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	<title>Arquivos ODS 11 - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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	<description>O Blog Impacto é uma iniciativa da FGV EAESP Pesquisa para disseminar o conhecimento produzido na instituição.</description>
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	<title>Arquivos ODS 11 - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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	<item>
		<title>O que explica a saúde fiscal dos municípios brasileiros</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/o-que-explica-a-saude-fiscal-dos-municipios-brasileiros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 11:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[autonomia fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/194-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Gráfico de orçamento público em frente a uma prefeitura ilustrando a saúde fiscal dos municípios brasileiros e seus principais indicadores financeiros." decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/194-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/194-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/194-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/194-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />A saúde das contas públicas municipais influencia diretamente a qualidade dos serviços oferecidos à população. Afinal, quando uma prefeitura consegue equilibrar receitas e despesas, ela amplia sua capacidade de investir em áreas como saúde, educação e infraestrutura. Por isso, entender o que sustenta a saúde fiscal dos municípios brasileiros é fundamental para aprimorar a gestão [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/194-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Gráfico de orçamento público em frente a uma prefeitura ilustrando a saúde fiscal dos municípios brasileiros e seus principais indicadores financeiros." decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/194-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/194-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/194-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/194-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A saúde das contas públicas municipais influencia diretamente a qualidade dos serviços oferecidos à população. Afinal, quando uma prefeitura consegue equilibrar receitas e despesas, ela amplia sua capacidade de investir em áreas como saúde, educação e infraestrutura. Por isso, entender o que sustenta a saúde fiscal dos municípios brasileiros é fundamental para aprimorar a gestão pública e fortalecer políticas locais.</p>
<p>Foi com esse objetivo que os pesquisadores da FGV EAESP Ricardo Gomes e Gustavo Fernandes, em coautoria com Bruce McDonald (ODU) publicaram estudo na International Journal of Public Administration. A pesquisa analisou dados de 5.524 municípios entre 2013 e 2021, com base em informações do IBGE e do Tesouro Nacional. Ao todo, foram mais de 55 mil observações, o que permitiu uma visão abrangente da realidade brasileira. Os autores avaliaram dois indicadores principais: a capacidade de gerar resultado positivo no orçamento e a capacidade de pagar compromissos de curto prazo com o dinheiro disponível em caixa.</p>
<h1>Saúde fiscal dos municípios brasileiros: o que realmente faz diferença</h1>
<p>Embora muitos estudos internacionais apontem fatores políticos como decisivos, os resultados brasileiros mostram um cenário mais complexo. Em primeiro lugar, a dependência de repasses do governo federal apareceu como um dos fatores mais relevantes. Quanto maior a fatia de receitas vindas de transferências intergovernamentais, pior tende a ser o desempenho fiscal. Isso sugere que municípios com maior autonomia de arrecadação conseguem planejar melhor suas finanças e reagir com mais agilidade a crises econômicas.</p>
<p>Além disso, características locais também exercem influência, ainda que de forma menos uniforme. O PIB per capita apresentou relação positiva com a capacidade de gerar superávit. Por outro lado, o tamanho da população não mostrou impacto consistente, contrariando a ideia de que cidades maiores teriam necessariamente maior vantagem financeira.</p>
<p>Outro ponto analisado foi o perfil do prefeito. A idade e a experiência administrativa mostraram alguma relação positiva com determinados indicadores. Por exemplo, prefeitos mais experientes estiveram associados a melhores resultados operacionais. No entanto, quando os dados foram ajustados para comparar anos específicos, parte desse efeito perdeu força estatística. Já a ideologia partidária não apresentou influência significativa, o que indica que fatores técnicos e estruturais podem pesar mais do que posicionamentos políticos.</p>
<p>Portanto, a sustentabilidade financeira municipal depende mais de estrutura econômica e autonomia fiscal do que de alinhamentos ideológicos. Ao oferecer uma análise ampla e comparativa, a pesquisa contribui para gestores públicos, formuladores de políticas e cidadãos que desejam compreender melhor como fortalecer as finanças locais. Afinal, municípios financeiramente saudáveis estão mais preparados para enfrentar crises, investir em serviços essenciais e promover desenvolvimento sustentável de longo prazo.</p>
<p>Leia<a href="https://doi.org/10.1080/01900692.2024.2416449"> o artigo na íntegra</a>.</p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<title>Ruas Abertas em São Paulo: estudo revela caminhos para ampliar lazer, comércio e mobilidade ativa</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/expansao-programa-ruas-abertas-sao-paulo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Dec 2025 11:03:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[comércio local]]></category>
		<category><![CDATA[espaço público]]></category>
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		<category><![CDATA[planejamento urbano]]></category>
		<category><![CDATA[ruas Abertas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2635550277-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Mapa ilustrando potenciais vias para expansão do Programa Ruas Abertas em São Paulo." decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2635550277-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2635550277-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2635550277-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2635550277-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />O movimento de abertura de ruas, em São Paulo, tem ganhado força. Ele oferece algo cada vez mais necessário nas grandes cidades: mais áreas de lazer, mais espaços seguros para caminhar e mais oportunidades para fortalecer o comércio local. Foi justamente para entender como ampliar esse impacto que o professor da FGV EAESP, Alexandre Abdal, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2635550277-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Mapa ilustrando potenciais vias para expansão do Programa Ruas Abertas em São Paulo." decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2635550277-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2635550277-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2635550277-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2635550277-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>O movimento de abertura de ruas, em São Paulo, tem ganhado força. Ele oferece algo cada vez mais necessário nas grandes cidades: mais áreas de lazer, mais espaços seguros para caminhar e mais oportunidades para fortalecer o comércio local. Foi justamente para entender como ampliar esse impacto que o professor da FGV EAESP, Alexandre Abdal, e os professores convidados Letícia Sabino (Instituto Caminhabilidade) e Victor Callil (Cebrap), junto com uma turma de alunos da graduação em Administração Pública, desenvolveram um estudo detalhado sobre o tema. O trabalho foi desenvolvido no âmbito da disciplina Projeto Aplicado, 6º semestre do Curso de Graduação em Administração Pública, e foi realizado em parceria com o Instituto Caminhabilidade e o Cebrap.</p>
<p>Para construir as propostas, o grupo combinou análise normativa, levantamento de campo, entrevistas, mapas temáticos e o desenvolvimento de uma ferramenta própria. A Matriz ANDAVEL é método de priorização de territórios para o recebimento de abertura de avenidas para o lazer.</p>
<h1>Como fazer uma Expansão do Programa Ruas Abertas em São Paulo</h1>
<p>Os resultados mostram que a expansão do Programa precisa ir além do centro da cidade, alcançando bairros onde o acesso ao lazer ainda é limitado. Por isso, a análise destacou distritos como Guaianases, Lajeado, Cidade Tiradentes e, principalmente, Sapopemba. Esses locais reúnem alta densidade populacional, baixa renda e poucas áreas públicas qualificadas. A partir dessa análise, a Av. Sapopemba foi selecionada como via-piloto para a modalidade Avenidas Abertas para o Lazer, pois apresenta boa arborização, ciclovia, conexão com ônibus e metrô e um parque acessível diretamente pela via. Ela seria a continuidade do programa que já existe na Av. Paulista desde 2017 e, mais recentemente, na Liberdade.</p>
<p>O estudo também investigou a expansão do programa em áreas comerciais. Dessa forma, os pesquisadores analisaram diferentes ruas representativas da cidade e concluíram que a Rua José Paulino, no Bom Retiro, reúne as melhores condições para um projeto-piloto de Ruas Abertas Comerciais. Além disso, a escolha considerou fatores como transporte, presença de bicicletários, tipo de via e relevância econômica do comércio local.</p>
<h2>Evidências, Propostas e Novos Caminhos para a Cidade</h2>
<p>Sendo assim, os autores destacam que abrir ruas para as pessoas é mais do que uma ação de mobilidade. Na prática, essa medida transforma a experiência urbana, ressignifica a cidade, amplia a convivência, fortalece os pequenos negócios, cria oportunidades de cultura e reforça o pertencimento. Por isso, o relatório propõe a criação de uma nova lei. Ela contaria com regras claras, monitoramento contínuo e um modelo de governança que atribua prioridade política ao Programa e envolva poder público e comunidade. Assim, órgãos públicos garantiriam previsibilidade e legitimidade ao programa.</p>
<p>Por fim, o estudo mostra que a expansão das Ruas Abertas depende diretamente da capacidade de integrar mobilidade, lazer, comércio e cultura em uma mesma estratégia. Mais do que um programa de circulação, trata-se de uma forma de repensar o espaço urbano. Isso torna São Paulo mais democrática, vibrante e acessível para todos.</p>
<p>Leia <a href="https://hdl.handle.net/10438/37965">o relatório na íntegra. </a></p>
<p>Alunos envolvidos no projeto: André Rhinow, Arthur Quinello, Camila Melo, Davi Fullin, Giovana Iwata, Giovana Rodrigues, Guilherme de Aguiar, Lucas Clemente, Maria Isabela Marques, Melissa Kawakami, Rafaela Félix, Rhayani Dias, Sol Lee Min.</p>
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		<item>
		<title>Como a responsabilidade social fortalece as multinacionais brasileiras em tempos de crise</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/responsabilidade-social-resiliencia-financeira-empresas-brasileiras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Dec 2025 11:00:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Estratégias não-mercadológicas.]]></category>
		<category><![CDATA[Multinacionais de Mercados Emergentes]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 11]]></category>
		<category><![CDATA[Resiliência financeira]]></category>
		<category><![CDATA[responsabilidade social corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[Vazios institucionais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2429975795-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Multinacional brasileira investindo em ações de responsabilidade social para fortalecer sua resiliência financeira" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2429975795-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2429975795-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2429975795-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2429975795-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Num mundo cada vez mais instável, crises como a pandemia de COVID-19 mostraram que as empresas precisam mais do que bons produtos para sobreviver. Elas precisam de propósito e responsabilidade. Sendo assim, uma nova pesquisa publicada na Journal of Business Research por Marina Gama (FGV EAESP), em coautoria com Cyntia Casnici (University of Leeds), Mariana [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2429975795-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Multinacional brasileira investindo em ações de responsabilidade social para fortalecer sua resiliência financeira" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2429975795-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2429975795-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2429975795-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2429975795-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Num mundo cada vez mais instável, crises como a pandemia de COVID-19 mostraram que as empresas precisam mais do que bons produtos para sobreviver. Elas precisam de propósito e responsabilidade. Sendo assim, uma nova pesquisa publicada na Journal of Business Research por Marina Gama (FGV EAESP), em coautoria com Cyntia Casnici (University of Leeds), Mariana Bassi-Suter (TBS), Maria Alejandra Gonzalez-Perez (EAFIT)e Maria Tereza Fleury (FGV EAESP), investigou exatamente isso: como a responsabilidade social corporativa (RSC) pode fortalecer financeiramente empresas brasileiras que atuam globalmente.</p>
<p>O estudo analisou dados de 404 empresas brasileiras de capital aberto entre 2018 e 2021, comparando aquelas que adotam práticas de RSC com as que não adotam. As pesquisadoras utilizaram métodos econométricos robustos para observar como essas práticas influenciaram o desempenho financeiro antes e depois da pandemia de COVID-19.</p>
<h1>Responsabilidade social: fazer o bem é bom para os negócios</h1>
<p>Os resultados mostram que a RSC não é apenas uma ação ética, mas também uma estratégia financeira inteligente. Empresas engajadas em iniciativas sociais e ambientais conseguiram mitigar os impactos negativos da crise, mantendo estabilidade e credibilidade perante investidores.</p>
<p>Além disso, o estudo revelou que, ao se envolverem em atividades sociais no país de origem, as multinacionais brasileiras reduzem a chamada “desvantagem de origem” — ou seja, o estigma de vir de economias emergentes. Sendo assim, essa atuação fortalece a legitimidade global e atrai investidores internacionais, especialmente os que seguem critérios ESG (ambientais, sociais e de governança).</p>
<p>A pesquisa explica que empresas socialmente responsáveis:</p>
<ul>
<li>Ganham confiança de investidores e consumidores;</li>
<li>Retêm talentos e aumentam o engajamento interno;</li>
<li>Reduzem riscos financeiros em momentos de incerteza.</li>
</ul>
<p>Esses fatores combinados criam um ciclo positivo de sustentabilidade e desempenho econômico. Ou seja, na prática, as empresas que já investiam em RSC antes da pandemia foram as que mais conseguiram se recuperar rapidamente.</p>
<h2>Implicações para gestores e formuladores de políticas</h2>
<p>Portanto, as autoras recomendam que líderes empresariais adotem uma visão integrada da RSC, envolvendo diferentes departamentos e conectando ações sociais com os objetivos de longo prazo da empresa. Além disso, sugerem que governos e instituições incentivem práticas de ESG e parcerias multissetoriais, fortalecendo o ambiente institucional e reduzindo vulnerabilidades dos mercados emergentes.</p>
<p>Para empresas que ainda não atuam no exterior, investir em responsabilidade social também pode ser um diferencial competitivo dentro do próprio mercado brasileiro.</p>
<p>Por fim, a mensagem central da pesquisa é clara: “fazer o bem para se dar bem”. Em tempos de crise, empresas que investem em responsabilidade social não apenas protegem suas finanças, mas também ganham legitimidade, confiança e sustentabilidade de longo prazo.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1016/j.jbusres.2025.115290">o artigo na íntegra.</a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/responsabilidade-social-resiliencia-financeira-empresas-brasileiras/">Como a responsabilidade social fortalece as multinacionais brasileiras em tempos de crise</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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		<item>
		<title>Efeito Boomerang: como práticas sustentáveis retornam e fortalecem a cadeia do frango no Brasil</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/efeito-boomerang-como-praticas-sustentaveis-retornam-e-fortalecem-a-cadeia-do-frango-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jun 2025 11:06:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[avicultura brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar animal]]></category>
		<category><![CDATA[cadeias de suprimentos]]></category>
		<category><![CDATA[efeito boomerang]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 11]]></category>
		<category><![CDATA[prática agrícola sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[prática de sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade na agricultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/06/galinhas-marrons-na-fazenda-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/06/galinhas-marrons-na-fazenda-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/06/galinhas-marrons-na-fazenda-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/06/galinhas-marrons-na-fazenda-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/06/galinhas-marrons-na-fazenda-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Sustentabilidade não se limita a grandes discursos — ela acontece (ou não) no chão das fazendas, nos galpões de criação e nas decisões cotidianas de produtores e cooperativas. Um novo estudo sobre a cadeia produtiva do frango no Brasil, um dos maiores exportadores mundiais, revela a real situação das práticas agrícolas sustentáveis. Assim, a pesquisa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/06/galinhas-marrons-na-fazenda-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/06/galinhas-marrons-na-fazenda-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/06/galinhas-marrons-na-fazenda-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/06/galinhas-marrons-na-fazenda-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/06/galinhas-marrons-na-fazenda-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Sustentabilidade não se limita a grandes discursos — ela acontece (ou não) no chão das fazendas, nos galpões de criação e nas decisões cotidianas de produtores e cooperativas. Um novo estudo sobre a cadeia produtiva do frango no Brasil, um dos maiores exportadores mundiais, revela a real situação das práticas agrícolas sustentáveis. Assim, a pesquisa mostra que, em vez de simplesmente seguir regras impostas por grandes compradores, o sucesso da sustentabilidade depende de relações de confiança, troca de conhecimento e um inesperado &#8220;efeito bumerangue&#8221;.</p>
<p>Publicado na Journal of Operations Management, o estudo foi conduzido por Susana Pereira e Karina Santos (FGV EAESP), Minelle Silva e Linda Hendry, com foco na avicultura brasileira. Eles analisaram relações entre compradores, fornecedores cooperados e subfornecedores, incluindo 79 entrevistas, visitas a campo e documentos institucionais, usando uma abordagem sociomaterial que considera tanto fatores humanos quanto materiais.</p>
<p>Dessa maneira, a equipe analisou quatro práticas sustentáveis principais: bem-estar animal, biossegurança, gestão de resíduos e condições de trabalho. A única prática totalmente consolidada foi o bem-estar animal. Subfornecedores, mesmo os não certificados, passaram a aplicar rotinas que respeitam as necessidades dos animais, mostrando engajamento real com a prática.</p>
<p>Por outro lado, práticas como gestão de resíduos ainda são, em muitos casos, apenas uma obrigação sanitária, e não uma questão ambiental. Os atores da cadeia entendem as condições de trabalho mais como ferramenta de retenção de funcionários do que como responsabilidade social. Já a biossegurança tem como foco a produtividade, e não na saúde pública ou ambiental.</p>
<p><strong>O papel oculto dos fornecedores na cadeia do frango</strong></p>
<p>Ao contrário do que se costuma pensar, o comprador (empresa que adquire o produto final) nem sempre tem o maior poder de influência. Neste estudo, o fornecedor estudado — uma cooperativa que serve de elo entre o comprador e dezenas de produtores — teve um papel fundamental. Mesmo sem obrigação formal, esse fornecedor transferiu práticas sustentáveis para todos os subfornecedores, inclusive os não certificados.</p>
<p>Esse movimento foi chamado de efeito boomerang: o fornecedor “lança” práticas sustentáveis aos subfornecedores e “recebe de volta” produtos mais seguros e alinhados às exigências de qualidade do mercado.</p>
<p>Portanto, o estudo sugere que a sustentabilidade em cadeias complexas não pode depender apenas de ordens vindas de cima. Ela se constrói com base em trocas de conhecimento, apoio técnico e envolvimento genuíno dos atores da cadeia. O caso da avicultura brasileira mostra que fornecedores de primeiro nível podem ser os grandes protagonistas da sustentabilidade. Isso, desde que recebam autonomia, capacitação e incentivos adequados.</p>
<p>Por fim, a principal lição para profissionais de cadeias de suprimento é clara: invistam em relações cooperativas. Os pesquisadores incentivam a valorização do conhecimento local e a percepção de que os fornecedores são parceiros estratégicos, e não apenas como executores de ordens. Quando bem feitas, essas relações geram um ciclo virtuoso — ou, como diz a pesquisa, um verdadeiro efeito boomerang sustentável.</p>
<p>Leia <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1002/joom.1369">o artigo na integra (open access).</a></p>
<p>Ouça o <a href="https://elliotbendoly.podbean.com/e/temp-title-1757955706/">podcast em inglês</a></p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/efeito-boomerang-como-praticas-sustentaveis-retornam-e-fortalecem-a-cadeia-do-frango-no-brasil/">Efeito Boomerang: como práticas sustentáveis retornam e fortalecem a cadeia do frango no Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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		<title>Como cooperativas moldam a circularidade na cadeia de suprimentos</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/como-cooperativas-moldam-a-circularidade-na-cadeia-de-suprimentos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2025 11:00:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão de operações e logística]]></category>
		<category><![CDATA[américa latina]]></category>
		<category><![CDATA[Cadeia de suprimentos cooperativa]]></category>
		<category><![CDATA[Dependência da trajetória]]></category>
		<category><![CDATA[Economia Circular]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 11]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade social]]></category>
		<category><![CDATA[Trajetória da cadeia de suprimentos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/group-veterinarians-doctor-checking-health-status-cattle-cows-farm-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/group-veterinarians-doctor-checking-health-status-cattle-cows-farm-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/group-veterinarians-doctor-checking-health-status-cattle-cows-farm-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/group-veterinarians-doctor-checking-health-status-cattle-cows-farm-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/group-veterinarians-doctor-checking-health-status-cattle-cows-farm-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A transição para uma economia circular exige mais do que soluções técnicas. Ela depende de decisões históricas, valores organizacionais e do engajamento de todos os atores envolvidos. Na cadeia de suprimentos (CS) de cooperativas, a adoção de práticas sustentáveis não é apenas uma resposta às demandas do mercado ou da legislação ambiental, mas sim uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/group-veterinarians-doctor-checking-health-status-cattle-cows-farm-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/group-veterinarians-doctor-checking-health-status-cattle-cows-farm-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/group-veterinarians-doctor-checking-health-status-cattle-cows-farm-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/group-veterinarians-doctor-checking-health-status-cattle-cows-farm-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/05/group-veterinarians-doctor-checking-health-status-cattle-cows-farm-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A transição para uma economia circular exige mais do que soluções técnicas. Ela depende de decisões históricas, valores organizacionais e do engajamento de todos os atores envolvidos. Na cadeia de suprimentos (CS) de cooperativas, a adoção de práticas sustentáveis não é apenas uma resposta às demandas do mercado ou da legislação ambiental, mas sim uma construção histórica. Nesse contexto, um estudo publicado na The International Journal of Logistics Management pelos pesquisadores Minelle Silva, Simone Sehnem e Susana Pereira (FGV EAESP), mostra como o passado influencia o presente e futuro da sustentabilidade em cadeias de produção cooperativas.</p>
<p>Os autores realizaram um estudo de caso único com uma cooperativa de alimentos brasileira, uma das maiores produtoras de proteína animal do país. A pesquisa se baseou em quatro anos de relatórios de sustentabilidade e entrevistas semiestruturadas com múltiplos atores da CS. Isso possibilitou uma análise aprofundada das práticas circulares e sua evolução. Sendo assim, o estudo adota a teoria da dependência da trajetória, que considera que eventos passados moldam os caminhos futuros de uma organização.</p>
<h1>A pesquisa identificou duas fases centrais para o surgimento da circularidade na cadeia da cooperativa analisada.</h1>
<p>São elas a formação da trajetória, enraizada nos princípios do cooperativismo (como o controle democrático), e o contexto, marcado por ações comunitárias e sociais. Logo, decisões passadas — como a preocupação com contaminação ambiental e a criação de códigos de ética — foram essenciais para o engajamento atual em sustentabilidade.</p>
<p>Porém, dois elementos fundamentais travaram ou direcionaram a trajetória circular da CS: a legislação ambiental e a resistência à mudança. Esses lock-ins ajudaram a consolidar práticas como compostagem de resíduos animais e logística reversa de embalagens de medicamentos. Além disso, a superação desses desafios exigiu o desenvolvimento de capacidades organizacionais como adaptabilidade, empoderamento e uma cultura voltada ao cuidado.</p>
<h2>Sustentabilidade como prática diária</h2>
<p>A sustentabilidade se tornou uma prática vivida no cotidiano da cooperativa. A criação de um comitê de sustentabilidade, o treinamento de lideranças e a inclusão de produtores nos processos decisórios foram fundamentais para isso. Sendo assim, os entrevistados destacaram que mudanças culturais, como hábitos de descarte e reaproveitamento de subprodutos (penas, vísceras, sangue), só ocorreram quando os resultados se tornaram visíveis e vantajosos para todos os envolvidos.</p>
<p>Portanto, a trajetória de circularidade da cadeia de suprimentos da cooperativa só foi possível graças ao alinhamento entre história, valores cooperativistas e estratégias sustentáveis. Por fim, o estudo demonstra que o desenvolvimento de uma CS circular não é linear, mas sim uma jornada influenciada por escolhas passadas, contextos sociais e capacidades internas. Dessa forma, abre-se uma nova perspectiva para pesquisadores e gestores interessados em transformar cadeias produtivas com base na economia circular e no compromisso coletivo.</p>
<p>Leia o <a href="https://doi.org/10.1108/IJLM-09-2023-0411">artigo na integra</a>.</p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<title>Laboratórios Vivos de Agricultura: Inovação Aberta para um Futuro Sustentável</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/laboratorios-vivos-de-agricultura-inovacao-aberta-para-um-futuro-sustentavel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 May 2025 11:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura urbana]]></category>
		<category><![CDATA[cidades sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[inovação aberta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/04/laboratoria-vivo.blog_-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/04/laboratoria-vivo.blog_-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/04/laboratoria-vivo.blog_-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A inovação na agricultura tem sido impulsionada por novas abordagens voltadas ao desenvolvimento sustentável e tecnológico. Entre essas abordagens, os Laboratórios Vivos (Living Labs) emergem como uma estratégia eficaz para promover a colaboração entre pesquisadores, instituições de ensino, organizações, agricultores e a sociedade. Este estudo analisa como dois modelos internacionais de laboratórios vivos — o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/04/laboratoria-vivo.blog_-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/04/laboratoria-vivo.blog_-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/04/laboratoria-vivo.blog_-75x75.jpg 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A inovação na agricultura tem sido impulsionada por novas abordagens voltadas ao desenvolvimento sustentável e tecnológico. Entre essas abordagens, os <strong>Laboratórios Vivos</strong> (<em>Living Labs</em>) emergem como uma estratégia eficaz para promover a colaboração entre pesquisadores, instituições de ensino, organizações, agricultores e a sociedade. Este estudo analisa como dois modelos internacionais de laboratórios vivos — o <strong>VivAgriLab</strong> e o <strong>AgroLab Uniandes</strong> — podem inspirar experiências em universidades brasileiras, incentivando projetos de pesquisa transdisciplinares que integrem acadêmicos e diversos atores territoriais.</p>
<p>O estudo conduzido pela pesquisadora Laura Martins de Carvalho (CEUCI-Unicamp) em colaboração com a Profa. Zilma Borges (FGV-EAESP/Ceapg) e Janaina Kimpara (Embrapa), utilizou a metodologia de Estudo de Caso, combinando pesquisa bibliográfica, análise documental e coleta de dados secundários.</p>
<h1>Os laboratórios promovem a inovação aberta na agricultura, mas apresentam desafios distintos em acessibilidade e escalabilidade de tecnologias.</h1>
<p>O VivAgriLab, localizado no campus Paris-Saclay, se destaca por integrar a sociedade civil organizada em torno da agricultura e preservação ambiental. Ele promove interação entre academia e sociedade, facilitando a transição ecológica e agroecológica por meio da inovação aberta.  Seu modelo pode ser replicado em universidades brasileiras, desde que haja envolvimento da comunidade local e políticas de suporte adequadas.</p>
<p>Já o AgroLab Uniandes, na Colômbia, enfatiza a cocriação e experimentação em agricultura urbana, combinando conhecimento tradicional e tecnologia de ponta. Apesar das vantagens em eficiência e precisão, o modelo levanta preocupações sobre acessibilidade. Pequenos agricultores urbanos podem ter dificuldades em adotar soluções altamente tecnológicas devido a custos elevados, o que pode ampliar desigualdades no setor.</p>
<h2>A adaptação dos modelos de laboratórios vivos para o Brasil apresenta desafios, mas também oportunidades significativas.</h2>
<p>A metodologia de Living Labs começa a crescer no país, e as autoras analisam sua associação aos Distritos de Inovação, como forma de impulsionar o desenvolvimento de uma região urbana. O cruzamento dessas abordagens propõe que as Universidades podem desempenhar um papel central no desenvolvimento urbano baseado no conhecimento (KBUD), funcionando como âncoras de inovação e centros de colaboração. No caso da Agricultura Urbana, para garantir que a tecnologia beneficie um público amplo, é essencial associá-la a programas robustos de educação e capacitação e utilizar processos de feedback interativos ao longo do ciclo de vida de uma inovação para criar um impacto sustentável. Dessa forma, os Laboratórios Vivos podem se tornar uma ferramenta poderosa para a resiliência climática e a segurança alimentar nas cidades brasileiras.</p>
<p><strong>Agradecimento</strong></p>
<p>A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) financiou esta pesquisa, processo nº 2021/11962-4 e a Bolsa de Pesquisa de Pós-Doutorado, processo nº 2023/04126-0.</p>
<p>Leia o <a href="https://doi.org/10.20396/parc.v16i00.8677384">artigo na integra.</a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<item>
		<title>Esvaziamento industrial na Metrópole Paulista: causas, impactos e perspectivas</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/esvaziamento-industrial-na-metropole-paulista-causas-impactos-e-perspectivas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Mar 2025 11:07:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[desconcentração produtiva]]></category>
		<category><![CDATA[desindustrialização]]></category>
		<category><![CDATA[esvaziamento industrial]]></category>
		<category><![CDATA[indústria de transformação]]></category>
		<category><![CDATA[Macrometrópole Paulista]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 11]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 8]]></category>
		<category><![CDATA[Região Metropolitana de São Paulo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/02/closeup-shot-warning-lamp-street-night-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/02/closeup-shot-warning-lamp-street-night-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/02/closeup-shot-warning-lamp-street-night-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/02/closeup-shot-warning-lamp-street-night-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/02/closeup-shot-warning-lamp-street-night-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) foi, ao longo do século XX, o grande polo industrial do Brasil. No entanto, nas últimas décadas, a cidade e seu entorno metropolitano vêm passando por um intenso processo de esvaziamento industrial. Esse fenômeno impacta diretamente a economia local, o emprego e o desenvolvimento regional. O estudo realizado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/02/closeup-shot-warning-lamp-street-night-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/02/closeup-shot-warning-lamp-street-night-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/02/closeup-shot-warning-lamp-street-night-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/02/closeup-shot-warning-lamp-street-night-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/02/closeup-shot-warning-lamp-street-night-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) foi, ao longo do século XX, o grande polo industrial do Brasil. No entanto, nas últimas décadas, a cidade e seu entorno metropolitano vêm passando por um intenso processo de esvaziamento industrial. Esse fenômeno impacta diretamente a economia local, o emprego e o desenvolvimento regional. O estudo realizado por Alexandre Abdal, professor da FGV EAESP, e Felipe Madio, pós-graduado pelo Mestrado Profissional em Gestão e Políticas Públicas (MPGPP), publicado na Revista Cadernos Metrópole, vinculada à Rede de Pesquisa do Observatório das Metrópoles, investiga as razões desse declínio e propõe a hipótese da tripla pressão.</p>
<p>A pesquisa se baseou na análise de bases de dados como as Contas Nacionais e PIB Municipal do IBGE, o Valor de Transformação Industrial (VTI) da Fundação Seade e a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego. Os pesquisadores utilizaram esses dados para examinar a evolução da indústria na RMSP e compreender os fatores que levaram à sua retração.</p>
<p><strong>O estudo aponta que o esvaziamento industrial ocorre devido a três pressões principais:</strong></p>
<ul>
<li>Desindustrialização Nacional: Desde os anos 1980, a economia brasileira tem se afastado do setor industrial, priorizando a exportação de commodities e reduzindo investimentos na indústria de transformação. Esse movimento impacta diretamente a competitividade das empresas na RMSP.</li>
<li>Formação da Macrometrópole Paulista (MMP): A desconcentração da indústria da RMSP começou nos anos 1970, levando muitas fábricas para municípios do interior paulista. Esse movimento gerou uma nova configuração produtiva, mas também aprofundou o esvaziamento da indústria na capital e na região metropolitana.</li>
<li>Pressão do Mercado Imobiliário: Áreas industriais têm sido convertidas para outros usos, como empreendimentos residenciais e comerciais. Isso torna ainda mais difícil a recuperação do setor manufatureiro na região.</li>
</ul>
<p>Os dados analisados indicam que o esvaziamento industrial na RMSP deve continuar espalhando-se para municípios vizinhos. O setor de serviços especializados cresceu como alternativa econômica na capital, mas as cidades do entorno ainda enfrentam desafios para diversificar suas atividades produtivas.</p>
<p>Embora a política industrial recente, chamada Nova Indústria Brasil (NIB), reconheça o problema da desindustrialização, não há garantia de que será eficaz para reverter o quadro. Além disso, mesmo que um novo ciclo de industrialização ocorra, ele tende a beneficiar outras regiões do país, e não necessariamente a RMSP.</p>
<p>Diante desse cenário, os municípios da Região Metropolitana de São Paulo precisam repensar as suas estratégias de desenvolvimento econômico.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1590/2236-9996.2025-6265937-pt">o artigo na integra.</a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como é a estratégia de Economia Circular de grandes empresas</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/estrategia-de-economia-circular/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Sep 2024 11:00:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão de operações e logística]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura regenerativa]]></category>
		<category><![CDATA[cadeia de suprimentos circular]]></category>
		<category><![CDATA[capacidades de compras]]></category>
		<category><![CDATA[Compras circulares]]></category>
		<category><![CDATA[compras sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 11]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 12]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/09/shutterstock_2155618579-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/09/shutterstock_2155618579-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/09/shutterstock_2155618579-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/09/shutterstock_2155618579-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/09/shutterstock_2155618579-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A Economia Circular (EC) emerge como uma solução inovadora frente aos sistemas industriais tradicionais, que seguem um modelo linear de &#8220;extrair, produzir, descartar&#8221;. Este modelo gera grandes quantidades de resíduos e é insustentável a longo prazo. A EC, por outro lado, busca &#8220;fechar o ciclo&#8221;, eliminando o desperdício através do redesenho de produtos e processos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/09/shutterstock_2155618579-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/09/shutterstock_2155618579-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/09/shutterstock_2155618579-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/09/shutterstock_2155618579-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/09/shutterstock_2155618579-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A Economia Circular (EC) emerge como uma solução inovadora frente aos sistemas industriais tradicionais, que seguem um modelo linear de &#8220;extrair, produzir, descartar&#8221;. Este modelo gera grandes quantidades de resíduos e é insustentável a longo prazo. A EC, por outro lado, busca &#8220;fechar o ciclo&#8221;, eliminando o desperdício através do redesenho de produtos e processos para reutilizar e reciclar ao máximo. Nesse contexto, a Gestão de Suprimentos (GS) para acelerar a mudança dos sistemas industriais lineares para a estratégia de economia circular. Um exemplo marcante desse processo de transição pode ser observado na Unilever, uma das líderes globais em sustentabilidade.</p>
<p>Assim, <a href="https://trebuchet.public.springernature.app/get_content/3315bbf0-c503-4ae7-9425-f0735e4c86a5?sap-outbound-id=44F3CABDE08B98CD05963C5ACD26AF849003BADF">o pesquisador da FGV EAESP, Marcelo Scarcelli, junto com Fabio Pollice, publicaram um artigo no livro “A Systemic Transition to Circular Economy”</a> uma pesquisa que se concentra na análise de iniciativas de sustentabilidade da Unilever, especialmente no Brasil, onde a empresa tem implementado práticas inovadoras de EC. O estudo envolve a revisão de estratégias de GS, com ênfase na criação de novos ecossistemas de fornecedores. Também aborda o desenvolvimento de soluções para o uso de resina pós-consumo (PCR). Por fim, a metodologia inclui a análise de parcerias com fornecedores não tradicionais, startups, cooperativas e agricultores, além de entrevistas com stakeholders da Unilever.</p>
<h2>O papel da gestão de suprimentos na transição para a estratégia de Economia Circular</h2>
<p>A Unilever tem sido uma pioneira na adoção da EC, separando seu crescimento econômico do impacto ambiental negativo. Um exemplo dessa mudança é o &#8220;Unilever Sustainable Living Plan&#8221;, lançado em 2010, que visa reduzir pela metade a pegada ambiental dos produtos da empresa. Ademais, no Brasil, a empresa liderou o desenvolvimento de um ecossistema inovador para a produção de resina PCR. Dessa maneira, a empresa envolveu desde a coleta automatizada de resíduos plásticos até parcerias com cooperativas e startups.</p>
<p>Outro aspecto importante é o abastecimento sustentável, especialmente no que diz respeito a óleos derivados de palma, soja e canola, que são essenciais para muitas marcas da Unilever. A GS da Unilever trabalhou com agricultores locais e ONGs para elevar os padrões sociais e ambientais, resultando na certificação de mais de 40 agricultores pela Mesa Redonda sobre Soja Responsável. Logo, esse esforço não só garante a sustentabilidade dos recursos naturais, mas também promove práticas agrícolas regenerativas.</p>
<p>O estudo aponta como a transição para a EC exige uma profunda transformação na maneira como as cadeias de suprimentos são geridas. As práticas tradicionais de GS, focadas em custo, qualidade e serviço, precisam evoluir para incorporar novos critérios, como a origem sustentável dos materiais e a minimização do impacto ambiental. Além disso, a colaboração com novos tipos de fornecedores e o uso de tecnologias avançadas são essenciais para criar um modelo regenerativo e circular.</p>
<p>Portanto, essa abordagem integrada demonstra que a EC não é apenas uma moda passageira, mas uma estratégia vital para garantir a sustentabilidade a longo prazo. Ao adotar práticas circulares, empresas como a Unilever não só reduzem seu impacto ambiental, mas também criam valor econômico e fortalecem suas cadeias de suprimentos.</p>
<p>Leia o <a href="https://trebuchet.public.springernature.app/get_content/3315bbf0-c503-4ae7-9425-f0735e4c86a5?sap-outbound-id=44F3CABDE08B98CD05963C5ACD26AF849003BADF">artigo na integra.</a></p>
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		<title>Participação cidadã e governo aberto são vitais para promover cidades inteligentes</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/participacao-cidada-e-governo-sao-vitais-para-governanca-urbana-inteligente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Sep 2024 11:36:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[Cidade inteligente]]></category>
		<category><![CDATA[Dinâmica]]></category>
		<category><![CDATA[Governança urbana]]></category>
		<category><![CDATA[Governança urbana inteligente]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 11]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 9]]></category>
		<category><![CDATA[Redes sociotécnicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/09/shutterstock_1935871447-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/09/shutterstock_1935871447-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/09/shutterstock_1935871447-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/09/shutterstock_1935871447-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/09/shutterstock_1935871447-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A implementação de uma governança eficaz é essencial para que as cidades se tornem &#8216;inteligentes&#8217;, considerando a complexidade dos desafios urbanos e o envolvimento de diversos stakeholders. A governança urbana inteligente, habilitada por Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), promove uma colaboração estreita entre cidadãos e governos locais. A inteligência deve ser vista como um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/09/shutterstock_1935871447-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/09/shutterstock_1935871447-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/09/shutterstock_1935871447-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/09/shutterstock_1935871447-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/09/shutterstock_1935871447-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A implementação de uma governança eficaz é essencial para que as cidades se tornem &#8216;inteligentes&#8217;, considerando a complexidade dos desafios urbanos e o envolvimento de diversos stakeholders. A governança urbana inteligente, habilitada por Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), promove uma colaboração estreita entre cidadãos e governos locais. A inteligência deve ser vista como um continuum no qual funcionários do governo local, cidadãos e outros interessados poderiam pensar e implementar iniciativas que tentam tornar uma cidade um lugar melhor para viver e trabalhar. Este novo modelo de governança é centrado na comunicação, interação, colaboração e participação na tomada de decisões, fortalecendo a democracia direta, aumentando o engajamento cidadão e promovendo transparência e abertura nas relações governamentais.</p>
<p><a href="https://doi.org/10.1016/j.giq.2023.101907">A pesquisadora da FGV EAESP, Maria Alexandra Cunha, em colaboração com Erico Przeybilovicz, investigou os novos modos de governança em cidades inteligentes, publicando um artigo na Government Information Quarterly.</a> A pesquisa se baseou em dois estudos de caso qualitativos longitudinais: &#8220;Curitiba Colabora&#8221; em Curitiba e &#8220;Pátio Digital&#8221; em São Paulo.</p>
<p>Esses casos foram selecionados considerando a história urbana das cidades e os diferentes modos de governança percebidos, ambos caracterizados pelo uso de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e colaboração entre governo e atores sociais. Os dados foram coletados através de entrevistas, observações, documentos das iniciativas, leis e regulamentos, além de notícias e trabalhos acadêmicos sobre os casos. A pesquisa analisou a estrutura dos atores envolvidos, grupos formados, interações e escolhas relevantes para determinar as redes de interação sociotécnica e seus resultados.</p>
<p>A pesquisa destacou que a governança de plataformas e a governança urbana inteligente, caracterizadas como sistemas sociotécnicos, estão transformando os modelos tradicionais de governança nas cidades. Os resultados apontam para a configuração dinâmica de novos modos de governança em iniciativas de cidades inteligentes, que variam ao longo do tempo e entre diferentes projetos. Os estudos de caso de &#8220;Curitiba Colabora&#8221; e &#8220;Pátio Digital&#8221; mostraram que a governança participativa e colaborativa, impulsionada por Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), incentivou o desenvolvimento de projetos de cidade inteligente em parceria com a sociedade.</p>
<p>Dois modos emergentes de governança foram identificados: &#8220;Governança Inteligente para Inovação Baseada em Dados&#8221; e &#8220;Governança em Rede para Co-criação de Soluções Inteligentes&#8221;, que diferem em objetivos, papéis do governo e dos cidadãos, e na natureza das interações. A interação entre artefatos tecnológicos, entidades governamentais, atores sociais e os modos de governança existentes foi reconhecida como um processo dinâmico e fundamental para a emergência da governança urbana inteligente na era digital.</p>
<p>Leia o <a href="https://doi.org/10.1016/j.giq.2023.101907">artigo na integra.</a></p>
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		<title>Para futuro sustentável nas cidades, gestores devem observar equidade no acesso à natureza urbana</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/gestao-publica/para-futuro-sustentavel-nas-cidades-gestores-devem-observar-equidade-no-acesso-a-natureza-urbana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Bori]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Dec 2022 12:55:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestão pública]]></category>
		<category><![CDATA[áreas verdes]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[cidades e comunidades sustentáveis]]></category>
		<category><![CDATA[conservação]]></category>
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		<category><![CDATA[serviços ecossistêmicos]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/12/alexei-maridashvili-zluOdYByywc-unsplash-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="bicicleta parque grama" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/12/alexei-maridashvili-zluOdYByywc-unsplash-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/12/alexei-maridashvili-zluOdYByywc-unsplash-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/12/alexei-maridashvili-zluOdYByywc-unsplash-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/12/alexei-maridashvili-zluOdYByywc-unsplash-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Para garantir a sustentabilidade nas cidades, o planejamento e gestão urbanas devem combinar visões de futuro baseadas no contato da população com a natureza.  O apontamento está em artigo do pesquisador da FGV EAESP José Antonio Puppim de Oliveira em parceria com coautores de universidades estrangeiras e publicado na revista “Environmental Science and Policy”. O [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/12/alexei-maridashvili-zluOdYByywc-unsplash-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="bicicleta parque grama" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/12/alexei-maridashvili-zluOdYByywc-unsplash-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/12/alexei-maridashvili-zluOdYByywc-unsplash-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/12/alexei-maridashvili-zluOdYByywc-unsplash-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/12/alexei-maridashvili-zluOdYByywc-unsplash-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Para garantir a sustentabilidade nas cidades, o planejamento e gestão urbanas devem combinar visões de futuro baseadas no contato da população com a natureza.  O apontamento está em artigo do pesquisador da FGV EAESP José Antonio Puppim de Oliveira em parceria com coautores de universidades estrangeiras e publicado na revista “Environmental Science and Policy”.</p>
<p>O artigo propõe uma abordagem de estudo denominada Urban Nature Futures Framework (UNFF), que considera três diferentes perspectivas de natureza para orientar atores e tomadores de decisão sobre o futuro da sustentabilidade urbana. A perspectiva da natureza para a natureza estabelece que os bens naturais têm valor em si mesmos. Por isso, cidades pautadas nessa perspectiva de futuro buscam minimizar intervenções nos processos ecológicos, contando com grandes florestas e áreas de proteção.</p>
<p>Uma segunda perspectiva, a natureza para a sociedade, incorpora as funções da natureza que beneficiam os seres humanos. Iniciativas para manter água e ar limpos têm foco no bem-estar da população. Por fim, a visão da natureza como cultura observa a inserção da natureza nos sistemas de conhecimento e identidade dos habitantes de uma região.</p>
<h2>Hortas comunitárias são exemplo de contribuição para sustentabilidade urbana</h2>
<p>As <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/politicas-publicas/lacunas-na-implementacao-de-politicas-publicas-para-agricultura-urbana-acentuam-desigualdades-regionais-em-sao-paulo/">hortas comunitárias</a>, por exemplo, podem criar mais áreas de habitat para a biodiversidade local. O cultivo e consumo de alimentos frescos também trazem benefícios para a saúde física e mental da população. Essas hortas podem, ainda, refletir as origens e tradições dos agricultores locais, o que, por consequência, beneficia as dinâmicas socioecológicas na cidade.</p>
<p>Os autores explicam que mais de 2,5 bilhões de pessoas devem viver em cidades até 2050. Por isso, indicadores que monitorem a inclusão em diferentes bairros e comunidades e atentem para o risco de gentrificação em áreas verdes &#8211; ou seja, concentração especulativa da população mais rica em regiões com melhor qualidade de vida &#8211; são importantes na implementação das <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/sustentabilidade/nexo-agua-energia-alimentos-politicas-sustentaveis/">estratégias de sustentabilidade urbana</a>, apontam os autores.</p>
<p><a href="https://reader.elsevier.com/reader/sd/pii/S1462901122000193?token=4AE8D407B26D32E9F896613F6797EA2C9C1A5B00595525C47A590B7ECAC8D611632D7CC85A79F399A7BB7C1E49AE40C8&amp;originRegion=us-east-1&amp;originCreation=20221220115329">Confira o artigo na íntegra</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/gestao-publica/para-futuro-sustentavel-nas-cidades-gestores-devem-observar-equidade-no-acesso-a-natureza-urbana/">Para futuro sustentável nas cidades, gestores devem observar equidade no acesso à natureza urbana</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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