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Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa
Home Administração pública

Tese por artigos em administração pública: ganhos, riscos e o que dizem os dados no Brasil

8 de abril de 2026
Consumidor depositando embalagens usadas em ponto de coleta de reciclagem em loja, exemplo de como empresas podem engajar consumidores na economia circular.

Resumo da pesquisa

  1. Das 139 teses analisadas entre 2014 e 2022, 17 adotaram o modelo de tese por artigos, o que representa 12,2% do total.
  2. A maioria das teses por artigos apresentou dificuldades para integrar teoria e métodos, especialmente ao combinar abordagens qualitativas e quantitativas.
  3. Embora o formato amplie a visibilidade e a produtividade, ele exige planejamento rigoroso e maior maturidade do pesquisador.

 


Pesquisador(es):

Rafael Viegas

Fernando Abrucio

Marco Antonio Carvalho Teixeira 

Silvia Mongelós

A tese por artigos em administração pública ganha espaço no Brasil e levanta um debate importante sobre qualidade e formação acadêmica. Tradicionalmente, o doutorado culmina em um trabalho único e extenso, que demonstra a capacidade do pesquisador de conduzir um estudo independente. No entanto, cresce o interesse por um modelo que organiza a tese como um conjunto de artigos científicos publicáveis. A mudança promete mais agilidade e impacto, mas também impõe novos desafios.

Um estudo conduzido por Rafael Viegas, Fernando Abrucio, Marco Antonio Carvalho Teixeira e Silvia Mongelós, da FGV EAESP, e publicado na Revista de Administração, Ensino e Pesquisa, analisou 139 teses defendidas entre 2014 e 2022 em programas brasileiros de administração pública. Os pesquisadores coletaram os dados no banco de teses da Capes e examinaram como cada trabalho articulou teoria, métodos e escolhas conceituais. Do total, 17 teses adotaram o formato por artigos.

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Tese por artigos em administração pública

Os dados mostram os benefícios do modelo. Primeiro, o doutorando pode publicar resultados antes mesmo de concluir o curso. Assim, amplia sua visibilidade, fortalece o currículo e aumenta suas chances em processos seletivos acadêmicos. Além disso, aprende a dialogar com pareceristas e editores, o que qualifica sua escrita e sua capacidade de argumentação.

O formato também oferece flexibilidade. O pesquisador pode direcionar cada artigo a públicos e revistas diferentes, aprofundando aspectos específicos do tema. Sendo assim, consegue dialogar com debates variados e inserir seu trabalho em redes de pesquisa mais amplas.

Entretanto, os desafios chamam atenção. A maioria das 17 teses analisadas não integrou de forma consistente os fundamentos teóricos e as estratégias metodológicas. O problema se intensificou quando os autores combinaram entrevistas, estudos de caso e análises estatísticas no mesmo projeto. Sem uma base conceitual clara, os artigos até funcionam isoladamente, mas o conjunto perde força como tese.

Coerência teórica e formação do pesquisador

Outro achado relevante envolve a clareza das escolhas científicas. Grande parte das teses priorizou abordagens voltadas à mensuração e à generalização de resultados. Ainda assim, muitos trabalhos não explicitaram com precisão por que adotaram determinado caminho metodológico nem quais limites essa decisão impôs às conclusões. Como consequência, o poder explicativo do conjunto diminuiu.

O estudo também alerta para a pressão por produtividade. Quando o doutorando foca apenas na publicação rápida de artigos, corre o risco de deixar em segundo plano a reflexão mais ampla que o doutorado deve estimular. Afinal, a formação de um pesquisador exige tempo para testar ideias, revisar hipóteses e amadurecer conceitos.

Os autores não defendem o abandono da tese por artigos. Ao contrário, reconhecem suas vantagens e destacam seu potencial para ampliar o impacto da pesquisa brasileira. No entanto, reforçam que programas de pós-graduação precisam preparar melhor seus alunos para esse formato. Planejamento rigoroso, coerência entre teoria e método e acompanhamento próximo da orientação fazem toda a diferença.

Em síntese, a tese por artigos em administração pública pode fortalecer a carreira do doutorando e acelerar a circulação do conhecimento. Contudo, só alcança esse objetivo quando preserva o núcleo formativo do doutorado: desenvolver a capacidade de analisar problemas complexos com consistência teórica e rigor metodológico.

Leia o artigo na íntegra.   

Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.

Tags: administração públicadoutoradoformação de pesquisadoresmetodologia de pesquisa em administraçãoODS 4pesquisa científicatese por artigos
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