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	<title>Arquivos Políticas públicas - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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	<description>O Blog Impacto é uma iniciativa da FGV EAESP Pesquisa para disseminar o conhecimento produzido na instituição.</description>
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	<title>Arquivos Políticas públicas - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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		<title>Machosfera e política: como comunidades online influenciam o debate público no Brasil</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/machosfera-politica-brasil-telegram/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2026 11:26:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/05/204-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="machosfera política é analisada em grupos do Telegram no Brasil." decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/05/204-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/05/204-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/05/204-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/05/204-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />Nos últimos anos, o crescimento de comunidades online voltadas à masculinidade tem chamado atenção de pesquisadores. No entanto, além de discussões sobre comportamento ou relacionamentos, esses espaços também passaram a influenciar debates públicos. Por isso, entender a relação entre machosfera e política se tornou essencial para compreender como ideias circulam nas redes e impactam a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/05/204-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="machosfera política é analisada em grupos do Telegram no Brasil." decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/05/204-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/05/204-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/05/204-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/05/204-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Nos últimos anos, o crescimento de comunidades online voltadas à masculinidade tem chamado atenção de pesquisadores. No entanto, além de discussões sobre comportamento ou relacionamentos, esses espaços também passaram a influenciar debates públicos. Por isso, entender a relação entre machosfera e política se tornou essencial para compreender como ideias circulam nas redes e impactam a sociedade. Nesse contexto, o ambiente digital deixa de ser apenas um espaço de troca e passa a atuar como agente ativo na formação de opiniões.</p>
<p>O estudo foi conduzido por Julie Ricard, Ergon Cugler de Moraes Silva, Mario Aquino Alves, Lupicinio Iñiguez-Rueda, Gabriel Rocha, Stefanny Vitória e Guilherme Nogueira Bittar Celestino, no âmbito do Desinfo.Pop, laboratório vinculado ao Centro de Estudos em Administração Pública e Governo da FGV EAESP. Publicada como nota técnica, a pesquisa analisou 85 comunidades brasileiras no Telegram, reunindo mais de 7 milhões de conteúdos entre 2015 e 2025. Os pesquisadores combinaram análise quantitativa, observando menções a lideranças políticas ao longo do tempo, com análise qualitativa, focada na interpretação de discursos recorrentes.</p>
<h1>Machosfera e política</h1>
<p>Os resultados mostram que a machosfera brasileira vai muito além de conversas sobre identidade masculina. Na prática, ela funciona como um espaço de circulação de ideias políticas. Isso acontece porque, além de discutir temas sociais, essas comunidades incorporam debates sobre eleições, lideranças e ideologias, conectando diferentes assuntos em uma mesma narrativa.</p>
<p>Além disso, o estudo identificou que a política aparece de forma constante nesses grupos. Foram mais de 15 mil menções a figuras políticas relevantes, o que indica que o tema não surge de forma pontual, mas acompanha o cenário nacional ao longo do tempo. Dessa forma, mesmo comunidades que não se apresentam como políticas acabam participando desse debate.</p>
<p>Outro ponto importante é que essas discussões seguem uma lógica própria. Ou seja, as lideranças políticas são interpretadas a partir de valores e categorias específicas desse universo. Com isso, conceitos ligados à masculinidade influenciam diretamente a forma como figuras públicas são avaliadas, o que altera a percepção sobre poder, autoridade e legitimidade.</p>
<h2>Como grupos do Telegram moldam percepções sobre gênero e poder</h2>
<p>Ao mesmo tempo, a pesquisa mostra que políticas de gênero são alvos frequentes de ataques. Em vez de serem tratadas como instrumentos de proteção ou direitos, iniciativas como educação sexual e leis de proteção às mulheres são frequentemente apresentadas como ameaças. Esse tipo de abordagem contribui para gerar desconfiança e resistência na sociedade.</p>
<p>Além disso, os dados revelam que discursos de ódio não aparecem isolados. Pelo contrário, eles se conectam a outras formas de discriminação, como racismo e preconceito contra pessoas LGBTQIA+. Como resultado, forma-se um ambiente que reforça desigualdades e normaliza a exclusão.</p>
<p>Por fim, os pesquisadores destacam que a machosfera atua como um espaço de socialização ideológica. Isso significa que esses grupos não apenas refletem opiniões existentes, mas também ajudam a moldá-las. Assim, eles influenciam a forma como indivíduos enxergam a sociedade, a política e os direitos.</p>
<p>Em síntese, o estudo indica que compreender a machosfera é fundamental para entender os desafios atuais das políticas públicas e do debate democrático. Afinal, o que acontece nesses ambientes digitais pode ter efeitos concretos na forma como a sociedade percebe temas essenciais, especialmente aqueles ligados à igualdade de gênero e aos direitos sociais.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.5281/zenodo.19197715">o artigo na íntegra.</a></p>
<p>Conheça mais sobre o Desinfo.Pop: <a href="https://desinfopop.org/">https://desinfopop.org/</a></p>
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		<title>O papel do conhecimento para profissionais que atuam em comunidades vulneráveis</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/o-papel-do-conhecimento-para-profissionais-que-atuam-em-comunidades-vulneraveis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Sep 2025 11:03:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_2542280243-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_2542280243-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_2542280243-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_2542280243-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_2542280243-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />Quando falamos em serviços públicos, geralmente pensamos em políticas, programas e decisões vindas de cima para baixo. Mas, na prática, quem garante que os serviços aconteçam são os trabalhadores da linha de frente – como professores, enfermeiros, assistentes sociais e agentes comunitários de saúde. Porém, em comunidades altamente vulneráveis, onde há pobreza, violência e desconfiança [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_2542280243-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_2542280243-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_2542280243-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_2542280243-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_2542280243-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Quando falamos em serviços públicos, geralmente pensamos em políticas, programas e decisões vindas de cima para baixo. Mas, na prática, quem garante que os serviços aconteçam são os trabalhadores da linha de frente – como professores, enfermeiros, assistentes sociais e agentes comunitários de saúde. Porém, em comunidades altamente vulneráveis, onde há pobreza, violência e desconfiança nas instituições, esses profissionais enfrentam desafios que vão muito além do que se aprende na sala de aula na formação profissional. É nesse contexto que a pesquisa da professora Gabriela Lotta (FGV EAESP), em coautoria com Steven Maynard-Moody e Michael Musheno, publicada na prestigiada Public Management Review, lança luz sobre o papel do conhecimento para mobilizar diferentes trabalhadores que atendem essa população.</p>
<p>O estudo analisou 98 entrevistas com trabalhadores de linha de frente em quatro comunidades vulneráveis de São Paulo. Os entrevistados incluíram 40 professores, 20 enfermeiros, 20 agentes comunitários de saúde e 18 assistentes sociais. A metodologia combinou teoria e empiria: os pesquisadores partiram de conceitos já existentes, ouviram as experiências dos profissionais e voltaram às análises teóricas para interpretar os resultados.</p>
<h1>A pesquisa identificou três tipos de conhecimento mobilizados por estes trabalhadores para lidarem com a situações cotidianas de seu trabalho:</h1>
<ol>
<li>Conhecimento profissional – ligado à formação escolástica e acadêmica, aos diplomas e credenciais. Embora seja uma fonte de status, esse tipo de conhecimento muitas vezes é limitado pela falta de recursos e condições de trabalho. Por exemplo, enfermeiros e professores têm conhecimento técnico aprofundado, mas nem sempre conseguem aplicar o que aprenderam por falta de equipamentos ou apoio.</li>
<li>Conhecimento socializado – construído no dia a dia, a partir de interações entre colegas nos ambientes de trabalho. É transmitido em treinamentos, reuniões e trocas informais, mas pode não ser desenvolvido quando as organizações não criam espaços para colaboração.</li>
<li>Conhecimento experiencial – adquirido no contato direto com os cidadãos. Inclui o “aprender fazendo”, a capacidade de improvisar e de adaptar soluções à realidade. Em contextos de incerteza, esse tipo de conhecimento se mostra indispensável, aproximando os profissionais da comunidade.</li>
</ol>
<h2>Qual o papel do conhecimento em comunidades vulneráveis</h2>
<p>O estudo mostra que nenhum tipo de conhecimento, sozinho, é suficiente. O conhecimento profissional garante legitimidade e status, mas é limitado diante da complexidade dos problemas reais. O socializado depende de espaços de troca que muitas vezes não existem. Já o experiencial permite respostas rápidas e contextualizadas, mas pode reproduzir preconceitos ou práticas pouco alinhadas a padrões profissionais.</p>
<p>Por isso, os autores defendem que gestores públicos precisam valorizar todas as formas de conhecimento. Criar ambientes de troca entre trabalhadores mais e menos qualificados, dar espaço ao aprendizado prático e integrar experiências vividas à formação acadêmica são caminhos para melhorar a qualidade dos serviços públicos.</p>
<p>Em resumo, a pesquisa reforça que o trabalho de linha de frente é improvisacional e pragmático: ele se reinventa todos os dias, buscando equilibrar teoria, prática e experiência para atender melhor comunidades que mais precisam.</p>
<p>Leia o<a href="https://doi.org/10.1080/14719037.2023.2288250"> artigo na integra.</a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<title>Cabo de guerra político: leis e práticas de gestão como recursos estratégicos de poder em tempos de retrocesso democrático</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/cabo-de-guerra-politico-leis-e-praticas-de-gestao-como-recursos-estrategicos-de-poder-em-tempos-de-retrocesso-democratico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Sep 2025 11:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_105901463-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_105901463-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_105901463-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_105901463-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_105901463-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />O que acontece quando a própria lei, criada para garantir direitos e proteger a democracia, vira arma em disputas políticas? Essa foi a pergunta que guiou um estudo realizado por pesquisadoras da FGV EAESP em parceria com colegas de outras instituições. Em um contexto de retrocesso democrático, como ocorreu no Brasil nos últimos anos, leis [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_105901463-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_105901463-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_105901463-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_105901463-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/09/shutterstock_105901463-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>O que acontece quando a própria lei, criada para garantir direitos e proteger a democracia, vira arma em disputas políticas? Essa foi a pergunta que guiou um estudo realizado por pesquisadoras da FGV EAESP em parceria com colegas de outras instituições. Em um contexto de retrocesso democrático, como ocorreu no Brasil nos últimos anos, leis e gestão não são apenas instrumentos de gestão pública: eles se tornam o campo de batalha central entre políticos e servidores públicos.</p>
<p>A pesquisa foi conduzida por Gabriela Lotta (FGV EAESP), em conjunto com Iana Lima (FGV Direito), Mariana Costa Silveira, Michelle Fernandez, João Pedote e Olívia Guaranha, e publicada na revista internacional Perspectives on Public Management and Governance. Para entender o fenômeno, os autores realizaram 164 entrevistas com servidores públicos federais de nível médio e alto entre 2021 e 2022. Sendo assim, o objetivo foi analisar como eles reagiram às pressões políticas e de que forma tanto políticos quanto servidores usaram a lei como estratégia em um cenário de enfraquecimento democrático.</p>
<h1>As leis e gestão como campo de disputa</h1>
<p>O estudo mostra que, em períodos de instabilidade, a lei – compreendida em termos amplos –  passa a ser usada de forma ativa e estratégica. De um lado, políticos autoritários tentam flexibilizar, reinterpretar ou até violar regras para abrir espaço a seus projetos, muitas vezes em nome de uma “gestão mais ágil”. De outro, servidores recorrem às mesmas regras para se proteger, sustentar políticas públicas e evitar retrocessos institucionais.</p>
<p>A pesquisa identificou diversas estratégias e dinâmicas nesse “cabo de guerra”:</p>
<ul>
<li>Mudar a lei: políticos propõem novas regras para ganhar legitimidade, enquanto servidores defendem ajustes que garantam sua autonomia profissional.</li>
<li>Violar a lei: políticos burlam normas para acelerar decisões; servidores, em alguns casos, descumprem ordens hierárquicas para preservar políticas públicas e o estado democrático de direito.</li>
<li>Desvirtuar a lei: ambos reinterpretam normas ambíguas a seu favor, o que frequentemente leva à judicialização.</li>
<li>Acionar a Justiça: recorrer aos tribunais se tornou uma prática comum para legitimar ações e contestar situações percebidas como abusos.</li>
<li>Ameaçar os “oponentes”: políticos ameaçam a mobilização de sanções administrativas para intimidar servidores e estes buscam se manifestar publicamente em relação a possíveis ilegalidades e riscos de descumprimento de regras.</li>
<li>Recusar atividades ilegais: servidores públicos, sobretudo, usam a recusa como forma de resistência e proteção de instituições democráticas.</li>
</ul>
<h2>Conclusões e implicações</h2>
<p>Por fim, o estudo conclui que a lei e os instrumentos normativos, frequentemente vistos como um obstáculo à boa gestão, podem ser justamente o contrário em contextos de retrocesso democrático. Nessas circunstâncias, tornam-se a principal arma de resistência e de proteção de instituições democráticas. A pesquisa mostra ainda que políticos e servidores atuam de forma relacional, aprendendo e adaptando suas estratégias conforme o jogo político avança.</p>
<p>Portanto, não existe um simples dilema entre “lei” e “gestão”. O que existe é uma disputa constante sobre o uso e a aplicação da lei. Esse cabo de guerra, embora marcado por tensões, é também o que garante que a administração pública continue desempenhando um papel essencial: proteger a democracia e os direitos dos cidadãos.</p>
<p>Leia<a href="https://doi.org/10.1093/ppmgov/gvad008"> o artigo na integra.</a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/cabo-de-guerra-politico-leis-e-praticas-de-gestao-como-recursos-estrategicos-de-poder-em-tempos-de-retrocesso-democratico/">Cabo de guerra político: leis e práticas de gestão como recursos estratégicos de poder em tempos de retrocesso democrático</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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		<item>
		<title>Como a liderança feminina na política pode salvar a vida de mulheres</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/como-a-lideranca-feminina-na-politica-pode-salvar-a-vida-de-mulheres/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jun 2025 11:24:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/mulheres-de-negocios-olhando-alto-falante-com-papeis-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/mulheres-de-negocios-olhando-alto-falante-com-papeis-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/mulheres-de-negocios-olhando-alto-falante-com-papeis-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/mulheres-de-negocios-olhando-alto-falante-com-papeis-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/mulheres-de-negocios-olhando-alto-falante-com-papeis-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A presença de mulheres em cargos de liderança tem o potencial de transformar não apenas as políticas públicas, mas também a percepção que outras mulheres têm de si mesmas e de suas possibilidades. Esse efeito vai além do simbolismo: ele pode refletir diretamente na saúde e no bem-estar feminino. Em sociedades marcadas por normas sociais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/mulheres-de-negocios-olhando-alto-falante-com-papeis-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/mulheres-de-negocios-olhando-alto-falante-com-papeis-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/mulheres-de-negocios-olhando-alto-falante-com-papeis-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/mulheres-de-negocios-olhando-alto-falante-com-papeis-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/mulheres-de-negocios-olhando-alto-falante-com-papeis-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A presença de mulheres em cargos de liderança tem o potencial de transformar não apenas as políticas públicas, mas também a percepção que outras mulheres têm de si mesmas e de suas possibilidades. Esse efeito vai além do simbolismo: ele pode refletir diretamente na saúde e no bem-estar feminino.</p>
<p>Em sociedades marcadas por normas sociais rígidas e fortes pressões familiares — especialmente no caso de mulheres casadas — o risco de sofrimento emocional severo tende a aumentar. O suicídio, ainda que seja um fenômeno complexo e delicado, é influenciado por fatores sociais e culturais — e, como revela este estudo, também pode ser afetado pela liderança política.</p>
<p>A pesquisa mostra que a eleição de prefeitas está associada a uma redução significativa nas taxas de suicídio entre mulheres casadas: 1,33 mortes a menos por 100 mil habitantes, em uma população cuja média é de cerca de 5 por 100 mil. Embora esse número pareça modesto, representa um impacto relevante em termos de saúde pública. Notavelmente, o efeito foi observado exclusivamente entre mulheres casadas — não se repetindo entre solteiras, viúvas ou outros grupos por faixa etária e classe social.</p>
<p>Segundo os autores, esse resultado pode ser explicado pela ideia de “modelos inspiradores”. Quando uma mulher assume um cargo de liderança política — historicamente dominado por homens — ela se torna uma referência concreta de superação e transformação. Isso pode levar outras mulheres a reavaliar seus próprios papéis, fortalecer sua autoestima, buscar maior autonomia e, assim, enfrentar melhor contextos adversos.</p>
<p>O estudo foi conduzido por Gabriela Gerote Arvate, Paulo Arvate e Adriano Massuda (FGV EAESP), Raffael Massuda e Rifat Atun, e publicado na revista <em>Frontiers in Public Health</em>. Com base em dados das eleições municipais brasileiras entre 2004 e 2012, os pesquisadores utilizaram a metodologia de regressão descontínua, uma técnica quase-experimental que permite estimar efeitos causais. Foram comparados municípios em que mulheres e homens venceram eleições por margens muito apertadas, o que possibilitou isolar o impacto da eleição de uma prefeita, eliminando a influência de outras variáveis como perfil dos candidatos ou características locais. As informações sobre suicídios foram cruzadas com dados do Ministério da Saúde para o mesmo período.</p>
<h1>Implicações sociais e para políticas públicas</h1>
<p>As conclusões da pesquisa são poderosas: o empoderamento feminino em espaços tradicionalmente masculinos pode salvar vidas. Em muitos contextos — inclusive em regiões do Brasil — mulheres casadas ainda vivem sob fortes restrições sociais, o que contribui para vulnerabilidades emocionais e psicológicas. Nesse cenário, a figura de uma prefeita pode representar a possibilidade concreta de mudança, mesmo dentro de estruturas opressoras.</p>
<p>Além disso, os resultados reforçam um corpo crescente de evidências que demonstram o impacto positivo da representatividade feminina sobre indicadores de saúde. Trata-se de um chamado claro para que governos e instituições invistam em políticas de inclusão e promoção da liderança feminina — não apenas por questões de equidade, mas também como uma estratégia eficaz de saúde pública.</p>
<p>A presença de mulheres na política fortalece a democracia, amplia a representatividade e produz efeitos mensuráveis na vida de outras mulheres. Ao ocuparem posições de poder, prefeitas tornam-se símbolos de que é possível romper barreiras e trilhar caminhos de superação.</p>
<p>Por fim, a pesquisa evidencia que promover o empoderamento feminino não é apenas uma pauta de justiça social — é uma política de saúde pública e um caminho para o desenvolvimento sustentável.</p>
<p>Leia <a href="https://www.frontiersin.org/journals/public-health/articles/10.3389/fpubh.2024.1513669/full">o artigo na integra</a>.</p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<title>Como Tornar a Pecuária na Amazônia Mais Sustentável</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/como-tornar-a-pecuaria-na-amazonia-mais-sustentavel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 May 2025 11:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
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		<category><![CDATA[biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
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		<category><![CDATA[ODS 13]]></category>
		<category><![CDATA[política pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/blog.115-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/blog.115-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/blog.115-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/blog.115-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/blog.115-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A expansão da pecuária na Amazônia tem chamado a atenção de pesquisadores, ambientalistas e consumidores ao redor do mundo. Embora seja uma importante atividade econômica, ela também está entre as principais causas de desmatamento na região. Uma nova pesquisa mostra que é possível tornar essa cadeia mais sustentável — mas o tempo para agir está [&#8230;]</p>
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<p>Publicado na revista The International Journal of Logistics Management, o estudo foi conduzido pelos pesquisadores John James Loomis e José Antônio Puppim de Oliveira, da FGV EAESP, com apoio da FAPESP. O foco da pesquisa foi o município de Santarém (PA), onde a pecuária tem avançado rapidamente. Utilizando uma nova metodologia de mapeamento da cadeia global de valor (CGV), os autores analisaram entrevistas, dados de campo e documentos públicos e privados para entender os desafios da sustentabilidade nesse contexto.</p>
<h1>Falta de políticas públicas abre espaço para o desmatamento na pecuária da Amazônia</h1>
<p>O estudo revelou que o avanço da pecuária ocorre devido a uma grande demanda do mercado internacional, mas num vácuo de políticas públicas efetivas. Dessa forma, pequenos produtores têm pouco acesso a crédito, infraestrutura, assistência técnica ou programas de regularização fundiária. A baixa capacidade de fiscalização permite a continuidade de práticas ilegais, como o desmatamento. Além disso, a cadeia de valor da carne, especialmente no que diz respeito aos fornecedores indiretos — que vendem o gado para outros criadores antes que ele chegue aos frigoríficos — ainda escapa de sistemas de controle, representando um risco real para compromissos ambientais já assumidos por grandes empresas.</p>
<p>Apesar da ausência de políticas fortes, há sinais de mudança. Frigoríficos têm adotado sistemas de rastreabilidade para fornecedores diretos. ONGs e projetos locais vêm treinando pecuaristas para melhorar a produtividade e reduzir impactos ambientais. Ainda assim, a escala dessas iniciativas é pequena e os resultados, limitados. Portanto, muitos produtores mantêm práticas herdadas de gerações anteriores e não veem valor econômico na adoção de certificações de sustentabilidade.</p>
<p><strong> </strong>A pesquisa aponta que a governança da cadeia precisa ser compartilhada. Frigoríficos podem liderar melhorias tecnológicas e oferecer assistência técnica. Enquanto governos precisam fortalecer a fiscalização e oferecer políticas públicas efetivas para apoio a uma pecuária sustentável e de qualidade. Já as ONGs devem expandir projetos de impacto e produtores devem se formalizar e adotar boas práticas. O fortalecimento de associações e a criação de padrões comuns de rastreabilidade também são cruciais para premiar quem faz a coisa certa.</p>
<h2>Sustentabilidade e competitividade podem andar juntas</h2>
<p>O estudo mostra que, com esforço coordenado, é possível uma melhor conciliação de desenvolvimento socioeconômico e controle ambiental na Amazônia. A adoção de práticas sustentáveis não é apenas uma exigência ambiental, mas uma condição para competir em mercados cada vez mais exigentes. Se o setor não avançar internamente em direção à sustentabilidade, reguladores e mercados estrangeiros definirão os rumos da produção. Por fim, a cadeia da carne bovina no Brasil tem a oportunidade — e a responsabilidade — de liderar esse movimento.</p>
<p>Leia <a href="https://www.emerald.com/insight/content/doi/10.1108/ijlm-03-2024-0139/full/html">o artigo na integra</a>.</p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<title>Esvaziamento industrial na Metrópole Paulista: causas, impactos e perspectivas</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/esvaziamento-industrial-na-metropole-paulista-causas-impactos-e-perspectivas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Mar 2025 11:07:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
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		<category><![CDATA[desindustrialização]]></category>
		<category><![CDATA[esvaziamento industrial]]></category>
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		<category><![CDATA[Macrometrópole Paulista]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 11]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 8]]></category>
		<category><![CDATA[Região Metropolitana de São Paulo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/02/closeup-shot-warning-lamp-street-night-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/02/closeup-shot-warning-lamp-street-night-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/02/closeup-shot-warning-lamp-street-night-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/02/closeup-shot-warning-lamp-street-night-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/02/closeup-shot-warning-lamp-street-night-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) foi, ao longo do século XX, o grande polo industrial do Brasil. No entanto, nas últimas décadas, a cidade e seu entorno metropolitano vêm passando por um intenso processo de esvaziamento industrial. Esse fenômeno impacta diretamente a economia local, o emprego e o desenvolvimento regional. O estudo realizado [&#8230;]</p>
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<p>A pesquisa se baseou na análise de bases de dados como as Contas Nacionais e PIB Municipal do IBGE, o Valor de Transformação Industrial (VTI) da Fundação Seade e a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego. Os pesquisadores utilizaram esses dados para examinar a evolução da indústria na RMSP e compreender os fatores que levaram à sua retração.</p>
<p><strong>O estudo aponta que o esvaziamento industrial ocorre devido a três pressões principais:</strong></p>
<ul>
<li>Desindustrialização Nacional: Desde os anos 1980, a economia brasileira tem se afastado do setor industrial, priorizando a exportação de commodities e reduzindo investimentos na indústria de transformação. Esse movimento impacta diretamente a competitividade das empresas na RMSP.</li>
<li>Formação da Macrometrópole Paulista (MMP): A desconcentração da indústria da RMSP começou nos anos 1970, levando muitas fábricas para municípios do interior paulista. Esse movimento gerou uma nova configuração produtiva, mas também aprofundou o esvaziamento da indústria na capital e na região metropolitana.</li>
<li>Pressão do Mercado Imobiliário: Áreas industriais têm sido convertidas para outros usos, como empreendimentos residenciais e comerciais. Isso torna ainda mais difícil a recuperação do setor manufatureiro na região.</li>
</ul>
<p>Os dados analisados indicam que o esvaziamento industrial na RMSP deve continuar espalhando-se para municípios vizinhos. O setor de serviços especializados cresceu como alternativa econômica na capital, mas as cidades do entorno ainda enfrentam desafios para diversificar suas atividades produtivas.</p>
<p>Embora a política industrial recente, chamada Nova Indústria Brasil (NIB), reconheça o problema da desindustrialização, não há garantia de que será eficaz para reverter o quadro. Além disso, mesmo que um novo ciclo de industrialização ocorra, ele tende a beneficiar outras regiões do país, e não necessariamente a RMSP.</p>
<p>Diante desse cenário, os municípios da Região Metropolitana de São Paulo precisam repensar as suas estratégias de desenvolvimento econômico.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1590/2236-9996.2025-6265937-pt">o artigo na integra.</a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Lideranças políticas locais afetam criação de negócios nos seus municípios, aponta estudo</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/politicas-publicas/liderancas-politicas-locais-afetam-criacao-de-negocios-nos-seus-municipios-aponta-estudo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jan 2025 11:09:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[criação de negócios]]></category>
		<category><![CDATA[ideologia política]]></category>
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		<category><![CDATA[partidos políticos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_1312231271-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_1312231271-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_1312231271-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_1312231271-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_1312231271-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A liderança política é um tema central para entender o desenvolvimento de uma região. No Brasil, os prefeitos desempenham um papel estratégico na gestão municipal, influenciando diretamente o ambiente de negócios. Um estudo realizado por Paulo Arvate e Joana Story, da FGV EAESP, publicado na The Leadership Quarterly, explorou como a ideologia política dos prefeitos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_1312231271-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_1312231271-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_1312231271-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_1312231271-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_1312231271-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A liderança política é um tema central para entender o desenvolvimento de uma região. No Brasil, os prefeitos desempenham um papel estratégico na gestão municipal, influenciando diretamente o ambiente de negócios. Um estudo realizado por Paulo Arvate e Joana Story, da FGV EAESP, publicado na The Leadership Quarterly, explorou como a ideologia política dos prefeitos impacta a criação de empresas privadas e públicas. Dessa maneira, a pesquisa oferece insights sobre como líderes com visões ideológicas distintas influenciam o ambiente de negócios local por meio de políticas específicas.</p>
<p>O estudo utilizou dados de fontes oficiais do governo brasileiro e utilizou de uma metodologia de um quase-experimento eleitoral e de regressão descontínua em mais de 3 mil municípios brasileiros abrangendo mais de 450 mil novas empresas para analisar os dados. Essa metodologia é usada quando não é possível atribuir os participantes aleatoriamente. Os pesquisadores analisaram eleições municipais no período de 2000 e 2012, onde a margem de vitória foi mínima. Essa abordagem garantiu maior controle de variáveis externas, isolando o impacto da ideologia política dos prefeitos sobre a criação de negócios nos seus municípios.</p>
<h1>Lideranças políticas locais afetam a criação de pequenas empresas</h1>
<p>Os resultados mostram que prefeitos de partidos de direita promovem a criação de mais negócios privados em seus municípios, especialmente nos últimos dois anos de mandato.</p>
<p>Além disso, prefeitos de direita destacaram-se na implementação de iniciativas como o Plano Diretor Municipal e ações voltadas para incubação de empresas. Essas políticas foram apontadas como mecanismos que criam um ambiente favorável para o desenvolvimento econômico local. Apesar de os resultados para o Plano Diretor serem menos expressivos, ações de incubação mostraram um impacto mais significativo.</p>
<h2>A ideologia política não influenciou a criação de negócios públicos.</h2>
<p>Portanto, o estudo confirma que a ideologia política dos prefeitos é um fator determinante para a criação de negócios privados. Líderes de direita, alinhados com valores econômicos de incentivo ao mercado, utilizam políticas específicas para fomentar o empreendedorismo. Por outro lado, a criação de negócios públicos mostrou-se inalterada entre líderes de diferentes partidos, evidenciando potencialmente as limitações impostas pelo contexto político brasileiro. Porém, o estudo só analisou a criação de empresas, não se aprofundando sobre sua longevidade e sucesso. Isso implica que não se pode afirmar que teve qualquer tipo de desenvolvimento econômico.</p>
<p>Por fim, esse trabalho destaca a relevância de compreender a interação entre liderança política local e desenvolvimento de negócios, oferecendo subsídios para a formulação de políticas públicas mais eficazes.</p>
<p>Leia <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1048984321000825">o artigo na integra.</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Respeito às normas e empatia com cidadãos contribuem para boa implementação de políticas públicas, dizem servidores</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/politicas-publicas/desempenho-servidores-implementacao-politicas-publicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Bori]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Aug 2024 11:55:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[burocratas de nível de rua]]></category>
		<category><![CDATA[implementação de políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[polícia rodoviária]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/08/vac_abr_0886240719rj-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Cumprimento de normas e procedimentos e a interação com os cidadãos são fatores associados a um melhor desempenho de servidores públicos na implementação de políticas públicas" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/08/vac_abr_0886240719rj-150x150.webp 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/08/vac_abr_0886240719rj-700x700.webp 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/08/vac_abr_0886240719rj-75x75.webp 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/08/vac_abr_0886240719rj-350x350.webp 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Os burocratas de nível de rua são servidores públicos que estão em contato direto com as pessoas e ajudam a implementar políticas públicas, como os policiais e os agentes de saúde. Segundo avaliam policiais rodoviários federais, o cumprimento de normas e procedimentos e a interação com os cidadãos são fatores associados a um melhor desempenho [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/08/vac_abr_0886240719rj-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Cumprimento de normas e procedimentos e a interação com os cidadãos são fatores associados a um melhor desempenho de servidores públicos na implementação de políticas públicas" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/08/vac_abr_0886240719rj-150x150.webp 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/08/vac_abr_0886240719rj-700x700.webp 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/08/vac_abr_0886240719rj-75x75.webp 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/08/vac_abr_0886240719rj-350x350.webp 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Os burocratas de nível de rua são servidores públicos que estão em contato direto com as pessoas e ajudam a implementar políticas públicas, como os policiais e os agentes de saúde. Segundo avaliam policiais rodoviários federais, o cumprimento de normas e procedimentos e a interação com os cidadãos são fatores associados a um melhor desempenho operacional – relacionado aos trabalhadores – e institucional – relativo à organização como um todo –, aprimorando a capacidade de ação desses profissionais.</p>
<p>A análise está em <a href="https://periodicos.fgv.br/rap/article/view/91289" target="_blank" rel="noopener">estudo publicado na “Revista de Administração Pública”</a> pela pesquisadora da FGV EAESP Gabriela Lotta, numa parceria com autores da Universidade de Brasília (UnB). Para investigar os fatores que influenciam o desempenho dos burocratas de nível de rua na execução e implementação de políticas públicas, eles aplicaram questionário a 426 policiais rodoviários federais em atuação, incluindo burocratas de baixo, médio e alto escalões. Os dados foram coletados em 2021 e analisados por técnicas quantitativas.</p>
<h2>Proximidade com o público e autonomia em exercer atividades também impactam desempenho dos agentes na implementação de políticas públicas</h2>
<p>Segundo o estudo, agir de acordo com as normas é um fator mais determinante para o desempenho desses agentes em implementar políticas públicas do que a liberdade de tomar decisões. Apesar disso, a <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/gestao-publica/autonomia-e-fundamental-para-o-trabalho-da-defensoria-publica-avaliam-funcionarios-do-orgao/" target="_blank" rel="noopener">autonomia</a> &#8211; ou discricionariedade &#8211; se mantém como uma característica positiva para a atuação desses profissionais.</p>
<p>Outro aspecto relevante é a proximidade com o público. O relacionamento com os cidadãos ajuda os profissionais a entenderem suas necessidades, levando a uma melhor atuação dos policiais. A empatia com a população também é mais significativa para o desempenho dos agentes do que a autonomia na execução das atividades.</p>
<p>O estudo também mostra que, entre os níveis superiores da organização e os agentes de execução, há divergências sobre como as políticas públicas devem ser aplicadas. Para as organizações, por exemplo, a liberdade de atuação não se associa de forma positiva com o desempenho dos policiais, apenas o cumprimento das regras e o relacionamento com o público. Os agentes, por sua vez, associam positivamente seu desempenho a esses três aspectos.</p>
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		<title>Pesquisa analisa políticas de cuidado infantil em países latino-americanos sob a perspectiva de gênero</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/politicas-publicas/politicas-de-cuidado-infantil-na-america-latina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Aug 2024 11:12:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[américa latina]]></category>
		<category><![CDATA[divisão sexual do trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[gênero]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 5]]></category>
		<category><![CDATA[política de cuidado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/08/shutterstock_2184794357-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/08/shutterstock_2184794357-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/08/shutterstock_2184794357-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/08/shutterstock_2184794357-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/08/shutterstock_2184794357-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Entre o final da década de 1990 e início do século XXI, diversos países da América Latina passaram por uma significativa mudança política. Eles elegeram governos de esquerda comprometidos em reduzir desigualdades sociais e econômicas. Apesar desses esforços, questões de gênero frequentemente ficaram marginalizadas nas agendas desses governos. Embora houvesse um ambiente favorável para políticas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/08/shutterstock_2184794357-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/08/shutterstock_2184794357-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/08/shutterstock_2184794357-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/08/shutterstock_2184794357-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/08/shutterstock_2184794357-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Entre o final da década de 1990 e início do século XXI, diversos países da América Latina passaram por uma significativa mudança política. Eles elegeram governos de esquerda comprometidos em reduzir desigualdades sociais e econômicas. Apesar desses esforços, questões de gênero frequentemente ficaram marginalizadas nas agendas desses governos. Embora houvesse um ambiente favorável para políticas de igualdade de gênero, a ausência de uma agenda clara limitou avanços na reorganização das políticas de cuidado de modo mais generalizado. Isso especialmente em relação à divisão sexual do trabalho e ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional.</p>
<p>Um estudo conduzido por Marta Farah, Mário Aquino Alves, da FGV EAESP, e Mariana Mazzini Marcondes, da UFRN, <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/gwao.12917">publicado na revista &#8220;Gender, Work &amp; Organization&#8221;</a>, analisou como e em que medida as perspectivas de igualdade de gênero redefiniram as políticas de cuidado infantil durante o giro à esquerda na América Latina. O estudo focou em três países: Argentina, Brasil e Uruguai no período  entre o final da década de 1990 e início do século XXI. Os pesquisadores examinaram o discurso presente em documentos oficiais relacionados à licença parental e serviços de creche para crianças de até 3 anos.</p>
<p>As pesquisadoras e o pesquisador definem o cuidado como uma prática social fundamental para a reprodução da vida humana, que envolve atender às necessidades básicas de outras pessoas. Quando o cuidado é tratado como uma questão política e social, as políticas públicas podem ser mais democráticas e inclusivas.</p>
<p>Portanto, os pesquisadores analisaram se e como a integração da perspectiva de gênero foi incorporada às políticas de cuidado durante os governos de esquerda nas duas primeiras décadas do século XXI. Além disso, também investigou quais foram as perspectivas mobilizadas para reformular essas políticas.</p>
<h2>Resultados e Análises</h2>
<p>Uruguai: o país apresentou os maiores avanços na integração da perspectiva de gênero nas políticas de cuidado. A principal perspectiva mobilizada foi a de co-responsabilidade pelos cuidados, alcançada por uma coalizão entre diversos atores da sociedade civil, representantes do governo e legisladoras e legisladores.</p>
<p>Argentina: Embora a co-responsabilidade pelos cuidados também tenha sido uma perspectiva central na Argentina, os resultados foram mais modestos. O foco prioritário nas necessidades das crianças acabou por relegar a um segundo plano as necessidades dos provedores e das provedoras de cuidado, geralmente mulheres. Assim, as mudanças nas políticas de cuidado infantil foram limitadas.</p>
<p>Brasil:  teve um contexto favorável principalmente no processo de redemocratização que culminou com a Constituição Federal de 1988. No entanto, durante a virada à esquerda, os progressos foram apenas moderados. A perspectiva de gênero foi razoavelmente marginalizada, e as políticas de cuidado infantil não avançaram tanto quanto no Uruguai, ainda que mais na Argentina.</p>
<p>O estudo revelou que a integração da perspectiva de gênero nas políticas de cuidado infantil variou significativamente entre os países analisados. No Uruguai, houve uma forte incorporação; no Brasil, uma integração marginal; e na Argentina, a integração foi praticamente inexistente. Esses resultados destacam a importância das coalizões discursivas e das dinâmicas políticas na formulação de políticas públicas inclusivas e igualitárias.</p>
<p>A ação pública em relação ao cuidado, quando baseada em suposições tradicionais sobre a família e o papel das mulheres, limita o alcance das políticas de igualdade de gênero. Portanto, uma reformulação das políticas de cuidado, que inclua uma perspectiva de gênero robusta, é essencial para promover uma sociedade mais justa e igualitária.</p>
<p>Leia o<a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/gwao.12917"> artigo na integra</a>.</p>
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		<title>Conservadores religiosos interferiram em políticas educacionais no Brasil nas últimas décadas</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/politicas-publicas/conservadores-religiosos-interferiram-em-politicas-educacionais-no-brasil-nas-ultimas-decadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Bori]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jul 2024 11:00:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[conservadores religiosos]]></category>
		<category><![CDATA[educação pública]]></category>
		<category><![CDATA[escola sem partido]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/07/child-student-learning-school-Medio-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Influência de religiosos conservadores a partir dos anos 80 dificultou o avanço de ideias progressistas em políticas educacionais no Brasil" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/07/child-student-learning-school-Medio-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/07/child-student-learning-school-Medio-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/07/child-student-learning-school-Medio-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/07/child-student-learning-school-Medio-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Historicamente, as religiões desempenham um papel importante no cenário político do Brasil. Organizações religiosas já participaram de debates relacionados à justiça social e fizeram oposição a governos autoritários. Mais recentemente, no entanto, grupos formados por políticos conservadores religiosos ganharam destaque e influência na política brasileira. Isso colaborou para a propagação de políticas conservadoras e moralistas, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/07/child-student-learning-school-Medio-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Influência de religiosos conservadores a partir dos anos 80 dificultou o avanço de ideias progressistas em políticas educacionais no Brasil" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/07/child-student-learning-school-Medio-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/07/child-student-learning-school-Medio-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/07/child-student-learning-school-Medio-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/07/child-student-learning-school-Medio-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Historicamente, as religiões desempenham um papel importante no cenário político do Brasil. Organizações religiosas já participaram de debates relacionados à justiça social e fizeram oposição a governos autoritários. Mais recentemente, no entanto, grupos formados por políticos conservadores religiosos ganharam destaque e influência na política brasileira. Isso colaborou para a propagação de políticas conservadoras e moralistas, especialmente no campo da educação, impedindo o avanço de ideias progressistas no debate político.</p>
<p>A análise está em <a href="https://www.cambridge.org/core/journals/social-policy-and-society/article/abs/populism-and-religion-in-brazil-the-view-from-education-policy/3A4F9BA14499F5C5B1D49367A381FED3">artigo publicado pelos pesquisadores da FGV EAESP Mário Aquino Alves e Andrea Pineda</a>, em parceria com Catarina Ianni Segatto, da Universidade Federal do ABC (UFABC), na revista “<i>Social Policy &amp; Society</i>”. Para investigar a influência de grupos religiosos nas políticas educacionais brasileiras, os pesquisadores analisaram a legislação educacional, projetos de lei e debates governamentais da área em três períodos de tempo, da colonização até os dias atuais. Entre junho e agosto de 2019, também realizaram quatro entrevistas com acadêmicos e representantes do governo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Influência de religiosos conservadores a partir da década de 1980 dificultou o avanço de ideias progressistas em políticas educacionais no Brasil</h2>
<p>Segundo o estudo, desde a colonização, a Igreja Católica participou ativamente do oferecimento de políticas e serviços de saúde, educação e assistência social &#8211; seja na construção de hospitais ou na defesa de direitos sociais, por exemplo. Ao longo do tempo, esses grupos também foram responsáveis por influenciar o desenvolvimento de políticas educacionais pelo governo federal.</p>
<p>No entanto, a partir da década de 1980, grupos protestantes Pentecostais e Neopentecostais começaram a ganhar destaque na política brasileira, particularmente no Congresso Nacional. Em 2005, deputados e senadores formalizaram a Frente Parlamentar Evangélica, que também contava com alguns membros ligados à Igreja Católica, conta o artigo.</p>
<p>A ascensão desses grupos religiosos trouxe uma nova dinâmica à política, inclusive na educação, caracterizada pela <a href="https://www.impacto.blog.br/podcast/podcast-impacto-a-ascensao-do-conservadorismo-evangelico-e-a-relacao-com-as-politicas-lgbtqia-no-brasil/">promoção de ideias conservadoras e moralistas</a>, muitas vezes em oposição a políticas progressistas. Em 2018, esses grupos formaram coalizões que apoiaram a eleição e formaram uma grande base de apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, que também defendia ideias mais conservadoras.</p>
<p>Segundo os pesquisadores, um exemplo que representa a <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/populismo-de-direita-tem-influenciado-politicas-de-educacao-o-que-pode-causar-um-desmonte-de-mecanismos-de-educacao-inclusiva/">consolidação desses grupos nas políticas de educação</a> é o movimento “Escola sem Partido”, que dominou muitos debates políticos na última década. A iniciativa, defendida por grupos conservadores católicos e protestantes, tinha como um de seus objetivos eliminar questões relacionadas a gênero, diversidade e inclusão no ambiente escolar, por exemplo, influenciando leis e políticas educacionais. Os grupos popularizaram o termo ‘ideologia de gênero’, utilizando-o para mobilizar e sustentar a união entre os diferentes grupos conservadores.</p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/politicas-publicas/conservadores-religiosos-interferiram-em-politicas-educacionais-no-brasil-nas-ultimas-decadas/">Conservadores religiosos interferiram em políticas educacionais no Brasil nas últimas décadas</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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