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	<title>Arquivos polícia - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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	<description>O Blog Impacto é uma iniciativa da FGV EAESP Pesquisa para disseminar o conhecimento produzido na instituição.</description>
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		<title>Como memes ajudam a justificar práticas organizacionais antiéticas</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/como-memes-ajudam-a-justificar-praticas-organizacionais-antieticas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Feb 2026 11:01:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/183-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Ação do Estado em favela brasileira usada como exemplo em estudo sobre justificação de práticas organizacionais antiéticas nas redes sociais." decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/183-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/183-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/183-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/183-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />As redes sociais passaram a influenciar diretamente como a sociedade interpreta decisões tomadas por organizações públicas e privadas. Nesse ambiente, memes se destacam por sua rápida circulação, linguagem simples e forte apelo emocional. Uma pesquisa recente mostra que esse tipo de conteúdo pode ter um papel relevante para justificar práticas organizacionais antiéticas, ao transformar ações [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/183-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Ação do Estado em favela brasileira usada como exemplo em estudo sobre justificação de práticas organizacionais antiéticas nas redes sociais." decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/183-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/183-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/183-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/183-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>As redes sociais passaram a influenciar diretamente como a sociedade interpreta decisões tomadas por organizações públicas e privadas. Nesse ambiente, memes se destacam por sua rápida circulação, linguagem simples e forte apelo emocional. Uma pesquisa recente mostra que esse tipo de conteúdo pode ter um papel relevante para justificar práticas organizacionais antiéticas, ao transformar ações controversas em narrativas fáceis de aceitar. Assim, decisões complexas, que exigiriam debate público e avaliação moral, acabam sendo absorvidas de forma superficial e pouco crítica.</p>
<p>O estudo foi realizado por Fernando Vianna, Rafael Alcadipani (FGV EAESP), Marcos Barros e Gustavo Matarazzo, e publicado na revista internacional Business Ethics Quarterly.</p>
<p>Para entender como ocorre esse processo de justificação, os pesquisadores analisaram memes que circularam no Instagram após três grandes operações policiais realizadas entre 2021 e 2022 no Rio de Janeiro. Ao todo, os pesquisadores coletaram 495 memes. Desses, seis, com alto nível de engajamento, foram analisados em profundidade, considerando imagens, textos, comentários e o contexto social e midiático em que estavam inseridos.</p>
<h1>Como memes ajudam a justificar práticas organizacionais antiéticas</h1>
<p>A pesquisa buscou responder à seguinte pergunta: como memes nas redes sociais ajudam a justificar ações organizacionais que envolvem dilemas éticos sobre vida e morte?</p>
<p>Os resultados mostram que os memes constroem narrativas que reduzem o questionamento ético por meio de três estratégias principais. A primeira consiste em negar o valor da vida. Isso desconsidera narrativas opostas de direitos humanos em relação à ação policial e questiona sua autoridade, desacreditando-a e ridicularizando-a ao sugerir sua ignorância sobre o assunto.</p>
<p>Assim, a segunda estratégia é estabelecer atores que merecem a morte. Esse mecanismo cria uma divisão, atribuindo às vítimas a culpa pelas próprias consequências e reforçando estereótipos sociais que tornam a ação organizacional mais fácil de justificar publicamente. Por fim, a terceira é defender a polícia como executora da morte. Ela exalta a organização responsável pela ação, retratando-a como competente, heroica e moralmente correta. Embora o estudo use operações policiais como exemplo empírico, os autores destacam que esse padrão pode existir em outros contextos organizacionais.</p>
<p>Além disso, o estudo mostra que memes não apenas normalizam práticas organizacionais antiéticas, mas também ajudam a torná-las socialmente aceitáveis. Portanto, ao priorizar humor, emoção e rapidez, esses conteúdos simplificam debates complexos e enfraquecem a reflexão crítica da sociedade.</p>
<p>Por fim, os autores chamam atenção para a responsabilidade das plataformas digitais e das grandes empresas de tecnologia, que permitem a ampla circulação desse tipo de conteúdo. Ao mesmo tempo, a pesquisa reconhece que as redes sociais também podem ser usadas para ampliar o debate público, desde que estimulem reflexão, contexto e pluralidade de vozes.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1017/beq.2025.10094">o artigo na íntegra.   </a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<title>Policiamento baseado em evidências pode contribuir para segurança pública racional e eficiente</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/politicas-publicas/policiamento-baseado-em-evidencias-pode-contribuir-para-seguranca-publica-racional-e-eficiente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Bori]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Mar 2023 11:08:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[índices criminais]]></category>
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		<category><![CDATA[policiamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/03/pexels-imprensa-agruban®-6391356-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/03/pexels-imprensa-agruban®-6391356-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/03/pexels-imprensa-agruban®-6391356-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/03/pexels-imprensa-agruban®-6391356-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/03/pexels-imprensa-agruban®-6391356-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />No Brasil, há uma forte pressão social para que a polícia atue como “justiceira”, baseada em sentimento de vingança e no uso de força desmedida. O policiamento com abordagem centrada na racionalidade e na ciência pode mudar esse cenário, aponta artigo com a participação do pesquisador da FGV EAESP Rafael Alcadipani e publicado na revista [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/03/pexels-imprensa-agruban®-6391356-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/03/pexels-imprensa-agruban®-6391356-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/03/pexels-imprensa-agruban®-6391356-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/03/pexels-imprensa-agruban®-6391356-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/03/pexels-imprensa-agruban®-6391356-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>No Brasil, há uma forte pressão social para que a polícia atue como “justiceira”, baseada em sentimento de vingança e no uso de força desmedida. O policiamento com abordagem centrada na racionalidade e na ciência pode mudar esse cenário, aponta artigo com a participação do pesquisador da FGV EAESP Rafael Alcadipani e publicado na revista “Cadernos EBAPE.BR”.</p>
<p>Os autores realizam ensaio teórico retomando debates da literatura internacional sobre segurança pública. O estudo aborda o conceito de policiamento baseado em evidências, em que as tomadas de decisão pública ocorrem por estratégias com frequência ancoradas em sistemas de gestão e de tecnologia de informação para garantir a eficiência das ações.</p>
<p>O artigo apresenta as principais exigências para a implementação do policiamento baseado em evidências. O primeiro passo seria realizar a avaliação de índices criminais e de atividades de inteligência, de forma que também seja possível facilitar a construção de índices de governança, informações que podem contribuir para a reconquista da legitimidade das organizações policiais.</p>
<p>Outros elementos importantes para o processo são a formação de lideranças organizacionais e o desenvolvimento de tecnologias que facilitem a circulação de informações entre as organizações policiais para a tomada de decisões com mínimas chances de erro. Por fim, os autores citam a criação de redes de relacionamento com universidades e centros de pesquisa, permitindo que as organizações policiais aproveitem estudos e análises úteis para seu trabalho.</p>
<p><a href="https://www.scielo.br/j/cebape/a/npkstnYFR8rJzBCPDYQv5rm/">Confira o artigo na íntegra</a></p>
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		<title>Pesquisa mostra que a maioria dos policiais civis e militares brasileiros tem medo de contrair a Covid-19</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/pesquisa-mostra-que-a-maioria-dos-policiais-civis-e-militares-brasileiros-tem-medo-de-contrair-a-covid-19/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Morales]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2020 20:51:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/05/6298_be1473fa-4168-4169-69db-768fd4a73442-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/05/6298_be1473fa-4168-4169-69db-768fd4a73442-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/05/6298_be1473fa-4168-4169-69db-768fd4a73442-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/05/6298_be1473fa-4168-4169-69db-768fd4a73442-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Com o crescimento da disseminação do novo coronavírus no país, aumentou também a preocupação com os trabalhadores que atuam na “linha de frente” do combate à pandemia. Além dos funcionários da saúde, da imprensa e da limpeza pública, entre outros, há outro grande número de profissionais que se coloca em risco todos os dias durante [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/05/6298_be1473fa-4168-4169-69db-768fd4a73442-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/05/6298_be1473fa-4168-4169-69db-768fd4a73442-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/05/6298_be1473fa-4168-4169-69db-768fd4a73442-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2020/05/6298_be1473fa-4168-4169-69db-768fd4a73442-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Com o crescimento da disseminação do novo coronavírus no país, aumentou também a preocupação com os trabalhadores que atuam na “linha de frente” do combate à pandemia. Além dos funcionários da saúde, da imprensa e da limpeza pública, entre outros, há outro grande número de profissionais que se coloca em risco todos os dias durante a pandemia: os agentes da segurança pública. Para tentar compreender o impacto da Covid-19 sobre as polícias, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e a Fundação Getulio Vargas (FGV) realizaram a pesquisa “A pandemia de Covid-19 e os policiais brasileiros”.</p>
<p>O survey online foi realizado com 1.540 profissionais da segurança pública, de todas áreas, entre os dias 15 de abril e 1º de maio de 2020. O resultado indica que o medo é um sentimento comum para os policiais que atuam na linha de frente, uma vez sendo menos preponderante entre os profissionais paulistas na comparação com as outras unidades da federação. Segundo os dados coletados, 59,7% dos policiais civis e militares no Estado de São Paulo sentem medo de contrair ou ter algum familiar contaminado pelo novo coronavírus, percentual significativamente menor do que entre os policiais de outros estados, que chega a 68,8%.</p>
<p>“A pesquisa mostra a vulnerabilidade dos nossos policiais na exposição cotidiana ao novo coronavírus durante o trabalho. Ela traz sinais claros da necessidade de os nossos chefes de polícia e governadores se preocupem ainda mais com a saúde do policial nesse momento de crise”, avalia Rafael Alcadipani, professor da FGV EAESP e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. “Isso pode ser feito a partir da análise de como seu o trabalho de outras polícias do mundo e assim evitemos repetir os mesmos erros cometidos em outros lugares”.</p>
<p>Apesar de sentirem menos medo, os policiais de São Paulo, epicentro da doença até o momento, têm mais proximidade com o vírus do que nos outros estados: enquanto 55% dos agentes paulistas têm algum colega ou familiar com suspeita da doença ou que tenha sido infectado, apenas 40,8% responderam da mesma forma no resto do país.</p>
<p>A pesquisa também mostrou que mais da metade dos policiais não se sente pronto ou não soube responder se está preparado para atuar em meio à pandemia. Apesar de superior à média dos demais estados, apenas 39,2% dos policiais de São Paulo sentem-se preparados para trabalhar durante a crise do novo coronavírus. Nas demais unidades federativas, o número cai para 30,6%. Esses números podem ser explicados a partir de outro indicador do questionário. Quase metade dos policiais civis e militares de São Paulo (46%) relata ter recebido Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados para exercerem o trabalho com segurança, uma média 43% superior à dos demais estados, que somam apenas 32,1%.</p>
<p>“Além desses materiais de proteção individual e coletiva, é importante que os profissionais da segurança pública sejam treinados de forma padronizada, a partir das diretrizes do Ministério da Saúde. Isso é imprescindível para que se sintam mais seguros no dia-a-dia”, explica Alcadipani.</p>
<p>Em relação a essas orientações, o estado de São Paulo também se mostrou bastante à frente das outras unidades federativas: 34% dos policiais afirmam ter recebido algum tipo de treinamento, enquanto apenas 15,4% relatam o mesmo nos demais estados.</p>
<p>A pesquisa ainda abordou um último indicador – mais de 80% dos policiais civis e militares brasileiros afirmaram que a crise alterou as formas como se relacionam com a população. Isso se explica pelo fato de que o trabalho policial pressupõe um contato diário com o cidadão, em abordagens ou no atendimento em Distritos Policiais. “Com menos pessoas circulando nas ruas e reduzido o número de atendimentos presenciais nas delegacias, houve mudança nas práticas policiais. Isso mostra que as medidas de isolamento social afetam o cotidiano desses profissionais”, completa Alcadipani.</p>
<p>Mais de 70% dos 1.540 entrevistados na “A pandemia de Covid-19 e os policiais brasileiros” têm mais de 10 anos de serviço. No que se refere a vínculos prévios com os territórios onde atuam, em São Paulo, 35,2% do efetivo de policiais civis e militares não possuem ligação anterior com a localidade que trabalha. Por outro lado, 46,5% teria nascido na região e 15,8% possui vínculos anterior com o município que atua. Os demais 2,5% são aqueles que ou nasceram em região próxima ou não especificaram nada nessa pergunta. Para o conjunto dos demais 26 estados, o número segue uma distribuição parecida – 35,6% não possuem vínculos prévios; 45,8% nasceram na região, 15,9% possuem outros tipos de vínculos e 2,7% alegaram ter outras relações com a região, como proximidade de moradia.</p>
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