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	<title>Arquivos Resultados de saúde - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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	<description>O Blog Impacto é uma iniciativa da FGV EAESP Pesquisa para disseminar o conhecimento produzido na instituição.</description>
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		<title>O que acontece quando médicos deixam regiões vulneráveis do Brasil?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 11:00:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
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		<category><![CDATA[Resultados de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Utilização de serviços de saúde]]></category>
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<p>A pesquisa foi conduzida por Stefan Sliwa Ruiz, Malte Becker, Thomas Hone e Rudi Rocha, da FGV EAESP, e publicada na revista científica Journal of Health Economics. Os pesquisadores analisaram dados mensais de municípios brasileiros entre 2017 e 2019, incluindo consultas médicas, internações, mortalidade, venda de medicamentos e estrutura da rede pública de saúde. O objetivo foi entender como o sistema reagiu após a saída repentina de mais de 8 mil médicos cubanos que atuavam no Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<h1>Saída dos médicos cubanos afetou atendimentos</h1>
<p>Os resultados mostram que os municípios mais dependentes dos médicos cubanos sofreram uma queda imediata nos atendimentos da atenção primária. As maiores reduções aconteceram justamente em consultas ligadas a doenças que exigem acompanhamento frequente, como hipertensão, diabetes e saúde mental.</p>
<p>Segundo o estudo, as consultas para hipertensão chegaram a cair cerca de 20% logo após a saída dos profissionais. Mesmo meses depois da reposição parcial das vagas, os atendimentos continuaram abaixo dos níveis anteriores.</p>
<p>Por outro lado, os serviços considerados urgentes conseguiram se recuperar mais rapidamente. Atendimentos relacionados à maternidade, infecções e emergências permaneceram relativamente estáveis porque as equipes locais passaram a priorizar casos imediatos e mais graves.</p>
<p>Além disso, muitos pacientes começaram a buscar atendimento em unidades de pronto-socorro para resolver demandas básicas de saúde. Os municípios também ampliaram esse tipo de serviço para compensar a redução nas consultas da atenção primária.</p>
<h2>Sistema de saúde mostrou capacidade de adaptação</h2>
<p>Apesar da diminuição significativa nas consultas, os pesquisadores não identificaram aumento nas taxas de internação hospitalar ou mortalidade durante o período analisado. Para os autores, isso mostra que os sistemas locais conseguiram se adaptar rapidamente diante da crise.</p>
<p>No entanto, essa adaptação teve um custo importante. Como os serviços passaram a focar urgências e atendimentos imediatos, os cuidados preventivos e o acompanhamento contínuo de doenças crônicas perderam espaço.</p>
<p>Segundo os pesquisadores, esse cenário pode gerar impactos negativos no longo prazo. Problemas como hipertensão e diabetes dependem de monitoramento frequente, prevenção e vínculo entre profissionais e pacientes. Quando esse cuidado é interrompido, aumentam os riscos de agravamento das doenças no futuro.</p>
<p>Para os autores, os resultados ajudam a compreender os desafios enfrentados por sistemas de saúde em regiões vulneráveis e reforçam a importância de políticas públicas capazes de garantir continuidade no acesso à saúde.</p>
<p>Embora os serviços tenham demonstrado capacidade de reação no curto prazo, a pesquisa alerta que a escassez de médicos ainda pode aprofundar desigualdades e comprometer o cuidado contínuo da população mais vulnerável do país.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1016/j.jhealeco.2025.103099">o artigo na íntegra.</a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
<p>Nota 2: Crédito editorial imagem:  Joa Souza / Shutterstock.com</p>
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