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	<title>Arquivos capacidade de ação - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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	<description>O Blog Impacto é uma iniciativa da FGV EAESP Pesquisa para disseminar o conhecimento produzido na instituição.</description>
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		<title>Covid-19: falta de agilidade de governos do Brasil, da Índia e dos Estados Unidos evidencia riscos da concentração de poder</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Oct 2022 11:20:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/10/palacio-do-planalto_mcamgo_abr_160420211818-4_1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Palácio do Planalto." decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/10/palacio-do-planalto_mcamgo_abr_160420211818-4_1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/10/palacio-do-planalto_mcamgo_abr_160420211818-4_1-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/10/palacio-do-planalto_mcamgo_abr_160420211818-4_1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/10/palacio-do-planalto_mcamgo_abr_160420211818-4_1-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />O presidencialismo do Brasil e Estados Unidos e o parlamentarismo-westminster da Índia empoderaram os chefes de estado para agir de forma omissa na primeira onda da pandemia de Covid-19. Com amplos poderes constitucionais, esses chefes de estado puderam atuar de maneira controversa e autoritária. A análise é de pesquisadores da Escola de Administração de Empresas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/10/palacio-do-planalto_mcamgo_abr_160420211818-4_1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Palácio do Planalto." decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/10/palacio-do-planalto_mcamgo_abr_160420211818-4_1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/10/palacio-do-planalto_mcamgo_abr_160420211818-4_1-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/10/palacio-do-planalto_mcamgo_abr_160420211818-4_1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/10/palacio-do-planalto_mcamgo_abr_160420211818-4_1-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>O presidencialismo do Brasil e Estados Unidos e o parlamentarismo-westminster da Índia empoderaram os chefes de estado para agir de forma omissa na primeira onda da pandemia de Covid-19. Com amplos poderes constitucionais, esses chefes de estado puderam atuar de maneira controversa e autoritária. A análise é de pesquisadores da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP) e das Universidades Cornell, de Illinois e de Michigan, nos Estados Unidos, em artigo publicado nesta segunda (10) na revista britânica “Journal of Social Policy”.</p>
<p>Os pesquisadores realizaram um estudo de caso sobre como os três países lidaram com a pandemia entre janeiro e setembro de 2020, período em que eram governados por líderes populistas de direita – os presidentes Jair Bolsonaro no Brasil e Donald Trump nos Estados Unidos e o primeiro-ministro Narendra Modi na Índia. A análise considerou as políticas de saúde pública implementadas ou não pelos governos federais, como o incentivo ao uso de máscara e ao distanciamento social, além do processo de testagem, rastreamento de casos, isolamento e atendimento à população.</p>
<p>Elize Massard da Fonseca, pesquisadora da FGV EAESP e uma das autoras do artigo, explica que o trabalho dialoga com o alerta do cientista político Juan Linz sobre os riscos de concentrar a capacidade de ação política em chefes de executivo com amplos poderes, como ocorre no sistema majoritário. “Esse líder pode escolher negar a pandemia ou agir de acordo com as orientações da Organização Mundial da Saúde”, aponta a autora.</p>
<p>Conforme o artigo, o executivo federal optou pela inação nos três casos. As gestões promoveram medidas como a reabertura de atividades não essenciais durante a fase crítica de transmissão e incentivaram terapias sem eficácia comprovada. “A resposta destes países à pandemia demonstrou exatamente a falta de resiliência dos sistemas presidencialistas sobre a qual Linz nos alertou. No caso do Brasil, por exemplo, o Congresso demorou mais de um ano para agir com a CPI da Pandemia e, ainda assim, o resultado jurídico é incerto”, ilustra Fonseca.</p>
<p>Os governos estaduais adotaram medidas diante desse vácuo de gestão, mas suas limitações de autonomia e orçamento geraram resultados desiguais. Fonseca diz que é importante planejar respostas a emergências sensíveis à realidade política. “Um executivo federal muito forte exige mecanismos de coordenação e governança que possam prover informação e formas de ação em períodos de crise. Isso permitirá que a política de saúde funcione mesmo na ausência de bons líderes e é uma defesa contra os controversos porque determinará quais ações esses políticos serão capazes de tomar”, diz a autora.</p>
<p>Outra medida importante diante da capacidade de ação dos governos federais é fortalecer o papel de especialistas autônomos, como o cientista Anthony Fauci, que foi referência ao pautar o combate à pandemia nos Estados Unidos, e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que desempenhou função semelhante de aconselhamento aos gestores no Brasil. “Mesmo que o chefe do executivo os ignore, compreender o que esses especialistas independentes aconselham aumenta o <i>accountability </i>democrático”, completa Fonseca.</p>
<p><a href="https://www.cambridge.org/core/journals/journal-of-social-policy/article/institutions-and-the-politics-of-agency-in-covid19-response-federalism-executive-power-and-public-health-policy-in-brazil-india-and-the-us/429A4C252F1894D66CE34D97B20CC320">Confira o artigo na íntegra</a></p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/politicas-publicas/covid-19-falta-de-agilidade-de-governos-do-brasil-da-india-e-dos-estados-unidos-evidencia-riscos-da-concentracao-de-poder/">Covid-19: falta de agilidade de governos do Brasil, da Índia e dos Estados Unidos evidencia riscos da concentração de poder</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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