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	<title>Arquivos Administração pública - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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	<description>O Blog Impacto é uma iniciativa da FGV EAESP Pesquisa para disseminar o conhecimento produzido na instituição.</description>
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	<title>Arquivos Administração pública - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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		<title>Tese por artigos em administração pública: ganhos, riscos e o que dizem os dados no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 11:11:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/195-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Consumidor depositando embalagens usadas em ponto de coleta de reciclagem em loja, exemplo de como empresas podem engajar consumidores na economia circular." decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/195-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/195-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/195-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/195-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />A tese por artigos em administração pública ganha espaço no Brasil e levanta um debate importante sobre qualidade e formação acadêmica. Tradicionalmente, o doutorado culmina em um trabalho único e extenso, que demonstra a capacidade do pesquisador de conduzir um estudo independente. No entanto, cresce o interesse por um modelo que organiza a tese como [&#8230;]</p>
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<p>Um estudo conduzido por Rafael Viegas, Fernando Abrucio, Marco Antonio Carvalho Teixeira e Silvia Mongelós, da FGV EAESP, e publicado na Revista de Administração, Ensino e Pesquisa, analisou 139 teses defendidas entre 2014 e 2022 em programas brasileiros de administração pública. Os pesquisadores coletaram os dados no banco de teses da Capes e examinaram como cada trabalho articulou teoria, métodos e escolhas conceituais. Do total, 17 teses adotaram o formato por artigos.</p>
<h1>Tese por artigos em administração pública</h1>
<p>Os dados mostram os benefícios do modelo. Primeiro, o doutorando pode publicar resultados antes mesmo de concluir o curso. Assim, amplia sua visibilidade, fortalece o currículo e aumenta suas chances em processos seletivos acadêmicos. Além disso, aprende a dialogar com pareceristas e editores, o que qualifica sua escrita e sua capacidade de argumentação.</p>
<p>O formato também oferece flexibilidade. O pesquisador pode direcionar cada artigo a públicos e revistas diferentes, aprofundando aspectos específicos do tema. Sendo assim, consegue dialogar com debates variados e inserir seu trabalho em redes de pesquisa mais amplas.</p>
<p>Entretanto, os desafios chamam atenção. A maioria das 17 teses analisadas não integrou de forma consistente os fundamentos teóricos e as estratégias metodológicas. O problema se intensificou quando os autores combinaram entrevistas, estudos de caso e análises estatísticas no mesmo projeto. Sem uma base conceitual clara, os artigos até funcionam isoladamente, mas o conjunto perde força como tese.</p>
<h2>Coerência teórica e formação do pesquisador</h2>
<p>Outro achado relevante envolve a clareza das escolhas científicas. Grande parte das teses priorizou abordagens voltadas à mensuração e à generalização de resultados. Ainda assim, muitos trabalhos não explicitaram com precisão por que adotaram determinado caminho metodológico nem quais limites essa decisão impôs às conclusões. Como consequência, o poder explicativo do conjunto diminuiu.</p>
<p>O estudo também alerta para a pressão por produtividade. Quando o doutorando foca apenas na publicação rápida de artigos, corre o risco de deixar em segundo plano a reflexão mais ampla que o doutorado deve estimular. Afinal, a formação de um pesquisador exige tempo para testar ideias, revisar hipóteses e amadurecer conceitos.</p>
<p>Os autores não defendem o abandono da tese por artigos. Ao contrário, reconhecem suas vantagens e destacam seu potencial para ampliar o impacto da pesquisa brasileira. No entanto, reforçam que programas de pós-graduação precisam preparar melhor seus alunos para esse formato. Planejamento rigoroso, coerência entre teoria e método e acompanhamento próximo da orientação fazem toda a diferença.</p>
<p>Em síntese, a tese por artigos em administração pública pode fortalecer a carreira do doutorando e acelerar a circulação do conhecimento. Contudo, só alcança esse objetivo quando preserva o núcleo formativo do doutorado: desenvolver a capacidade de analisar problemas complexos com consistência teórica e rigor metodológico.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.13058/raep.2025.v26n2.2681">o artigo na íntegra.   </a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<item>
		<title>O que explica a saúde fiscal dos municípios brasileiros</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/o-que-explica-a-saude-fiscal-dos-municipios-brasileiros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 11:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[autonomia fiscal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/194-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Gráfico de orçamento público em frente a uma prefeitura ilustrando a saúde fiscal dos municípios brasileiros e seus principais indicadores financeiros." decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/194-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/194-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/194-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/194-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />A saúde das contas públicas municipais influencia diretamente a qualidade dos serviços oferecidos à população. Afinal, quando uma prefeitura consegue equilibrar receitas e despesas, ela amplia sua capacidade de investir em áreas como saúde, educação e infraestrutura. Por isso, entender o que sustenta a saúde fiscal dos municípios brasileiros é fundamental para aprimorar a gestão [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/194-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Gráfico de orçamento público em frente a uma prefeitura ilustrando a saúde fiscal dos municípios brasileiros e seus principais indicadores financeiros." decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/194-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/194-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/194-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/194-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A saúde das contas públicas municipais influencia diretamente a qualidade dos serviços oferecidos à população. Afinal, quando uma prefeitura consegue equilibrar receitas e despesas, ela amplia sua capacidade de investir em áreas como saúde, educação e infraestrutura. Por isso, entender o que sustenta a saúde fiscal dos municípios brasileiros é fundamental para aprimorar a gestão pública e fortalecer políticas locais.</p>
<p>Foi com esse objetivo que os pesquisadores da FGV EAESP Ricardo Gomes e Gustavo Fernandes, em coautoria com Bruce McDonald (ODU) publicaram estudo na International Journal of Public Administration. A pesquisa analisou dados de 5.524 municípios entre 2013 e 2021, com base em informações do IBGE e do Tesouro Nacional. Ao todo, foram mais de 55 mil observações, o que permitiu uma visão abrangente da realidade brasileira. Os autores avaliaram dois indicadores principais: a capacidade de gerar resultado positivo no orçamento e a capacidade de pagar compromissos de curto prazo com o dinheiro disponível em caixa.</p>
<h1>Saúde fiscal dos municípios brasileiros: o que realmente faz diferença</h1>
<p>Embora muitos estudos internacionais apontem fatores políticos como decisivos, os resultados brasileiros mostram um cenário mais complexo. Em primeiro lugar, a dependência de repasses do governo federal apareceu como um dos fatores mais relevantes. Quanto maior a fatia de receitas vindas de transferências intergovernamentais, pior tende a ser o desempenho fiscal. Isso sugere que municípios com maior autonomia de arrecadação conseguem planejar melhor suas finanças e reagir com mais agilidade a crises econômicas.</p>
<p>Além disso, características locais também exercem influência, ainda que de forma menos uniforme. O PIB per capita apresentou relação positiva com a capacidade de gerar superávit. Por outro lado, o tamanho da população não mostrou impacto consistente, contrariando a ideia de que cidades maiores teriam necessariamente maior vantagem financeira.</p>
<p>Outro ponto analisado foi o perfil do prefeito. A idade e a experiência administrativa mostraram alguma relação positiva com determinados indicadores. Por exemplo, prefeitos mais experientes estiveram associados a melhores resultados operacionais. No entanto, quando os dados foram ajustados para comparar anos específicos, parte desse efeito perdeu força estatística. Já a ideologia partidária não apresentou influência significativa, o que indica que fatores técnicos e estruturais podem pesar mais do que posicionamentos políticos.</p>
<p>Portanto, a sustentabilidade financeira municipal depende mais de estrutura econômica e autonomia fiscal do que de alinhamentos ideológicos. Ao oferecer uma análise ampla e comparativa, a pesquisa contribui para gestores públicos, formuladores de políticas e cidadãos que desejam compreender melhor como fortalecer as finanças locais. Afinal, municípios financeiramente saudáveis estão mais preparados para enfrentar crises, investir em serviços essenciais e promover desenvolvimento sustentável de longo prazo.</p>
<p>Leia<a href="https://doi.org/10.1080/01900692.2024.2416449"> o artigo na íntegra</a>.</p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<title>Comunicação digital transforma Tribunais de Contas e fortalece o controle social no Brasil</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/comunicacao-digital-transforma-tribunais-de-contas-e-fortalece-o-controle-social-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2026 11:16:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação digital no setor público]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/193-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Tela de computador exibindo portal de transparência de Tribunal de Contas com gráficos e canais de participação cidadã" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/193-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/193-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/193-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/193-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A comunicação digital nos Tribunais de Contas deixou de ser apenas um espaço para publicar normas e relatórios técnicos. Ao longo das últimas duas décadas, ela passou a desempenhar um papel estratégico na relação entre Estado e sociedade. É o que revela estudo conduzido por André Lino (Universidade de Essex), Rafael França Silva (FEA- USP [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/193-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Tela de computador exibindo portal de transparência de Tribunal de Contas com gráficos e canais de participação cidadã" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/193-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/193-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/193-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/193-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A comunicação digital nos Tribunais de Contas deixou de ser apenas um espaço para publicar normas e relatórios técnicos. Ao longo das últimas duas décadas, ela passou a desempenhar um papel estratégico na relação entre Estado e sociedade. É o que revela estudo conduzido por André Lino (Universidade de Essex), Rafael França Silva (FEA- USP RP), Ricardo Rocha de Azevedo e Marco Antonio Carvalho Teixeira, da FGV EAESP, publicado na International Review of Administrative Sciences.</p>
<p>O tema é relevante porque os Tribunais de Contas são responsáveis por fiscalizar o uso de recursos públicos. Além disso, segundo diretrizes da Organização Internacional das Instituições Superiores de Auditoria, essas instituições devem se comunicar de forma eficaz com parlamentares, gestores públicos e, principalmente, cidadãos. Portanto, entender como essa comunicação evolui ajuda a compreender como a própria fiscalização pública se transforma.</p>
<p>Os pesquisadores analisaram todos os sites arquivados dos Tribunais de Contas brasileiros entre 2000 e 2024. Além disso, examinaram conteúdos de redes sociais como X, Facebook, Instagram e YouTube. Ao todo, foram identificadas 31 categorias de informação, organizadas ao longo de quatro períodos marcados por avanços tecnológicos.</p>
<h1>A evolução da comunicação digital nos Tribunais de Contas</h1>
<p>No início dos anos 2000, os sites priorizavam informações institucionais básicas, leis e normas internas. Ou seja, o foco era cumprir exigências formais e prestar contas de maneira técnica. A partir de 2006, surgiram conteúdos voltados aos gestores auditados, como orientações e treinamentos. Posteriormente, entre 2012 e 2014, houve expansão de dados e maior diversidade de informações.</p>
<p>Já entre 2020 e 2024, a mudança tornou-se mais evidente. Cresceram canais de denúncia, bases de dados abertas e ferramentas de participação. Os registros de mecanismos de ouvidoria e denúncia presentes nos sites de todos os Tribunais saltaram de apenas 17 em meados dos anos 2000 para mais de 450 no último período analisado (entre 2020 e 2024), um aumento de 2700%. Da mesma forma, a apresentação de dados que permitem controle social (como as prestações de contas municipais) passaram de oito para 440 itens, um crescimento de 5500%.</p>
<p>Além disso, o conteúdo direcionado diretamente aos cidadãos aumentou de 23% para 39%. Esse movimento indica que os Tribunais deixaram de se apresentar apenas como órgãos fiscalizadores distantes e passaram a se posicionar como facilitadores da participação social.</p>
<h2>Comunicação como estratégia, não como detalhe</h2>
<p>A principal conclusão é que a comunicação digital não é apenas um canal técnico. Pelo contrário, ela ajuda a definir quem a organização é e como será percebida. Quando um Tribunal amplia seus canais de diálogo, investe em transparência e utiliza recursos como inteligência artificial para facilitar o acesso a relatórios, ele também redefine sua identidade institucional.</p>
<p>Portanto, gestores públicos devem tratar a comunicação como elemento central da estratégia. Além disso, as tecnologias devem ser usadas para estimular interação e resposta, e não apenas para publicar documentos.</p>
<p>Por fim, o estudo sugere que outras organizações públicas, como agências reguladoras e defensorias, podem adotar práticas semelhantes. Dessa forma, podem fortalecer sua legitimidade democrática e ampliar o valor público entregue à sociedade.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1177/00208523251411079">o artigo na íntegra.   </a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<title>China e Estados Unidos não vivem uma “Guerra Fria 2.0”: o que os dados realmente mostram sobre essa relação</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/china-e-estados-unidos-nao-vivem-uma-guerra-fria-2-0-o-que-os-dados-realmente-mostram-sobre-essa-relacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 11:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[China e EUA]]></category>
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		<category><![CDATA[rivalidade China Estados Unidos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/190-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Relações diplomáticas e comerciais entre China e Estados Unidos no século XXI" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/190-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/190-1-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/190-1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/190-1-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A expressão “Guerra Fria 2.0” tem sido usada com frequência para interpretar as relações diplomáticas e comerciais entre China e Estados Unidos no século XXI. No entanto, uma pesquisa recente da FGV EAESP mostra que essa comparação simplifica um cenário muito mais complexo. Embora o discurso político esteja mais duro e a rivalidade geopolítica tenha [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/china-e-estados-unidos-nao-vivem-uma-guerra-fria-2-0-o-que-os-dados-realmente-mostram-sobre-essa-relacao/">China e Estados Unidos não vivem uma “Guerra Fria 2.0”: o que os dados realmente mostram sobre essa relação</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/190-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Relações diplomáticas e comerciais entre China e Estados Unidos no século XXI" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/190-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/190-1-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/190-1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/190-1-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A expressão “Guerra Fria 2.0” tem sido usada com frequência para interpretar as relações diplomáticas e comerciais entre China e Estados Unidos no século XXI. No entanto, uma pesquisa recente da FGV EAESP mostra que essa comparação simplifica um cenário muito mais complexo. Embora o discurso político esteja mais duro e a rivalidade geopolítica tenha aumentado nos últimos anos, os dados revelam uma forte interdependência econômica entre as duas potências, o que distancia a realidade atual daquela vivida durante a Guerra Fria do século XX.</p>
<p>O estudo foi conduzido pelos pesquisadores Alexandre Abdal e Douglas Meira Ferreira, da FGV EAESP, e publicado na Brazilian Journal of Political Economy. Os autores combinaram análise histórica das relações diplomáticas entre China e Estados Unidos com dados de comércio internacional, observando padrões de importação e exportação ao longo das últimas décadas. O objetivo foi comparar a relação atual com a dinâmica da Guerra Fria do século XX e avaliar se essa analogia faz sentido do ponto de vista econômico e histórico.</p>
<h1>Relações diplomáticas e comerciais entre China e Estados Unidos</h1>
<p>Apesar da crescente animosidade diplomática, especialmente na última década, os dados mostram que China e Estados Unidos seguem profundamente conectados economicamente. Diferentemente da Guerra Fria entre EUA e União Soviética, quando havia economias praticamente separadas, hoje existe uma integração intensa nas cadeias globais de produção, comércio e tecnologia.</p>
<p>Essa relação começou a ser construída nos anos 1970, com a aproximação diplomática simbolizada pelo encontro entre Mao Tsé-Tung e Richard Nixon. Desde então, mesmo diante de crises como a Praça Tiananmen, disputas sobre Taiwan e guerras comerciais, o comércio bilateral continuou crescendo.</p>
<p>A entrada da China na Organização Mundial do Comércio, em 2001, marcou um ponto de virada. A partir daí, o volume de comércio entre os dois países aumentou de forma expressiva. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos passaram a registrar déficits crescentes na balança comercial de produtos manufaturados, enquanto a China consolidou superávits nesse setor, inclusive em produtos de alta tecnologia.</p>
<p>Esse padrão revela uma interdependência desigual. Os Estados Unidos dependem fortemente de importações industriais chinesas, enquanto a China depende de outros países para o fornecimento de commodities e recursos naturais. Ainda assim, essa troca mútua torna um rompimento econômico completo pouco provável nos curto e médio prazos.</p>
<h2>Crise do projeto de globalização dos Estados Unidos e ascensão econômica da China</h2>
<p>Segundo os autores, chamar essa relação de “Guerra Fria 2.0” cria mais confusão do que clareza. A metáfora ignora o contexto histórico atual, desconsidera a integração econômica existente e leva analistas a interpretar fenômenos novos com conceitos antigos. Além disso, uma verdadeira Guerra Fria pressupõe isolamento econômico e blocos rivais bem definidos, o que não acontece no mundo atual.</p>
<p>Sendo assim, a pesquisa mostra que a rivalidade sino-estadunidense está ligada à crise do projeto de globalização liderado pelos Estados Unidos após 2008, agravada pela pandemia e por conflitos recentes. Enquanto os EUA adotam medidas mais protecionistas, a China avança com seu próprio projeto de globalização, investindo em infraestrutura e novas instituições internacionais.</p>
<p>Por fim, o estudo conclui que o mundo vive uma fase de competição entre grandes potências em um cenário multipolar, mas não uma nova Guerra Fria. Compreender essa diferença, portanto, é fundamental para evitar diagnósticos simplistas e pensar políticas mais eficazes para a economia global e as relações internacionais.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1590/0101-31572025-3758">o artigo na íntegra.     </a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/china-e-estados-unidos-nao-vivem-uma-guerra-fria-2-0-o-que-os-dados-realmente-mostram-sobre-essa-relacao/">China e Estados Unidos não vivem uma “Guerra Fria 2.0”: o que os dados realmente mostram sobre essa relação</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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		<title>Eleições e servidores públicos: como o período eleitoral afeta o trabalho no setor público</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/eleicoes-e-servidores-publicos-como-o-periodo-eleitoral-afeta-o-trabalho-no-setor-publico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 11:17:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento de trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/184-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Eleições e servidores públicos em ambiente de trabalho, representando tensões e desafios no período eleitoral" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/184-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/184-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/184-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/184-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />As eleições são um pilar da democracia, mas também representam um período de incerteza para quem trabalha no setor público. Durante campanhas eleitorais, mudanças de governo e disputas políticas ganham espaço no cotidiano das instituições. Esse cenário pode afetar diretamente o comportamento dos servidores públicos, influenciando relações de trabalho, clima organizacional e desempenho. Entender, portanto, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/184-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Eleições e servidores públicos em ambiente de trabalho, representando tensões e desafios no período eleitoral" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/184-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/184-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/184-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/184-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>As eleições são um pilar da democracia, mas também representam um período de incerteza para quem trabalha no setor público. Durante campanhas eleitorais, mudanças de governo e disputas políticas ganham espaço no cotidiano das instituições. Esse cenário pode afetar diretamente o comportamento dos servidores públicos, influenciando relações de trabalho, clima organizacional e desempenho. Entender, portanto, como eleições impactam servidores públicos é fundamental para garantir a continuidade e a qualidade dos serviços prestados à sociedade.</p>
<p>O estudo foi conduzido por Gustavo Tavares, em coautoria com Joana Story e Gabriela Lotta, pesquisadoras da FGV EAESP, e publicado na Public Administration Review, uma das revistas mais prestigiadas da área de administração pública. A pesquisa analisou dados de 283 servidores públicos de carreira no Brasil, comparando o período das eleições presidenciais de 2022 com um momento de maior estabilidade política em 2023. Dessa forma, os dados foram coletados por meio de questionários aplicados antes e após a eleição, permitindo observar mudanças no comportamento ao longo do tempo.</p>
<h1>Eleições e servidores públicos no dia a dia das organizações</h1>
<p>Os resultados mostram que eleições funcionam como eventos de grande impacto dentro das organizações públicas. Ou seja, durante o período eleitoral, as posições políticas dos servidores podem se tornar mais visíveis, o que pode gerar tensões entre colegas. Como consequência, conflitos interpessoais e comportamentos desviantes aumentam, especialmente quando há diversidade de opiniões políticas no mesmo ambiente de trabalho.</p>
<p>Isso é importante porque crescimento de comportamentos nocivos no trabalho podem prejudicar o desempenho, diminuir o engajamento, levar a uma queda na qualidade nas entregas e a um maior absenteísmo. O estresse e a ansiedade provocados pela incerteza política comprometer até servidores de carreira com alta estabilidade e formação técnica.</p>
<p>Outro achado importante é que este processo pode mudar de acordo com a instituição em que os servidores trabalham. Órgãos mais suscetíveis à politização, ou seja, mais expostos à interferência de autoridades políticas eleitas, tendem a sofrer impactos mais intensos. Já organizações mais técnicas e autônomas conseguem preservar maior estabilidade durante o período eleitoral.</p>
<p>A pesquisa mostra que eleições influenciam o comportamento de servidores públicos de forma significativa, desafiando a ideia de neutralidade no serviço público. Para reduzir esses efeitos, os autores destacam a importância de fortalecer a estabilidade gerencial, ampliar a presença de servidores de carreira em cargos de liderança e investir em planejamento estratégico de longo prazo nas organizações públicas.</p>
<p>Por fim, gestores também têm papel central ao promover ambientes politicamente neutros, estabelecer regras claras de convivência e agir de forma preventiva para reduzir conflitos. Assim, compreender a relação entre eleições e servidores públicos é essencial para proteger as instituições democráticas e garantir serviços públicos mais eficazes, mesmo em períodos de alta tensão política.</p>
<p>Leia <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/puar.70046">o artigo na íntegra.</a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
<p>Crédito foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado</p>
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		<title>Como a Administração Pública brasileira fortalece a democracia por meio da inclusão social</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/administracao-publica-brasileira-inclusao-social-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Feb 2026 11:00:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/182-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Administração Pública brasileira e inclusão social em reunião de conselho de políticas públicas com participação da sociedade" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/182-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/182-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/182-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/182-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A democracia depende de instituições públicas fortes, confiáveis e capazes de responder às demandas da sociedade. No Brasil, esse desafio sempre esteve ligado à desigualdade social e à dificuldade histórica de garantir serviços públicos de qualidade para toda a população. Por isso, desde a redemocratização, a Administração Pública passou a investir em políticas que ampliam [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/182-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Administração Pública brasileira e inclusão social em reunião de conselho de políticas públicas com participação da sociedade" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/182-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/182-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/182-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/182-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A democracia depende de instituições públicas fortes, confiáveis e capazes de responder às demandas da sociedade. No Brasil, esse desafio sempre esteve ligado à desigualdade social e à dificuldade histórica de garantir serviços públicos de qualidade para toda a população. Por isso, desde a redemocratização, a Administração Pública passou a investir em políticas que ampliam a inclusão social, fortalecem a participação cidadã e profissionalizam o serviço público. Ao mesmo tempo, buscou reconstruir a confiança da sociedade nas instituições, algo essencial para a sustentação do regime democrático.</p>
<p>Um estudo sobre o tema foi publicado na revista acadêmica Public Administration Review, uma das mais relevantes da área no mundo. Os autores são os professores Evan Berman, Eduardo Grin, Gabriela Lotta, Fernando Abrucio e Lauro Gonzalez, da FGV EAESP, em parceria com os alunos Maira Gabriela Santos de Souza, Yasmim Marques de Melo e Jaedson Gomes dos Santos. A pesquisa analisa a trajetória da Administração Pública brasileira desde 1988, combinando revisão de estudos anteriores, análise institucional e exemplos concretos de políticas públicas.</p>
<h1>Administração Pública brasileira e inclusão social</h1>
<p>Os resultados mostram que a Administração Pública do Brasil adotou um conjunto de inovações que ajudaram a fortalecer a governança democrática. Entre elas, destacam-se os conselhos de políticas públicas, que reúnem governo e sociedade civil para deliberar, monitorar e fiscalizar políticas. Sendo assim, esses espaços ampliaram a voz dos cidadãos e aumentaram a transparência das decisões públicas.</p>
<p>Além disso, órgãos de controle ganharam mais autonomia e poder de atuação, inclusive com capacidade de aplicar sanções. Como consequência, houve avanço na responsabilização do uso dos recursos públicos. Paralelamente, a descentralização concedeu mais autonomia administrativa e financeira aos municípios. Isso permitiu respostas mais rápidas às demandas locais e estimulou a inovação em políticas públicas.</p>
<p>Outro ponto central é o investimento em programas de garantia de renda, que se tornaram referência internacional no combate à pobreza, como o Bolsa Família. Esses programas mostraram que a coordenação entre diferentes níveis de governo pode gerar resultados concretos na redução das desigualdades. Ao mesmo tempo, a profissionalização do serviço público, com concursos públicos e regras mais claras, contribuiu para aumentar a confiança da população e melhorar a entrega de serviços essenciais.</p>
<h2>Desafios e futuros passos</h2>
<p>A pesquisa também reconhece limites importantes. A Administração Pública brasileira ainda convive com burocracias rígidas, excesso de regras e desigualdade de capacidades entre órgãos. Por isso, surgem as chamadas “ilhas de excelência”, setores que funcionam bem mesmo em um ambiente desafiador. Esses exemplos mostram que é possível inovar, embora ainda falte uma abordagem mais integrada.</p>
<p>Por fim, o estudo conclui que a Administração Pública brasileira deu contribuições relevantes para o fortalecimento da democracia ao apostar na inclusão social, na participação cidadã e na profissionalização do Estado. No entanto, os autores destacam que o próximo passo envolve fortalecer a liderança dos gestores públicos e melhorar a gestão de desempenho. Assim, será possível ampliar resultados em áreas críticas como educação, segurança e crescimento econômico, mantendo o apoio e a confiança da sociedade nas instituições democráticas.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1111/puar.70045">o artigo na íntegra.   </a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<item>
		<title>O lado sombrio da Inteligência Artificial Generativa para aprendizagem</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/o-lado-sombrio-da-inteligencia-artificial-generativa-para-aprendizagem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Dec 2025 11:00:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[compartilhamento de conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial generativa]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 4]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/shutterstock_2532046693-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="pesquisa sobre os riscos da inteligência artificial generativa" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/shutterstock_2532046693-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/shutterstock_2532046693-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/shutterstock_2532046693-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/shutterstock_2532046693-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A inteligência artificial generativa (IAG) entrou rapidamente no nosso cotidiano e, embora facilite tarefas e aumente a produtividade, também levanta preocupações importantes. Cada vez mais usada para responder dúvidas, criar textos e apoiar decisões, ela pode, se usada de forma acrítica, enfraquecer o processo de aprendizagem e comprometer a qualidade do conhecimento que consumimos. Para [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/o-lado-sombrio-da-inteligencia-artificial-generativa-para-aprendizagem/">O lado sombrio da Inteligência Artificial Generativa para aprendizagem</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/shutterstock_2532046693-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="pesquisa sobre os riscos da inteligência artificial generativa" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/shutterstock_2532046693-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/shutterstock_2532046693-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/shutterstock_2532046693-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/shutterstock_2532046693-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A inteligência artificial generativa (IAG) entrou rapidamente no nosso cotidiano e, embora facilite tarefas e aumente a produtividade, também levanta preocupações importantes. Cada vez mais usada para responder dúvidas, criar textos e apoiar decisões, ela pode, se usada de forma acrítica, enfraquecer o processo de aprendizagem e comprometer a qualidade do conhecimento que consumimos. Para entender melhor os riscos da inteligência artificial generativa, pesquisadores analisaram o que há por trás do uso crescente de ferramentas como ChatGPT e similares.</p>
<p>O estudo foi conduzido por Michal Izak, Amon Barros (FGV EAESP), Ajnesh Prasad e Martyna Śliwa, e publicado na revista científica Management Learning. A pesquisa utiliza revisão de literatura, reunindo evidências recentes sobre os impactos da IA generativa na aprendizagem individual, organizacional e social.</p>
<p>Segundo os autores, embora a IAG ofereça velocidade e praticidade, ela também pode causar efeitos inesperados. Primeiramente, porque os modelos geram textos baseados em padrões pré-existentes, e não em novas descobertas. Portanto, o usuário pode acreditar que está acessando conhecimento confiável, mas na verdade está recebendo informações limitadas e, às vezes, incorretas. Isso é o que os pesquisadores chamam de “verdades ilusórias”.</p>
<p>Além disso, como muitas pessoas não têm formação técnica para avaliar a precisão dessas respostas, torna-se mais fácil aceitar explicações superficiais como se fossem completas. Assim, surge um risco real: quanto mais alguém depende da IA para aprender, menos exercita reflexão própria e interpretação contextual.</p>
<h1>Os riscos da inteligência artificial generativa para a aprendizagem</h1>
<p>Outro ponto crítico identificado é a crescente dependência. Quanto mais a ferramenta é usada para resolver problemas complexos, mais confortável e atraente se torna recorrer a ela novamente. Isso se observa, por exemplo, em áreas sensíveis, como a saúde, em que profissionais podem passar a confiar demais na IA, deixando de aprofundar análises essenciais.</p>
<p>A pesquisa também alerta para o impacto da IAG na criatividade e na troca humana. Como os modelos tendem a padronizar ideias, respostas e estilos, eles podem enfraquecer a originalidade e reduzir a riqueza das interações educacionais. Paralelamente, quando estudantes tratam respostas automáticas como verdades absolutas, diminuem o debate crítico. Porém, isso é justamente o que sustenta a aprendizagem de longo prazo.</p>
<p>Os autores afirmam que o problema não está na tecnologia em si, mas em como a utilizamos. Dessa forma, defendem que escolas, universidades e organizações devem incentivar o letramento em IA, além de ambientes de aprendizagem que valorizem conversas, questionamentos e interpretações humanas. Assim, a IA pode ser uma aliada, e não um obstáculo, no desenvolvimento de conhecimento de qualidade.</p>
<p>Por fim, se quisermos evitar que a aprendizagem se torne superficial, precisamos usar essas ferramentas com intenção, cautela e consciência. Afinal, o futuro do conhecimento depende das escolhas que fazemos agora.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1177/13505076251348575">o artigo na íntegra. </a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/o-lado-sombrio-da-inteligencia-artificial-generativa-para-aprendizagem/">O lado sombrio da Inteligência Artificial Generativa para aprendizagem</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Confiança entre policiais aumenta a preparação para emergências</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/confianca-entre-policiais-aumenta-a-preparacao-para-emergencias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2025 11:00:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[burocratas de nível de rua]]></category>
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		<category><![CDATA[ODS 16]]></category>
		<category><![CDATA[policiais no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[prontidão para emergências]]></category>
		<category><![CDATA[relações de confiança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/shutterstock_2548976861-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Policiais brasileiros em operação representando confiança entre colegas e prontidão para emergências." decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/shutterstock_2548976861-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/shutterstock_2548976861-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/shutterstock_2548976861-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/shutterstock_2548976861-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Emergências exigem respostas rápidas e bem coordenadas, especialmente no setor público, onde a linha de frente atua diretamente com cidadãos em situações de alta pressão. Por isso, entender o que influencia a preparação desses profissionais é essencial. Nesse contexto, a pesquisa analisada mostra que a confiança — tanto na organização quanto entre colegas — pode [&#8230;]</p>
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<p>O estudo foi conduzido pelos pesquisadores Nissim Cohen (Universidade de Haifa), Maayan Davidovitz (Universidade de Tel Aviv), Gabriela Lotta (FGV EAESP) e Teddy Lazebnik (Universidade Ariel), e publicado na International Public Management Journal. Para isso, eles realizaram uma pesquisa com 2.733 policiais militares e civis brasileiros, que responderam a um questionário sobre confiança em seus pares, nos comandantes e na instituição, além de suas percepções sobre o preparo da organização para emergências.</p>
<h1>Como a confiança entre policiais influencia a prontidão para emergências</h1>
<p>Os dados mostram que, embora os níveis gerais de confiança na instituição policial e nos comandantes sejam baixos, muitos policiais confiam bastante em seus colegas diretos. Isso é importante, pois a análise indica que essa confiança tem relação direta com a sensação de prontidão da organização. Em outras palavras, quanto mais o policial confia nos seus pares e na instituição, mais ele acredita que sua corporação está preparada para agir em situações de crises.</p>
<p>Além disso, a pesquisa revela que a confiança não funciona de forma simples. Há relações lineares e não lineares entre confiança e prontidão, mostrando que os vínculos sociais dentro das equipes são mais complexos do que parecem. Outro ponto relevante é que idade e renda não influenciam a percepção de prontidão.</p>
<p>O estudo conclui que a confiança é essencial para melhorar o desempenho em emergências. Assim, gestores públicos devem investir em estratégias que reforcem vínculos dentro das equipes, como treinamentos conjuntos, simulações realistas e atividades de fortalecimento de relacionamento entre profissionais. Esses esforços podem criar ambientes mais seguros, cooperativos e eficazes, especialmente em contextos de risco constante como o trabalho policial no Brasil.</p>
<p>Ao final, a pesquisa reforça que fortalecer a confiança não é apenas uma questão de clima organizacional, mas um passo fundamental para garantir respostas rápidas, humanas e eficientes em situações de emergência.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1080/10967494.2025.2510632">o artigo na íntegra. </a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<title>Ruas Abertas em São Paulo: estudo revela caminhos para ampliar lazer, comércio e mobilidade ativa</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/expansao-programa-ruas-abertas-sao-paulo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Dec 2025 11:03:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[comércio local]]></category>
		<category><![CDATA[espaço público]]></category>
		<category><![CDATA[lazer urbano]]></category>
		<category><![CDATA[mobilidade ativa]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 11]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento urbano]]></category>
		<category><![CDATA[ruas Abertas]]></category>
		<category><![CDATA[são paulo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2635550277-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Mapa ilustrando potenciais vias para expansão do Programa Ruas Abertas em São Paulo." decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2635550277-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2635550277-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2635550277-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2635550277-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />O movimento de abertura de ruas, em São Paulo, tem ganhado força. Ele oferece algo cada vez mais necessário nas grandes cidades: mais áreas de lazer, mais espaços seguros para caminhar e mais oportunidades para fortalecer o comércio local. Foi justamente para entender como ampliar esse impacto que o professor da FGV EAESP, Alexandre Abdal, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2635550277-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Mapa ilustrando potenciais vias para expansão do Programa Ruas Abertas em São Paulo." decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2635550277-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2635550277-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2635550277-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2635550277-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>O movimento de abertura de ruas, em São Paulo, tem ganhado força. Ele oferece algo cada vez mais necessário nas grandes cidades: mais áreas de lazer, mais espaços seguros para caminhar e mais oportunidades para fortalecer o comércio local. Foi justamente para entender como ampliar esse impacto que o professor da FGV EAESP, Alexandre Abdal, e os professores convidados Letícia Sabino (Instituto Caminhabilidade) e Victor Callil (Cebrap), junto com uma turma de alunos da graduação em Administração Pública, desenvolveram um estudo detalhado sobre o tema. O trabalho foi desenvolvido no âmbito da disciplina Projeto Aplicado, 6º semestre do Curso de Graduação em Administração Pública, e foi realizado em parceria com o Instituto Caminhabilidade e o Cebrap.</p>
<p>Para construir as propostas, o grupo combinou análise normativa, levantamento de campo, entrevistas, mapas temáticos e o desenvolvimento de uma ferramenta própria. A Matriz ANDAVEL é método de priorização de territórios para o recebimento de abertura de avenidas para o lazer.</p>
<h1>Como fazer uma Expansão do Programa Ruas Abertas em São Paulo</h1>
<p>Os resultados mostram que a expansão do Programa precisa ir além do centro da cidade, alcançando bairros onde o acesso ao lazer ainda é limitado. Por isso, a análise destacou distritos como Guaianases, Lajeado, Cidade Tiradentes e, principalmente, Sapopemba. Esses locais reúnem alta densidade populacional, baixa renda e poucas áreas públicas qualificadas. A partir dessa análise, a Av. Sapopemba foi selecionada como via-piloto para a modalidade Avenidas Abertas para o Lazer, pois apresenta boa arborização, ciclovia, conexão com ônibus e metrô e um parque acessível diretamente pela via. Ela seria a continuidade do programa que já existe na Av. Paulista desde 2017 e, mais recentemente, na Liberdade.</p>
<p>O estudo também investigou a expansão do programa em áreas comerciais. Dessa forma, os pesquisadores analisaram diferentes ruas representativas da cidade e concluíram que a Rua José Paulino, no Bom Retiro, reúne as melhores condições para um projeto-piloto de Ruas Abertas Comerciais. Além disso, a escolha considerou fatores como transporte, presença de bicicletários, tipo de via e relevância econômica do comércio local.</p>
<h2>Evidências, Propostas e Novos Caminhos para a Cidade</h2>
<p>Sendo assim, os autores destacam que abrir ruas para as pessoas é mais do que uma ação de mobilidade. Na prática, essa medida transforma a experiência urbana, ressignifica a cidade, amplia a convivência, fortalece os pequenos negócios, cria oportunidades de cultura e reforça o pertencimento. Por isso, o relatório propõe a criação de uma nova lei. Ela contaria com regras claras, monitoramento contínuo e um modelo de governança que atribua prioridade política ao Programa e envolva poder público e comunidade. Assim, órgãos públicos garantiriam previsibilidade e legitimidade ao programa.</p>
<p>Por fim, o estudo mostra que a expansão das Ruas Abertas depende diretamente da capacidade de integrar mobilidade, lazer, comércio e cultura em uma mesma estratégia. Mais do que um programa de circulação, trata-se de uma forma de repensar o espaço urbano. Isso torna São Paulo mais democrática, vibrante e acessível para todos.</p>
<p>Leia <a href="https://hdl.handle.net/10438/37965">o relatório na íntegra. </a></p>
<p>Alunos envolvidos no projeto: André Rhinow, Arthur Quinello, Camila Melo, Davi Fullin, Giovana Iwata, Giovana Rodrigues, Guilherme de Aguiar, Lucas Clemente, Maria Isabela Marques, Melissa Kawakami, Rafaela Félix, Rhayani Dias, Sol Lee Min.</p>
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		<title>Por que a atenção das pessoas influencia a eficácia da política monetária</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/atencao-agentes-economicos-eficacia-politica-monetaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Dec 2025 11:39:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[atenção]]></category>
		<category><![CDATA[atenção dos agentes econômicos]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento econômico]]></category>
		<category><![CDATA[economia comportamental]]></category>
		<category><![CDATA[formação de expectativas]]></category>
		<category><![CDATA[política monetária]]></category>
		<category><![CDATA[racionalidade limitada]]></category>
		<category><![CDATA[volatilidade econômica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2577318333-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="A atenção dos agentes econômicos varia conforme a volatilidade e influencia a política monetária." decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2577318333-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2577318333-1-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2577318333-1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2577318333-1-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Por que uma mesma política monetária gera resultados diferentes em países distintos? Segundo uma pesquisa recente publicada na Journal of Economic Behavior &#38; Organization, a resposta pode estar na atenção dos agentes econômicos — ou seja, no quanto famílias e empresas realmente acompanham as informações sobre inflação, juros e crescimento. O estudo, conduzido por Jonathan [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2577318333-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="A atenção dos agentes econômicos varia conforme a volatilidade e influencia a política monetária." decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2577318333-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2577318333-1-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2577318333-1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/11/shutterstock_2577318333-1-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Por que uma mesma política monetária gera resultados diferentes em países distintos? Segundo uma pesquisa recente publicada na Journal of Economic Behavior &amp; Organization, a resposta pode estar na atenção dos agentes econômicos — ou seja, no quanto famílias e empresas realmente acompanham as informações sobre inflação, juros e crescimento.</p>
<p>O estudo, conduzido por Jonathan Benchimol (Banco de Israel), Lahcen Bounader (Banco Mundial) e Mario Dotta (FGV EAESP), oferece a primeira estimativa internacional sobre esse fenômeno, analisando 22 países da OCDE entre 1996 e 2019.</p>
<p>Usando um modelo comportamental e técnicas estatísticas, os pesquisadores mensuraram o grau de “atenção econômica” de cada país. Em termos simples, o estudo avaliou quanto os agentes estão atentos às variáveis que afetam diretamente suas decisões — como inflação e taxa de juros — e como essa atenção varia de acordo com o contexto econômico.</p>
<h1>Como a atenção dos agentes econômicos muda o impacto e eficácia da política monetária</h1>
<p>Os resultados mostram grande heterogeneidade entre países. Na Turquia, México e Colômbia, onde a economia é mais volátil, os agentes prestam mais atenção às mudanças econômicas. Por outro lado, em economias estáveis, como Reino Unido e Chile, a atenção tende a ser menor.</p>
<p>Portanto, três achados principais se destacam:</p>
<ul>
<li>Volatilidade e atenção caminham juntas: países com maior instabilidade econômica demonstram níveis mais altos de atenção.</li>
<li>Busca por informação importa: a frequência de pesquisas no Google sobre inflação e preços está diretamente ligada à atenção dos agentes.</li>
<li>Instituições fortes favorecem atenção, ou seja, a eficácia do governo influencia a clareza das informações e o foco da sociedade nos indicadores econômicos.</li>
</ul>
<p>A pesquisa revela que a atenção é tanto um fenômeno comportamental quanto estrutural, respondendo a fatores institucionais e a condições econômicas. Quando a economia está estável, as pessoas tendem a relaxar e prestar menos atenção. Porém, isso pode reduzir o efeito de políticas monetárias, como ajustes na taxa de juros.</p>
<p>Por outro lado, em períodos de incerteza, a atenção aumenta e as respostas econômicas se tornam mais intensas. Ou seja, a eficácia da política monetária depende do contexto cognitivo e institucional de cada país.</p>
<h2>Como a atenção molda a economia</h2>
<p>Por fim, os autores sugerem que bancos centrais considerem essa variação na hora de definir políticas. Em ambientes de baixa atenção, talvez seja necessário comunicar mais claramente ou agir com mais intensidade para atingir os mesmos resultados. Além disso, governos eficazes e uma boa comunicação econômica ajudam a manter a sociedade engajada — o que torna as políticas públicas mais eficientes.</p>
<p>Em suma, entender como a atenção humana influencia decisões econômicas é um passo essencial para criar políticas mais realistas e eficazes — lembrando que, no fim, a economia é feita por pessoas, e pessoas só reagem ao que realmente percebem.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1016/j.jebo.2025.107068">o artigo na íntegra. </a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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