quando a escassez aumenta. Pessoas frugais continuam evitando dívidas, mas essa característica não oferece uma proteção adicional em momentos de maior restrição financeira. Isso indica que a frugalidade é um traço relativamente estável, que não necessariamente neutraliza os impactos psicológicos da escassez mais severa.</p>
<p>Assim, ao evidenciar que a impulsividade tem um peso maior do que a frugalidade na relação entre escassez financeira, dívida e estresse, o estudo traz implicações importantes para políticas públicas e programas de educação financeira. Iniciativas focadas apenas em transmitir conhecimento técnico podem não ser suficientes. Dessa forma, é fundamental considerar aspectos comportamentais e psicológicos, oferecendo ferramentas que ajudem as pessoas a lidar com a impulsividade e a planejar melhor o uso do crédito.</p>
<p>Além disso, políticas de inclusão financeira, serviços de orientação acessíveis e produtos financeiros mais adequados à realidade de quem vive sob restrição de renda podem contribuir para reduzir o estresse financeiro. Por fim, ao combinar ações individuais e estruturais, é possível promover decisões financeiras mais saudáveis e fortalecer a resiliência de pessoas e famílias em contextos de escassez.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1108/IJBM-12-2024-0741">o artigo na íntegra. </a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<title>Como a Administração Pública brasileira fortalece a democracia por meio da inclusão social</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/administracao-publica-brasileira-inclusao-social-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Feb 2026 11:00:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[accountability]]></category>
		<category><![CDATA[administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
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		<category><![CDATA[inclusão social]]></category>
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		<category><![CDATA[políticas públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/182-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Administração Pública brasileira e inclusão social em reunião de conselho de políticas públicas com participação da sociedade" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/182-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/182-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/182-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/182-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A democracia depende de instituições públicas fortes, confiáveis e capazes de responder às demandas da sociedade. No Brasil, esse desafio sempre esteve ligado à desigualdade social e à dificuldade histórica de garantir serviços públicos de qualidade para toda a população. Por isso, desde a redemocratização, a Administração Pública passou a investir em políticas que ampliam [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/182-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Administração Pública brasileira e inclusão social em reunião de conselho de políticas públicas com participação da sociedade" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/182-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/182-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/182-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/182-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A democracia depende de instituições públicas fortes, confiáveis e capazes de responder às demandas da sociedade. No Brasil, esse desafio sempre esteve ligado à desigualdade social e à dificuldade histórica de garantir serviços públicos de qualidade para toda a população. Por isso, desde a redemocratização, a Administração Pública passou a investir em políticas que ampliam a inclusão social, fortalecem a participação cidadã e profissionalizam o serviço público. Ao mesmo tempo, buscou reconstruir a confiança da sociedade nas instituições, algo essencial para a sustentação do regime democrático.</p>
<p>Um estudo sobre o tema foi publicado na revista acadêmica Public Administration Review, uma das mais relevantes da área no mundo. Os autores são os professores Evan Berman, Eduardo Grin, Gabriela Lotta, Fernando Abrucio e Lauro Gonzalez, da FGV EAESP, em parceria com os alunos Maira Gabriela Santos de Souza, Yasmim Marques de Melo e Jaedson Gomes dos Santos. A pesquisa analisa a trajetória da Administração Pública brasileira desde 1988, combinando revisão de estudos anteriores, análise institucional e exemplos concretos de políticas públicas.</p>
<h1>Administração Pública brasileira e inclusão social</h1>
<p>Os resultados mostram que a Administração Pública do Brasil adotou um conjunto de inovações que ajudaram a fortalecer a governança democrática. Entre elas, destacam-se os conselhos de políticas públicas, que reúnem governo e sociedade civil para deliberar, monitorar e fiscalizar políticas. Sendo assim, esses espaços ampliaram a voz dos cidadãos e aumentaram a transparência das decisões públicas.</p>
<p>Além disso, órgãos de controle ganharam mais autonomia e poder de atuação, inclusive com capacidade de aplicar sanções. Como consequência, houve avanço na responsabilização do uso dos recursos públicos. Paralelamente, a descentralização concedeu mais autonomia administrativa e financeira aos municípios. Isso permitiu respostas mais rápidas às demandas locais e estimulou a inovação em políticas públicas.</p>
<p>Outro ponto central é o investimento em programas de garantia de renda, que se tornaram referência internacional no combate à pobreza, como o Bolsa Família. Esses programas mostraram que a coordenação entre diferentes níveis de governo pode gerar resultados concretos na redução das desigualdades. Ao mesmo tempo, a profissionalização do serviço público, com concursos públicos e regras mais claras, contribuiu para aumentar a confiança da população e melhorar a entrega de serviços essenciais.</p>
<h2>Desafios e futuros passos</h2>
<p>A pesquisa também reconhece limites importantes. A Administração Pública brasileira ainda convive com burocracias rígidas, excesso de regras e desigualdade de capacidades entre órgãos. Por isso, surgem as chamadas “ilhas de excelência”, setores que funcionam bem mesmo em um ambiente desafiador. Esses exemplos mostram que é possível inovar, embora ainda falte uma abordagem mais integrada.</p>
<p>Por fim, o estudo conclui que a Administração Pública brasileira deu contribuições relevantes para o fortalecimento da democracia ao apostar na inclusão social, na participação cidadã e na profissionalização do Estado. No entanto, os autores destacam que o próximo passo envolve fortalecer a liderança dos gestores públicos e melhorar a gestão de desempenho. Assim, será possível ampliar resultados em áreas críticas como educação, segurança e crescimento econômico, mantendo o apoio e a confiança da sociedade nas instituições democráticas.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1111/puar.70045">o artigo na íntegra.   </a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<title>Cozinhas solidárias ajudam a combater a fome e promovem inclusão nas periferias urbanas</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/cozinhas-solidarias-ajudam-a-combater-a-fome-e-promovem-inclusao-nas-periferias-urbanas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Aug 2025 11:00:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[combate à fome]]></category>
		<category><![CDATA[cozinhas solidárias]]></category>
		<category><![CDATA[justiça social]]></category>
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		<category><![CDATA[segurança alimentar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/07/cozinha-solidaria-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/07/cozinha-solidaria-150x150.png 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/07/cozinha-solidaria-75x75.png 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/07/cozinha-solidaria-350x350.png 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A fome nas cidades brasileiras não é causada pela falta de alimentos, mas sim pela má distribuição e pelo difícil acesso da população de baixa renda. A insegurança alimentar afeta mais de 80 milhões de pessoas no Brasil, segundo dados do IBGE (2020). Nesse contexto, surgem as cozinhas solidárias, uma resposta direta e coletiva para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/07/cozinha-solidaria-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/07/cozinha-solidaria-150x150.png 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/07/cozinha-solidaria-75x75.png 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/07/cozinha-solidaria-350x350.png 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A fome nas cidades brasileiras não é causada pela falta de alimentos, mas sim pela má distribuição e pelo difícil acesso da população de baixa renda. A insegurança alimentar afeta mais de 80 milhões de pessoas no Brasil, segundo dados do IBGE (2020). Nesse contexto, surgem as cozinhas solidárias, uma resposta direta e coletiva para garantir refeições dignas a quem mais precisa. Ou seja, mulheres chefes de família, crianças e moradores das periferias.</p>
<p>Um estudo foi realizado por Luciana Marques Vieira, pesquisadora e professora da FGV EAESP e Fabiano Jorge Soares, doutorando e pesquisador do FGV Analytics e FGV CEAPG, em coautoria com Wagner Cerqueira Nunes, Nicole Martins Bezerra e Carolyne Mendes Espírito Santo, e publicado na revista Cadernos Gestão Pública e Cidadania utilizando análise documental e revisão de literatura. O objetivo foi analisar a relevância das cozinhas solidárias no combate à insegurança alimentar nos centros urbanos brasileiros.</p>
<p>Sendo assim, os pesquisadores utilizaram dados oficiais do IBGE e da Rede Penssan, além da legislação que institucionalizou o Programa Nacional Cozinha Solidária (PNCS) — Lei nº 14.628/2023 e Decreto nº 11.937/2024. Além disso, a pesquisa estudou experiências práticas de cozinhas implantadas durante a pandemia, com destaque para o trabalho do MTST em várias regiões do país.</p>
<h1>Mais do que refeições: inclusão, capacitação e justiça social</h1>
<p>As cozinhas solidárias oferecem refeições gratuitas ou a preços simbólicos para famílias em situação de vulnerabilidade. Porém, seu papel vai além disso, funcionando também como centros de formação comunitária, redes de solidariedade e valorização do trabalho local. Elas contam com o apoio de agricultores familiares, doações voluntárias e o esforço diário de cozinheiras e moradores das comunidades.</p>
<p>Desde 2021, essas cozinhas distribuíram mais de 2,3 milhões de refeições no Brasil, mesmo enfrentando desafios como falta de recursos estáveis e descontinuidade de políticas públicas. Em 2024, existiam 48 cozinhas solidárias ativas, com estrutura limitada, mas grande impacto social.</p>
<h2>Cozinhas solidárias como política estratégica para o Brasil</h2>
<p>A pesquisa mostra que as cozinhas solidárias são tecnologias sociais replicáveis, desenvolvidas com participação da comunidade, que promovem soluções reais para o combate à fome. Além disso, incentivam práticas sustentáveis para a redução do desperdício, como o aproveitamento de alimentos próximos ao vencimento ou fora do padrão estético do comércio.</p>
<p>Portanto, para que esse modelo se torne sustentável em larga escala, o estudo recomenda:</p>
<ul>
<li>Expansão do PNCS com recursos contínuos;</li>
<li>Parcerias com pequenos produtores e bancos de alimentos;</li>
<li>Infraestrutura adequada nas regiões mais afetadas pela fome (Norte e Nordeste);</li>
<li>Integração com programas como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos).</li>
</ul>
<p>Ao mostrar que é possível garantir alimentação digna com articulação comunitária e apoio governamental, o estudo reforça a importância das cozinhas solidárias como política pública de segurança alimentar e justiça social. Por fim, mais do que uma resposta emergencial, elas representam um modelo de transformação local com impacto nacional. São um passo concreto para um Brasil sem fome.</p>
<p>Leia <a href="https://periodicos.fgv.br/cgpc/article/view/92673">o artigo na integra.</a></p>
<p>Crédito fotografia: Roberta Aline/ Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).</p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<title>Criptomoeda solidária desafia a hegemonia digital em favela brasileira</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/contabilidade-e-financas/criptomoeda-solidaria-desafia-a-hegemonia-digital/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jun 2025 11:09:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[Contabilidade e finanças]]></category>
		<category><![CDATA[criptomoeda]]></category>
		<category><![CDATA[Decolonialidade]]></category>
		<category><![CDATA[diversidade epistemológica]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 1]]></category>
		<category><![CDATA[Sistemas da Informação]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia social]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/06/36745-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/06/36745-150x150.jpeg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/06/36745-700x700.jpeg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/06/36745-75x75.jpeg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/06/36745-350x350.jpeg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A hegemonia ocidental no desenvolvimento de tecnologias digitais tem reproduzido desigualdades históricas, marginalizando saberes locais e indígenas. Sendo assim, cresce o interesse por modelos de inovação mais inclusivos e socialmente comprometidos. No campo dos Sistemas de Informação (SI), iniciativas decoloniais ganham força ao propor tecnologias centradas na realidade de comunidades marginalizadas, como alternativa às soluções [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/06/36745-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/06/36745-150x150.jpeg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/06/36745-700x700.jpeg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/06/36745-75x75.jpeg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/06/36745-350x350.jpeg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A hegemonia ocidental no desenvolvimento de tecnologias digitais tem reproduzido desigualdades históricas, marginalizando saberes locais e indígenas. Sendo assim, cresce o interesse por modelos de inovação mais inclusivos e socialmente comprometidos. No campo dos Sistemas de Informação (SI), iniciativas decoloniais ganham força ao propor tecnologias centradas na realidade de comunidades marginalizadas, como alternativa às soluções padronizadas e globalizadas. Um exemplo promissor é o uso de criptomoedas solidárias aliadas à economia solidária latino-americana.</p>
<p>A pesquisa foi conduzida por Bruno Henrique Sanches, Marlei Pozzebon e Eduardo Henrique Diniz, pesquisadores da FGV EAESP, e publicada na prestigiada Information Systems Journal. Por meio de uma metodologia de design etnográfico, os autores acompanharam durante seis meses o desenvolvimento do projeto Crypto-Sol. Ela é uma criptomoeda solidária criada em uma favela brasileira com a colaboração de organizações comunitárias, acadêmicos e uma startup de blockchain. Dessa forma, a observação participante foi o principal método de coleta de dados, garantindo uma compreensão profunda do contexto e das dinâmicas locais.</p>
<h1>Gestão e solidariedade coexistindo para criar uma criptomoeda solidária</h1>
<p>No centro do estudo está a proposta de descolonizar os Sistemas de Informação. A pesquisa revela que o desenvolvimento do Crypto-Sol desafiou a visão tecnocrática convencional ao integrar valores da tecnologia social, como a centralidade do local, a ecologia de saberes e a justiça epistêmica. Isso significa reconhecer que os saberes locais não são “menos técnicos”, mas sim outras formas legítimas de conhecimento.</p>
<p>Portanto, o projeto revelou duas visões em constante tensão: um quadro centrado na gestão, focado na eficiência e controle do processo de desenvolvimento blockchain, e um quadro centrado na solidariedade, guiado por princípios de autogestão, engajamento comunitário e transformação social. Esses dois modos de pensar não foram excludentes, mas coexistiram por meio da mediação de atores intermediários.</p>
<h2>O segredo é usar o conhecimento de intermediários para encontrar a harmonia</h2>
<p>Esses atores intermediários — como pesquisadores engajados e líderes comunitários com formação técnica — atuaram como pontes entre os dois mundos. Além disso, sua habilidade em traduzir entre as linguagens da solidariedade e da tecnologia foi fundamental para o progresso do projeto. Essa atuação tem raízes na extensão universitária, muito comum nas universidades públicas brasileiras, conectando ciência e comunidade.</p>
<p>Por fim, o conceito de tensão dialógica epistêmica emerge como uma inovação teórica importante. Ele descreve o processo no qual diferentes formas de conhecimento coexistem e se adaptam mutuamente, promovendo soluções mais plurais e culturalmente sintonizadas. Portanto, o estudo mostra que, ao reconhecer essa diversidade, é possível construir tecnologias mais justas, sustentáveis e enraizadas nas realidades locais. Esse é um passo crucial para a verdadeira transformação digital na América Latina.</p>
<p>Leia <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/isj.12566">o artigo na integra.</a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
<p>Nota 2: imagem elaborada por Inteligência Artifical.</p>
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		<item>
		<title>Da ordem ao caos: como consumidores perdem o controle</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/da-ordem-ao-caos-como-consumidores-perdem-o-controle/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 May 2025 11:03:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[crédito]]></category>
		<category><![CDATA[dívida]]></category>
		<category><![CDATA[identidade do consumidor]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 1]]></category>
		<category><![CDATA[risco financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[riscos crescentes]]></category>
		<category><![CDATA[superendividamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/empresaria-se-sentindo-preocupada-com-dividas-financeiras-e-analisando-contas-enquanto-trabalhava-no-escritorio-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/empresaria-se-sentindo-preocupada-com-dividas-financeiras-e-analisando-contas-enquanto-trabalhava-no-escritorio-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/empresaria-se-sentindo-preocupada-com-dividas-financeiras-e-analisando-contas-enquanto-trabalhava-no-escritorio-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/empresaria-se-sentindo-preocupada-com-dividas-financeiras-e-analisando-contas-enquanto-trabalhava-no-escritorio-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/empresaria-se-sentindo-preocupada-com-dividas-financeiras-e-analisando-contas-enquanto-trabalhava-no-escritorio-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Em um mundo dominado pela incerteza e pela facilidade de acesso ao crédito, muitos consumidores se veem presos em uma trajetória que começa com pequenas dívidas e termina em colapso financeiro e emocional. O superendividamento – condição em que a pessoa não consegue mais arcar com suas obrigações financeiras básicas – se tornou um fenômeno [&#8230;]</p>
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<p>Essa questão é central no estudo “Da Ordem ao Caos: Como os Consumidores Perdem o Controle dos Riscos (e de Si Mesmos)”, publicado na prestigiada Journal of Consumer Research pelos pesquisadores Delane Botelho (FGV EAESP) e Júlio Leandro (Mackenzie; FGVcemif). A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa com base em entrevistas em profundidade com 37 consumidores superendividados. Eles são atendidos por um programa público brasileiro de apoio ao endividado. O estudo incluiu também observação participante em eventos e reuniões com instituições envolvidas com o tema.</p>
<h1>Como consumidores perdem o controle: a espiral do endividamento</h1>
<p>Os resultados revelam que o superendividamento não é apenas uma falha financeira, mas um processo social e psicológico que desestabiliza a identidade dos consumidores. Inicialmente motivados por necessidades legítimas – como manter o padrão de vida, enfrentar emergências médicas ou lidar com perdas de renda – os indivíduos começam acessando o crédito com a ilusão de controle. Contudo, eventos inesperados e fatores agravantes impulsionam uma transição do que os autores chamam de “estágio de ordem” para o “estágio de caos”.</p>
<p>Essa transição acontece por meio de uma espiral descendente com riscos crescentes, em que as dívidas se acumulam, a capacidade de gerenciar riscos se perde e o sofrimento se intensifica. Portanto os consumidores, como descreve um entrevistado, sentem-se como “num <em>tsunami</em>, tentando escapar em vão”.</p>
<p>A análise identificou quatro dimensões principais nas narrativas dos superendividados:</p>
<ol>
<li>Abatimento emocional – sentimentos de culpa, vergonha e desespero constantes.</li>
<li>Desfazendo o mundo – quebra das rotinas, relações familiares e da própria estrutura de vida.</li>
<li>Vivendo na imediatez – foco absoluto no presente, sem capacidade de planejar o futuro.</li>
<li>Subsistência ameaçada – comprometimento total da renda, gerando risco de fome, despejo e exclusão social.</li>
</ol>
<h2>Consequências para a identidade e o bem-estar</h2>
<p>A condição de superendividado carrega forte estigma social no Brasil, especialmente por meio da ideia de “nome sujo”. Esse rótulo, mais que uma restrição financeira, representa perda de <em>status</em>, respeito e pertencimento. A pesquisa mostra que, nesse processo, os consumidores internalizam culpa e fracasso, mesmo quando o endividamento decorre de fatores externos, como crises econômicas ou emergências familiares.</p>
<p>Além disso, o estudo desafia a ideia dominante de que a gestão de riscos é uma responsabilidade exclusivamente individual. Ao contrário, revela como fatores estruturais e simbólicos – como a pressão moral pela solvência e a naturalização do crédito – contribuem para o agravamento da vulnerabilidade dos consumidores. Em vez de apenas responsabilizar os indivíduos, os autores propõem a necessidade de políticas públicas mais empáticas com o cidadão. Por fim, também recomendam educação financeira realista e estratégias de intervenção que levem em conta a complexidade do fenômeno.</p>
<p>Leia o <a href="https://doi.org/10.1093/jcr/ucaf026">artigo na integra.</a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<title>Como implementar programas de renda básica de forma sustentável e eficaz?</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/como-implementar-programas-de-renda-basica-de-forma-sustentavel-e-eficaz/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jan 2025 11:42:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[fontes de fontes de financiamento de políticas sociais]]></category>
		<category><![CDATA[integração de dados]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 1]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 10]]></category>
		<category><![CDATA[políticas sociais]]></category>
		<category><![CDATA[renda básica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_2323930439-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_2323930439-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_2323930439-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_2323930439-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_2323930439-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Diante das mudanças no mundo do trabalho, os programas de renda básica (RB) têm ganhado destaque como uma solução para enfrentar desigualdades sociais e melhorar a equidade econômica. Esses programas oferecem transferências monetárias regulares a populações de baixa renda, muitas vezes sem a exigência de contrapartidas, proporcionando maior flexibilidade do que políticas tradicionais. Apesar de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_2323930439-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_2323930439-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_2323930439-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_2323930439-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_2323930439-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p><span data-contrast="auto">Diante das mudanças no mundo do trabalho, os programas de renda básica (RB) têm ganhado destaque como uma solução para enfrentar desigualdades sociais e melhorar a equidade econômica. Esses programas oferecem transferências monetárias regulares a populações de baixa renda, muitas vezes sem a exigência de contrapartidas, proporcionando maior flexibilidade do que políticas tradicionais. Apesar de durante a pandemia a relevância da RB ter sido amplificada, a implementação eficaz continua sendo um desafio central.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Assim, os pesquisadores da FGV EAESP Evan Michael Berman, Lauro Gonzalez, Eduardo Henrique Diniz e Mario Aquino Alves publicaram uma pesquisa na Public Administration Review. O estudo analisou experiências práticas de programas de RB em diversos países, identificando as principais questões de implementação e propondo soluções baseadas em evidências.</span></p>
<h1>Desafios e Fronteiras na Implementação de Programas de Renda Garantida</h1>
<p><span data-contrast="auto">Os pesquisadores identificaram seis categorias principais de desafios para implementar programas de RG:</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-ccp-props="{}"> </span><span data-contrast="auto">Quadro regulatório: A ausência de regulamentações claras pode dificultar a integração da RB com outros benefícios sociais existentes.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<ol>
<li data-leveltext="%1." data-font="" data-listid="3" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:0,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769242&quot;:[65533,0],&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;%1.&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" aria-setsize="-1" data-aria-posinset="2" data-aria-level="1"><span data-contrast="auto">Colaboração entre stakeholders: Governos locais e federais precisam cooperar para evitar fraudes e estabelecer critérios de elegibilidade eficazes.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></li>
</ol>
<ol>
<li data-leveltext="%1." data-font="" data-listid="3" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:0,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769242&quot;:[65533,0],&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;%1.&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" aria-setsize="-1" data-aria-posinset="3" data-aria-level="1"><span data-contrast="auto">Gestão de dados: Sistemas integrados de coleta e análise de dados são cruciais para monitorar beneficiários e otimizar critérios de elegibilidade.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></li>
</ol>
<ol>
<li data-leveltext="%1." data-font="" data-listid="3" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:0,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769242&quot;:[65533,0],&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;%1.&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" aria-setsize="-1" data-aria-posinset="4" data-aria-level="1"><span data-contrast="auto">Pagamentos digitais: A adoção de tecnologias digitais reduz custos e expande o alcance dos programas.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></li>
</ol>
<ol>
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</ol>
<ol>
<li data-leveltext="%1." data-font="" data-listid="3" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:0,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769242&quot;:[65533,0],&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;%1.&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" aria-setsize="-1" data-aria-posinset="6" data-aria-level="1"><span data-contrast="auto">Apoio político: O engajamento do governo federal é vital para garantir suporte político e alocação de recursos.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></li>
</ol>
<p><span data-contrast="auto">Dessa forma, a pesquisa destaca que garantir a sustentabilidade financeira é um dos maiores desafios para a expansão da RG. Propostas como a tributação de bens de luxo e comércio eletrônico podem fornecer fontes de financiamento estáveis para esses programas. Além disso, soluções digitais para pagamentos e análise de dados fortalecem a eficiência operacional e a transparência.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Programas de RB oferecem um caminho promissor para reduzir desigualdades sociais, especialmente em contextos de trabalho informal e vulnerabilidade econômica. No entanto, sua expansão e eficácia dependem de avanços na governança pública, como maior colaboração vertical entre níveis de governo, gestão integrada de dados e estratégias de financiamento inovadoras.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Com base nas conclusões dos pesquisadores da FGV EAESP, é evidente que o futuro da RB e as transferências de renda requer uma abordagem multifacetada. Portanto, é preciso combinar inovação tecnológica, governança eficiente e apoio político para atender às necessidades crescentes das populações de baixa renda.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p>Leia <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/puar.13771">o artigo na integra.</a></p>
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		<title>Pesquisadores investigam como moedas comunitárias podem contribuir com Objetivos de Desenvolvimento Sustentável</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/pesquisadores-investigam-como-moedas-comunitarias-podem-contribuir-com-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Apr 2024 11:00:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Contabilidade e finanças]]></category>
		<category><![CDATA[finanças]]></category>
		<category><![CDATA[moedas]]></category>
		<category><![CDATA[moedas comunitárias]]></category>
		<category><![CDATA[Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 1]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 10]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa em ciência do design]]></category>
		<category><![CDATA[Princípios de design]]></category>
		<category><![CDATA[sistema monetário]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.impacto.blog.br/?p=3938</guid>

					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/04/shutterstock_1905711997-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/04/shutterstock_1905711997-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/04/shutterstock_1905711997-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/04/shutterstock_1905711997-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/04/shutterstock_1905711997-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Moedas comunitárias (CCs) são formas alternativas de dinheiro geralmente emitidas e geridas por cidadãos, ONGs e empresas, bem como por administrações públicas locais. Utilizadas para comercializar bens e serviços em territórios limitados ou entre uma determinada comunidade, as CCs são compostas por dimensões simbólicas, culturais e sociais e estão completamente imersas em contextos econômicos e [&#8230;]</p>
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<p>Diante dessa lacuna, os pesquisadores da FGV EAESP e colaboradores, Eduardo H. Diniz, Marcelo Henrique de Araujo, Mario Aquino Alves e Lauro Gonzalez, publicaram um <a href="https://doi.org/10.1007/s11625-023-01456-4">artigo na Sustainability Science</a> para apontar quais são os princípios de design a serem considerados em projetos de moeda comunitária orientados para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Para isso, seguiram os paradigmas da pesquisa em ciência do design (DSR) para descrever os princípios de design de um projeto de CC.</p>
<p>Os pesquisadores propõem um framework para princípios de design em projetos de CC alinhados com os ODS baseado em quatro dimensões: análise do contexto, objetivos, detalhamento dos mecanismos necessários para implementação do projeto e critérios de avaliação das implicações do projeto. Projetar projetos de moeda comunitária (CC) para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) requer uma abordagem cuidadosa e matizada que considere tanto os objetivos quanto a sua avaliação no contexto mais amplo do desenvolvimento comunitário.</p>
<p>Embora considere o aspecto multidimensional da sustentabilidade, a literatura anterior aponta o foco limitado em questões ambientais nos projetos de CC. A maioria se concentra em objetivos sociais e econômicos, enquanto projetos explicitamente pró-ambientais são raros. Os pesquisadores apontam exemplos em que os CCs podem contribuir para 12 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Seja na luta contra a pobreza (ODS1), focando no acesso aos direitos econômicos e sociais para os pobres, na igualdade de gênero (ODS5) criando instrumentos de pagamento para o trabalho geralmente não remunerado realizado por mulheres. Há também o pagamento por serviços públicos básicos, como água e eletricidade, eles podem contribuir com o ODS6 (água e saneamento para todos) e ODS7 (acesso à energia acessível).</p>
<p>Portanto, os pesquisadores concluem que as moedas comunitárias têm o potencial de servir como mecanismo valioso para desafios locais e podem ser integradas a uma abordagem destinada a alcançar os ODS. Ao promover a sustentabilidade, inclusão e prosperidade econômica ao nível da comunidade, essas moedas podem contribuir para uma estratégia mais ampla para alcançar os ODS.</p>
<p><a href="https://doi.org/10.1007/s11625-023-01456-4">Leia a pesquisa na íntegra.</a></p>
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