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	<title>Arquivos política pública - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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	<description>O Blog Impacto é uma iniciativa da FGV EAESP Pesquisa para disseminar o conhecimento produzido na instituição.</description>
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	<title>Arquivos política pública - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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		<title>Como a liderança feminina na política pode salvar a vida de mulheres</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/como-a-lideranca-feminina-na-politica-pode-salvar-a-vida-de-mulheres/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jun 2025 11:24:12 +0000</pubDate>
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<p>Em sociedades marcadas por normas sociais rígidas e fortes pressões familiares — especialmente no caso de mulheres casadas — o risco de sofrimento emocional severo tende a aumentar. O suicídio, ainda que seja um fenômeno complexo e delicado, é influenciado por fatores sociais e culturais — e, como revela este estudo, também pode ser afetado pela liderança política.</p>
<p>A pesquisa mostra que a eleição de prefeitas está associada a uma redução significativa nas taxas de suicídio entre mulheres casadas: 1,33 mortes a menos por 100 mil habitantes, em uma população cuja média é de cerca de 5 por 100 mil. Embora esse número pareça modesto, representa um impacto relevante em termos de saúde pública. Notavelmente, o efeito foi observado exclusivamente entre mulheres casadas — não se repetindo entre solteiras, viúvas ou outros grupos por faixa etária e classe social.</p>
<p>Segundo os autores, esse resultado pode ser explicado pela ideia de “modelos inspiradores”. Quando uma mulher assume um cargo de liderança política — historicamente dominado por homens — ela se torna uma referência concreta de superação e transformação. Isso pode levar outras mulheres a reavaliar seus próprios papéis, fortalecer sua autoestima, buscar maior autonomia e, assim, enfrentar melhor contextos adversos.</p>
<p>O estudo foi conduzido por Gabriela Gerote Arvate, Paulo Arvate e Adriano Massuda (FGV EAESP), Raffael Massuda e Rifat Atun, e publicado na revista <em>Frontiers in Public Health</em>. Com base em dados das eleições municipais brasileiras entre 2004 e 2012, os pesquisadores utilizaram a metodologia de regressão descontínua, uma técnica quase-experimental que permite estimar efeitos causais. Foram comparados municípios em que mulheres e homens venceram eleições por margens muito apertadas, o que possibilitou isolar o impacto da eleição de uma prefeita, eliminando a influência de outras variáveis como perfil dos candidatos ou características locais. As informações sobre suicídios foram cruzadas com dados do Ministério da Saúde para o mesmo período.</p>
<h1>Implicações sociais e para políticas públicas</h1>
<p>As conclusões da pesquisa são poderosas: o empoderamento feminino em espaços tradicionalmente masculinos pode salvar vidas. Em muitos contextos — inclusive em regiões do Brasil — mulheres casadas ainda vivem sob fortes restrições sociais, o que contribui para vulnerabilidades emocionais e psicológicas. Nesse cenário, a figura de uma prefeita pode representar a possibilidade concreta de mudança, mesmo dentro de estruturas opressoras.</p>
<p>Além disso, os resultados reforçam um corpo crescente de evidências que demonstram o impacto positivo da representatividade feminina sobre indicadores de saúde. Trata-se de um chamado claro para que governos e instituições invistam em políticas de inclusão e promoção da liderança feminina — não apenas por questões de equidade, mas também como uma estratégia eficaz de saúde pública.</p>
<p>A presença de mulheres na política fortalece a democracia, amplia a representatividade e produz efeitos mensuráveis na vida de outras mulheres. Ao ocuparem posições de poder, prefeitas tornam-se símbolos de que é possível romper barreiras e trilhar caminhos de superação.</p>
<p>Por fim, a pesquisa evidencia que promover o empoderamento feminino não é apenas uma pauta de justiça social — é uma política de saúde pública e um caminho para o desenvolvimento sustentável.</p>
<p>Leia <a href="https://www.frontiersin.org/journals/public-health/articles/10.3389/fpubh.2024.1513669/full">o artigo na integra</a>.</p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<title>Como Tornar a Pecuária na Amazônia Mais Sustentável</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/como-tornar-a-pecuaria-na-amazonia-mais-sustentavel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 May 2025 11:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/blog.115-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/blog.115-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/blog.115-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/blog.115-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/blog.115-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />A expansão da pecuária na Amazônia tem chamado a atenção de pesquisadores, ambientalistas e consumidores ao redor do mundo. Embora seja uma importante atividade econômica, ela também está entre as principais causas de desmatamento na região. Uma nova pesquisa mostra que é possível tornar essa cadeia mais sustentável — mas o tempo para agir está [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/blog.115-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/blog.115-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/blog.115-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/blog.115-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/blog.115-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A expansão da pecuária na Amazônia tem chamado a atenção de pesquisadores, ambientalistas e consumidores ao redor do mundo. Embora seja uma importante atividade econômica, ela também está entre as principais causas de desmatamento na região. Uma nova pesquisa mostra que é possível tornar essa cadeia mais sustentável — mas o tempo para agir está se esgotando. Porém, a boa notícia é que a solução está no trabalho conjunto entre governo, setor privado e sociedade civil.</p>
<p>Publicado na revista The International Journal of Logistics Management, o estudo foi conduzido pelos pesquisadores John James Loomis e José Antônio Puppim de Oliveira, da FGV EAESP, com apoio da FAPESP. O foco da pesquisa foi o município de Santarém (PA), onde a pecuária tem avançado rapidamente. Utilizando uma nova metodologia de mapeamento da cadeia global de valor (CGV), os autores analisaram entrevistas, dados de campo e documentos públicos e privados para entender os desafios da sustentabilidade nesse contexto.</p>
<h1>Falta de políticas públicas abre espaço para o desmatamento na pecuária da Amazônia</h1>
<p>O estudo revelou que o avanço da pecuária ocorre devido a uma grande demanda do mercado internacional, mas num vácuo de políticas públicas efetivas. Dessa forma, pequenos produtores têm pouco acesso a crédito, infraestrutura, assistência técnica ou programas de regularização fundiária. A baixa capacidade de fiscalização permite a continuidade de práticas ilegais, como o desmatamento. Além disso, a cadeia de valor da carne, especialmente no que diz respeito aos fornecedores indiretos — que vendem o gado para outros criadores antes que ele chegue aos frigoríficos — ainda escapa de sistemas de controle, representando um risco real para compromissos ambientais já assumidos por grandes empresas.</p>
<p>Apesar da ausência de políticas fortes, há sinais de mudança. Frigoríficos têm adotado sistemas de rastreabilidade para fornecedores diretos. ONGs e projetos locais vêm treinando pecuaristas para melhorar a produtividade e reduzir impactos ambientais. Ainda assim, a escala dessas iniciativas é pequena e os resultados, limitados. Portanto, muitos produtores mantêm práticas herdadas de gerações anteriores e não veem valor econômico na adoção de certificações de sustentabilidade.</p>
<p><strong> </strong>A pesquisa aponta que a governança da cadeia precisa ser compartilhada. Frigoríficos podem liderar melhorias tecnológicas e oferecer assistência técnica. Enquanto governos precisam fortalecer a fiscalização e oferecer políticas públicas efetivas para apoio a uma pecuária sustentável e de qualidade. Já as ONGs devem expandir projetos de impacto e produtores devem se formalizar e adotar boas práticas. O fortalecimento de associações e a criação de padrões comuns de rastreabilidade também são cruciais para premiar quem faz a coisa certa.</p>
<h2>Sustentabilidade e competitividade podem andar juntas</h2>
<p>O estudo mostra que, com esforço coordenado, é possível uma melhor conciliação de desenvolvimento socioeconômico e controle ambiental na Amazônia. A adoção de práticas sustentáveis não é apenas uma exigência ambiental, mas uma condição para competir em mercados cada vez mais exigentes. Se o setor não avançar internamente em direção à sustentabilidade, reguladores e mercados estrangeiros definirão os rumos da produção. Por fim, a cadeia da carne bovina no Brasil tem a oportunidade — e a responsabilidade — de liderar esse movimento.</p>
<p>Leia <a href="https://www.emerald.com/insight/content/doi/10.1108/ijlm-03-2024-0139/full/html">o artigo na integra</a>.</p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<item>
		<title>Burocracias subnacionais no Brasil: descentralização e desafios na gestão pública</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/burocracias-subnacionais-no-brasil-descentralizacao-e-desafios-na-gestao-publica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Oct 2024 11:07:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/10/shutterstock_1688063161-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/10/shutterstock_1688063161-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/10/shutterstock_1688063161-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/10/shutterstock_1688063161-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/10/shutterstock_1688063161-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />O federalismo brasileiro, com sua descentralização crescente, tem atribuído responsabilidades cada vez maiores aos estados e municípios na implementação de políticas públicas. Nos últimos 30 anos, a ampliação do papel dos municípios, em especial, tornou-se crucial para o oferecimento de serviços essenciais, como saúde e saneamento básico. Nesse cenário, as burocracias subnacionais – os funcionários [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/10/shutterstock_1688063161-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/10/shutterstock_1688063161-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/10/shutterstock_1688063161-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/10/shutterstock_1688063161-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/10/shutterstock_1688063161-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>O federalismo brasileiro, com sua descentralização crescente, tem atribuído responsabilidades cada vez maiores aos estados e municípios na implementação de políticas públicas. Nos últimos 30 anos, a ampliação do papel dos municípios, em especial, tornou-se crucial para o oferecimento de serviços essenciais, como saúde e saneamento básico. Nesse cenário, as burocracias subnacionais – os funcionários públicos estaduais e municipais – passaram a desempenhar um papel estratégico, porém pouco estudado em comparação com a administração pública federal.</p>
<p>Os pesquisadores Eduardo Grin e o aluno do doutorado Danilo Gonçalves, da FGV EAESP, realizaram uma análise bibliométrica utilizando dados da base Scopus, coletando informações de quase 3 mil textos internacionais e quase 70 nacionais. A metodologia incluiu técnicas de mineração de texto, como nuvens de palavras e análise de correlação, para identificar os principais temas debatidos sobre burocracias subnacionais. <a href="https://www.scielo.br/j/cgpc/a/bw5Vy8XZ8DzJ83kTLfyPpww/abstract/?lang=pt">O artigo foi publicado na revista Cadernos Gestão Pública e Cidadania.</a></p>
<h2>Assim, o estudo revela que as burocracias subnacionais, ou seja, municipais e estaduais, cresceram significativamente nas últimas décadas.</h2>
<p>Municípios vem assumindo papel central na oferta de serviços públicos após a Constituição de 1988. Desde o ano 2000, o contingente de funcionários municipais quadruplicou, enquanto o número de servidores estaduais cresceu 50%. Contudo, a expansão trouxe desafios, como a necessidade de modernização gerencial e maior capacidade técnica para lidar com a diversidade de atribuições. Os funcionários públicos municipais representam cerca de 2/3 do total de servidores públicos do país, o que reforça a importância de se estudar as burocracias subnacionais.</p>
<p>A pesquisa também destaca a falta de estudos sobre a politização das burocracias subnacionais. A autonomia constitucional dos municípios e estados, aliada à descentralização das políticas sociais, como saúde e habitação, aumentou a importância de servidores públicos capacitados. No entanto, a profissionalização ainda enfrenta desafios, com disparidades regionais e socioeconômicas afetando a eficiência e equidade na oferta de serviços.</p>
<p>O mapeamento bibliográfico mostra que, apesar do aumento das responsabilidades subnacionais, a literatura nacional sobre o tema se desenvolve menos em comparação com a internacional. Pesquisadores exploram pouco, no Brasil, temas como governança e participação da sociedade civil. Além disso, o estudo sugere a necessidade de mais pesquisas quantitativas e estudos de caso sobre a estrutura das burocracias e seu impacto na implementação de políticas públicas. Por fim, o conhecimento dessas burocracias é essencial para o aprimoramento da gestão pública em estados e municípios. Isso pode garantir maior eficiência e equidade no acesso a serviços essenciais.</p>
<p>Leia <a href="https://www.scielo.br/j/cgpc/a/bw5Vy8XZ8DzJ83kTLfyPpww/abstract/?lang=pt">o artigo na integra.</a></p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/burocracias-subnacionais-no-brasil-descentralizacao-e-desafios-na-gestao-publica/">Burocracias subnacionais no Brasil: descentralização e desafios na gestão pública</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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		<item>
		<title>Modelo sugere avaliar impactos das universidades nas comunidades considerando também cultura e atratividade da região</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/modelo-sugere-avaliar-impactos-das-universidades-nas-comunidades-considerando-tambem-cultura-e-atratividade-da-regiao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Bori]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Dec 2021 12:53:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/12/md-duran-1VqHRwxcCCw-unsplash-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/12/md-duran-1VqHRwxcCCw-unsplash-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/12/md-duran-1VqHRwxcCCw-unsplash-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/12/md-duran-1VqHRwxcCCw-unsplash-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/12/md-duran-1VqHRwxcCCw-unsplash-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Quais os impactos que uma universidade pode trazer para a comunidade na qual ela está instalada? Foi para responder a essa provocação que pesquisadores desenvolveram uma nova proposta de avaliação de impacto das instituições de ensino superior nas regiões onde elas estão localizadas. Modelos de avaliação de impacto anteriores tinham se concentrado mais nos impactos [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/modelo-sugere-avaliar-impactos-das-universidades-nas-comunidades-considerando-tambem-cultura-e-atratividade-da-regiao/">Modelo sugere avaliar impactos das universidades nas comunidades considerando também cultura e atratividade da região</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/12/md-duran-1VqHRwxcCCw-unsplash-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/12/md-duran-1VqHRwxcCCw-unsplash-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/12/md-duran-1VqHRwxcCCw-unsplash-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/12/md-duran-1VqHRwxcCCw-unsplash-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/12/md-duran-1VqHRwxcCCw-unsplash-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Quais os impactos que uma universidade pode trazer para a comunidade na qual ela está instalada? Foi para responder a essa provocação que pesquisadores desenvolveram uma nova proposta de avaliação de impacto das instituições de ensino superior nas regiões onde elas estão localizadas.</p>
<p>Modelos de avaliação de impacto anteriores tinham se concentrado mais nos impactos econômicos e na capacidade de contribuição das universidades para o desenvolvimento tecnológico.</p>
<p>Nesta proposta, os autores conseguiram, a partir de uma revisão bibliográfica, identificar e sistematizar três diferentes tipos de impacto: socioeconômico, científico-tecnológico e também o impacto na cultura e na imagem da região.</p>
<p>&#8220;Esses três tipos de impacto foram integrados em um modelo conceitual que poderá ser utilizado como base para um modelo prático para avaliar o impacto de uma universidade sobre a região na qual ela se encontra&#8221;, prometem os pesquisadores.</p>
<p>Funcionando como um esforço inicial de pesquisa, o modelo conceitual proposto ainda não constitui um sistema pronto para uso, devendo ainda ser validado empiricamente para que possa se transformar em uma ferramenta administrativa para gestores de instituições de ensino e pesquisa.</p>
<p><a href="https://www.scielo.br/j/cebape/a/qxcf693WKML6S36RRLbzTmM/?lang=pt">Confira o artigo na íntegra.</a></p>
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		<title>Economia Circular, com reforço de iniciativas de cogestão, pode se tornar modelo para o desenvolvimento sustentável da Amazônia</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/sustentabilidade/economia-circular-com-reforco-de-iniciativas-de-cogestao-pode-se-tornar-modelo-para-o-desenvolvimento-sustentavel-da-amazonia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Bori]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Aug 2021 18:38:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
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		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/08/ivars-utinans-vkQgb1lZZPQ-unsplash-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/08/ivars-utinans-vkQgb1lZZPQ-unsplash-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/08/ivars-utinans-vkQgb1lZZPQ-unsplash-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/08/ivars-utinans-vkQgb1lZZPQ-unsplash-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/08/ivars-utinans-vkQgb1lZZPQ-unsplash-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Uma pesquisa recém-publicada na Nature, uma das revistas científicas mais respeitadas do mundo, mostrou que a Economia Circular, com o reforço de iniciativas de cogestão que já existem localmente, pode vir a se tornar um modelo interessante de desenvolvimento da Amazônia urbana brasileira. A publicação é fruto de um trabalho de campo realizado em 2019 [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/08/ivars-utinans-vkQgb1lZZPQ-unsplash-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/08/ivars-utinans-vkQgb1lZZPQ-unsplash-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/08/ivars-utinans-vkQgb1lZZPQ-unsplash-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/08/ivars-utinans-vkQgb1lZZPQ-unsplash-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/08/ivars-utinans-vkQgb1lZZPQ-unsplash-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Uma pesquisa recém-publicada na Nature, <a href="https://portal.fgv.br/noticias/estudo-sobre-economia-circular-amazonia-e-publicado-pela-revista-nature">uma das revistas científicas mais respeitadas do mundo</a>, mostrou que a <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/sustentabilidade/inovacao-sustentabilidade-economia-circular/">Economia Circular</a>, com o reforço de iniciativas de cogestão que já existem localmente, pode vir a se tornar um modelo interessante de desenvolvimento da Amazônia urbana brasileira.</p>
<p>A publicação é fruto de um trabalho de campo realizado em 2019 no município de Carauari, quando os pesquisadores passaram cerca de 15 dias em viagem de barco pela região, sem contato telefônico ou de internet, para analisar as possibilidades de desenvolvimento sustentável regional na Amazônia.</p>
<p>Ao integrar a economia circular nas regiões urbanas da Amazônia nacional, juntamente com o uso de práticas de cogestão existentes no local, os pesquisadores acreditam que as iniciativas de Economia Circular podem ser fortalecidas tanto nas áreas urbanas quanto florestais, tornando-se um dos pilares para a promoção de um modelo sustentável para a Amazônia Brasileira.</p>
<h2>Economia circular na Amazônia passa por uma política sustentável de longo prazo</h2>
<p>&#8220;Não existe uma solução única para garantir um futuro sustentável para a Amazônia, mas a chave geral para fazer isso acontecer, certamente está em conciliar a conservação da biodiversidade, urbanização e desenvolvimento local&#8221;, aponta Michel Xocaira Paes, um dos autores do estudo.</p>
<p>Para os pesquisadores, é essencial que a sociedade brasileira, a comunidade internacional e os atores do mercado trabalhem em conjunto com o governo brasileiro em direção a uma política sustentável de longo prazo para a Amazônia.</p>
<p><a href="https://www.nature.com/articles/s42949-021-00031-z">Confira o estudo na íntegra</a> na revista Nature (em inglês).</p>
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		<title>Participação compulsória dos pais de alunos faz com que escolas consigam gerar mais valor aos estudantes</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/participacao-compulsoria-dos-pais-de-alunos-faz-com-que-escolas-consigam-gerar-mais-valor-aos-estudantes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Bori]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jul 2021 12:22:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/07/adam-winger-7fF0iei80AQ-unsplash-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/07/adam-winger-7fF0iei80AQ-unsplash-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/07/adam-winger-7fF0iei80AQ-unsplash-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/07/adam-winger-7fF0iei80AQ-unsplash-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/07/adam-winger-7fF0iei80AQ-unsplash-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Escolas que envolvem pais de alunos ou seus responsáveis de maneira compulsória em suas atividades cria mais valor do que uma escola em que esta participação é opcional, revela uma pesquisa da FGV EAESP. Realizada em um contexto de serviços educacionais para jovens vulneráveis, a pesquisa mostrou que o valor criado, na percepção dos pais, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/07/adam-winger-7fF0iei80AQ-unsplash-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/07/adam-winger-7fF0iei80AQ-unsplash-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/07/adam-winger-7fF0iei80AQ-unsplash-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/07/adam-winger-7fF0iei80AQ-unsplash-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/07/adam-winger-7fF0iei80AQ-unsplash-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Escolas que envolvem pais de alunos ou seus responsáveis de maneira compulsória em suas atividades cria mais valor do que uma escola em que esta participação é opcional, revela uma pesquisa da FGV EAESP. Realizada em um contexto de serviços educacionais para jovens vulneráveis, a pesquisa mostrou que o valor criado, na percepção dos pais, reflete-se em uma melhor convivência familiar, em crenças mais positivas dos alunos sobre a educação. Outro impacto positivo percebido pelos pesquisadores foi uma melhor relação de respeito entre os professores e colegas, bem como nos cuidados da escola em relação aos alunos.</p>
<p>&#8220;A participação obrigatória em serviços pode ser benéfica e trazer satisfação aos envolvidos desde que haja um programa específico e estruturado para participação de todos&#8221;, explica Tania Veludo de Oliveira, uma das autoras da pesquisa.</p>
<p>Os pesquisadores também ressaltam que instituições de serviço que trabalham com pessoas vulneráveis terão melhores resultados se, além de trabalhar com seu público-alvo (o indivíduo vulnerável), também envolverem suas famílias.</p>
<p>&#8220;Políticas públicas que estimulem a participação dos pais na educação dos filhos podem trazer resultados positivos para a sociedade. Por isso, sugerimos que campanhas ou intervenções que tenham como objetivo endereçar problemas sociais relativos ao comportamento de adolescentes (como alcoolismo, uso excessivo de jogos online ou de drogas) considerem também suas famílias, já que sem o reforço delas nos comportamentos estimulados durante as campanhas ou ações, os resultados serão menores&#8221;, concluem os autores.</p>
<p><a href="https://www.emerald.com/insight/content/doi/10.1108/JSM-08-2019-0320/full/html">Confira a pesquisa na íntegra.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Política Nacional de Resíduos Sólidos, que lida com o descarte de lixo, mereceria maior participação da sociedade</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/videos/analise-da-politica-nacional-de-residuos-solidos-que-lida-com-o-descarte-de-lixo-sugere-necessidade-de-maior-participacao-da-sociedade-na-formulacao-de-politicas-publicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[EAESP Pesquisa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Jun 2021 11:50:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[aterro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/analise-da-politica-nacional-de-residuos-solidos-que-lida-com-o-descarte-de-lixo-sugere-necessidade-de-maior-participacao-da-sociedade-na-formulacao-de-politicas-publicas-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/analise-da-politica-nacional-de-residuos-solidos-que-lida-com-o-descarte-de-lixo-sugere-necessidade-de-maior-participacao-da-sociedade-na-formulacao-de-politicas-publicas-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/analise-da-politica-nacional-de-residuos-solidos-que-lida-com-o-descarte-de-lixo-sugere-necessidade-de-maior-participacao-da-sociedade-na-formulacao-de-politicas-publicas-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/analise-da-politica-nacional-de-residuos-solidos-que-lida-com-o-descarte-de-lixo-sugere-necessidade-de-maior-participacao-da-sociedade-na-formulacao-de-politicas-publicas-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/analise-da-politica-nacional-de-residuos-solidos-que-lida-com-o-descarte-de-lixo-sugere-necessidade-de-maior-participacao-da-sociedade-na-formulacao-de-politicas-publicas-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Após quase 20 anos de discussões e debates no congresso e com a sociedade, a Política Nacional de Resíduos Sólidos foi finalmente promulgada em 2010 para cuidar das formas de lidar com o lixo gerado no país. Vigente até hoje, essa política pública divide o tratamento do lixo em três tipos básicos: o lixão, o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/analise-da-politica-nacional-de-residuos-solidos-que-lida-com-o-descarte-de-lixo-sugere-necessidade-de-maior-participacao-da-sociedade-na-formulacao-de-politicas-publicas-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/analise-da-politica-nacional-de-residuos-solidos-que-lida-com-o-descarte-de-lixo-sugere-necessidade-de-maior-participacao-da-sociedade-na-formulacao-de-politicas-publicas-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/analise-da-politica-nacional-de-residuos-solidos-que-lida-com-o-descarte-de-lixo-sugere-necessidade-de-maior-participacao-da-sociedade-na-formulacao-de-politicas-publicas-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/analise-da-politica-nacional-de-residuos-solidos-que-lida-com-o-descarte-de-lixo-sugere-necessidade-de-maior-participacao-da-sociedade-na-formulacao-de-politicas-publicas-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/analise-da-politica-nacional-de-residuos-solidos-que-lida-com-o-descarte-de-lixo-sugere-necessidade-de-maior-participacao-da-sociedade-na-formulacao-de-politicas-publicas-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Após quase 20 anos de discussões e debates no congresso e com a sociedade, a Política Nacional de Resíduos Sólidos foi finalmente promulgada em 2010 para cuidar das formas de lidar com o lixo gerado no país. Vigente até hoje, essa política pública divide o tratamento do lixo em três tipos básicos: o lixão, o aterro controlado e as usinas de compostagem.</p>
<p>No caso do lixão, a principal preocupação tem a ver com seus danos ao meio ambiente, em função do chorume, material resultante da fermentação e apodrecimento dos resíduos, que infiltra no solo e pode causar danos ao lençol freático. O aterro controlado, segundo o pesquisador <a href="https://pesquisa-eaesp.fgv.br/professor/ricardo-correa-gomes">Ricardo Corrêa</a>, é uma espécie de &#8220;buraco no chão&#8221;, que é protegido de alguma forma para que o chorume não entre em contato com o solo. Em termos de tratamento do lixo gerado no país, a reciclagem é tida hoje como o melhor cenário possível para o tratamento de resíduos. &#8220;Esse é um debate que envolve muita gente, desde as indústrias que produzem lixo, as pessoas que sofrem a influência desse resíduo não controlado, as universidades, até os catadores de lixo, que são agentes muito importantes no processo de descarte do lixo&#8221;, explica o pesquisador.</p>
<p>A pesquisa, publicada na &#8220;<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1462901118313893?via%3Dihub">Environmental Science &amp; Policy</a>&#8220;, destaca como principal resultado a necessidade do governo envolver a sociedade ao formular suas políticas públicas, por meio de convites para a participação de audiências públicas, que funcionam como arenas de debate abertos à população. &#8220;Se soubermos quem são os interessados, se soubermos avaliar como eles podem contribuir e funcionar como aliados na formulação das políticas públicas, a efetividade da política certamente vai ser maior&#8221;, conclui Corrêa.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Eficácia de programas governamentais depende do consenso em relação a valores e objetivos das políticas, mostra pesquisa</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/eficacia-de-programas-governamentais-depende-do-consenso-em-relacao-a-valores-e-objetivos-das-politicas-mostra-pesquisa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[EAESP Pesquisa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Jun 2021 11:56:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
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		<category><![CDATA[gestão pública]]></category>
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		<category><![CDATA[Programa de Aceleração do Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[wicked problems]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.impacto.blog.br/?p=1340</guid>

					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/antonio-janeski-CHVTt0aGbx0-unsplash-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/antonio-janeski-CHVTt0aGbx0-unsplash-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/antonio-janeski-CHVTt0aGbx0-unsplash-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/antonio-janeski-CHVTt0aGbx0-unsplash-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/antonio-janeski-CHVTt0aGbx0-unsplash-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Estratégias de gerenciamento transversal (conhecidas também pela expressão em inglês boundaries crossing strategies) são uma tendência no âmbito da gestão para lidar com problemas complexos, intersetoriais e dinâmicos. Uma pesquisa realizada pela professora da FGV EAESP Gabriela Lotta, em co-autoria com o pesquisador Pedro Cavalcante, do IPEA, analisou três casos da administração pública brasileira, revelando [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/antonio-janeski-CHVTt0aGbx0-unsplash-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/antonio-janeski-CHVTt0aGbx0-unsplash-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/antonio-janeski-CHVTt0aGbx0-unsplash-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/antonio-janeski-CHVTt0aGbx0-unsplash-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/antonio-janeski-CHVTt0aGbx0-unsplash-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Estratégias de gerenciamento transversal (conhecidas também pela expressão em inglês <em>boundaries crossing strategies</em>) são uma tendência no âmbito da gestão para lidar com problemas complexos, intersetoriais e dinâmicos. Uma <a href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1415-65552021000500304&amp;tlng=en">pesquisa</a> realizada pela professora da FGV EAESP <a href="https://pesquisa-eaesp.fgv.br/professor/gabriela-spanghero-lotta">Gabriela Lotta</a>, em co-autoria com o pesquisador Pedro Cavalcante, do IPEA, analisou três casos da administração pública brasileira, revelando que a eficácia dos programas governamentais dependem do consenso de diferentes partes interessadas em relação a valores e objetivos das políticas, além do empoderamento concedido aos líderes responsáveis, a adoção de instrumentos de coordenação inovadores e da contínua priorização das ações na agenda governamental.</p>
<p>Inédita no Brasil, a pesquisa analisa uma abordagem de política pública e gestão que ainda não está amadurecida, mas que vem sendo adotada na prática pelos governos, com diferentes níveis de sucesso. &#8220;Nossos resultados reforçam a necessidade de debate e aprendizado sobre as alternativas sofisticadas de gestão e políticas públicas que possam auxiliar os governos a enfrentar problemas cada vez mais dinâmicos e complicados&#8221;, reforça Cavalcante, um dos autores da pesquisa. Segundo o autor, isso se torna ainda mais relevante atualmente, diante de constantes mudanças sociais, econômicas e tecnológicas, além das crescentes pressões sociais e demandas por melhores serviços públicos em contexto de restrições orçamentárias estruturais.</p>
<p>&#8220;Quando implementadas com base em alto grau de coordenação e cooperação entre os <em>stakeholders</em>, com lideranças empoderadas e contínua priorização das medidas, elas tendem a gerar soluções inovadoras e mais efetivas no enfrentamento dos <em>wicked problems</em>&#8220;, sintetiza Cavalcante, referindo-se às questões complexas, incertas e de grande magnitude, como a pobreza e os gargalos de infraestrutura.</p>
<p>O artigo publicado pelos autores analisa tanto o conteúdo da legislação dos programas Plano Brasil Sem Miséria (BSM), Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e Plano Brasil Maior (PBM) quanto os documentos oficiais do governo, entendendo como cada um deles realmente funcionou. Além disso, foram analisados também estudos e pesquisas sobre as políticas, bem como entrevistas com importantes gerentes e dirigentes envolvidos na implementação destes programas.</p>
<p><a href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1415-65552021000500304&amp;tlng=en">Confira o estudo na íntegra</a></p>
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		<title>Pesquisadores alertam para a falta de estudos e de padrão na aprovação de vacinas no mundo</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/pesquisadores-alertam-para-a-falta-de-estudos-e-de-padrao-na-aprovacao-de-vacinas-no-mundo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[EAESP Pesquisa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jun 2021 11:44:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/daniel-schludi-mAGZNECMcUg-unsplash-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/daniel-schludi-mAGZNECMcUg-unsplash-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/daniel-schludi-mAGZNECMcUg-unsplash-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/daniel-schludi-mAGZNECMcUg-unsplash-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/daniel-schludi-mAGZNECMcUg-unsplash-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A Covid-19 evidenciou a fragmentação dos processos de aprovação de fármacos e vacinas ao redor do mundo. Em estudo publicado da revista Regulation &#38; Governance, a pesquisadora Elize Massard da Fonseca (EAESP/FGV) e colaboradores da Universidade de Michigan ressaltaram que, no estágio atual da pandemia, é importante acompanhar de perto os sistemas de regulação de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/daniel-schludi-mAGZNECMcUg-unsplash-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/daniel-schludi-mAGZNECMcUg-unsplash-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/daniel-schludi-mAGZNECMcUg-unsplash-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/daniel-schludi-mAGZNECMcUg-unsplash-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/daniel-schludi-mAGZNECMcUg-unsplash-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A Covid-19 evidenciou a fragmentação dos processos de aprovação de fármacos e vacinas ao redor do mundo. Em estudo <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1111/rego.12413">publicado da revista <i>Regulation &amp; Governance</i></a>, a pesquisadora Elize Massard da Fonseca (EAESP/FGV) e colaboradores da Universidade de Michigan ressaltaram que, no estágio atual da pandemia, é importante acompanhar de perto os sistemas de regulação de vacinas de cada país. Análises desse tipo são essenciais na compreensão do andamento da vacinação e, consequentemente, na mitigação dos impactos e prolongamento da crise.</p>
<p>Além de determinado medicamento ser ou não aprovado para uso emergencial ou definitivo, os órgãos reguladores, como a brasileira Anvisa, também são responsáveis pela avaliação e  acompanhamento da eficácia de uma vacina. Apesar de sofrer influência de outros fatores, como os contextos políticos locais, o andamento da vacinação depende diretamente da ação de agências regulatórias nacionais, assim como da interação internacional entre elas.</p>
<p>A influência do processo regulatório é particularmente impactante em situações de aprovação emergencial, como acontece atualmente com as vacinas contra a Covid-19. A autora do estudo ressalta que faltam pesquisas sobre a dinâmica desses órgãos, especialmente nos países do chamado “Sul Global”, termo utilizado para referir o conjunto de países com menor renda e em desenvolvimento.</p>
<p>A maior parte do que se sabe sobre economia política na regulação farmacêutica está centrada nos exemplos e contextos da Europa e dos Estados Unidos. Fonseca lembra que, apesar de a Anvisa ser avaliada como um órgão competente e de regulação rigorosa, a agência tem pouco mais de duas décadas de existência, o que faz dela uma agência jovem, na comparação com  outras agências internacionais, como a americana FDA (“<i>Food and Drug Administration</i>”), que possui mais de cem anos de história, tendo sido fundada em 1906.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Cooperação e confiança internacionais</b></p>
<p>Fonseca explica que existe uma prática de “confiança regulatória” entre agências de diferentes países. Ou seja, a decisão de um governo quanto a um medicamento pode ser baseada na avaliação de outra instituição estrangeira ou internacional, como pelos relatórios da Organização Mundial da Saúde (OMS). A pesquisadora reforça que a prática também  ocorre entre agências de alta capacidade regulatória.</p>
<p>“O Brasil nunca teve uma regulação de uso emergencial, por exemplo, então se apoiou muito durante as decisões das vacinas contra a Covid nas regras e padrões de outras agências, como o FDA e da OMS”, analisa a pesquisadora da FGV, que também esclarece que a agência brasileira tem autonomia e competência para criar regras próprias que podem diferir de outros órgãos de referência, como quando houve a decisão de realizar testes clínicos de fase 3 das vacinas acordadas em território nacional, antes da aprovação oficial.</p>
<p>O estudo termina por propor uma agenda de pesquisa na área. “O que a gente sugere são três vertentes de investigação, que expliquem como a regulação acontece em países em desenvolvimento e desenvolvidos, que possuem trajetória e experiência regulatória distintas”, explica Fonseca.  Se levadas adiante, as três vertentes de perspectiva comparada propostas (a regulação de riscos no “Norte Global”; a política da confiança regulatória; e o processo de pedido de aprovação pelas empresas produtoras) devem ajudar a compreender os riscos e consequências na aprovação de vacinas e medicamentos que são fundamentais para salvar vidas.</p>
<div class="jeg_video_container jeg_video_content"><iframe loading="lazy" title="Perspectives in the Study of the Political Economy of COVID-19 Vaccine Regulation" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/iUVlsT2ildY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>* Colaborou Laura Tercic</strong></p>
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		<title>Exclusão digital afetou acesso ao auxílio emergencial durante a pandemia, especialmente para as classes D e E</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/exclusao-digital-afetou-acesso-ao-auxilio-emergencial-durante-a-pandemia-especialmente-para-as-classes-d-e-e/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[EAESP Pesquisa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 May 2021 11:25:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/auxilio_emergencial_2804217521-1023x576-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/auxilio_emergencial_2804217521-1023x576-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/auxilio_emergencial_2804217521-1023x576-1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/auxilio_emergencial_2804217521-1023x576-1-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Muitos brasileiros não conseguiram receber o auxílio emergencial oferecido durante a pandemia de Covid-19 devido à exclusão digital, revela um estudo do Centro de Estudos de Microfinanças e Inclusão Financeira da Fundação Getúlio Vargas (FGVcemif). A falta de habilidade para lidar com dispositivos digitais e as limitações de acesso à internet foram algumas das barreiras [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/auxilio_emergencial_2804217521-1023x576-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/auxilio_emergencial_2804217521-1023x576-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/auxilio_emergencial_2804217521-1023x576-1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/auxilio_emergencial_2804217521-1023x576-1-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Muitos brasileiros não conseguiram receber o auxílio emergencial oferecido durante a pandemia de Covid-19 devido à exclusão digital, revela um estudo do Centro de Estudos de Microfinanças e Inclusão Financeira da Fundação Getúlio Vargas (<a href="https://eaesp.fgv.br/centros/centro-estudos-microfinancas-e-inclusao-financeira/sobre">FGVcemif</a>). A falta de habilidade para lidar com dispositivos digitais e as limitações de acesso à internet foram algumas das barreiras encontradas por esses trabalhadores para conseguir o auxílio, que voltou a ser pago no mês de abril, após interrupção de três meses.</p>
<p>O relatório mostra, ainda, que trabalhadores das classes D e E foram mais afetados por essa exclusão digital com relação ao auxílio. <a href="https://pesquisa-eaesp.fgv.br/professor/lauro-emilio-gonzalez-farias">Lauro Gonzalez</a>, coordenador do <a href="https://eaesp.fgv.br/centros/centro-estudos-microfinancas-e-inclusao-financeira/sobre">FGVcemif</a>, lembra que um em cada quatro brasileiros ainda não utiliza a internet, proporção que representa aproximadamente 47 milhões de pessoas, a maior parte das classes D e E. “Isso acaba sendo um problema, já que as pessoas dessas classes são justamente aquelas que estão em maior condição de vulnerabilidade social e precisam de políticas de transferência de renda”, destaca González, que é um dos autores do estudo.</p>
<p>Tendo como base os dados secundários da segunda edição do painel TIC Covid-19 do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), o estudo aplicou um questionário com  usuários de internet com mais de  16 anos, de todas as regiões do país, Dentre estes entrevistados, 38% afirmaram ter conseguido receber o auxílio emergencial. No entanto, 20% tiveram suas solicitações negadas, ou seja, não receberam o auxílio emergencial mesmo tendo se cadastrado no programa. Considerando apenas a porção de pessoas das classes D e E, a porcentagem de solicitações negadas sobe para 23%.</p>
<p>Entre os motivos para o não recebimento do auxílio, são apontadas tanto barreiras tecnológicas como de falta de habilidade de manuseio do aplicativo do programa do auxílio emergencial, disponibilizado pela Caixa. No primeiro grupo estão dificuldades como não ter um celular, não ter um espaço de armazenamento suficiente para baixar ou armazenar o aplicativo e não ter acesso a internet no aparelho. Com relação ao manuseio, temos a falta de habilidade dos solicitantes em baixar e utilizar o aplicativo para solicitação do benefício.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1362" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/Lauro_Auxilio_Emergencial_Exclusao_digital.png" alt="" width="682" height="393" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/Lauro_Auxilio_Emergencial_Exclusao_digital.png 682w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/Lauro_Auxilio_Emergencial_Exclusao_digital-300x173.png 300w" sizes="(max-width: 682px) 100vw, 682px" /></p>
<p>A falta de acesso a um celular é um motivo que afetou quase três vezes mais usuários das classes D e E na comparação com o total dos solicitantes que tentaram pedir, mas não receberam o auxílio emergencial do governo federal. “Cerca de 20% dos usuários de internet das classes D e E apontam indisponibilidade do celular como uma das razões para não conseguir o benefício”, reforça Gonzalez</p>
<p>As limitações no acesso à internet, que afetaram 9% do total de solicitantes, também são bem piores para os usuários das classes DE, afetando 22% destes solicitantes do auxílio emergencial. Dificuldades pessoais no download do aplicativo para celular da Caixa também aparecem com porcentagem duas vezes maior nas classes D e E (18%) do que o informado pelo total de entrevistados (9%). Ainda, 28% dos usuários das classes D e E relataram falta de habilidade em utilizar o aplicativo após tê-lo baixado em um aparelho celular contra 12% do total dos entrevistados.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1363" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/graficos_AE_exclusao_digital_v2.png" alt="" width="1194" height="650" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/graficos_AE_exclusao_digital_v2.png 1194w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/graficos_AE_exclusao_digital_v2-300x163.png 300w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/graficos_AE_exclusao_digital_v2-1024x557.png 1024w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/graficos_AE_exclusao_digital_v2-768x418.png 768w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/graficos_AE_exclusao_digital_v2-750x408.png 750w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/graficos_AE_exclusao_digital_v2-1140x621.png 1140w" sizes="(max-width: 1194px) 100vw, 1194px" /></p>
<p>Diante destes dados, os autores frisam que é fundamental que a disponibilização do auxílio emergencial, que é voltado para a população mais afetada pela pandemia da Covid-19, seja realizada em interfaces amigáveis, intuitivas e alinhadas às especificidades dos dispositivos móveis destes usuários. Além disso, é fundamental o papel das prefeituras e profissionais que atuam em nível local, em contato direto com os usuários dos serviços de assistência social. São eles os principais responsáveis pela implementação, podendo dirimir dúvidas e auxiliar a população a superar obstáculos para o uso da tecnologia.  &#8220;A formulação e implementação de políticas públicas precisa levar em consideração a realidade da baixa renda no uso de tecnologias, sob pena de não atingir seus objetivos ou promover mudanças &#8216;para pior'&#8221;, alertam os autores do estudo.</p>
<p>Os pesquisadores não deixam de reconhecer o papel fundamental da Caixa na implementação do Auxílio Emergencial e de outros programas semelhantes, mas se mostram especialmente preocupados que, sob o pretexto de reduzir custos com as políticas de proteção social, os formatos de auto cadastramento através de aplicativos acabem escancarando a histórica desigualdade socioeconômica brasileira, que se espelha em diversas outras desigualdades, como é o caso da exclusão digital. &#8220;A despeito dos progressos inesperados em meio à pandemia, a inclusão digital continua sendo uma promessa para as classes D e E&#8221;, concluem.</p>
<p><a href="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/05/Auxilio_InclusaoDigital_VersaoFinal_2505.pdf">Confira o estudo na íntegra.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/exclusao-digital-afetou-acesso-ao-auxilio-emergencial-durante-a-pandemia-especialmente-para-as-classes-d-e-e/">Exclusão digital afetou acesso ao auxílio emergencial durante a pandemia, especialmente para as classes D e E</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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