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	<title>Blog Impacto &#8211; FGV EAESP Pesquisa</title>
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	<description>O Blog Impacto é uma iniciativa da FGV EAESP Pesquisa para disseminar o conhecimento produzido na instituição.</description>
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	<title>Blog Impacto &#8211; FGV EAESP Pesquisa</title>
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		<title>Gestão de marcas: o que está por trás do valor das grandes empresas globais</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/gestao-de-marcas-valor-empresas-globais-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 11:06:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Estratégias de marketing]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/203-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="gestão de marcas no contexto global conectando produção, consumo e mercado financeiro" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/203-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/203-1-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/203-1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/203-1-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />A gestão de marcas costuma ser associada a estratégias de marketing, posicionamento e construção de reputação. No entanto, pesquisas recentes mostram que seu papel é muito mais amplo. Hoje, as marcas participam diretamente da forma como o valor econômico é organizado no mundo. Por isso, entender esse processo ajuda a revelar como grandes empresas operam [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/gestao-de-marcas-valor-empresas-globais-2/">Gestão de marcas: o que está por trás do valor das grandes empresas globais</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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<p>As pesquisadoras Isleide Fontenele e Érica Siqueira, da FGV EAESP, desenvolveram e publicaram um estudo na revista Review of International Political Economy. As autoras analisaram casos já discutidos na literatura de economia política internacional e administração, além de dialogar com teorias clássicas sobre capitalismo. A partir disso, propõem um modelo para explicar como as marcas assumem diferentes papéis econômicos ao longo do tempo.</p>
<h1>Gestão de marcas: como o branding global organiza o valor</h1>
<p>A pesquisa mostra que a gestão de marcas vai muito além da comunicação com o consumidor. Na prática, ela funciona como um mecanismo que organiza a criação e a distribuição de valor no capitalismo atual. Esse processo, chamado de branding global, revela como grandes corporações utilizam suas marcas para atuar em diferentes dimensões da economia.</p>
<p>Primeiro, as marcas ajudam a impulsionar vendas e acelerar o consumo. Com isso, aumentam o valor percebido dos produtos e facilitam sua circulação nos mercados. Além disso, influenciam decisões internas das empresas, como redução de custos e organização da produção.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a gestão de marcas também tem um papel importante no mercado financeiro. Isso acontece porque marcas são tratadas como ativos valiosos, baseados em expectativas de ganhos futuros. Dessa forma, investidores passam a atribuir valor às empresas com base na força de suas marcas, e não apenas na produção atual.</p>
<p>Por outro lado, esse valor não surge de forma isolada. Ele depende de uma rede complexa de relações produtivas e sociais. Muitas vezes, parte desse valor vem de trabalhos pouco visíveis ou mal remunerados ao longo das cadeias globais. Assim, embora a marca apareça como protagonista, ela está conectada a processos mais amplos.</p>
<h2>Branding global e a criação de valor nas cadeias globais</h2>
<p>Além disso, o estudo destaca que a gestão de marcas pode reforçar desigualdades entre países. Grandes empresas globais frequentemente dependem de produção em regiões com custos mais baixos, transferindo riscos e impactos para esses locais. Consequentemente, os benefícios econômicos tendem a se concentrar em poucos atores.</p>
<p>Outro ponto importante é que o valor das marcas também se sustenta em expectativas futuras. Isso significa que seu preço pode variar conforme a confiança do mercado, mesmo sem mudanças imediatas na produção. Portanto, o branding global se conecta diretamente à lógica financeira do capitalismo contemporâneo.</p>
<p>Por fim, a pesquisa propõe uma mudança de perspectiva. Em vez de enxergar o branding global apenas como uma ferramenta de marketing, é preciso entendê-la como parte de um sistema maior, que organiza valor, poder e relações econômicas em escala global. Assim, as autoras ajudam a explicar por que as marcas têm um papel tão central no mundo atual.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1080/09692290.2026.2640906">o artigo na íntegra.</a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<item>
		<title>Pesquisa de impacto: Como a infraestrutura molda o dia a dia da população?</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/videos/pesquisa-de-impacto-como-a-infraestrutura-molda-o-dia-a-dia-da-populacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 11:40:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/video_topo_infraestrutura-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/video_topo_infraestrutura-150x150.png 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/video_topo_infraestrutura-75x75.png 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/video_topo_infraestrutura-350x350.png 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />A infraestrutura é o alicerce que sustenta o desenvolvimento de um país e molda o dia a dia de milhões de brasileiros. Quando ela funciona, torna-se invisível; quando falha, o custo aparece para todos. Neste primeiro episódio da websérie &#8220;Impacto em Movimento&#8221;, mergulhamos nos desafios e soluções para o transporte e a infraestrutura no Brasil. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/video_topo_infraestrutura-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/video_topo_infraestrutura-150x150.png 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/video_topo_infraestrutura-75x75.png 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/video_topo_infraestrutura-350x350.png 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p><span class="ytAttributedStringLinkInheritColor" dir="auto">A infraestrutura é o alicerce que sustenta o desenvolvimento de um país e molda o dia a dia de milhões de brasileiros. Quando ela funciona, torna-se invisível; quando falha, o custo aparece para todos. Neste primeiro episódio da websérie &#8220;Impacto em Movimento&#8221;, mergulhamos nos desafios e soluções para o transporte e a infraestrutura no Brasil. </span></p>
<p><span class="ytAttributedStringLinkInheritColor" dir="auto">A partir de casos reais desenvolvidos pela FGV e que impactam positivamente a mobilidade das cidades, contamos como o planejamento e os dados podem transformar essa realidade.</span></p>
<p><span class="ytAttributedStringLinkInheritColor" dir="auto"> Neste episódio:</span></p>
<p><span class="ytAttributedStringLinkInheritColor" dir="auto"> ▪️Ciro Biderman (FGV Cidades)</span></p>
<p><span class="ytAttributedStringLinkInheritColor" dir="auto"> ▪️Marcus Quintella (FGV Transportes)</span></p>
<p><span class="ytAttributedStringLinkInheritColor" dir="auto"> ▪️Túlio Barbosa (FGV IBRE) </span></p>
<p><span class="ytAttributedStringLinkInheritColor" dir="auto">Assista e entenda como a inteligência aplicada à infraestrutura gera mais eficiência, sustentabilidade e qualidade de vida.</span></p>
<div class="jeg_video_container jeg_video_content"><iframe loading="lazy" title="Como a infraestrutura molda o dia a dia da população? | Impacto em Movimento FGV" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/zqE2JRsEqXc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span class="ytAttributedStringLinkInheritColor" dir="auto">📌 Saiba mais sobre os projetos de impacto da FGV Acesse o Relatório de Impacto Social: </span><span class="ytAttributedStringLinkInheritColor" dir="auto"><a class="ytAttributedStringLink ytAttributedStringLinkCallToActionColor" tabindex="0" href="https://www.youtube.com/redirect?event=video_description&amp;redir_token=QUFFLUhqazRHaUktQ21memlDd2syY2ZjLVhXQXd4aEVCUXxBQ3Jtc0tsMWRDenEtbl9vSVdhQ1c4QXRoNFROR2ZKSy11SlhRQWVxSjkyN2oyMTYzV1hiZ1d0ZG83bVlIR1RmQjlCMW9NY0tJcmI3UWdqLV92S2VMVEdCNlYxbjNpWllJWi1VZDBJZlFodkZkLS1GWlpKdS1Eaw&amp;q=https%3A%2F%2Ffgv.br%2Fimpacto-social&amp;v=zqE2JRsEqXc" target="_blank" rel="nofollow noopener">https://fgv.br/impacto-social</a></span></p>
<div>
<div id="0DE9E47C-871A-4F90-8440-B190C216800A_1" class="mcafee_green" tabindex="0"></div>
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		<item>
		<title>Como novas teorias podem transformar a logística e criar valor disruptivo nas cadeias de suprimentos</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/valor-disruptivo-cadeias-de-suprimentos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 11:17:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão de operações e logística]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/196-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Rede global de logística conectando centros de distribuição e transporte com tecnologia digital" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/196-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/196-1-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/196-1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/196-1-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Nos últimos anos, as cadeias de suprimentos globais passaram a operar em um ambiente marcado por incerteza e mudanças rápidas. Crises sanitárias, conflitos geopolíticos, eventos climáticos extremos e avanços tecnológicos têm provocado interrupções frequentes na logística mundial. Nesse contexto, empresas precisam ir além das estratégias tradicionais baseadas apenas em eficiência. Surge, portanto, um novo debate [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/196-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Rede global de logística conectando centros de distribuição e transporte com tecnologia digital" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/196-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/196-1-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/196-1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/196-1-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Nos últimos anos, as cadeias de suprimentos globais passaram a operar em um ambiente marcado por incerteza e mudanças rápidas. Crises sanitárias, conflitos geopolíticos, eventos climáticos extremos e avanços tecnológicos têm provocado interrupções frequentes na logística mundial. Nesse contexto, empresas precisam ir além das estratégias tradicionais baseadas apenas em eficiência. Surge, portanto, um novo debate sobre como gerar valor disruptivo em cadeias de suprimentos, criando sistemas logísticos mais flexíveis, capazes de se adaptar a mudanças e integrar inovação tecnológica com sustentabilidade.</p>
<p>O estudo foi conduzido por Maciel Queiroz, pesquisador da FGV EAESP, em coautoria com Remko van Hoek e Samuel Fosso Wamba. O artigo encontra-se na revista científica Journal of Business Logistics.</p>
<p>Os autores desenvolveram uma análise conceitual que reúne quinze teorias vindas de diferentes áreas do conhecimento. O objetivo foi criar um conjunto de ferramentas capaz de explicar melhor como tecnologias emergentes, como a inteligência artificial generativa, podem transformar a logística e fortalecer as cadeias de suprimentos. Assim, em vez de utilizar apenas teorias tradicionais da administração, o estudo incorpora perspectivas da sociologia, da ecologia e da ciência de sistemas complexos.</p>
<h1>Por que a logística precisa de novas formas de pensar inovação</h1>
<p>Durante décadas, grande parte das pesquisas em logística concentrou-se na eficiência operacional. Esse foco ajudou empresas a reduzir custos, otimizar rotas e aumentar a produtividade. No entanto, diante de crises cada vez mais frequentes, essas abordagens começam a revelar limitações.</p>
<p>Os autores argumentam que as cadeias de suprimentos atuais funcionam como sistemas complexos, em que tecnologia, pessoas, organizações e recursos naturais estão interligados. Por isso, compreender esses sistemas exige novas lentes teóricas.</p>
<p>Nesse sentido, o estudo apresenta um conjunto de teorias que ajudam a explicar fenômenos pouco explorados na logística. Algumas abordagens indicam que a adoção de tecnologias depende de fatores sociais e culturais. Outras destacam que as cadeias de suprimentos devem ser analisadas como ecossistemas, nos quais decisões econômicas também geram impactos ambientais e sociais.</p>
<p>Além disso, a pesquisa evidencia que o comportamento humano influencia diretamente as decisões logísticas. Ambientes de trabalho muito pressionados, por exemplo, podem reduzir a capacidade de adaptação das equipes e afetar a qualidade das decisões durante crises.</p>
<h2>Valor disruptivo em cadeias de suprimentos</h2>
<p>A partir dessas diferentes perspectivas, os pesquisadores apresentam o conceito de valor disruptivo nas cadeias de suprimentos. Esse conceito descreve a capacidade de criar soluções logísticas que não apenas aumentam a eficiência, mas também fortalecem a adaptabilidade, a inclusão, a resiliência e a integração ecológica.</p>
<p>Na prática, isso significa repensar como projetar e gerir cadeias de suprimentos. Tecnologias digitais, como inteligência artificial, podem ampliar a visibilidade das operações e melhorar a coordenação entre empresas. Dessa forma, torna-se possível reduzir desperdícios e responder mais rapidamente a mudanças na demanda.</p>
<p>Em síntese, a pesquisa mostra que enfrentar os desafios atuais da logística exige mais do que apenas novas ferramentas tecnológicas. É também necessário ampliar as formas de pensar os sistemas de suprimento. Ao integrar diferentes áreas do conhecimento, o estudo aponta caminhos para desenvolver cadeias de suprimentos mais inovadoras, resilientes e alinhadas às demandas ambientais e sociais do século XXI.</p>
<p>Leia <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/jbl.70053">o artigo na íntegra. </a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<item>
		<title>Por que o posicionamento de empresas está mudando o mercado entre negócios</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/posicionamento-de-empresas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 11:11:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Ativismo corporativo]]></category>
		<category><![CDATA[Ativismo de CEO]]></category>
		<category><![CDATA[ativismo de marca]]></category>
		<category><![CDATA[Ativismo sociopolítico corporativo]]></category>
		<category><![CDATA[B2B]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 12]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 8]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.impacto.blog.br/?p=6359</guid>

					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/202-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="líderes discutindo o posicionamento de empresas em reunião estratégica" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/202-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/202-1-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/202-1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/202-1-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Empresas estão cada vez mais pressionadas a se posicionar sobre temas sociais e políticos. Esse movimento, que já era comum no relacionamento com consumidores, também ganha força nas relações entre empresas. Assim, o posicionamento de empresas passa a influenciar não apenas a imagem, mas também decisões estratégicas, parcerias e regras de mercado. A pesquisa foi [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/202-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="líderes discutindo o posicionamento de empresas em reunião estratégica" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/202-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/202-1-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/202-1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/202-1-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Empresas estão cada vez mais pressionadas a se posicionar sobre temas sociais e políticos. Esse movimento, que já era comum no relacionamento com consumidores, também ganha força nas relações entre empresas. Assim, o posicionamento de empresas passa a influenciar não apenas a imagem, mas também decisões estratégicas, parcerias e regras de mercado.</p>
<p>A pesquisa foi conduzida por Marcelo Perin, da FGV EAESP, em parceria com Luiza Braga, Matheus Tardin e Amir Grinstein, e publicada na revista Industrial Marketing Management. O estudo combinou três etapas: revisão de literatura, análise de casos reais com base em notícias e comunicações corporativas e, por fim, a criação de uma tipologia para organizar as diferentes formas de posicionamento corporativo entre empresas.</p>
<h1>Como o posicionamento de empresas redefine relações e decisões no mercado B2B</h1>
<p>Os resultados mostram que o posicionamento de empresas no ambiente entre negócios acontece de forma diferente daquele voltado ao consumidor. Em vez de campanhas publicitárias, as organizações atuam principalmente por meio de decisões práticas. Por exemplo, elas podem mudar fornecedores, encerrar contratos ou exigir novas regras de parceiros. Dessa forma, o posicionamento corporativo deixa de ser apenas discurso e passa a influenciar diretamente o funcionamento do mercado.</p>
<p>Além disso, o estudo identificou dois caminhos principais. Por um lado, existem ações mais simbólicas, que são rápidas e fáceis de reverter. Por outro, há iniciativas estruturais, que exigem mudanças mais profundas e duradouras. Essa diferença é importante porque afeta a credibilidade. Quanto mais concreta a ação, maior tende a ser a confiança gerada.</p>
<h1>Quatro estratégias mostram como empresas colocam valores em prática</h1>
<p>Com base nessas diferenças, os pesquisadores propuseram quatro estratégias de posicionamento de empresas. A primeira é o posicionamento voltado ao acesso ao mercado, quando a empresa sinaliza valores sem alterar suas operações. Em seguida, aparece o posicionamento voltado à proteção de riscos, que busca preservar a reputação com ações mais leves. Já o posicionamento fundamentado envolve mudanças reais na relação com fornecedores. Por fim, o posicionamento normativo de mercado ocorre quando empresas tomam decisões firmes, como encerrar relações comerciais com parceiros que não seguem determinados padrões.</p>
<p>Outro ponto relevante é que a maioria das empresas ainda prefere ações mais simbólicas. Isso acontece porque mudanças estruturais envolvem riscos financeiros e operacionais. No entanto, iniciativas mais robustas tendem a gerar maior impacto e fortalecer a reputação no longo prazo. Portanto, empresas que se posicionam de forma consistente conseguem influenciar não apenas sua imagem, mas também as regras do mercado em que atuam.</p>
<p>Além disso, o estudo mostra que esse tipo de posicionamento corporativo acontece principalmente dentro das cadeias de valor. Ou seja, ele envolve fornecedores, parceiros e clientes empresariais, e não apenas o público final. Por isso, gestores precisam avaliar com cuidado onde e como agir, considerando tanto os riscos quanto as oportunidades.</p>
<p>Em síntese, o posicionamento de empresas deixou de ser apenas uma escolha de comunicação e passou a ser uma decisão estratégica. Ao definir como se posicionar, organizações também definem seu papel no mercado e na sociedade.</p>
<p>Leia <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0019850125001646?via%3Dihub">o artigo na íntegra.</a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<title>Como engajar consumidores na economia circular: o que empresas podem aprender com grandes marcas</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/consumidores-economia-circular-empresas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 11:00:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Estratégias de marketing]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento do consumidor]]></category>
		<category><![CDATA[consumo sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Economia Circular]]></category>
		<category><![CDATA[engajamento do consumidor]]></category>
		<category><![CDATA[reciclagem no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade empresarial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/195-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Consumidor depositando embalagens usadas em ponto de coleta de reciclagem em loja, exemplo de como empresas podem engajar consumidores na economia circular." decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/195-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/195-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/195-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/195-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />O modelo tradicional de produção e consumo gera desperdício e pressiona os recursos naturais. Por isso, empresas e governos passaram a buscar alternativas mais sustentáveis. A economia circular surge nesse cenário com a proposta de manter materiais em uso por mais tempo por meio de reuso, reciclagem e renovação de produtos. Ainda assim, transformar boas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/195-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Consumidor depositando embalagens usadas em ponto de coleta de reciclagem em loja, exemplo de como empresas podem engajar consumidores na economia circular." decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/195-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/195-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/195-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/195-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>O modelo tradicional de produção e consumo gera desperdício e pressiona os recursos naturais. Por isso, empresas e governos passaram a buscar alternativas mais sustentáveis. A economia circular surge nesse cenário com a proposta de manter materiais em uso por mais tempo por meio de reuso, reciclagem e renovação de produtos. Ainda assim, transformar boas intenções em ação continua sendo um desafio. No Brasil, apenas cerca de 4% dos resíduos são reciclados. Diante desse cenário, empresas começaram a criar programas para engajar consumidores na economia circular, convidando o público a devolver embalagens usadas, reutilizar produtos e participar de iniciativas de reciclagem.</p>
<p>Um estudo conduzido pelas alunas Juliana Boteon e Juliana Barbanti, em parceria com a professora Tânia Veludo-de-Oliveira, da FGV EAESP, investigou como essas iniciativas funcionam na prática. A pesquisa foi publicada na revista GV Executivo. As autoras analisaram documentos e relatórios institucionais de quatro empresas reconhecidas por suas ações de sustentabilidade: Boticário, Natura, Ikea e L’Occitane. Esse tipo de investigação utiliza registros e materiais já existentes para compreender estratégias empresariais e seus resultados. Nos casos analisados, as empresas criaram programas que incentivam os consumidores a devolver embalagens, reutilizar produtos ou participar de processos de reciclagem.</p>
<p>A pesquisa mostra que campanhas sustentáveis funcionam melhor quando levam em conta fatores psicológicos que influenciam o comportamento das pessoas. Em outras palavras, as empresas precisam ir além de programas de coleta ou reciclagem e pensar em como motivar o público.</p>
<p><strong>Como engajar consumidores na economia circular</strong></p>
<p>Um dos fatores envolve a influência social. Muitas pessoas adaptam seus hábitos quando percebem que determinado comportamento é valorizado. Por isso, algumas empresas criam pontos de coleta em lojas ou espaços visíveis. Quando os consumidores devolvem embalagens nesses locais, tornam o ato sustentável público e socialmente reconhecido.</p>
<p>Outro fator importante envolve a formação de hábitos. Incentivos positivos ajudam a criar novas rotinas. Algumas marcas oferecem descontos ou benefícios para quem devolve embalagens usadas. Com o tempo, essa prática passa a fazer parte do comportamento cotidiano do consumidor.</p>
<p>A identidade pessoal também exerce influência. Muitas pessoas querem agir de forma coerente com seus valores. Quando percebem que pequenas atitudes geram impacto real, sentem maior motivação para continuar participando.</p>
<p>A forma de comunicar as iniciativas também faz diferença. Mensagens equilibradas, que combinam emoção e orientação prática, ajudam o público a entender como agir. Informações claras sobre onde devolver embalagens ou como reciclar produtos aumentam a participação.</p>
<p>Por fim, tornar os benefícios visíveis fortalece o engajamento. Quando as empresas mostram resultados concretos, como redução de resíduos ou benefícios para a comunidade, o consumidor percebe o valor da própria ação.</p>
<p>Os casos analisados indicam que iniciativas bem planejadas podem gerar ganhos ambientais e estratégicos. Ao reaproveitar materiais, as empresas reduzem custos e diminuem a dependência de novos recursos. Ao mesmo tempo, fortalecem a reputação da marca e aumentam a lealdade dos consumidores. Nesse sentido, envolver o público deixa de ser apenas uma estratégia de comunicação e passa a se tornar um elemento central da economia circular.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.12660/gvexec.v24n2.2025.91873">o artigo na íntegra. </a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<title>FGV EAESP tem professores reconhecidos em ranking internacional de excelência em pesquisa em Gestão</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/noticias-internas/fgv-eaesp-tem-professores-reconhecidos-em-ranking-internacional-de-excelencia-em-pesquisa-em-gestao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 14:19:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias internas]]></category>
		<category><![CDATA[Business and Management]]></category>
		<category><![CDATA[Excelência acadêmica]]></category>
		<category><![CDATA[FGV EAESP]]></category>
		<category><![CDATA[impacto acadêmico]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa em Administração]]></category>
		<category><![CDATA[Produção científica em gestão]]></category>
		<category><![CDATA[Ranking internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/Blog-Impacto-imagem-de-topo-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/Blog-Impacto-imagem-de-topo-150x150.png 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/Blog-Impacto-imagem-de-topo-75x75.png 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/Blog-Impacto-imagem-de-topo-350x350.png 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Maciel M. Queiroz, professor associado da Escola e Ann L. Cunliffe, professora de Estudos Organizacionais são destaques no ranking Best Business and Management Scientists 2025/2026 in Brazil, elaborado pela plataforma internacional Research.com, que reúne os pesquisadores mais influentes da área de Negócios e Administração no país. O levantamento avalia pesquisadores com base em métricas bibliométricas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/Blog-Impacto-imagem-de-topo-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/Blog-Impacto-imagem-de-topo-150x150.png 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/Blog-Impacto-imagem-de-topo-75x75.png 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/Blog-Impacto-imagem-de-topo-350x350.png 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p><a href="https://eaesp.fgv.br/pessoa/maciel-manoel-queiroz"><strong>Maciel M. Queiroz</strong></a>, professor associado da Escola e <a href="https://eaesp.fgv.br/pessoa/ann-l-cunliffe"><strong>Ann L. Cunliffe</strong></a>, professora de Estudos Organizacionais são destaques no ranking <strong>Best Business and Management Scientists 2025/2026 in Brazil</strong>, elaborado pela plataforma internacional Research.com, que reúne os pesquisadores mais influentes da área de Negócios e Administração no país.</p>
<p>O levantamento avalia pesquisadores com base em métricas bibliométricas rigorosas, extraídas de bases como OpenAlex e CrossRef, e utiliza o D-index, indicador que considera exclusivamente publicações e citações dentro da área de Business and Management.</p>
<p>Para figurar no ranking, os pesquisadores precisam atingir um alto nível de impacto acadêmico e apresentar produção científica concentrada no campo avaliado, além de atender a critérios de qualidade, consistência e relevância internacional. A metodologia busca representar o grupo mais influente de pesquisadores da área, equivalente ao topo da produção científica nacional.</p>
<p>O reconhecimento reflete o compromisso da FGV EAESP com a excelência em pesquisa e com a produção de conhecimento de impacto. As trajetórias dos docentes destacados abrangem temas centrais para o debate contemporâneo em Administração, como transformação digital, cadeias de suprimentos, tecnologias emergentes, liderança, ética, linguagem e práticas organizacionais.</p>
<p>A presença de professores da Escola entre os mais influentes do país reforça a posição da FGV EAESP como referência acadêmica no Brasil e no exterior, destacando seu papel na formação de pesquisadores e líderes capazes de contribuir para organizações, políticas públicas e a sociedade.</p>
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		<title>Semana de quatro dias nas empresas: confiança é fator decisivo</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/semana-de-quatro-dias-nas-empresas-confianca-e-fator-decisivo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 11:20:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar dos funcionários]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar organizacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/198-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Calendário destacando a semana de quatro dias nas empresas, com apenas quatro dias úteis marcados na agenda de trabalho" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/198-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/198-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/198-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/198-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Nos últimos anos, diferentes países passaram a discutir novas formas de organizar o trabalho. Entre essas propostas, a semana de quatro dias nas empresas ganhou destaque porque promete melhorar a qualidade de vida dos funcionários sem reduzir a produtividade. Ao mesmo tempo, muitas organizações ainda têm dúvidas sobre como implementar esse modelo na prática. Afinal, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/198-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Calendário destacando a semana de quatro dias nas empresas, com apenas quatro dias úteis marcados na agenda de trabalho" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/198-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/198-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/198-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/198-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Nos últimos anos, diferentes países passaram a discutir novas formas de organizar o trabalho. Entre essas propostas, a semana de quatro dias nas empresas ganhou destaque porque promete melhorar a qualidade de vida dos funcionários sem reduzir a produtividade. Ao mesmo tempo, muitas organizações ainda têm dúvidas sobre como implementar esse modelo na prática. Afinal, reduzir o número de dias de trabalho exige mudanças na forma de gerir equipes, organizar tarefas e avaliar resultados. Nesse contexto, pesquisadores buscaram entender por que algumas empresas conseguem adotar essa jornada reduzida com sucesso, enquanto outras enfrentam dificuldades.</p>
<p>O estudo foi conduzido por Fernando Deodato Domingos, da FGV EAESP, e Pedro Gomes, da University of London. O artigo foi publicado na revista GV Executivo.</p>
<p>A pesquisa analisou um projeto piloto realizado no Brasil com 19 empresas de diferentes setores, envolvendo 252 funcionários. O experimento seguiu o modelo internacional conhecido como 100-80-100, no qual os trabalhadores recebem 100% do salário, trabalham 80% do tempo e buscam manter 100% da produtividade. Para compreender os resultados, os pesquisadores aplicaram questionários com funcionários em diferentes momentos do projeto e realizaram entrevistas com líderes das empresas participantes.</p>
<h1>Semana de quatro dias nas empresas: o que faz esse modelo funcionar</h1>
<p>Os resultados mostram que a semana de quatro dias nas empresas pode trazer benefícios importantes. Em muitas empresas do piloto, funcionários relataram maior bem-estar, mais engajamento e melhor equilíbrio entre vida pessoal e trabalho. Além disso, líderes observaram melhorias em processos internos e no uso de ferramentas tecnológicas.</p>
<p>Entretanto, o sucesso do modelo não depende apenas da redução da jornada. Segundo os pesquisadores, um fator decisivo é a relação de confiança entre gestores e equipes. Empresas que valorizam colaboração, autonomia e objetivos compartilhados tendem a ter melhores resultados. Nesses ambientes, os profissionais se sentem mais responsáveis pelo desempenho coletivo e organizam o trabalho de forma mais eficiente.</p>
<p>Por outro lado, organizações que adotam uma gestão baseada principalmente em controle rígido e fiscalização enfrentam mais dificuldades para adaptar a jornada reduzida. Nessas situações, a pressão por resultados pode aumentar, o que compromete o bem-estar dos funcionários e dificulta a reorganização das atividades.</p>
<p>Outro ponto observado foi a necessidade de revisar processos de trabalho. Muitas empresas reduziram o número de reuniões, criaram períodos de concentração sem interrupções e passaram a usar softwares de forma mais estratégica. Essas mudanças ajudaram a manter o ritmo das entregas mesmo com menos horas de trabalho.</p>
<h2>Mudanças na forma de contratação e desafios</h2>
<p>O estudo também mostra que a forma como as relações de trabalho são estruturadas influencia o sucesso da semana de quatro dias. Nos contratos transacionais, a relação é baseada em regras rígidas, metas e controle das entregas. Já nos contratos relacionais, prevalecem confiança, cooperação e objetivos compartilhados. Segundo a pesquisa, empresas que operam com práticas mais próximas dos contratos relacionais tendem a ter melhores resultados com a jornada reduzida, pois os funcionários têm mais autonomia para reorganizar o trabalho e manter a produtividade.</p>
<p>Apesar dos resultados positivos, o estudo também mostra que alguns setores encontram desafios maiores. Áreas que dependem de forte coordenação entre equipes ou de prazos muito rígidos, como consultoria e serviços financeiros, precisam adaptar processos com mais cuidado para evitar atrasos ou gargalos.</p>
<p>Ainda assim, a experiência brasileira sugere que a semana de quatro dias pode ser uma alternativa viável para conciliar produtividade e qualidade de vida. Para isso, no entanto, não basta mudar o calendário de trabalho. É necessário construir uma cultura organizacional baseada em confiança, diálogo e colaboração, na qual líderes e funcionários compartilhem a responsabilidade pelos resultados.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.12660/gvexec.v24n2.2025.93332">o artigo na íntegra. </a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<title>O Indicador Que Vira Antes do EBITDA</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/blog-gestao-e-negocios/o-indicador-que-vira-antes-do-ebitda/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 11:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog Gestão e Negócios]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.impacto.blog.br/?p=6352</guid>

					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/88-Banner-Blog-Gestao-e-Negocios-Estadao-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/88-Banner-Blog-Gestao-e-Negocios-Estadao-150x150.png 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/88-Banner-Blog-Gestao-e-Negocios-Estadao-75x75.png 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/88-Banner-Blog-Gestao-e-Negocios-Estadao-350x350.png 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Leandro da Conceição Rafael, Mestre em Administração (MPA) pela FGV EAESP. É professor nos cursos de educação executiva da FGV IDE, gerente financeiro, consultor e conselheiro em finanças corporativas, capital de giro e governança. Na sala de crise, o reflexo condicionado da maioria dos executivos é olhar para o DRE. A discussão gravita invariavelmente em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/88-Banner-Blog-Gestao-e-Negocios-Estadao-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/88-Banner-Blog-Gestao-e-Negocios-Estadao-150x150.png 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/88-Banner-Blog-Gestao-e-Negocios-Estadao-75x75.png 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/88-Banner-Blog-Gestao-e-Negocios-Estadao-350x350.png 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p><em>Leandro da Conceição Rafael, Mestre em Administração (MPA) pela FGV EAESP. É professor nos cursos de educação executiva da FGV IDE, gerente financeiro, consultor e conselheiro em finanças corporativas, capital de giro e governança.</em></p>
<p>Na sala de crise, o reflexo condicionado da maioria dos executivos é olhar para o DRE. A discussão gravita invariavelmente em torno de EBITDA (sigla em inglês para Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization, ou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), margem bruta e cortes lineares de despesas. Contudo, em setores regulados, onde há teto de preço (price cap) e pouco espaço para repassar ineficiências, essa lente não é apenas insuficiente; ela é perigosa. Você pode &#8220;consertar&#8221; o resultado no papel e quebrar no caminho. Porque empresa não morre por falta de competência operacional; morre por falta de caixa.</p>
<p>Em ambientes de preços travados, como no setor de medicamentos ou em concessões públicas, a gestão perde o controle sobre a alavanca tradicional de recuperação: a receita por unidade. Vender mais caro não é opção. Cortar custos operacionais tem um limite físico antes de destruir a qualidade do serviço. Nessas condições, a única variável de sobrevivência que resta sob total controle da gestão não é o lucro. É o tempo.</p>
<p>O Ciclo de Conversão de Caixa (CCC) é a métrica definitiva desse tempo. Ele revela quantos dias seu dinheiro fica &#8220;sequestrado&#8221; na operação, entre a compra da matéria-prima e o efetivo recebimento do cliente. Quanto maior esse ciclo, maior a dependência de capital de terceiros para financiar a ineficiência. Com o custo do dinheiro nos patamares atuais, financiar o tempo tornou-se um imposto invisível, porém letal, sobre a operação.</p>
<p>Pense no CCC como a &#8220;velocidade do oxigênio&#8221;. Cada dia reduzido no ciclo é um dia de fôlego que a empresa não precisa comprar do banco. Aqui reside o insight contraintuitivo do turnaround regulado: o CCC é um indicador antecedente (leading indicator), enquanto o EBITDA é um indicador de retrovisor (lagging indicator). O EBITDA conta a história do mês que passou; o CCC prevê se haverá caixa no mês que vem.</p>
<p>Essa dinâmica ficou evidente no caso real de uma empresa familiar do setor farmacêutico, denominada &#8220;Farmacêutica Alfa&#8221; em minha dissertação para preservar a confidencialidade dos dados. Operando sob rígida regulação de preços, o problema não era falta de demanda, mas o descompasso temporal. A operação queimava caixa enquanto o endividamento paralisava a tomada de decisão. O pivô estratégico não foi buscar mais vendas, mas girar mais rápido.</p>
<p>A agenda tática foi cirúrgica: redução drástica da complexidade do portfólio, eliminação de estoques de segurança obsoletos (capital paralisado travestido de ativo) e a instalação de uma cultura onde o caixa é a prioridade zero. O resultado financeiro apareceu muito antes do lucro contábil: o CCC encurtou 43 dias. Na sequência, a disciplina de Just in Time foi aplicada não como meta logística, mas como imperativo de caixa.</p>
<p>A lógica foi inverter o fluxo: sair do modelo &#8220;empurrado&#8221; (que estoca para aplacar a insegurança operacional) para o &#8220;puxado&#8221; (que compra conforme a saída). Essa mudança de chave transformou estoques em liquidez e reduziu o capital empatado em 22%. Com o ciclo destravado, a liquidez corrente subiu para 1,37x. Na prática, a empresa saiu do sufoco para ter R$ 1,37 disponíveis para cada R$ 1,00 de dívida no curto prazo. Essa solvência comprou runway (ou tempo de pista), garantindo o fôlego necessário para reorganizar a casa sem o fantasma da insolvência diária.</p>
<p>Se a lógica é clara, por que nem todos aplicam? Porque dói. Reduzir estoque exige assumir erros de compra passados. Descontinuar produtos fere o orgulho e o legado, uma barreira emocional típica em empresas familiares. É neste ponto que a governança deixa de ser burocracia e vira acelerador de valor.</p>
<p>Conselhos ativos, estruturas recomendáveis para empresas de qualquer porte, inclusive PMEs, funcionam como um &#8220;escudo emocional&#8221;. Especialmente quando contam com membros independentes, eles ancoram decisões impopulares em dados, protegem a diretoria do ruído interno e evitam recuos quando a pressão aumenta. A boa governança não atrasa a decisão; ela blinda o foco no CCC contra a vaidade do faturamento.</p>
<p>Para líderes navegando em setores com teto de preços, o playbook de sobrevivência (Modelo Alfa) é claro:</p>
<p><strong>Estancar a sangria: Instituir regime de exceção e colocar o caixa no centro da mesa.</strong></p>
<p><strong>Destravar o ciclo: Adotar o CCC como KPI principal, acima da margem, no curto prazo.</strong></p>
<p><strong>Blindar a decisão: Usar a governança para validar cortes duros em estoques e portfólio.</strong></p>
<p><strong>Recuperar a margem: Ajustar mix e eficiência operacional apenas quando o oxigênio estiver garantido.</strong></p>
<p><strong>Perenizar: Transformar a disciplina de capital de giro em cultura, não apenas projeto.</strong></p>
<p><strong> </strong>Em setores onde você não dita o preço, o ritmo da recuperação não é definido pelo quanto você ganha na venda, mas por quão rápido o dinheiro retorna para sua mão. Caixa, neste cenário, não é consequência. É estratégia.</p>
<p>T<em>exto originalmente <a href="https://www.estadao.com.br/economia/gestao-e-negocios/o-indicador-que-vira-antes-do-ebitda/">publicado</a> no blog </em><a href="https://www.estadao.com.br/economia/gestao-e-negocios"><em>Gestão e Negócios do Estadão</em></a><em>, uma parceria entre a FGV EAESP e o Estadão, reproduzido na íntegra com autorização.</em></p>
<p><em>Os artigos publicados na coluna Blog Gestão e Negócios refletem exclusivamente a opinião de seus autores, não representando, necessariamente, a visão da Fundação Getulio Vargas ou do jornal Estadão</em></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><em> </em></p>
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		<title>Tese por artigos em administração pública: ganhos, riscos e o que dizem os dados no Brasil</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/tese-por-artigos-administracao-publica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 11:11:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[doutorado]]></category>
		<category><![CDATA[formação de pesquisadores]]></category>
		<category><![CDATA[metodologia de pesquisa em administração]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 4]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa científica]]></category>
		<category><![CDATA[tese por artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/195-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Consumidor depositando embalagens usadas em ponto de coleta de reciclagem em loja, exemplo de como empresas podem engajar consumidores na economia circular." decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/195-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/195-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/195-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/195-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A tese por artigos em administração pública ganha espaço no Brasil e levanta um debate importante sobre qualidade e formação acadêmica. Tradicionalmente, o doutorado culmina em um trabalho único e extenso, que demonstra a capacidade do pesquisador de conduzir um estudo independente. No entanto, cresce o interesse por um modelo que organiza a tese como [&#8230;]</p>
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<p>Um estudo conduzido por Rafael Viegas, Fernando Abrucio, Marco Antonio Carvalho Teixeira e Silvia Mongelós, da FGV EAESP, e publicado na Revista de Administração, Ensino e Pesquisa, analisou 139 teses defendidas entre 2014 e 2022 em programas brasileiros de administração pública. Os pesquisadores coletaram os dados no banco de teses da Capes e examinaram como cada trabalho articulou teoria, métodos e escolhas conceituais. Do total, 17 teses adotaram o formato por artigos.</p>
<h1>Tese por artigos em administração pública</h1>
<p>Os dados mostram os benefícios do modelo. Primeiro, o doutorando pode publicar resultados antes mesmo de concluir o curso. Assim, amplia sua visibilidade, fortalece o currículo e aumenta suas chances em processos seletivos acadêmicos. Além disso, aprende a dialogar com pareceristas e editores, o que qualifica sua escrita e sua capacidade de argumentação.</p>
<p>O formato também oferece flexibilidade. O pesquisador pode direcionar cada artigo a públicos e revistas diferentes, aprofundando aspectos específicos do tema. Sendo assim, consegue dialogar com debates variados e inserir seu trabalho em redes de pesquisa mais amplas.</p>
<p>Entretanto, os desafios chamam atenção. A maioria das 17 teses analisadas não integrou de forma consistente os fundamentos teóricos e as estratégias metodológicas. O problema se intensificou quando os autores combinaram entrevistas, estudos de caso e análises estatísticas no mesmo projeto. Sem uma base conceitual clara, os artigos até funcionam isoladamente, mas o conjunto perde força como tese.</p>
<h2>Coerência teórica e formação do pesquisador</h2>
<p>Outro achado relevante envolve a clareza das escolhas científicas. Grande parte das teses priorizou abordagens voltadas à mensuração e à generalização de resultados. Ainda assim, muitos trabalhos não explicitaram com precisão por que adotaram determinado caminho metodológico nem quais limites essa decisão impôs às conclusões. Como consequência, o poder explicativo do conjunto diminuiu.</p>
<p>O estudo também alerta para a pressão por produtividade. Quando o doutorando foca apenas na publicação rápida de artigos, corre o risco de deixar em segundo plano a reflexão mais ampla que o doutorado deve estimular. Afinal, a formação de um pesquisador exige tempo para testar ideias, revisar hipóteses e amadurecer conceitos.</p>
<p>Os autores não defendem o abandono da tese por artigos. Ao contrário, reconhecem suas vantagens e destacam seu potencial para ampliar o impacto da pesquisa brasileira. No entanto, reforçam que programas de pós-graduação precisam preparar melhor seus alunos para esse formato. Planejamento rigoroso, coerência entre teoria e método e acompanhamento próximo da orientação fazem toda a diferença.</p>
<p>Em síntese, a tese por artigos em administração pública pode fortalecer a carreira do doutorando e acelerar a circulação do conhecimento. Contudo, só alcança esse objetivo quando preserva o núcleo formativo do doutorado: desenvolver a capacidade de analisar problemas complexos com consistência teórica e rigor metodológico.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.13058/raep.2025.v26n2.2681">o artigo na íntegra.   </a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<title>Ativismo corporativo: quando o posicionamento das empresas gera apoio e rejeição</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/podcast/ativismo-corporativo-quando-o-posicionamento-das-empresas-gera-apoio-e-rejeicao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 19:59:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Podcast]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/Podcast_Impacto_Luiza-Braga-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/Podcast_Impacto_Luiza-Braga-150x150.png 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/Podcast_Impacto_Luiza-Braga-75x75.png 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/Podcast_Impacto_Luiza-Braga-350x350.png 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Empresas devem se posicionar sobre temas sociais e políticos? E por que esses posicionamentos geram reações tão diferentes entre consumidores, empregados e investidores? No novo episódio do Podcast Impacto, Andréa Cerqueira conversa com Luiza Dazzi Braga, doutora em Administração de Empresas pela FGV EAESP e vencedora do prêmio de Melhor Tese, sobre o fenômeno do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/Podcast_Impacto_Luiza-Braga-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/Podcast_Impacto_Luiza-Braga-150x150.png 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/Podcast_Impacto_Luiza-Braga-75x75.png 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/Podcast_Impacto_Luiza-Braga-350x350.png 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Empresas devem se posicionar sobre temas sociais e políticos? E por que esses posicionamentos geram reações tão diferentes entre consumidores, empregados e investidores?</p>
<p>No novo episódio do Podcast Impacto, Andréa Cerqueira conversa com Luiza Dazzi Braga, doutora em Administração de Empresas pela FGV EAESP e vencedora do prêmio de Melhor Tese, sobre o fenômeno do ativismo sociopolítico corporativo. A pesquisa de Luiza mostra que, ao se posicionarem publicamente, empresas não estão apenas comunicando causas, mas sinalizando valores morais e políticos que afetam diretamente a forma como diferentes públicos se identificam com elas.</p>
<p>Ao longo da conversa, Luiza explica por que o ativismo corporativo tende a gerar, em média, efeitos positivos, mas relativamente fracos, justamente porque esconde reações extremas de apoio e rejeição. A chave para entender esses resultados está no alinhamento político entre empresas e públicos, nos contextos culturais e no grau de polarização social. O episódio também discute quando o ativismo é mais arriscado, por que ele ainda é raro nas redes sociais das empresas e por que não existe uma fórmula universal para “acertar” nesse tipo de estratégia.</p>
<p>Se você se interessa por estratégia, marketing, comportamento do consumidor e o papel político das organizações na sociedade, este episódio traz reflexões fundamentais sobre se, quando e como as empresas devem se posicionar.</p>
<p>Ouça o episódio completo no Podcast Impacto:</p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Ativismo corporativo" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/episode/0jDvLMgSNuK4ts93JXRf6s?si=nfM6HYk0TIersQoNdOisPQ&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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