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	<title>Arquivos neoliberalismo - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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	<description>O Blog Impacto é uma iniciativa da FGV EAESP Pesquisa para disseminar o conhecimento produzido na instituição.</description>
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	<title>Arquivos neoliberalismo - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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		<title>Como enfrentar os futuros desafios do Ensino Superior brasileiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Oct 2025 11:38:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[desafios de gestão]]></category>
		<category><![CDATA[gestores universitários]]></category>
		<category><![CDATA[instituições de ensino superior]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/10/shutterstock_2471411135-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/10/shutterstock_2471411135-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/10/shutterstock_2471411135-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/10/shutterstock_2471411135-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/10/shutterstock_2471411135-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />As universidades brasileiras estão diante de um cenário cada vez mais desafiador. Com a concorrência acirrada no setor e estudantes exigindo resultados imediatos, muitas instituições enfrentam dificuldades para manter sua relevância e cumprir seu papel social. Assim, um estudo recente investigou como gestores universitários enxergam esse cenário e apontou caminhos para que o ensino superior [&#8230;]</p>
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<p>O estudo foi conduzido por João Lins Pereira Filho, pesquisador da FGV EAESP, junto a Marcello Romani-Dias, Gabriela Moraes, Aline Barbosa, Fernando Kerschbaumer e Danielle dos Santos. Os resultados foram publicados na revista científica internacional British Educational Research Journal. Os pesquisadores entrevistaram 42 reitores e diretores acadêmicos de universidades brasileiras. A partir de entrevistas, aplicaram técnicas de análise de conteúdo para identificar os principais desafios e caminhos para o futuro da gestão universitária no Brasil.</p>
<h1>O Ensino Superior enfrenta competição predatória, falta de clareza em seu propósito e expectativa crescente dos estudantes.</h1>
<p>Um dos principais problemas identificados foi a competição predatória entre universidades, especialmente no setor privado. Portanto, a concentração de mercado em poucos grupos educacionais e a guerra de preços tornam o ambiente pouco colaborativo, dificultando a inovação e a diferenciação entre as instituições.</p>
<p>Outro desafio é lidar com as expectativas crescentes dos estudantes. Muitos esperam que a universidade promova ascensão social e empregabilidade rápida, o que é difícil em um país com grandes desigualdades sociais. Dessa forma, as exigências pressionam as universidades a oferecer experiências mais personalizadas e serviços que vão além da sala de aula.</p>
<p>Além disso, muitas instituições sofrem com a falta de clareza sobre seu propósito institucional. Sem saber exatamente qual papel devem desempenhar na sociedade, elas perdem força na comunicação com o público e na construção de uma identidade sólida.</p>
<p>Portanto, os autores fornecem recomendações práticas para mitigar os problemas identificados:</p>
<ul>
<li>Ouvir o mercado e a sociedade: Estabelecer um diálogo contínuo com empresas, governos e comunidades para alinhar os cursos e serviços às necessidades reais do país</li>
<li>Colocar as pessoas no centro: Oferecer experiências de ensino mais humanas e tecnológicas ao mesmo tempo, incluindo apoio socioemocional e uso de ferramentas digitais.</li>
<li>Definir um propósito claro: As universidades devem ir além da formação profissional e contribuir para a construção de uma sociedade mais sustentável e justa.</li>
</ul>
<p>Por fim, essas mudanças são essenciais para que o ensino superior brasileiro acompanhe as transformações do mundo e ajude a formar profissionais e cidadãos preparados para os desafios do futuro.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1002/berj.4107">o artigo na integra.</a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<title>A Transformação da Gestão Pública nas Metrópoles</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/transformacao-da-gestao-publica-nas-metropoles/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Aug 2024 11:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[gestão pública]]></category>
		<category><![CDATA[metrópoles brasileiras]]></category>
		<category><![CDATA[neoliberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[privatização]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/08/shutterstock_2368556965-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/08/shutterstock_2368556965-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/08/shutterstock_2368556965-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/08/shutterstock_2368556965-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/08/shutterstock_2368556965-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />Desde os anos 1990 as metrópoles brasileiras têm sido profundamente transformadas pela agenda neoliberal, caracterizada pelo crescente “gerencialismo” privado no setor público e pela financeirização global das economias. Esse movimento resultou em transformação da gestão pública nas metrópoles, onde agentes privados passaram a manejar recursos públicos vultosos. Portanto, tais agentes (com ou sem fins lucrativos) [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/08/shutterstock_2368556965-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/08/shutterstock_2368556965-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/08/shutterstock_2368556965-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/08/shutterstock_2368556965-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/08/shutterstock_2368556965-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Desde os anos 1990 as metrópoles brasileiras têm sido profundamente transformadas pela agenda neoliberal, caracterizada pelo crescente “gerencialismo” privado no setor público e pela financeirização global das economias. Esse movimento resultou em transformação da gestão pública nas metrópoles, onde agentes privados passaram a manejar recursos públicos vultosos. Portanto, tais agentes (com ou sem fins lucrativos) têm implementado a lógica empresarial que esvazia as capacidades estatais e transforma o próprio conceito de governança.</p>
<p>Os pesquisadores Francisco Fonseca, da FGV EAESP, e Lúcio Viana, do Senac, <a href="https://sbsociologia.com.br/114539-2/">publicaram um capítulo no livro &#8220;A Cidade no Debate Contemporâneo&#8221;</a>, examinando o surgimento das Organizações Sociais (OSs) e, em particular, das Organizações Sociais de Saúde (OSS) na região metropolitana de São Paulo. Utilizando fontes documentais e indicadores, a pesquisa analisou como a prevalência de “governos empresariais” impacta a gestão pública.</p>
<p>A pesquisa revela que a adoção de padrões empresariais na gestão pública, iniciada na década de 1990, redefiniu conceitos de &#8220;eficiência&#8221; e &#8220;eficácia&#8221; que transformaram radicalmente as políticas públicas. Sendo assim, o movimento gerou regimes de &#8220;governança empresariais”, tal como apontado pelos autores Pierre Dardot e Cristhian Laval, em que a privatização do próprio conceito de governança se expressa em concepções, indicadores, métricas e cosmovisão empresarial na gestão e nas políticas públicas.</p>
<p>Um exemplo significativo é a área da saúde em São Paulo, em que a contratualização com as Organizações Sociais consome cerca de 50% do orçamento público do município, totalizando aproximadamente 5,5 bilhões de reais. Esses contratos transferem, portanto, grandes somas de recursos públicos para o setor privado sem que os aparatos estatais (Executivo, Legislativo, Judiciário e Tribunal de Contas) consigam monitorar e fiscalizar adequadamente tanto a aplicação como sua. Além disso, tais padrões de gestão advindos do setor privado mostram-se muitas vezes desalinhados das necessidades públicas.</p>
<h2>Os autores observam que a implementação dessa lógica empresarial na gestão pública tende a priorizar interesses empresariais e corporativos</h2>
<p>Isso é particularmente evidente devido à baixa transparência e pouca capacidade de controle sobre os contratos com as OSs, que se iniciam com “chamamento público”, e não como licitação. Portanto, tanto a ausência de informações precisas sobre a atuação dessas organizações como a fragilidade fiscalizatória comprometem princípios básicos da administração pública, como a participação social, a transparência e a economicidade.</p>
<p>O estudo conclui que as evidências apontam para novas estratégias neoliberais que privatizam e desregulam o setor público. Ademais, tais arranjos remodelam o Estado e as políticas públicas com contornos privados e gerenciais. Essa transformação impõe dinâmicas que dificultam a “radicalização democrática” e o aprofundamento participativo e redistributivo.</p>
<p>Para enfrentar esses desafios, o debate sobre as reformas neoliberais necessita ser refinado, especialmente em relação ao conceito de &#8220;governança&#8221; nos regimes urbanos. Assim, a chamada &#8220;nova gestão pública&#8221;, gerencial e financeirizada, tem o poder de condicionar, remodelar e adaptar a gestão pública e as políticas públicas. Isso tem ampliado o controle privado sobre o que se denomina “público” no contexto brasileiro contemporâneo.</p>
<p>Por fim, a pesquisa oferece visão crítica sobre a transformação neoliberal das metrópoles brasileiras. Destaca a necessidade urgente de reavaliar as políticas públicas e os mecanismos de governança para assegurar que atendam efetivamente às necessidades da sociedade, mas – e esse é um aspecto essencial – sem cair na armadilha da polarização ideológica entre o público versus o privado.</p>
<p><a href="https://sbsociologia.com.br/114539-2/">Saiba mais.</a></p>
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