• Sobre o Blog Impacto
  • FGV EAESP
  • FGV EAESP Pesquisa
  • Acontece
    • Notícias
    • Eventos
  • Para alunos
    • Serviços para alunos
    • Comunidade FGV
  • Para candidatos
  • Para empresas
    • Soluções para empresas
    • Clube de parceiros FGV
  • Alumni
  • Contato
Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa
  • Adm. de empresas
  • Adm. pública
  • Notícias
  • Colunas
    • Blog Impacto
    • Blog Gestão e Negócios
  • Vídeos
  • Podcast
Nenhum resultado
Ver todos os recultados
Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa
Home Administração pública

O papel do conhecimento para profissionais que atuam em comunidades vulneráveis

29 de setembro de 2025
Produtos inovadores: como a tecnologia pode gerar status, prestígio e desejo de consumo

Resumo da pesquisa

  1. Trabalhadores de linha de frente que trabalham em comunidades vulneráveis mobilizam três tipos de conhecimento quando interagem com usuários dos serviços públicos: profissional, socializado e experiencial.
  2. O conhecimento profissional é importante, mas insuficiente para lidar com situações complexas; a experiência cotidiana e o aprendizado com colegas são essenciais.
  3. A valorização de todas as formas de conhecimento é fundamental para melhorar os serviços públicos em áreas de alta desigualdade e vulnerabilidade.

Pesquisador(es):

Gabriela Lotta

Steven Maynard-Moody

Michael Musheno

Quando falamos em serviços públicos, geralmente pensamos em políticas, programas e decisões vindas de cima para baixo. Mas, na prática, quem garante que os serviços aconteçam são os trabalhadores da linha de frente – como professores, enfermeiros, assistentes sociais e agentes comunitários de saúde. Porém, em comunidades altamente vulneráveis, onde há pobreza, violência e desconfiança nas instituições, esses profissionais enfrentam desafios que vão muito além do que se aprende na sala de aula na formação profissional. É nesse contexto que a pesquisa da professora Gabriela Lotta (FGV EAESP), em coautoria com Steven Maynard-Moody e Michael Musheno, publicada na prestigiada Public Management Review, lança luz sobre o papel do conhecimento para mobilizar diferentes trabalhadores que atendem essa população.

O estudo analisou 98 entrevistas com trabalhadores de linha de frente em quatro comunidades vulneráveis de São Paulo. Os entrevistados incluíram 40 professores, 20 enfermeiros, 20 agentes comunitários de saúde e 18 assistentes sociais. A metodologia combinou teoria e empiria: os pesquisadores partiram de conceitos já existentes, ouviram as experiências dos profissionais e voltaram às análises teóricas para interpretar os resultados.

Conteúdorelacionado

Saúde mental no trabalho: evidências apontam caminhos para prevenção e vigilância no Brasil

Machosfera e política: como comunidades online influenciam o debate público no Brasil

Semana de quatro dias nas empresas: confiança é fator decisivo

A pesquisa identificou três tipos de conhecimento mobilizados por estes trabalhadores para lidarem com a situações cotidianas de seu trabalho:

  1. Conhecimento profissional – ligado à formação escolástica e acadêmica, aos diplomas e credenciais. Embora seja uma fonte de status, esse tipo de conhecimento muitas vezes é limitado pela falta de recursos e condições de trabalho. Por exemplo, enfermeiros e professores têm conhecimento técnico aprofundado, mas nem sempre conseguem aplicar o que aprenderam por falta de equipamentos ou apoio.
  2. Conhecimento socializado – construído no dia a dia, a partir de interações entre colegas nos ambientes de trabalho. É transmitido em treinamentos, reuniões e trocas informais, mas pode não ser desenvolvido quando as organizações não criam espaços para colaboração.
  3. Conhecimento experiencial – adquirido no contato direto com os cidadãos. Inclui o “aprender fazendo”, a capacidade de improvisar e de adaptar soluções à realidade. Em contextos de incerteza, esse tipo de conhecimento se mostra indispensável, aproximando os profissionais da comunidade.

Qual o papel do conhecimento em comunidades vulneráveis

O estudo mostra que nenhum tipo de conhecimento, sozinho, é suficiente. O conhecimento profissional garante legitimidade e status, mas é limitado diante da complexidade dos problemas reais. O socializado depende de espaços de troca que muitas vezes não existem. Já o experiencial permite respostas rápidas e contextualizadas, mas pode reproduzir preconceitos ou práticas pouco alinhadas a padrões profissionais.

Por isso, os autores defendem que gestores públicos precisam valorizar todas as formas de conhecimento. Criar ambientes de troca entre trabalhadores mais e menos qualificados, dar espaço ao aprendizado prático e integrar experiências vividas à formação acadêmica são caminhos para melhorar a qualidade dos serviços públicos.

Em resumo, a pesquisa reforça que o trabalho de linha de frente é improvisacional e pragmático: ele se reinventa todos os dias, buscando equilibrar teoria, prática e experiência para atender melhor comunidades que mais precisam.

Leia o artigo na integra.

Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.

Tags: agênciaburocracia de nível de ruacomunidades vulneráveisconhecimento experiencialconhecimento profissionalconhecimento socializadogovernança públicaimplementação de políticas públicasODS 3práticas institucionalizadasServiços públicosTrabalhadores de linha de frente
CompartilharTweetarCompartilharEnviar

Conteúdo relacionado

ambiente de trabalho corporativo com pessoas em situação de estresse e apoio entre colegas
Administração de empresas

Saúde mental no trabalho: evidências apontam caminhos para prevenção e vigilância no Brasil

21 de maio de 2026
machosfera política é analisada em grupos do Telegram no Brasil.
Administração pública

Machosfera e política: como comunidades online influenciam o debate público no Brasil

15 de maio de 2026
Calendário destacando a semana de quatro dias nas empresas, com apenas quatro dias úteis marcados na agenda de trabalho
Administração de empresas

Semana de quatro dias nas empresas: confiança é fator decisivo

15 de abril de 2026

Conteúdo recente

O Que Mais Contribui Para Geração de Valor das Empresas?

O Que Mais Contribui Para Geração de Valor das Empresas?

3 de julho de 2026
A batalha quixotesca da saúde no Brasil: por que combatemos sintomas e ignoramos as causas da corrupção

A batalha quixotesca da saúde no Brasil: por que combatemos sintomas e ignoramos as causas da corrupção

2 de julho de 2026
FGV EAESP lança Relatório de Impacto 2025/2026

FGV EAESP lança Relatório de Impacto 2025/2026

1 de julho de 2026

Mais lidos

Mulheres na liderança em reunião executiva com equipe discutindo estratégias empresariais

Ter mais mulheres na liderança melhora o desempenho das empresas? Estudo responde

11 de maio de 2026
gestão de marcas no contexto global conectando produção, consumo e mercado financeiro

Gestão de marcas: o que está por trás do valor das grandes empresas globais

4 de maio de 2026
ambiente de trabalho corporativo com pessoas em situação de estresse e apoio entre colegas

Saúde mental no trabalho: evidências apontam caminhos para prevenção e vigilância no Brasil

21 de maio de 2026
O que não te contaram sobre o carro elétrico: um olhar sobre a produção

O preço do Diesel e o efeito “Caipirinha”: Por que pagamos caro pela falta de planejamento de longo prazo?

28 de maio de 2026
Existe um limite universal para o desenvolvimento tecnológico?

SELIC: O Fator Externo tem Passaporte Americano

6 de maio de 2026
Professor da FGV EAESP recebe nota máxima do CNPq e conquista única Bolsa Nível A em Administração

Professor da FGV EAESP recebe nota máxima do CNPq e conquista única Bolsa Nível A em Administração

11 de junho de 2026

Tags

administração pública bem estar comportamento do consumidor consumo coronavírus corrupção covid-19 desenvolvimento sustentável diversidade educação empreendedorismo empresas ESG Estratégia FGV EAESP finanças gestão gestão de saúde gestão pública gênero inovação Inteligência Artificial liderança marketing mulheres Notícias internas ODS 3 ODS3 ODS 8 ODS 9 ODS 10 ODS 12 ODS 16 organizações pandemia política pública políticas públicas saúde saúde de qualidade saúde pública supply chain SUS sustentabilidade trabalho transparência
#podcast Impacto: A relação entre autonomia e desempenho de Defensorias Públicas na América Latina

Podcast Impacto

30 Episode
Subscribe
  • Add to Queue
  • Share
    Facebook Twitter Linked In WhatsApp

  • Add to Queue
  • Share
    Facebook Twitter Linked In WhatsApp

Ativismo corporativo: quando o posicionamento das empresas gera apoio e rejeição

6 de abril de 2026
  • Add to Queue
  • Share
    Facebook Twitter Linked In WhatsApp

#PodcastImpacto – Urbanismo feminista: o caso de Barcelona

16 de setembro de 2025
  • Add to Queue
  • Share
    Facebook Twitter Linked In WhatsApp

#PodcastImpacto: Agentes prisionais e emoções no trabalho

18 de agosto de 2025
  • Add to Queue
  • Share
    Facebook Twitter Linked In WhatsApp

#PodcastImpacto: Eficiência e acesso em saúde: o que podemos aprender com sistemas universais em países em desenvolvimento?

11 de julho de 2025
  • Add to Queue
  • Share
    Facebook Twitter Linked In WhatsApp

#PodcastImpacto: Como a gestão municipal pode reduzir desigualdades educacionais?

12 de junho de 2025
Disseminação do conhecimento
Catálogo dos Centros de Estudos

As manifestações expressas por integrantes dos quadros da Fundação Getulio Vargas, nas quais constem a sua identificação como tais, em artigos e entrevistas publicados nos meios de comunicação em geral, representam exclusivamente as opiniões dos seus autores e não, necessariamente, a posição institucional da FGV. Portaria FGV Nº19

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Nenhum resultado
Ver todos os recultados
  • Adm. de empresas
  • Adm. pública
  • Notícias
  • Colunas
    • Blog Impacto
    • Blog Gestão e Negócios
  • Vídeos
  • Podcast

-
00:00
00:00

Queue

Update Required Flash plugin
-
00:00
00:00