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	<title>Arquivos administração pública - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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	<description>O Blog Impacto é uma iniciativa da FGV EAESP Pesquisa para disseminar o conhecimento produzido na instituição.</description>
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	<title>Arquivos administração pública - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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		<title>Tese por artigos em administração pública: ganhos, riscos e o que dizem os dados no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 11:11:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/195-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Consumidor depositando embalagens usadas em ponto de coleta de reciclagem em loja, exemplo de como empresas podem engajar consumidores na economia circular." decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/195-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/195-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/195-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/195-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />A tese por artigos em administração pública ganha espaço no Brasil e levanta um debate importante sobre qualidade e formação acadêmica. Tradicionalmente, o doutorado culmina em um trabalho único e extenso, que demonstra a capacidade do pesquisador de conduzir um estudo independente. No entanto, cresce o interesse por um modelo que organiza a tese como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/195-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Consumidor depositando embalagens usadas em ponto de coleta de reciclagem em loja, exemplo de como empresas podem engajar consumidores na economia circular." decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/195-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/195-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/195-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/195-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A tese por artigos em administração pública ganha espaço no Brasil e levanta um debate importante sobre qualidade e formação acadêmica. Tradicionalmente, o doutorado culmina em um trabalho único e extenso, que demonstra a capacidade do pesquisador de conduzir um estudo independente. No entanto, cresce o interesse por um modelo que organiza a tese como um conjunto de artigos científicos publicáveis. A mudança promete mais agilidade e impacto, mas também impõe novos desafios.</p>
<p>Um estudo conduzido por Rafael Viegas, Fernando Abrucio, Marco Antonio Carvalho Teixeira e Silvia Mongelós, da FGV EAESP, e publicado na Revista de Administração, Ensino e Pesquisa, analisou 139 teses defendidas entre 2014 e 2022 em programas brasileiros de administração pública. Os pesquisadores coletaram os dados no banco de teses da Capes e examinaram como cada trabalho articulou teoria, métodos e escolhas conceituais. Do total, 17 teses adotaram o formato por artigos.</p>
<h1>Tese por artigos em administração pública</h1>
<p>Os dados mostram os benefícios do modelo. Primeiro, o doutorando pode publicar resultados antes mesmo de concluir o curso. Assim, amplia sua visibilidade, fortalece o currículo e aumenta suas chances em processos seletivos acadêmicos. Além disso, aprende a dialogar com pareceristas e editores, o que qualifica sua escrita e sua capacidade de argumentação.</p>
<p>O formato também oferece flexibilidade. O pesquisador pode direcionar cada artigo a públicos e revistas diferentes, aprofundando aspectos específicos do tema. Sendo assim, consegue dialogar com debates variados e inserir seu trabalho em redes de pesquisa mais amplas.</p>
<p>Entretanto, os desafios chamam atenção. A maioria das 17 teses analisadas não integrou de forma consistente os fundamentos teóricos e as estratégias metodológicas. O problema se intensificou quando os autores combinaram entrevistas, estudos de caso e análises estatísticas no mesmo projeto. Sem uma base conceitual clara, os artigos até funcionam isoladamente, mas o conjunto perde força como tese.</p>
<h2>Coerência teórica e formação do pesquisador</h2>
<p>Outro achado relevante envolve a clareza das escolhas científicas. Grande parte das teses priorizou abordagens voltadas à mensuração e à generalização de resultados. Ainda assim, muitos trabalhos não explicitaram com precisão por que adotaram determinado caminho metodológico nem quais limites essa decisão impôs às conclusões. Como consequência, o poder explicativo do conjunto diminuiu.</p>
<p>O estudo também alerta para a pressão por produtividade. Quando o doutorando foca apenas na publicação rápida de artigos, corre o risco de deixar em segundo plano a reflexão mais ampla que o doutorado deve estimular. Afinal, a formação de um pesquisador exige tempo para testar ideias, revisar hipóteses e amadurecer conceitos.</p>
<p>Os autores não defendem o abandono da tese por artigos. Ao contrário, reconhecem suas vantagens e destacam seu potencial para ampliar o impacto da pesquisa brasileira. No entanto, reforçam que programas de pós-graduação precisam preparar melhor seus alunos para esse formato. Planejamento rigoroso, coerência entre teoria e método e acompanhamento próximo da orientação fazem toda a diferença.</p>
<p>Em síntese, a tese por artigos em administração pública pode fortalecer a carreira do doutorando e acelerar a circulação do conhecimento. Contudo, só alcança esse objetivo quando preserva o núcleo formativo do doutorado: desenvolver a capacidade de analisar problemas complexos com consistência teórica e rigor metodológico.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.13058/raep.2025.v26n2.2681">o artigo na íntegra.   </a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<title>Como a Administração Pública brasileira fortalece a democracia por meio da inclusão social</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/administracao-publica-brasileira-inclusao-social-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Feb 2026 11:00:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/182-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Administração Pública brasileira e inclusão social em reunião de conselho de políticas públicas com participação da sociedade" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/182-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/182-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/182-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/182-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />A democracia depende de instituições públicas fortes, confiáveis e capazes de responder às demandas da sociedade. No Brasil, esse desafio sempre esteve ligado à desigualdade social e à dificuldade histórica de garantir serviços públicos de qualidade para toda a população. Por isso, desde a redemocratização, a Administração Pública passou a investir em políticas que ampliam [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/182-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Administração Pública brasileira e inclusão social em reunião de conselho de políticas públicas com participação da sociedade" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/182-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/182-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/182-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/182-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A democracia depende de instituições públicas fortes, confiáveis e capazes de responder às demandas da sociedade. No Brasil, esse desafio sempre esteve ligado à desigualdade social e à dificuldade histórica de garantir serviços públicos de qualidade para toda a população. Por isso, desde a redemocratização, a Administração Pública passou a investir em políticas que ampliam a inclusão social, fortalecem a participação cidadã e profissionalizam o serviço público. Ao mesmo tempo, buscou reconstruir a confiança da sociedade nas instituições, algo essencial para a sustentação do regime democrático.</p>
<p>Um estudo sobre o tema foi publicado na revista acadêmica Public Administration Review, uma das mais relevantes da área no mundo. Os autores são os professores Evan Berman, Eduardo Grin, Gabriela Lotta, Fernando Abrucio e Lauro Gonzalez, da FGV EAESP, em parceria com os alunos Maira Gabriela Santos de Souza, Yasmim Marques de Melo e Jaedson Gomes dos Santos. A pesquisa analisa a trajetória da Administração Pública brasileira desde 1988, combinando revisão de estudos anteriores, análise institucional e exemplos concretos de políticas públicas.</p>
<h1>Administração Pública brasileira e inclusão social</h1>
<p>Os resultados mostram que a Administração Pública do Brasil adotou um conjunto de inovações que ajudaram a fortalecer a governança democrática. Entre elas, destacam-se os conselhos de políticas públicas, que reúnem governo e sociedade civil para deliberar, monitorar e fiscalizar políticas. Sendo assim, esses espaços ampliaram a voz dos cidadãos e aumentaram a transparência das decisões públicas.</p>
<p>Além disso, órgãos de controle ganharam mais autonomia e poder de atuação, inclusive com capacidade de aplicar sanções. Como consequência, houve avanço na responsabilização do uso dos recursos públicos. Paralelamente, a descentralização concedeu mais autonomia administrativa e financeira aos municípios. Isso permitiu respostas mais rápidas às demandas locais e estimulou a inovação em políticas públicas.</p>
<p>Outro ponto central é o investimento em programas de garantia de renda, que se tornaram referência internacional no combate à pobreza, como o Bolsa Família. Esses programas mostraram que a coordenação entre diferentes níveis de governo pode gerar resultados concretos na redução das desigualdades. Ao mesmo tempo, a profissionalização do serviço público, com concursos públicos e regras mais claras, contribuiu para aumentar a confiança da população e melhorar a entrega de serviços essenciais.</p>
<h2>Desafios e futuros passos</h2>
<p>A pesquisa também reconhece limites importantes. A Administração Pública brasileira ainda convive com burocracias rígidas, excesso de regras e desigualdade de capacidades entre órgãos. Por isso, surgem as chamadas “ilhas de excelência”, setores que funcionam bem mesmo em um ambiente desafiador. Esses exemplos mostram que é possível inovar, embora ainda falte uma abordagem mais integrada.</p>
<p>Por fim, o estudo conclui que a Administração Pública brasileira deu contribuições relevantes para o fortalecimento da democracia ao apostar na inclusão social, na participação cidadã e na profissionalização do Estado. No entanto, os autores destacam que o próximo passo envolve fortalecer a liderança dos gestores públicos e melhorar a gestão de desempenho. Assim, será possível ampliar resultados em áreas críticas como educação, segurança e crescimento econômico, mantendo o apoio e a confiança da sociedade nas instituições democráticas.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1111/puar.70045">o artigo na íntegra.   </a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<item>
		<title>Como a Inteligência Artificial está transformando a Administração Pública</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/como-a-inteligencia-artificial-esta-transformando-a-administracao-publica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Nov 2025 11:00:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[administração pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/10/shutterstock_2593195989-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Aplicações da Inteligência Artificial na Administração Pública" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/10/shutterstock_2593195989-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/10/shutterstock_2593195989-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/10/shutterstock_2593195989-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/10/shutterstock_2593195989-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A Inteligência Artificial na Administração Pública vem revolucionando a forma como governos planejam políticas e tomam decisões. Se antes gestores públicos dependiam apenas da experiência e da intuição, hoje contam com algoritmos e sistemas inteligentes capazes de processar grandes volumes de dados em segundos. Essa transformação traz ganhos de eficiência, mas também novos desafios: como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/10/shutterstock_2593195989-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Aplicações da Inteligência Artificial na Administração Pública" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/10/shutterstock_2593195989-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/10/shutterstock_2593195989-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/10/shutterstock_2593195989-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/10/shutterstock_2593195989-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A Inteligência Artificial na Administração Pública vem revolucionando a forma como governos planejam políticas e tomam decisões. Se antes gestores públicos dependiam apenas da experiência e da intuição, hoje contam com algoritmos e sistemas inteligentes capazes de processar grandes volumes de dados em segundos. Essa transformação traz ganhos de eficiência, mas também novos desafios: como garantir decisões éticas e transparentes quando há intervenção de máquinas?</p>
<p>Essas são algumas das reflexões trazidas pelos professores Ricardo Gomes e Fernando Deodato Domingos, da FGV EAESP, em artigo publicado na revista internacional Public Administration. O estudo revisita conceitos de Herbert Simon, como o de racionalidade limitada. Também propõe caminhos para que aplique-se a IA com responsabilidade e impacto positivo na gestão pública.</p>
<p>Os pesquisadores analisaram 193 artigos publicados nos últimos 50 anos sobre os trabalhos de Simon, a partir do banco de dados Web of Science. Essa revisão sistemática identificou três grandes eixos de pesquisa que ligam a IA à administração pública: Racionalidade e tomada de decisão, Desempenho humano, Trabalho, organizações e conhecimento.</p>
<h1>O impacto da Inteligência Artificial na administração pública moderna</h1>
<p>Com base nessa análise, o estudo revela como a Inteligência Artificial na Administração Pública vem sendo usada para aperfeiçoar processos decisórios, mas também alerta para a necessidade de aprimorar o diálogo entre tecnologia, ciência cognitiva e ética pública.</p>
<p>Um dos principais achados da pesquisa é que a racionalidade limitada — conceito que reconhece as limitações humanas na tomada de decisão — continua extremamente atual.</p>
<p>Assim como as pessoas, os sistemas de IA também operam com informações incompletas e restrições de tempo e contexto. Por isso, a tecnologia não deve buscar decisões “perfeitas”, mas soluções satisfatórias e éticas, alinhadas ao interesse público.</p>
<p>Os algoritmos de machine learning podem ajudar gestores a lidar com sobrecarga de dados e incertezas, mas precisam de supervisão humana e transparência nos processos decisórios.</p>
<p>A integração entre IA e setor público apresenta tanto oportunidades quanto riscos. O artigo destaca três grandes desafios:</p>
<ul>
<li>Mitigar vieses algorítmicos que podem reproduzir desigualdades sociais.</li>
<li>Garantir transparência e accountability nas decisões automatizadas.</li>
<li>Fortalecer a confiança pública nos sistemas inteligentes usados por governos.</li>
</ul>
<p>Dessa forma, os autores defendem o desenvolvimento de modelos de governança ética que combinem tecnologia, empatia e responsabilidade social. A IA deve ser usada como ferramenta de apoio, não de substituição, ao julgamento humano — um equilíbrio essencial para uma administração pública mais justa e eficiente.</p>
<h2>Um futuro de decisões públicas mais humanas e inteligentes</h2>
<p>A principal contribuição do estudo é mostrar que o futuro da Inteligência Artificial na Administração Pública depende da capacidade de unir diferentes áreas do conhecimento — da psicologia cognitiva à economia comportamental, da ciência de dados à gestão pública.</p>
<p>Portanto, essa integração pode gerar soluções mais transparentes, inclusivas e eficazes, ajudando governos a responder de forma adaptativa a crises, alocação de recursos e políticas sociais.</p>
<p>Por fim, o legado intelectual reinterpretado pelos pesquisadores serve como um guia para construir uma governança digital mais ética e centrada nas pessoas. Nela, a tecnologia potencializa — e não substitui — o papel humano na gestão pública.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1111/padm.13051">o artigo na integra.</a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/como-a-inteligencia-artificial-esta-transformando-a-administracao-publica/">Como a Inteligência Artificial está transformando a Administração Pública</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Professora Gabriela Lotta conquista três prêmios por pesquisas em Administração Pública</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/noticias-internas/gabriela-lotta-conquista-tres-premios-por-pesquisas-em-administracao-publica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Aug 2025 11:46:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias internas]]></category>
		<category><![CDATA[administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[burocracia]]></category>
		<category><![CDATA[democracia e gestão pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/08/Blog-Impacto-topo_gabriela-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/08/Blog-Impacto-topo_gabriela-150x150.png 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/08/Blog-Impacto-topo_gabriela-75x75.png 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/08/Blog-Impacto-topo_gabriela-350x350.png 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A professora Gabriela Lotta, docente e pesquisadora da FGV EAESP, foi recentemente reconhecida com três importantes premiações internacionais por sua produção acadêmica na área de Administração Pública. Os prêmios destacam não apenas a qualidade e relevância científica de seus trabalhos, mas também o impacto formativo de sua atuação como orientadora de jovens pesquisadores da instituição. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/noticias-internas/gabriela-lotta-conquista-tres-premios-por-pesquisas-em-administracao-publica/">Professora Gabriela Lotta conquista três prêmios por pesquisas em Administração Pública</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/08/Blog-Impacto-topo_gabriela-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/08/Blog-Impacto-topo_gabriela-150x150.png 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/08/Blog-Impacto-topo_gabriela-75x75.png 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/08/Blog-Impacto-topo_gabriela-350x350.png 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p class="xmsonormal"><span style="font-size: 11.0pt;">A professora <a href="https://eaesp.fgv.br/pessoa/gabriela-spanghero-lotta">Gabriela Lotta</a>, docente e pesquisadora da FGV EAESP, foi recentemente reconhecida com <b>três importantes premiações internacionais</b> por sua produção acadêmica na área de Administração Pública. Os prêmios destacam não apenas a qualidade e relevância científica de seus trabalhos, mas também o impacto formativo de sua atuação como orientadora de jovens pesquisadores da instituição.</span></p>
<p class="xmsonormal"><b><span style="font-size: 11.0pt;">Destaques das premiações:</span></b></p>
<p class="xmsonormal"><b><span style="font-size: 11.0pt;">1. Melhor Artigo da American Political Science Association (APSA)</span></b><span style="font-size: 11.0pt;"><br />
O artigo <i><a href="https://nam10.safelinks.protection.outlook.com/?url=https%3A%2F%2Fonlinelibrary.wiley.com%2Fdoi%2Fabs%2F10.1111%2Fpsj.12536&amp;data=05%7C02%7CGisele.Gaia%40fgv.br%7Ce31ec2e2a2544039764b08ddd460e308%7C79f6b639ab1242808077bdbeef869b33%7C0%7C0%7C638900234788049571%7CUnknown%7CTWFpbGZsb3d8eyJFbXB0eU1hcGkiOnRydWUsIlYiOiIwLjAuMDAwMCIsIlAiOiJXaW4zMiIsIkFOIjoiTWFpbCIsIldUIjoyfQ%3D%3D%7C0%7C%7C%7C&amp;sdata=poZ7478jwH5q7inLsqf8EqjLBGyLcdxrlw8rOP54oHU%3D&amp;reserved=0">“Are bureaucrats&#8217; interactions with politicians linked to the bureaucrats&#8217; policy entrepreneurship tendencies?”</a></i>, publicado no <i>Policy Studies Journal</i> (ABS 3), foi premiado como o melhor artigo do ano pela APSA. O trabalho é fruto de uma colaboração entre Gabriela Lotta e Mariana Costa Silveira, à época doutoranda na FGV EAESP e hoje professora universitária. O estudo investiga como as interações entre burocratas e políticos influenciam o comportamento empreendedor dos burocratas na formulação de políticas públicas.</span></p>
<p class="xmsonormal"><b><span style="font-size: 11.0pt;">2. Menção Honrosa na Academy of Management (AoM)</span></b><span style="font-size: 11.0pt;"><br />
O artigo <i><a href="https://nam10.safelinks.protection.outlook.com/?url=https%3A%2F%2Facademic.oup.com%2Fjpart%2Farticle%2F34%2F4%2F481%2F7656772%3Flogin%3Dfalse&amp;data=05%7C02%7CGisele.Gaia%40fgv.br%7Ce31ec2e2a2544039764b08ddd460e308%7C79f6b639ab1242808077bdbeef869b33%7C0%7C0%7C638900234788063040%7CUnknown%7CTWFpbGZsb3d8eyJFbXB0eU1hcGkiOnRydWUsIlYiOiIwLjAuMDAwMCIsIlAiOiJXaW4zMiIsIkFOIjoiTWFpbCIsIldUIjoyfQ%3D%3D%7C0%7C%7C%7C&amp;sdata=6YZA15z2Uk%2F3zBFQ6Mi8gR8UCU2sLP7bOVlvTF%2BdfP8%3D&amp;reserved=0">“Burdens, bribes, and bureaucrats: the political economy of petty corruption and administrative burdens”</a></i>, publicado no <i>Journal of Public Administration Research and Theory (JPART)</i> (ABS 4), recebeu menção honrosa de melhor artigo na divisão de Administração Pública da AoM. A pesquisa analisa como sobrecargas administrativas e práticas de corrupção de pequena escala afetam o funcionamento da burocracia, com implicações diretas para o desenho e a eficácia das políticas públicas.</span></p>
<p class="xmsonormal"><b><span style="font-size: 11.0pt;">3. Prêmio Camila Stivers da Public Management Research Association (PMRA)</span></b><span style="font-size: 11.0pt;"><br />
O artigo <i><a href="https://nam10.safelinks.protection.outlook.com/?url=https%3A%2F%2Facademic.oup.com%2Fppmg%2Farticle-abstract%2F7%2F1-2%2F13%2F7272979%3FredirectedFrom%3Dfulltext&amp;data=05%7C02%7CGisele.Gaia%40fgv.br%7Ce31ec2e2a2544039764b08ddd460e308%7C79f6b639ab1242808077bdbeef869b33%7C0%7C0%7C638900234788076427%7CUnknown%7CTWFpbGZsb3d8eyJFbXB0eU1hcGkiOnRydWUsIlYiOiIwLjAuMDAwMCIsIlAiOiJXaW4zMiIsIkFOIjoiTWFpbCIsIldUIjoyfQ%3D%3D%7C0%7C%7C%7C&amp;sdata=0wz69hyVb3IbE89KuMVDX3eZYRPNvzjkuaDoy0%2BkfDg%3D&amp;reserved=0">“The procedural politicking tug of war: Law-Versus-Management disputes in contexts of democratic backsliding”</a></i>, publicado no <i>Perspectives on Public Management and Governance</i> (ABS 2), foi agraciado com o <b>Prêmio Camila Stivers de Melhor Artigo</b>. O trabalho foi desenvolvido em coautoria com duas doutorandas e dois mestrandos da FGV EAESP, e analisa disputas burocráticas entre legalismo e gestão em contextos de erosão democrática.</span></p>
<p class="xmsonormal"><span style="font-size: 11.0pt;"> </span><span style="font-size: 11.0pt;">Parabéns a profa. Gabriela Lotta e seus coautores pela importantíssima conquista e pelo impacto significativo da pesquisa no campo da administração pública!</span></p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/noticias-internas/gabriela-lotta-conquista-tres-premios-por-pesquisas-em-administracao-publica/">Professora Gabriela Lotta conquista três prêmios por pesquisas em Administração Pública</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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		<title>Gerenciamento baseado em evidências: a chave para a sustentabilidade das instituições de saúde</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/blog-gestao-e-negocios/gerenciamento-baseado-em-evidencias-a-chave-para-a-sustentabilidade-das-instituicoes-de-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Mar 2025 21:20:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog Gestão e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[gestão pública]]></category>
		<category><![CDATA[saúde de qualidade]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.impacto.blog.br/?p=5124</guid>

					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/03/topo_blog_gestao_e_negocios_cristiano-berti-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/03/topo_blog_gestao_e_negocios_cristiano-berti-150x150.png 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/03/topo_blog_gestao_e_negocios_cristiano-berti-75x75.png 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/03/topo_blog_gestao_e_negocios_cristiano-berti-350x350.png 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Por Christiano dos Santos Berti, pós-graduando do Doutorado Profissional em Administração da FGV EAESP O setor de saúde brasileiro enfrenta uma crise sem precedentes, com desafios que testam a resiliência das instituições em todo o país. A pressão inflacionária nos hospitais e o aumento dos custos com tecnologias médicas são apenas parte do problema. Além [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/03/topo_blog_gestao_e_negocios_cristiano-berti-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/03/topo_blog_gestao_e_negocios_cristiano-berti-150x150.png 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/03/topo_blog_gestao_e_negocios_cristiano-berti-75x75.png 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/03/topo_blog_gestao_e_negocios_cristiano-berti-350x350.png 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p><em>Por Christiano dos Santos Berti, pós-graduando do <a href="https://eaesp.fgv.br/cursos/doutorado-profissional-administracao-dpa">Doutorado Profissional em Administração</a> da FGV EAESP</em></p>
<p>O setor de saúde brasileiro enfrenta uma crise sem precedentes, com desafios que testam a resiliência das instituições em todo o país. A pressão inflacionária nos hospitais e o aumento dos custos com tecnologias médicas são apenas parte do problema. Além disso, os planos de saúde lidam com altas taxas de sinistralidade, que agravam ainda mais a sustentabilidade financeira dessas instituições. Diante desse cenário, a necessidade de um gerenciamento eficaz e baseado em evidências é mais urgente do que nunca.</p>
<p>O mercado de saúde atual é caracterizado pela complexidade, incerteza e a necessidade constante de tomada de decisões sobre questões estratégicas e operacionais. Muitas vezes, as escolhas impactam negativamente a operação das instituições de saúde. Estratégias de redução de custos, como a adoção da &#8220;medicina baseada em evidências&#8221;, são frequentemente negligenciadas.</p>
<p>O gerenciamento de mudanças baseado em evidências promove a utilização de práticas embasadas cientificamente. Por exemplo, a contratação de treinamento especializado deve incluir uma análise prévia das evidências sobre a eficácia da capacitação e uma comparação entre os resultados antes e depois do treinamento com grupos de controle, garantindo uma avaliação precisa dos resultados alcançados.</p>
<p>Esse tipo de prática fundamenta-se em dois princípios-chave: primeiro, mudanças planejadas têm mais chances de sucesso quando orientadas por práticas cientificamente embasadas; e segundo, a aplicação regular de quatro fontes de evidências &#8212; científica, organizacional, de <em>stakeholders</em> e experiência dos praticantes &#8212; melhora substancialmente a qualidade das decisões relacionadas às mudanças, desde que os critérios de confiabilidade sejam rigorosamente seguidos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol>
<li style="list-style-type: none;">
<ol>
<li>Obtenha observações diretas sobre o problema que a mudança pretende resolver, como um gestor que observa o atendimento ao cliente para identificar problemas de desempenho e depois conversa com profissionais experientes.</li>
<li>Colete métricas quantitativas confiáveis e dados qualitativos representativos sobre a situação problemática. Vá além das impressões gerais para obter informações detalhadas por unidade ou departamento.</li>
<li>Reúna informações de vários grupos de <em>stakeholders</em> (gestores, funcionários, pacientes/clientes) sobre suas percepções do problema e possíveis soluções, garantindo que a comunicação seja segura e confidencial.</li>
<li>Realize uma pesquisa direcionada na literatura científica. Sua organização pode não ser a primeira a enfrentar desafios relacionados à inovação, eficiência ou retenção. O que a literatura científica diz sobre essas questões? Utilize bases de dados como Google Scholar e Business Source Premier para averiguar.</li>
</ol>
</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p>Organizações dos mais diversos setores podem oferecer exemplos de gerenciamento baseado em evidências. No setor de saúde, o Royal Free Hospital, em Londres, implementou um programa que reduziu significativamente as taxas de infecção hospitalar e melhorou a eficiência operacional. Da mesma forma, a Mayo Clinic, nos Estados Unidos, utilizou uma abordagem baseada em evidências para reorganizar seus processos de atendimento, resultando em melhorias na satisfação dos pacientes e na eficiência do fluxo de trabalho.</p>
<p>Evidências de qualidade e práticas baseadas nelas são cruciais para transformar o processo de mudança, fortalecer a confiança nos líderes e engajar todos os níveis da organização. Com dados confiáveis e um processo baseado em evidências, a implementação de mudanças torna-se mais previsível e controlável.</p>
<p>Adicionalmente, a comunicação reiterada e consistente da visão institucional também é vital para alinhar os funcionários aos objetivos estratégicos. Quando os líderes não se  comunicam eficazmente com a equipe, pode haver resistência às mudanças propostas. Reiterar a visão fortalece o entendimento e o comprometimento da equipe, assegurando que todos estejam cientes de seu papel no sucesso da mudança.</p>
<p>A importância da comunicação eficaz pode ser ilustrada pelo caso de um hospital que descobriu, por meio de sessões de reflexão em grupo, que os médicos eram mais receptivos a mudanças quando influenciados por seus pares. Esse <em>insight</em> levou a uma adaptação nas estratégias de comunicação e implementação, resultando em maior adesão e eficácia das mudanças planejadas.</p>
<p>Para uma organização de saúde prosperar em um ambiente de mudanças constantes, é essencial fomentar um ambiente de adaptação e crescimento. A sobrevivência e o sucesso sustentável das instituições de saúde dependem da capacidade de ancorar suas práticas em evidências sólidas e científicas.</p>
<p>O gerenciamento de mudanças baseado em evidências não é apenas uma recomendação, mas uma necessidade estratégica para garantir um futuro sustentável e eficaz. A adoção de práticas cientificamente comprovadas não apenas mitiga riscos, mas também assegura a sustentabilidade das instituições de saúde. Chegou o momento de adotar uma abordagem que garanta não apenas a sobrevivência, mas o sucesso contínuo.</p>
<p><b>&#8212;&#8212;</b></p>
<p><em>Texto originalmente <a href="https://www.estadao.com.br/economia/gestao-e-negocios/gerenciamento-baseado-em-evidencias-a-chave-para-a-sustentabilidade-das-instituicoes-de-saude/">publicado</a> no blog <a href="https://www.estadao.com.br/economia/gestao-e-negocios">Gestão e Negócios do Estadão</a>, uma parceria entre a FGV EAESP e o Estadão, reproduzido na íntegra com autorização.</em></p>
<p><em>Os artigos publicados na coluna Blog Gestão e Negócios refletem exclusivamente a opinião de seus autores, não representando, necessariamente, a visão da Fundação Getulio Vargas ou do jornal Estadão.</em></p>
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		<title>Como implementar programas de renda básica de forma sustentável e eficaz?</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/como-implementar-programas-de-renda-basica-de-forma-sustentavel-e-eficaz/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jan 2025 11:42:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[fontes de fontes de financiamento de políticas sociais]]></category>
		<category><![CDATA[integração de dados]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 1]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 10]]></category>
		<category><![CDATA[políticas sociais]]></category>
		<category><![CDATA[renda básica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_2323930439-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_2323930439-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_2323930439-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_2323930439-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_2323930439-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Diante das mudanças no mundo do trabalho, os programas de renda básica (RB) têm ganhado destaque como uma solução para enfrentar desigualdades sociais e melhorar a equidade econômica. Esses programas oferecem transferências monetárias regulares a populações de baixa renda, muitas vezes sem a exigência de contrapartidas, proporcionando maior flexibilidade do que políticas tradicionais. Apesar de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_2323930439-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_2323930439-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_2323930439-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_2323930439-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/01/shutterstock_2323930439-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p><span data-contrast="auto">Diante das mudanças no mundo do trabalho, os programas de renda básica (RB) têm ganhado destaque como uma solução para enfrentar desigualdades sociais e melhorar a equidade econômica. Esses programas oferecem transferências monetárias regulares a populações de baixa renda, muitas vezes sem a exigência de contrapartidas, proporcionando maior flexibilidade do que políticas tradicionais. Apesar de durante a pandemia a relevância da RB ter sido amplificada, a implementação eficaz continua sendo um desafio central.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Assim, os pesquisadores da FGV EAESP Evan Michael Berman, Lauro Gonzalez, Eduardo Henrique Diniz e Mario Aquino Alves publicaram uma pesquisa na Public Administration Review. O estudo analisou experiências práticas de programas de RB em diversos países, identificando as principais questões de implementação e propondo soluções baseadas em evidências.</span></p>
<h1>Desafios e Fronteiras na Implementação de Programas de Renda Garantida</h1>
<p><span data-contrast="auto">Os pesquisadores identificaram seis categorias principais de desafios para implementar programas de RG:</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-ccp-props="{}"> </span><span data-contrast="auto">Quadro regulatório: A ausência de regulamentações claras pode dificultar a integração da RB com outros benefícios sociais existentes.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<ol>
<li data-leveltext="%1." data-font="" data-listid="3" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:0,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769242&quot;:[65533,0],&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;%1.&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" aria-setsize="-1" data-aria-posinset="2" data-aria-level="1"><span data-contrast="auto">Colaboração entre stakeholders: Governos locais e federais precisam cooperar para evitar fraudes e estabelecer critérios de elegibilidade eficazes.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></li>
</ol>
<ol>
<li data-leveltext="%1." data-font="" data-listid="3" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:0,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769242&quot;:[65533,0],&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;%1.&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" aria-setsize="-1" data-aria-posinset="3" data-aria-level="1"><span data-contrast="auto">Gestão de dados: Sistemas integrados de coleta e análise de dados são cruciais para monitorar beneficiários e otimizar critérios de elegibilidade.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></li>
</ol>
<ol>
<li data-leveltext="%1." data-font="" data-listid="3" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:0,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769242&quot;:[65533,0],&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;%1.&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" aria-setsize="-1" data-aria-posinset="4" data-aria-level="1"><span data-contrast="auto">Pagamentos digitais: A adoção de tecnologias digitais reduz custos e expande o alcance dos programas.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></li>
</ol>
<ol>
<li data-leveltext="%1." data-font="" data-listid="3" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:0,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769242&quot;:[65533,0],&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;%1.&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" aria-setsize="-1" data-aria-posinset="5" data-aria-level="1"><span data-contrast="auto">Sustentabilidade financeira: Fontes de financiamento permanentes, como tributações específicas, são essenciais para a viabilidade a longo prazo.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></li>
</ol>
<ol>
<li data-leveltext="%1." data-font="" data-listid="3" data-list-defn-props="{&quot;335552541&quot;:0,&quot;335559685&quot;:720,&quot;335559991&quot;:360,&quot;469769242&quot;:[65533,0],&quot;469777803&quot;:&quot;left&quot;,&quot;469777804&quot;:&quot;%1.&quot;,&quot;469777815&quot;:&quot;hybridMultilevel&quot;}" aria-setsize="-1" data-aria-posinset="6" data-aria-level="1"><span data-contrast="auto">Apoio político: O engajamento do governo federal é vital para garantir suporte político e alocação de recursos.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></li>
</ol>
<p><span data-contrast="auto">Dessa forma, a pesquisa destaca que garantir a sustentabilidade financeira é um dos maiores desafios para a expansão da RG. Propostas como a tributação de bens de luxo e comércio eletrônico podem fornecer fontes de financiamento estáveis para esses programas. Além disso, soluções digitais para pagamentos e análise de dados fortalecem a eficiência operacional e a transparência.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Programas de RB oferecem um caminho promissor para reduzir desigualdades sociais, especialmente em contextos de trabalho informal e vulnerabilidade econômica. No entanto, sua expansão e eficácia dependem de avanços na governança pública, como maior colaboração vertical entre níveis de governo, gestão integrada de dados e estratégias de financiamento inovadoras.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Com base nas conclusões dos pesquisadores da FGV EAESP, é evidente que o futuro da RB e as transferências de renda requer uma abordagem multifacetada. Portanto, é preciso combinar inovação tecnológica, governança eficiente e apoio político para atender às necessidades crescentes das populações de baixa renda.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p>Leia <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/puar.13771">o artigo na integra.</a></p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/como-implementar-programas-de-renda-basica-de-forma-sustentavel-e-eficaz/">Como implementar programas de renda básica de forma sustentável e eficaz?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como a responsabilização pelo desempenho impulsiona a gestão estratégica de programas</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/como-a-responsabilizacao-pelo-desempenho-impulsiona-a-gestao-estrategica-de-programas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Nov 2024 14:58:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão estratégica]]></category>
		<category><![CDATA[impacto no setor público]]></category>
		<category><![CDATA[ODS16]]></category>
		<category><![CDATA[programas governamentais]]></category>
		<category><![CDATA[responsabilização pelo desempenho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/12/shutterstock_1955362555-700x700-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/12/shutterstock_1955362555-700x700-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/12/shutterstock_1955362555-700x700-1-300x300.jpg 300w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/12/shutterstock_1955362555-700x700-1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/12/shutterstock_1955362555-700x700-1-350x350.jpg 350w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/12/shutterstock_1955362555-700x700-1.jpg 700w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A Gestão Estratégica de Programas (SPM) é um processo que direciona programas governamentais a alcançar metas de maneira eficiente e com impacto significativo. Embora essencial, a SPM ainda é subutilizada no setor público, muitas vezes prejudicada por falta de responsabilidade clara. Um estudo recente investigou como a responsabilização individual pelo desempenho pode impulsionar o uso [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/12/shutterstock_1955362555-700x700-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/12/shutterstock_1955362555-700x700-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/12/shutterstock_1955362555-700x700-1-300x300.jpg 300w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/12/shutterstock_1955362555-700x700-1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/12/shutterstock_1955362555-700x700-1-350x350.jpg 350w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/12/shutterstock_1955362555-700x700-1.jpg 700w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A Gestão Estratégica de Programas (SPM) é um processo que direciona programas governamentais a alcançar metas de maneira eficiente e com impacto significativo. Embora essencial, a SPM ainda é subutilizada no setor público, muitas vezes prejudicada por falta de responsabilidade clara. Um estudo recente investigou como a responsabilização individual pelo desempenho pode impulsionar o uso da SPM em dois contextos distintos: Brasil e Indonésia.</p>
<p><a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/puar.13892?af=R">Publicado na Public Administration Review por Evan Berman, André Samartini, Vinicius Neiva (FGV EAESP) e pesquisadores internacionais</a>, o estudo utilizou métodos mistos, analisando dados administrativos, entrevistas e pesquisas com gestores de programas em ambos os países.</p>
<p>Os dados recolhidos são de funcionários de alto escalão de programas no Governo Federal, como do Ministério da Agricultura, Controladoria Geral da União (CGU), Ministério do Desenvolvimento Regional, Ministério da Educação, Ministério da Economia, Ministério da Saúde, entre outros. A Indonésia possui mecanismos obrigatórios de responsabilização, enquanto no Brasil essa prática é facultativa e pouco implementada, oferecendo um contraste relevante.</p>
<h2><strong>A Influência da Responsabilização na Gestão Estratégica de Programas </strong></h2>
<p>O estudo revelou que gestores com alta responsabilização pelo desempenho são mais propensos a adotar práticas de SPM. Assim, essa responsabilização estimula a definição clara de metas e o monitoramento eficaz dos resultados, proporcionando maior legitimidade às ações e fortalecendo a confiança pública nos programas.</p>
<h3><strong>Brasil x Indonésia: Diferentes Caminhos</strong></h3>
<p>Na Indonésia, a responsabilização é mandatória e amplamente implementada, resultando em maior uso da SPM e melhores resultados programáticos. No Brasil, a falta de obrigatoriedade e mecanismos de fiscalização limita a adoção da SPM, refletindo a necessidade de fortalecer práticas gerenciais no setor público.</p>
<h3><strong>Redução da Interferência Política</strong></h3>
<p>Um benefício adicional da responsabilização é a diminuição da interferência de nomeados políticos, ou seja, indivíduos indicados para cargos públicos com base em critérios políticos, nas prioridades programáticas. A maior clareza nos objetivos e o foco no desempenho geram apoio político mais construtivo e reduzem direções conflitantes.</p>
<p>A pesquisa evidencia que a responsabilização individual pelo desempenho é um motor para o uso eficaz da Gestão Estratégica de Programas. Isso, especialmente em países onde ela é institucionalmente exigida. No entanto, a implementação de sistemas robustos requer esforços conjuntos para alinhar interesses políticos, gerenciais e de serviço público.</p>
<p>Para os pesquisadores, governos que desejam maximizar o impacto de seus programas precisam de uma gestão estratégica não apenas como prática recomendada, mas como exigência respaldada por uma cultura de responsabilização.</p>
<p>Leia <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/puar.13892?af=R">o artigo na integra.</a></p>
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		<title>Como mensurar a gestão de desempenho nos setores públicos</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/logistica-e-abastecimento/como-mensurar-a-gestao-de-desempenho-nos-setores-publicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Nov 2024 14:38:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão de serviços]]></category>
		<category><![CDATA[administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[balanced scorecard]]></category>
		<category><![CDATA[gestão de desempenho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/12/shutterstock_133081946-350x350-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/12/shutterstock_133081946-350x350-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/12/shutterstock_133081946-350x350-1-300x300.jpg 300w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/12/shutterstock_133081946-350x350-1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/12/shutterstock_133081946-350x350-1.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Nos últimos 30 anos, o Balanced Scorecard (BSC) se consolidou como uma ferramenta essencial para a gestão de desempenho e estratégica. Foi amplamente adotado devido à sua flexibilidade e capacidade de alinhar estratégias organizacionais com resultados mensuráveis. Embora inicialmente desenvolvido para organizações privadas, o BSC teve uma adaptação para o setor público. No entanto, essa [&#8230;]</p>
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<p>Para investigar a trajetória do BSC no setor público, os <a href="https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/01900692.2024.2376053">pesquisadores Ricardo Correa e Clóvis de Azevedo, da FGV EAESP, realizaram uma revisão sistemática da literatura usando o banco de dados Web of Science.</a> Eles analisaram 2.815 artigos publicados entre 1992 e 2022, dos quais 36 tratavam da Administração Pública. O estudo foi publicado na International Journal of Public Administration. Assim, ele apresenta duas frentes: uma análise bibliométrica, que identificou autores, países e periódicos mais influentes, e uma análise semântica, que explorou a aplicação do BSC no setor público.</p>
<p>Os resultados mostraram que governos locais utilizam mais o BSC para a medição de desempenho em áreas como serviços de água, saúde e educação. A China e os Estados Unidos lideram a produção acadêmica sobre o tema, com destaque para autores como Hasan Dincer e Serhat Yuksel. Além disso, a análise destacou que o termo &#8220;desempenho&#8221; é o mais frequente nos resumos dos artigos. Isso reflete o foco do BSC como uma ferramenta de gestão de desempenho.</p>
<h2>Apesar da utilidade do BSC na gestão do desempenho, a pesquisa apontou desafios na sua aplicação no setor público.</h2>
<p>A principal diferença entre o uso no setor privado e no público está nas missões dessas organizações. Enquanto empresas privadas buscam maximizar lucros, as organizações públicas precisam equilibrar os interesses de múltiplos stakeholders, o que demanda ajustes no modelo tradicional. Muitos governos locais, por exemplo, adaptam a perspectiva financeira do BSC para priorizar a missão pública.</p>
<p>O BSC é estruturado em quatro dimensões principais que sustentam o desempenho organizacional. A primeira é a dimensão financeira, com foco para resultados monetários e criação de valor, que no setor público costuma ter adaptação para eficiência no uso de recursos. A segunda é a de clientes, que mede a satisfação e o relacionamento com stakeholders, como cidadãos e pacientes. A terceira dimensão avalia os processos internos, focando na eficácia operacional e melhorias contínuas. Por fim, a dimensão de inovação e aprendizado trata do desenvolvimento de competências e inovação, garantindo que a organização esteja preparada para o futuro. Essas quatro dimensões fornecem uma visão equilibrada, integrando metas de curto e longo prazo, além de aspectos financeiros e não financeiros.</p>
<p>A pesquisa concluiu que o BSC tem se mostrado útil no planejamento estratégico e na gestão de desempenho de organizações públicas. Contudo, estudos futuros de longo prazo são necessários para avaliar o impacto real e sustentável do BSC nessas organizações, especialmente em contextos de maior complexidade e múltiplos stakeholders.</p>
<p>Leia <a href="https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/01900692.2024.2376053">o artigo na integra.</a></p>
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		<title>A Influência dos Stakeholders na Administração Pública</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/a-influencia-dos-stakeholders-na-administracao-publica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Nov 2024 13:58:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[análise bibliométrica]]></category>
		<category><![CDATA[governança colaborativa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/12/A-influencia-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/12/A-influencia-150x150.png 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/12/A-influencia-75x75.png 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/12/A-influencia.png 300w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A Teoria dos Stakeholders, originalmente concebida para o setor empresarial, tem sido amplamente aplicada ao setor público desde os anos 1980. Na Administração Pública, ela se mostra essencial para compreender como os relacionamentos com diversos grupos afetam a legitimidade e o desempenho organizacional. O conceito de stakeholders envolve qualquer grupo ou indivíduo que possa influenciar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/12/A-influencia-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/12/A-influencia-150x150.png 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/12/A-influencia-75x75.png 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/12/A-influencia.png 300w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A Teoria dos Stakeholders, originalmente concebida para o setor empresarial, tem sido amplamente aplicada ao setor público desde os anos 1980. Na Administração Pública, ela se mostra essencial para compreender como os relacionamentos com diversos grupos afetam a legitimidade e o desempenho organizacional. O conceito de stakeholders envolve qualquer grupo ou indivíduo que possa influenciar ou ser influenciado pela realização dos objetivos da organização. Portanto, esta revisão tem como objetivo investigar como a Administração Pública adota a Teoria dos Stakeholders e quais bases teóricas sustentam seu desenvolvimento.</p>
<p><a href="https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/14719037.2024.2323170">Os pesquisadores Ricardo Corrêa Gomes, Erika Lisboa, Greici Sarturi e Gustavo Mirapalheta conduziram a pesquisa e a publicaram na <em>Public Management Review</em></a>. Utilizando o banco de dados Clarivate Web of Science, pesquisadores analisaram mais de 2 mil artigos relacionados à Administração Pública que mencionavam o termo &#8220;stakeholder&#8221;. Assim, a metodologia incluiu uma análise bibliométrica para identificar autores, fontes e referências mais relevantes, e uma análise lexical para examinar o contexto de uso dessas referências.</p>
<h2>Os resultados indicam que a teoria dos stakeholders na administração pública está baseada em quatro pilares principais.</h2>
<p>Esses pilares são: governança colaborativa, relevância dos stakeholders, legitimidade e problemas de políticas maliciosas. A governança colaborativa, em particular, destacou-se como um framework teórico que defende a participação ativa dos stakeholders na formulação e implementação de políticas públicas. Sendo assim, isso implica que os stakeholders não apenas legitimam o processo, mas também desempenham um papel ativo nas decisões.</p>
<p>Além disso, a relevância dos stakeholders foi outro aspecto crucial na análise dos pesquisadores. A influência de um stakeholder depende do seu interesse nos objetivos da organização e da sua capacidade de impactar o desempenho organizacional. Logo, esse conceito é especialmente importante para a administração pública, pois o engajamento adequado dos stakeholders pode determinar o sucesso ou fracasso de políticas públicas.</p>
<p>Por fim, a pesquisa conclui que, na Administração Pública, a Teoria dos Stakeholders evoluiu de um enfoque em desempenho organizacional para uma ferramenta crucial na formulação de políticas públicas. Além disso, as pressões institucionais externas, como legitimidade e governança colaborativa, desempenham um papel fundamental ao determinar quais stakeholders são mais influentes. A análise também mostrou que a literatura se concentra mais em questões de políticas públicas do que em gestão estratégica. Isso sugere que a Teoria dos Stakeholders no setor público é mais relevante para a criação de valor coletivo e justiça social.</p>
<p>Leia o <a href="https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/14719037.2024.2323170">artigo na integra.</a></p>
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		<title>Burocracias subnacionais no Brasil: descentralização e desafios na gestão pública</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/burocracias-subnacionais-no-brasil-descentralizacao-e-desafios-na-gestao-publica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Oct 2024 11:07:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[burocracias subnacionais]]></category>
		<category><![CDATA[federalismo brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[governo local]]></category>
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		<category><![CDATA[política pública]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.impacto.blog.br/?p=4653</guid>

					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/10/shutterstock_1688063161-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/10/shutterstock_1688063161-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/10/shutterstock_1688063161-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/10/shutterstock_1688063161-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/10/shutterstock_1688063161-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />O federalismo brasileiro, com sua descentralização crescente, tem atribuído responsabilidades cada vez maiores aos estados e municípios na implementação de políticas públicas. Nos últimos 30 anos, a ampliação do papel dos municípios, em especial, tornou-se crucial para o oferecimento de serviços essenciais, como saúde e saneamento básico. Nesse cenário, as burocracias subnacionais – os funcionários [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/10/shutterstock_1688063161-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/10/shutterstock_1688063161-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/10/shutterstock_1688063161-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/10/shutterstock_1688063161-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2024/10/shutterstock_1688063161-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>O federalismo brasileiro, com sua descentralização crescente, tem atribuído responsabilidades cada vez maiores aos estados e municípios na implementação de políticas públicas. Nos últimos 30 anos, a ampliação do papel dos municípios, em especial, tornou-se crucial para o oferecimento de serviços essenciais, como saúde e saneamento básico. Nesse cenário, as burocracias subnacionais – os funcionários públicos estaduais e municipais – passaram a desempenhar um papel estratégico, porém pouco estudado em comparação com a administração pública federal.</p>
<p>Os pesquisadores Eduardo Grin e o aluno do doutorado Danilo Gonçalves, da FGV EAESP, realizaram uma análise bibliométrica utilizando dados da base Scopus, coletando informações de quase 3 mil textos internacionais e quase 70 nacionais. A metodologia incluiu técnicas de mineração de texto, como nuvens de palavras e análise de correlação, para identificar os principais temas debatidos sobre burocracias subnacionais. <a href="https://www.scielo.br/j/cgpc/a/bw5Vy8XZ8DzJ83kTLfyPpww/abstract/?lang=pt">O artigo foi publicado na revista Cadernos Gestão Pública e Cidadania.</a></p>
<h2>Assim, o estudo revela que as burocracias subnacionais, ou seja, municipais e estaduais, cresceram significativamente nas últimas décadas.</h2>
<p>Municípios vem assumindo papel central na oferta de serviços públicos após a Constituição de 1988. Desde o ano 2000, o contingente de funcionários municipais quadruplicou, enquanto o número de servidores estaduais cresceu 50%. Contudo, a expansão trouxe desafios, como a necessidade de modernização gerencial e maior capacidade técnica para lidar com a diversidade de atribuições. Os funcionários públicos municipais representam cerca de 2/3 do total de servidores públicos do país, o que reforça a importância de se estudar as burocracias subnacionais.</p>
<p>A pesquisa também destaca a falta de estudos sobre a politização das burocracias subnacionais. A autonomia constitucional dos municípios e estados, aliada à descentralização das políticas sociais, como saúde e habitação, aumentou a importância de servidores públicos capacitados. No entanto, a profissionalização ainda enfrenta desafios, com disparidades regionais e socioeconômicas afetando a eficiência e equidade na oferta de serviços.</p>
<p>O mapeamento bibliográfico mostra que, apesar do aumento das responsabilidades subnacionais, a literatura nacional sobre o tema se desenvolve menos em comparação com a internacional. Pesquisadores exploram pouco, no Brasil, temas como governança e participação da sociedade civil. Além disso, o estudo sugere a necessidade de mais pesquisas quantitativas e estudos de caso sobre a estrutura das burocracias e seu impacto na implementação de políticas públicas. Por fim, o conhecimento dessas burocracias é essencial para o aprimoramento da gestão pública em estados e municípios. Isso pode garantir maior eficiência e equidade no acesso a serviços essenciais.</p>
<p>Leia <a href="https://www.scielo.br/j/cgpc/a/bw5Vy8XZ8DzJ83kTLfyPpww/abstract/?lang=pt">o artigo na integra.</a></p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/burocracias-subnacionais-no-brasil-descentralizacao-e-desafios-na-gestao-publica/">Burocracias subnacionais no Brasil: descentralização e desafios na gestão pública</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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