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	<title>Blog Impacto &#8211; FGV EAESP Pesquisa</title>
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	<description>O Blog Impacto é uma iniciativa da FGV EAESP Pesquisa para disseminar o conhecimento produzido na instituição.</description>
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	<title>Blog Impacto &#8211; FGV EAESP Pesquisa</title>
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		<title>Inércia Estrutural: A Força Invisível Que Molda Suas Ideias</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/blog-gestao-e-negocios/inercia-estrutural-a-forca-invisivel-que-molda-suas-ideias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 11:00:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog Gestão e Negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/101-Banner-Blog-Gestao-e-Negocios-Estadao-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/101-Banner-Blog-Gestao-e-Negocios-Estadao-150x150.png 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/101-Banner-Blog-Gestao-e-Negocios-Estadao-75x75.png 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/101-Banner-Blog-Gestao-e-Negocios-Estadao-350x350.png 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />Marcos Henrique Facó, aluno do Doutorado Profissional em Administração da FGV EAESP e Diretor de Comunicação e Marketing da FGV  A reunião parecia promissora. João apresentou uma proposta inovadora que poderia aumentar a receita em 20%. Dados sólidos, estratégia brilhante, execução viável. Três meses depois, o projeto estava arquivado. Não por falhas técnicas, mas porque [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/101-Banner-Blog-Gestao-e-Negocios-Estadao-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/101-Banner-Blog-Gestao-e-Negocios-Estadao-150x150.png 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/101-Banner-Blog-Gestao-e-Negocios-Estadao-75x75.png 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/101-Banner-Blog-Gestao-e-Negocios-Estadao-350x350.png 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p><em>Marcos Henrique Facó, aluno do Doutorado Profissional em Administração da FGV EAESP e Diretor de Comunicação e Marketing da FGV</em></p>
<p><strong> </strong>A reunião parecia promissora. João apresentou uma proposta inovadora que poderia aumentar a receita em 20%. Dados sólidos, estratégia brilhante, execução viável. Três meses depois, o projeto estava arquivado. Não por falhas técnicas, mas porque João não compreendeu uma verdade crucial: nas organizações, a qualidade da ideia é apenas metade da equação. A outra metade é entender que as estruturas organizacionais têm vida e vontade próprias.</p>
<p>Organizações, como organismos vivos, buscam constantemente estabilidade e autopreservação. Essa busca inerente manifesta-se no que autores como Hannan e Freeman chamam de inércia estrutural, uma força determinista que molda comportamentos e decisões. Ideias inovadoras, por mais brilhantes que sejam, muitas vezes encontram resistência porque ameaçam o equilíbrio e o status quo estabelecido. Não é uma conspiração, mas uma lógica intrínseca: a própria arquitetura organizacional, hierarquias, processos, métricas e cultura, determina o que pode e não pode prosperar. Essa inércia não apenas limita a adaptabilidade, mas condiciona nossa percepção do possível.</p>
<p>Pense na última vez que uma excelente ideia foi rejeitada em sua empresa. Você provavelmente ouviu: &#8220;não é o momento certo&#8221; ou &#8220;não se alinha com nossa estratégia atual&#8221;. Raramente, alguém diria: &#8220;sua ideia ameaça nosso território&#8221; ou &#8220;isso pode questionar nossa relevância&#8221;. Essas respostas diplomáticas mascaram uma dinâmica mais profunda: as estruturas organizacionais operam como filtros, selecionando quais narrativas, propostas e soluções podem prosperar. Elas favorecem o que se encaixa na lógica interna do sistema, mesmo que não seja a opção mais eficiente.</p>
<p>Um exemplo: empresas que incentivam inovação, mas cujas estruturas de avaliação premiam resultados de curto prazo. A contradição não está nas pessoas, mas na arquitetura que determina os comportamentos.</p>
<p>Outro exemplo: quantas vezes uma ideia foi aceita não por sua qualidade, mas por ter vindo do departamento &#8220;certo&#8221; ou de alguém com o &#8220;cargo adequado&#8221;? O peso institucional do emissor frequentemente supera o mérito da proposta. Isso ocorre porque as estruturas não apenas processam informações, mas hierarquizam fontes de legitimidade.</p>
<p>Reconhecer essa realidade não significa resignação, mas inteligência estratégica. Profissionais eficazes desenvolvem uma dupla competência: técnica (domínio da área) e organizacional (capacidade de navegar nas estruturas). A liberdade de ação existe, mas dentro dos limites das &#8220;regras do jogo&#8221;. Não se trata de quebrá-las, mas de entendê-las e usá-las a seu favor.</p>
<p>Antes de apresentar uma ideia, mapeie os interesses estruturais. Quem realmente ganha ou perde? Como sua proposta pode ser enquadrada para fortalecer, e não ameaçar, o sistema existente? Isso não é politicagem, mas inteligência organizacional.</p>
<p>Busque alinhamento estrutural: identifique elementos que apoiariam sua proposta e conecte-a a objetivos já estabelecidos. Encontre patrocinadores interessados em vê-la prosperar, não só pelo mérito técnico, mas pelos benefícios às suas posições. O timing é relevante: apresente-a quando se alinha a ciclos organizacionais ou pressões externas.</p>
<p>Adapte a linguagem: use a &#8220;gramática&#8221; que a organização entende. Se valorizam eficiência, posicione sua ideia como otimização. Se priorizam crescimento, enquadre-a como expansão. A mesma proposta pode ter várias traduções, aumentando suas chances de aceitação.</p>
<p>O mercado está repleto de profissionais tecnicamente excelentes cujas carreiras estagnam por não dominarem essa segunda competência. Compreender que as organizações são sistemas vivos com lógicas próprias de preservação e crescimento, e que suas estruturas determinam o que pode florescer, é o que separa quem executa bem de quem realmente impacta a empresa. Suas próximas boas ideias merecem mais que competência técnica. Elas exigem que você compreenda e navegue inteligentemente nas estruturas que, por sua natureza, determinarão seu destino. Não se trata de manipulação, mas de fluência organizacional: a capacidade de decodificar a lógica da estrutura para que seu valor técnico não apenas seja reconhecido, mas floresça. Domine essa fluência, e suas ideias não apenas sobreviverão; elas transformarão.</p>
<p>T<em>exto originalmente </em><a href="https://www.estadao.com.br/economia/gestao-e-negocios/inercia-estrutural-a-forca-invisivel-que-molda-suas-ideias/"><em>publicado</em></a><em> no blog </em><a href="https://www.estadao.com.br/economia/gestao-e-negocios"><em>Gestão e Negócios do Estadão</em></a><em>, uma parceria entre a FGV EAESP e o Estadão, reproduzido na íntegra com autorização.</em></p>
<p><em>Os artigos publicados na coluna Blog Gestão e Negócios refletem exclusivamente a opinião de seus autores, não representando, necessariamente, a visão da Fundação Getulio Vargas ou do jornal Estadão</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Como as regras de transferência de recursos influenciam a criação de municípios no Brasil</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/transferencia-recursos-municipios-criacao-municipal-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 11:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação]]></category>
		<category><![CDATA[Fundo de Participação dos Municípios (FPM)]]></category>
		<category><![CDATA[secessão municipal]]></category>
		<category><![CDATA[transferências intergovernamentais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/220-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="transferência de recursos aos municípios e gestão pública no Brasil" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/220-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/220-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/220-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/220-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />A transferência de recursos públicos é um dos elementos centrais no debate sobre a criação de novos municípios no Brasil. Embora a emancipação de cidades seja frequentemente associada à busca por maior proximidade entre governos e cidadãos, melhoria dos serviços públicos e fortalecimento da representação local, uma pesquisa recente analisou outro aspecto desse processo: como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/220-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="transferência de recursos aos municípios e gestão pública no Brasil" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/220-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/220-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/220-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/220-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A transferência de recursos públicos é um dos elementos centrais no debate sobre a criação de novos municípios no Brasil. Embora a emancipação de cidades seja frequentemente associada à busca por maior proximidade entre governos e cidadãos, melhoria dos serviços públicos e fortalecimento da representação local, uma pesquisa recente analisou outro aspecto desse processo: como as regras de distribuição de recursos podem influenciar a decisão de criar novas unidades municipais.</p>
<p>O estudo investiga o papel do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), principal mecanismo de transferência de recursos federais sem destinação específica para municípios brasileiros. Ele mostra que seu modelo de distribuição pode gerar incentivos para a fragmentação municipal. Ou seja, em alguns casos, a criação de novos municípios pode estar relacionada também à busca por uma parcela maior dos recursos disponíveis.</p>
<p>A pesquisa é de autoria de Tatiana de Oliveira Mota, da Universidade de Coimbra, João-Pedro Ferreira, da Universidade de Virginia, e Ricardo Gomes, da FGV EAESP. Eles publicaram o artigo na revista científica Financial Accountability &amp; Management.</p>
<p>Os pesquisadores combinaram diferentes bases de dados, análises estatísticas e simulações para comparar o cenário real com uma situação hipotética em que os municípios criados após 1988 não tivessem sido emancipados. O objetivo foi compreender como a criação de novas unidades municipais alterou a distribuição dos recursos públicos e os padrões de gastos.</p>
<h1>Transferência de recursos aos municípios influencia criação de novas cidades no Brasil</h1>
<p>Desde a Constituição de 1988, o Brasil criou 1.387 novos municípios, aumentando em 33% o número de cidades existentes. Segundo o estudo, grande parte desses novos municípios possui população pequena e depende fortemente de repasses federais para manter suas atividades.</p>
<p>Além disso, os pesquisadores identificaram que municípios criados após 1988 apresentam menor capacidade de arrecadar recursos próprios e maior dependência do FPM quando comparados a municípios mais antigos. Dessa forma, embora a emancipação possa trazer benefícios de representação local, ela também pode criar desafios financeiros de longo prazo.</p>
<p>Outro ponto destacado pela pesquisa é que o formato atual de distribuição do FPM favorece municípios menores, pois considera principalmente faixas populacionais. Assim, cidades pequenas podem receber valores proporcionalmente maiores, criando um incentivo para que determinados grupos locais busquem a emancipação como estratégia para acessar recursos públicos.</p>
<p>Os resultados também mostram impactos além dos novos municípios. Como o volume total distribuído pelo fundo é limitado, mudanças na divisão dos recursos podem beneficiar algumas localidades enquanto reduzem a participação de outras.</p>
<h2>Desafios para uma gestão pública mais eficiente</h2>
<p>A pesquisa também analisou como os municípios utilizam os recursos recebidos. Os resultados indicam que as transferências federais têm forte influência sobre o aumento dos gastos municipais. Isso principalmente em despesas relacionadas à estrutura administrativa e ao funcionamento das instituições locais.</p>
<p>Na prática, isso significa que mais recursos transferidos não necessariamente representam melhoria proporcional na qualidade dos serviços oferecidos à população. Por isso, os autores defendem uma revisão das regras do FPM, considerando critérios que levem em conta não apenas o tamanho da população, mas também indicadores sociais, capacidade de gestão e necessidades locais.</p>
<p>O estudo não afirma que a criação de municípios ocorre apenas por interesses financeiros, já que fatores políticos, sociais e econômicos também influenciam esse processo. Entretanto, demonstra que o desenho das regras de transferência pública pode criar incentivos que afetam decisões administrativas e fiscais.</p>
<p>Assim, a pesquisa contribui para o debate sobre como construir um modelo de financiamento municipal capaz de equilibrar autonomia local, eficiência no uso dos recursos públicos e melhoria dos serviços oferecidos aos cidadãos.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1111/faam.70040">o artigo na íntegra. </a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<item>
		<title>Fintechs socioambientais: como a tecnologia pode ampliar a inclusão financeira e gerar impacto sustentável</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/fintechs-socioambientais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 11:19:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Fintechs socioambientais]]></category>
		<category><![CDATA[impacto socioambiental]]></category>
		<category><![CDATA[inclusão financeira sustentável; inovação social]]></category>
		<category><![CDATA[reconfiguração sociotécnica]]></category>
		<category><![CDATA[Resiliência equitativa]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia e sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologias habilitadoras]]></category>
		<category><![CDATA[transformação digital]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/219-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Fintechs socioambientais usam tecnologia digital para promover inclusão financeira e impacto sustentável em comunidades" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/219-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/219-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/219-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/219-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />As fintechs ganharam espaço no mercado financeiro ao oferecer serviços digitais mais rápidos, acessíveis e personalizados. No entanto, uma nova geração dessas empresas tem ampliado essa proposta ao unir tecnologia, inclusão financeira e objetivos socioambientais. Chamadas de fintechs socioambientais, essas organizações buscam atender públicos que tradicionalmente enfrentam barreiras de acesso ao sistema financeiro, como pequenos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/219-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Fintechs socioambientais usam tecnologia digital para promover inclusão financeira e impacto sustentável em comunidades" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/219-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/219-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/219-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/219-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>As fintechs ganharam espaço no mercado financeiro ao oferecer serviços digitais mais rápidos, acessíveis e personalizados. No entanto, uma nova geração dessas empresas tem ampliado essa proposta ao unir tecnologia, inclusão financeira e objetivos socioambientais. Chamadas de fintechs socioambientais, essas organizações buscam atender públicos que tradicionalmente enfrentam barreiras de acesso ao sistema financeiro, como pequenos produtores rurais, comunidades periféricas e grupos em situação de vulnerabilidade.</p>
<p>Nesse cenário, uma pesquisa desenvolvida por Simone Luvizan e Erica Souza Siqueira, da FGV EAESP, e Hélida Norato, da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), investigou como essas empresas funcionam na prática e como conseguem transformar tecnologia em soluções voltadas ao desenvolvimento sustentável. O artigo foi publicado na revista internacional Technological Forecasting and Social Change.</p>
<h1>Fintechs socioambientais e inclusão financeira sustentável: tecnologia como ferramenta de transformação social</h1>
<p>Para compreender o funcionamento dessas organizações, as pesquisadoras utilizaram a metodologia Design Science Research, que busca construir e avaliar modelos capazes de resolver problemas reais. A partir dessa abordagem, criaram o modelo de Reconfiguração Sociotécnica Equitativa, que analisa como tecnologia e relações sociais se combinam para gerar mudanças.</p>
<p>Depois, as autoras aplicaram esse modelo em dez casos de fintechs brasileiras com atuação em áreas como desenvolvimento socioeconômico, produção rural inclusiva e energia limpa. A análise mostrou que essas empresas não apenas digitalizam serviços financeiros tradicionais, mas redesenham essas soluções a partir das necessidades das comunidades que atendem.</p>
<p>Um dos principais achados é que a tecnologia, sozinha, não garante inclusão. O impacto acontece quando as ferramentas digitais são construídas considerando as experiências, dificuldades e objetivos dos usuários. Assim, essas fintechs criam alternativas que vão além de oferecer crédito ou meios de pagamento: elas buscam fortalecer a autonomia das pessoas e apoiar transformações locais.</p>
<p>Segundo a pesquisa, a proximidade entre os fundadores das fintechs e as causas que pretendem resolver é um elemento importante para essa mudança. Portanto, a compreensão dos desafios enfrentados pelas comunidades influencia diretamente a criação de serviços mais adequados às suas realidades.</p>
<p>Além disso, as soluções analisadas utilizam recursos digitais para reduzir barreiras de acesso. Plataformas online, análise de dados e novos modelos de avaliação permitem atender pessoas que muitas vezes ficaram fora dos critérios tradicionais do sistema financeiro.</p>
<h2>Inovação financeira com impacto: desafios e oportunidades para o futuro</h2>
<p>Esse debate se torna ainda mais relevante em um momento de transformação do setor financeiro, marcado pelo avanço da regulamentação, pela busca por maior segurança e pela necessidade de fortalecer a confiança nas instituições digitais. Nesse contexto, a pesquisa aponta que modelos de fintechs orientados por impacto podem contribuir para repensar como os serviços financeiros são desenvolvidos.</p>
<p>A principal conclusão é que a inovação financeira pode gerar mudanças mais amplas quando comunidades participam da construção das soluções. Dessa forma, a tecnologia deixa de ser apenas uma ferramenta operacional e passa a atuar como um meio para criar novas possibilidades de inclusão, desenvolvimento e sustentabilidade. Ao analisar as chamadas fintechs socioambientais, o estudo reforça que o futuro dos serviços financeiros não depende apenas de novas tecnologias, mas também da capacidade das organizações de compreender pessoas, territórios e desafios sociais.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1016/j.techfore.2026.124735">o artigo na íntegra.</a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/fintechs-socioambientais/">Fintechs socioambientais: como a tecnologia pode ampliar a inclusão financeira e gerar impacto sustentável</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O Clima Mudou: Sua Estratégia de Negócios Também?</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/blog-gestao-e-negocios/o-clima-mudou-sua-estrategia-de-negocios-tambem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 11:15:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog Gestão e Negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/100-banner-blog-gestao-e-negocios-estadao-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/100-banner-blog-gestao-e-negocios-estadao-150x150.png 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/100-banner-blog-gestao-e-negocios-estadao-75x75.png 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Marcelo Nascimento Marcusso, aluno do Doutorado Profissional em Administração da FGV EAESP, Executivo no Setor de Transporte Aéreo Esqueça o conceito de que mudança climática é apenas uma questão ambiental. A verdade é que ela se transformou em uma das maiores transições de mercado. Como em toda transição de mercado, haverá ganhadores e perdedores. O [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/blog-gestao-e-negocios/o-clima-mudou-sua-estrategia-de-negocios-tambem/">O Clima Mudou: Sua Estratégia de Negócios Também?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/100-banner-blog-gestao-e-negocios-estadao-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/100-banner-blog-gestao-e-negocios-estadao-150x150.png 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/100-banner-blog-gestao-e-negocios-estadao-75x75.png 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p><em>Marcelo Nascimento Marcusso, aluno do Doutorado Profissional em Administração da FGV EAESP, Executivo no Setor de Transporte Aéreo</em></p>
<p>Esqueça o conceito de que mudança climática é apenas uma questão ambiental. A verdade é que ela se transformou em uma das maiores transições de mercado. Como em toda transição de mercado, haverá ganhadores e perdedores. O maior risco para o seu negócio não é a mudança climática, mas sim uma estratégia que não considere os aspectos climáticos. Neste novo mercado, sua estratégia de negócio será a vencedora ou a perdedora?</p>
<p>Por muito tempo, o tema do clima foi relegado à caixinha ambiental das empresas, em uma posição distante das questões estratégicas. Mas a realidade é que os sinais dessa transição de mercado são claros e tangíveis: impactos nos preços da energia, na disponibilidade de matérias-primas, nos custos de logística e em diversos outros aspectos do negócio. A questão não é mais se essa realidade afetará ou não sua operação, mas se e como você vai transformá-la em vantagem competitiva.</p>
<p>Se olhamos para a mudança climática não apenas pelo aspecto ambiental, mas como um tema de mercado, então os stakeholders são os jogadores-chave nessa nova arena de negócios. O sucesso de qualquer negócio depende de uma rede complexa de relações: clientes, funcionários, fornecedores, investidores e reguladores. São o que R. Edward Freeman chama de &#8220;stakeholders&#8221; da organização. Cada um deles é afetado pela mudança climática e, ao mesmo tempo, pode influenciar diretamente o caminho da sua empresa.</p>
<p>Os clientes do seu negócio estão cada vez mais exigentes, buscando produtos e serviços mais sustentáveis. Seus investidores e financiadores, por sua vez, monitoram o desempenho Ambiental, Social e Governança (Environmental, Social and Governance &#8211; ESG) e podem direcionar capital para empresas que veem oportunidades nessa transição. Os Green Bonds estão se tornando cada vez mais comuns e buscam apoiar os emissores no financiamento de projetos sustentáveis e que promovam as práticas ESG nas empresas financiadas. Os governos e organismos internacionais estão criando novas regras do jogo, com metas de emissão e mercados de carbono que alteram a competitividade.</p>
<p>Pensando em todos os stakeholders deste novo cenário derivado das mudanças climáticas, as empresas precisam ir além do cumprimento regulatório mínimo e buscar criar valor para todos os envolvidos. Essa abordagem não é apenas ética, mas sim uma estratégia inteligente e que busca gerar vantagem competitiva, ao mesmo tempo que minimiza o impacto no meio ambiente. Ao engajar seus stakeholders ativamente, a empresa transforma o que antes pareciam restrições em grandes oportunidades em novos mercados de carbono, em tecnologias avançadas e em produtos com menor pegada de carbono. Envolver seus principais stakeholders permite tomar melhores decisões, promover confiança e gerar valor para todos.</p>
<p>Para começar a navegar nesta transição de mercado, a jornada da sua empresa pode ser guiada por alguns simples passos. Mapear a pegada de carbono da sua empresa e de seus fornecedores é um primeiro passo para entender como navegar nessa transição de mercado. É preciso compreender como essa exposição à pegada de carbono se traduz em riscos e oportunidades para sua empresa, investidores, fornecedores e clientes.</p>
<p>Com base nesse mapa da pegada de carbono, é possível focar em ações para reduzir emissões e avaliar oportunidades. Isso não significa só otimizar processos internos, mas também inovar e desenvolver soluções de baixo carbono que atendam às novas demandas de seus clientes, envolvendo fornecedores e funcionários nesse processo.</p>
<p>Ao avançar nas práticas de redução da pegada de carbono do seu negócio, a empresa também se habilita para ter um lugar à mesa nas discussões sobre as novas regras do jogo. Sua empresa pode influenciar a forma como o mercado se desenha, mas para isso é preciso ter credibilidade e competências, que vêm da ação prévia e do engajamento legítimo com governos, reguladores e sociedade.</p>
<p>Portanto, a pergunta não é mais se você se importa com o meio ambiente. A pergunta é: você está pronto para o novo mercado? Ter uma estratégia que considere aspectos relacionados à mudança climática não é opcional; é uma obrigação essencial para a gestão, que deve avaliar as oportunidades e posicionar a empresa para aproveitá-las ao máximo e de forma socialmente responsável. O clima mudou e o mercado, também. Chegou o momento de você se perguntar: sua estratégia também já mudou?</p>
<p>T<em>exto originalmente </em><a href="https://www.estadao.com.br/economia/gestao-e-negocios/o-clima-mudou-sua-estrategia-de-negocios-tambem/"><em>publicado</em></a><em> no blog </em><a href="https://www.estadao.com.br/economia/gestao-e-negocios"><em>Gestão e Negócios do Estadão</em></a><em>, uma parceria entre a FGV EAESP e o Estadão, reproduzido na íntegra com autorização.</em></p>
<p><em>Os artigos publicados na coluna Blog Gestão e Negócios refletem exclusivamente a opinião de seus autores, não representando, necessariamente, a visão da Fundação Getulio Vargas ou do jornal Estadão</em><strong> </strong></p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/blog-gestao-e-negocios/o-clima-mudou-sua-estrategia-de-negocios-tambem/">O Clima Mudou: Sua Estratégia de Negócios Também?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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		<title>Pesquisa experimental fortalece decisões baseadas em evidências na Administração Pública</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/pesquisa-experimental-administracao-publica-decisoes-baseadas-em-evidencias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 11:00:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[análise bibliométrica]]></category>
		<category><![CDATA[experimentos]]></category>
		<category><![CDATA[experimentos sociais; inovação no setor público]]></category>
		<category><![CDATA[gestão pública]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa experimental]]></category>
		<category><![CDATA[tomada de decisão pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/218-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt=": Pesquisadores analisando dados de pesquisa experimental para melhorar políticas públicas e decisões na administração pública." decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/218-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/218-1-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/218-1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/218-1-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A busca por políticas públicas mais eficientes tem ampliado o interesse por pesquisas capazes de mostrar, na prática, quais ações realmente geram resultados. Nesse cenário, a pesquisa experimental na Administração Pública ganhou espaço ao permitir que cientistas e gestores avaliem impactos de programas, estratégias de gestão e iniciativas governamentais com maior segurança. Mais do que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/218-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt=": Pesquisadores analisando dados de pesquisa experimental para melhorar políticas públicas e decisões na administração pública." decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/218-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/218-1-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/218-1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/218-1-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A busca por políticas públicas mais eficientes tem ampliado o interesse por pesquisas capazes de mostrar, na prática, quais ações realmente geram resultados. Nesse cenário, a pesquisa experimental na Administração Pública ganhou espaço ao permitir que cientistas e gestores avaliem impactos de programas, estratégias de gestão e iniciativas governamentais com maior segurança.</p>
<p>Mais do que produzir conhecimento acadêmico, esses estudos ajudam a responder uma pergunta essencial para governos e organizações públicas: o que funciona melhor para melhorar serviços, decisões e resultados para a sociedade?</p>
<p>O estudo foi publicado na revista Public Management Review pelos pesquisadores da FGV EAESP e Insper, Ricardo Gomes, Gustavo Tavares e Gustavo Mirapalheta. Eles analisaram mais de mil artigos científicos publicados ao longo de mais de três décadas. O objetivo foi compreender como os métodos experimentais vêm sendo utilizados na área e quais contribuições eles oferecem para a gestão pública.</p>
<h1>Pesquisa experimental na Administração Pública cresce e amplia conhecimento sobre políticas públicas</h1>
<p>Os resultados mostram que o uso de experimentos na Administração Pública cresceu significativamente nas últimas décadas. Esse movimento acompanha uma tendência internacional de fortalecer decisões baseadas em evidências, ou seja, decisões apoiadas por dados e análises, em vez de depender apenas de percepções ou experiências anteriores.</p>
<p>Entre os métodos analisados, os experimentos realizados por meio de pesquisas de levantamento com participantes foram os mais utilizados, representando 47% dos estudos avaliados. Em seguida aparecem os quase-experimentos e experimentos naturais, com 36%, enquanto experimentos de campo representam 14% e experimentos de laboratório, 7%.</p>
<p>Na prática, essas pesquisas ajudam a entender, por exemplo, como cidadãos avaliam políticas públicas, como gestores tomam decisões e como mudanças dentro das organizações podem influenciar o funcionamento dos serviços oferecidos à população.</p>
<p>A análise identificou dois grandes grupos de estudos. O primeiro está relacionado ao comportamento e aos processos de decisão, investigando como pessoas formam opiniões, avaliam informações e respondem a diferentes estímulos. O segundo envolve estudos sobre comportamento organizacional, com foco nas práticas internas das organizações públicas e seus efeitos sobre servidores e instituições.</p>
<h2>Novos caminhos para decisões baseadas em evidências</h2>
<p>Apesar dos avanços, os pesquisadores destacam que os experimentos não são uma solução única para todos os desafios da administração pública. Questões sociais e governamentais são complexas e, muitas vezes, exigem diferentes formas de investigação para compreender seus impactos.</p>
<p>Por isso, o estudo recomenda combinar experimentos com outras estratégias de pesquisa, como entrevistas, análise de dados públicos e métodos qualitativos. Dessa forma, gestores conseguem obter uma visão mais ampla dos problemas e desenvolver políticas mais conectadas à realidade.</p>
<p>Por fim, os autores revelam que o próximo passo é ampliar parcerias entre pesquisadores e organizações públicas, criando estudos que respondam a desafios reais da sociedade. Assim, a pesquisa experimental pode deixar de ser apenas uma ferramenta acadêmica e se tornar um instrumento ainda mais próximo da tomada de decisão pública.</p>
<p>Leia<a href="https://doi.org/10.1080/14719037.2026.2653078"> o artigo na íntegra.</a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<title>Como servidores públicos podem proteger a democracia por dentro das organizações</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/resistencia-pressoes-antidemocraticas-servidores-publicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 11:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[administração pública comportamental]]></category>
		<category><![CDATA[burocracia]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 16]]></category>
		<category><![CDATA[retrocesso democrático]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/215-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Servidores públicos discutindo estratégias de resistência a pressões antidemocráticas em ambiente institucional" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/215-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/215-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/215-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Nos últimos anos, o avanço do chamado retrocesso democrático tem levantado preocupações em diversos países. Esse processo ocorre quando lideranças políticas enfraquecem gradualmente instituições, regras e mecanismos que garantem o funcionamento da democracia. Nesse contexto, compreender os fatores que favorecem a resistência a pressões antidemocráticas tornou-se essencial para fortalecer as instituições públicas e preservar o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/215-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Servidores públicos discutindo estratégias de resistência a pressões antidemocráticas em ambiente institucional" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/215-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/215-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/215-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Nos últimos anos, o avanço do chamado retrocesso democrático tem levantado preocupações em diversos países. Esse processo ocorre quando lideranças políticas enfraquecem gradualmente instituições, regras e mecanismos que garantem o funcionamento da democracia. Nesse contexto, compreender os fatores que favorecem a resistência a pressões antidemocráticas tornou-se essencial para fortalecer as instituições públicas e preservar o Estado de Direito.</p>
<p>No entanto, resistir a esse tipo de pressão pode trazer riscos profissionais para servidores públicos, como perseguições e retaliações. Por isso, uma pesquisa recente buscou entender quais características das organizações públicas ajudam os servidores a agir de forma ética e, ao mesmo tempo, proteger as instituições democráticas.</p>
<p>O estudo é de autoria da pesquisadora da FGV EAESP, Gabriela Lotta, em conjunto com Mariana Costa Silveira, Luciana Cingolani, João Victor Guedes-Neto, Alexandre de Ávila Gomide e Pedro Sesconetto Souza. Publicado na revista científica Public Administration Review, o trabalho analisou como diferentes condições organizacionais influenciam a disposição de servidores públicos em resistir a pressões antidemocráticas.</p>
<p>O grupo realizou um experimento com quase 2,5 mil servidores federais brasileiros, que avaliaram cenários hipotéticos envolvendo situações de pressão política. Ao todo, os pesquisadores analisaram aproximadamente 15 mil avaliações, permitindo identificar quais fatores favorecem ou dificultam atitudes de resistência dentro das organizações públicas.</p>
<h1>Resistência a pressões antidemocráticas depende do ambiente organizacional</h1>
<p>Os resultados mostram que a resistência não depende apenas de valores individuais dos servidores. Pelo contrário, ela é fortemente influenciada pelo ambiente de trabalho. Quando os servidores públicos percebem apoio dos colegas, respaldo de associações profissionais e acesso a canais confiáveis para relatar problemas, tornam-se mais propensos a se posicionar contra demandas consideradas ilegais e antidemocráticas.</p>
<p>Além disso, a pesquisa identificou que formas abertas de resistência, como registrar denúncias ou comunicar irregularidades a instâncias superiores, são mais frequentes quando existe uma rede de apoio institucional. Dessa forma, o servidor sente que os riscos de se manifestar são menores.</p>
<h2>O papel das ouvidorias e das redes de apoio</h2>
<p>Entre os fatores analisados, os canais de oficiais e confiáveis de voz se destacaram. Na prática, isso inclui mecanismos como ouvidorias independentes e canais protegidos para denúncias. Quando esses instrumentos são percebidos como eficazes, a probabilidade de resistência aberta aumenta significativamente.</p>
<p>Por outro lado, quando os servidores acreditam que esses canais não funcionam ou não oferecem proteção adequada, a tendência é evitar qualquer tipo de enfrentamento. Portanto, a confiança nos mecanismos institucionais se mostrou fundamental para fortalecer comportamentos éticos.</p>
<p>Segundo os autores, as organizações públicas podem fortalecer sua capacidade de proteger a democracia por meio de medidas concretas. Entre elas estão a criação de canais seguros de denúncia, a promoção de fóruns de discussão ética, o incentivo à troca de experiências entre colegas e o fortalecimento dos vínculos com associações profissionais. Essas iniciativas contribuem diretamente para ampliar a resistência a pressões antidemocráticas dentro das instituições.</p>
<p>As conclusões mostram que a defesa das instituições democráticas não depende apenas da coragem individual dos servidores. Acima de tudo, ela é resultado de ambientes organizacionais capazes de oferecer apoio, proteção e condições para que decisões éticas sejam tomadas mesmo em contextos de pressão política. Dessa forma, investir em estruturas de apoio dentro das organizações públicas pode ser um caminho importante para fortalecer a democracia e a qualidade da gestão pública.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1111/puar.70097">o artigo na íntegra.</a></p>
<p>Nota: Imagem meramente ilustrativa.</p>
<p>Crédito fotografia: Câmara Municipal de Limeira.</p>
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		<title>Fusões e Aquisições: Quando a Conta Não Fecha</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/blog-gestao-e-negocios/fusoes-e-aquisicoes-quando-a-conta-nao-fecha/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 11:05:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog Gestão e Negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/99-banner-blog-gestao-e-negocios-estadao-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/99-banner-blog-gestao-e-negocios-estadao-150x150.png 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/99-banner-blog-gestao-e-negocios-estadao-75x75.png 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Isabela de Hollanda Souza Pires, Aluna do Doutorado Profissional em Administração da FGV EAESP, Consultora Organizacional e Conselheira de Administração Certificada (IBGC). Fusões e aquisições estão entre as principais estratégias para o crescimento de empresas, com cerca de 1.600 transações no Brasil em 2024. Por outro lado, há uma realidade incômoda: estudos apontam que entre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/99-banner-blog-gestao-e-negocios-estadao-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/99-banner-blog-gestao-e-negocios-estadao-150x150.png 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/99-banner-blog-gestao-e-negocios-estadao-75x75.png 75w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p><em>Isabela de Hollanda Souza Pires, Aluna do Doutorado Profissional em Administração da FGV EAESP, Consultora Organizacional e Conselheira de Administração Certificada (IBGC).</em></p>
<p>Fusões e aquisições estão entre as principais estratégias para o crescimento de empresas, com cerca de 1.600 transações no Brasil em 2024. Por outro lado, há uma realidade incômoda: estudos apontam que entre 70% e 90% delas destroem valor. Ou seja, apesar de sua alta frequência e dos valores investidos em due diligence prévios, grande parte resulta em retornos nulos ou negativos para os acionistas do comprador e na incapacidade de sustentar ganhos positivos de longo prazo.</p>
<p>O chamado due diligence costuma ser apresentado como o &#8220;raio-x&#8221; de qualquer transação. Trata-se do processo que avalia riscos e oportunidades antes da assinatura do contrato. Checklists tradicionais são desenvolvidos para explorar assuntos financeiros, tributários e regulatórios, propriedade intelectual e tecnológica, congruência estratégica e questões ambientais, entre outros. Mas, distanciam-se da razão-chave pela qual 50% das transações falham: a congruência cultural. Assim, o que parece faltar é justamente o pré-diagnóstico de congruência entre as culturas organizacionais das empresas a serem fundidas.</p>
<p>Mas, afinal, o que entendemos por cultura organizacional? O conceito clássico proposto por Edgar Schein compreende três camadas interdependentes: pressupostos básicos (crenças sobre o que é verdadeiro), normas (valores que enviam sinais sobre como agir e sentir), e artefatos (estruturas e processos fáceis de observar, mas difíceis de decifrar, como símbolos e linguagem). Conduzir o diagnóstico de congruência de cada uma dessas camadas, mas particularmente de pressupostos básicos, é indispensável. Ignorá-los resulta em risco significativo, pois são crenças tão arraigadas que sequer são percebidas como opiniões. São suposições sobre controle, tempo, autonomia, autoridade e até sobre o que &#8220;faz uma empresa ser bem-sucedida&#8221; que, ao divergirem no pós-fusão, promovem conflito e paralisam organizações. Comportamentos se tornam mal interpretados, decisões são vistas como incoerentes e a confiança, peça-chave em ambientes de transição, é devastada, resultando em destruição de valor.</p>
<p>Felizmente, há instrumentos de medição de cultura organizacional validados e aplicáveis a fusões e aquisições. Ainda sim, é mandatório integrá-los ao processo decisório, incorporando resultados aos modelos financeiros e à análise da congruência estratégica. Identificar proativamente questões que possam resultar em &#8220;fraturas culturais&#8221;, tais como em propósito e em formas de trabalho, é inegociável.</p>
<p>Mais especificamente em relação à integração de diagnósticos culturais a modelos financeiros tradicionalmente usados em fusões e aquisições, há a oportunidade de desenvolvimento de protocolos de aplicação. É necessário desafiar o status quo, modificando premissas no modelo de fluxo de caixa descontado, com base na capacidade das equipes integradas executarem estratégias conjuntas e em riscos adicionais ao processo de integração cultural.</p>
<p>De fato, é preciso ir além da tese de investimento e voltar-se para a &#8220;tese cultural&#8221;, pensando precocemente sobre quando e onde assimilar ou proteger aspectos da cultura-alvo, que fundamentaram seu sucesso. Há circunstâncias que apoiarão a decisão de preservar o melhor de cada organização, enquanto outras, a decisão de usar a integração como catalista da reinvenção cultural.</p>
<p>Um exemplo de impacto pode ser observado através da fusão entre Sadia e Perdigão, dando origem à BRF. Apesar de semelhanças setoriais, a integração operacional entre empresas não produziu integração cultural automática. A tendência de identificar-se como &#8220;oriundo da Sadia&#8221; ou &#8220;da Perdigão&#8221; manteve-se persistentemente estável ao longo dos primeiros anos, dificultando a construção de visão compartilhada e de nova identidade corporativa. Por outro lado, a fusão entre Localiza e Unidas dedicou especial atenção especial à captura e à soma de melhores práticas, conhecimentos e aprendizados, contando com consultorias especializadas em gestão, cultura e estruturas organizacionais, em apoio aos processos correspondentes de diagnóstico e integração cultural. Tais medidas comportamentais e estruturais facilitaram a convergência cultural e, consequentemente, os resultados operacionais.</p>
<p>Embora não haja receita única, integrar o diagnóstico cultural ao coração da estratégia de fusões e aquisições é imperativo, mesmo que isso leve a cancelar negócios promissores no papel. Afinal, cultura é o que fica quando as regras não dão conta. Será justamente a cultura que dirá aos colaboradores de organizações resultado de tais transações como responder a situações não antecipadas, se devem se arriscar a compartilhar novas ideias e se até mesmo devem relatar preocupações, fonte indispensável de aprendizado organizacional.</p>
<p>Portanto, até quando aceitaremos separar modelos financeiros de cultura organizacional em fusões e aquisições quando o verdadeiro sucesso depende justamente fazê-los convergir?</p>
<p>T<em>exto originalmente </em><a href="https://www.estadao.com.br/economia/gestao-e-negocios/fusoes-e-aquisicoes-quando-a-conta-nao-fecha/"><em>publicado</em></a><em> no blog </em><a href="https://www.estadao.com.br/economia/gestao-e-negocios"><em>Gestão e Negócios do Estadão</em></a><em>, uma parceria entre a FGV EAESP e o Estadão, reproduzido na íntegra com autorização.</em></p>
<p><em>Os artigos publicados na coluna Blog Gestão e Negócios refletem exclusivamente a opinião de seus autores, não representando, necessariamente, a visão da Fundação Getulio Vargas ou do jornal Estadão</em><strong> </strong></p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/blog-gestao-e-negocios/fusoes-e-aquisicoes-quando-a-conta-nao-fecha/">Fusões e Aquisições: Quando a Conta Não Fecha</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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		<item>
		<title>Influenciadores digitais estão redefinindo a popularidade entre pré-adolescentes, aponta pesquisa</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/influenciadores-digitais-pre-adolescentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 11:00:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Estratégias de marketing]]></category>
		<category><![CDATA[Competências de consumo]]></category>
		<category><![CDATA[Influenciadores de mídias sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Poder simbólico]]></category>
		<category><![CDATA[Pré-adolescentes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/216-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Pré-adolescentes utilizando redes sociais em smartphones, ilustrando o impacto dos influenciadores digitais pré-adolescentes nas relações escolares, influenciadores digitais e pré-adolescentes, redes sociais e crianças, influência digital na adolescência, consumo infantil, popularidade nas escolas, educação digital, letramento digital, bem-estar infantil" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/216-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/216-1-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/216-1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/216-1-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />As redes sociais se tornaram parte da rotina de milhões de crianças e adolescentes. No entanto, seu impacto vai muito além do entretenimento. Uma pesquisa realizada em escolas brasileiras mostra que influenciadores digitais pré-adolescentes estão transformando a forma como constroem amizades, ganham prestígio e conquistam espaço entre os colegas. Além disso, o estudo indica que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/216-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Pré-adolescentes utilizando redes sociais em smartphones, ilustrando o impacto dos influenciadores digitais pré-adolescentes nas relações escolares, influenciadores digitais e pré-adolescentes, redes sociais e crianças, influência digital na adolescência, consumo infantil, popularidade nas escolas, educação digital, letramento digital, bem-estar infantil" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/216-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/216-1-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/216-1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/216-1-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>As redes sociais se tornaram parte da rotina de milhões de crianças e adolescentes. No entanto, seu impacto vai muito além do entretenimento. Uma pesquisa realizada em escolas brasileiras mostra que influenciadores digitais pré-adolescentes estão transformando a forma como constroem amizades, ganham prestígio e conquistam espaço entre os colegas. Além disso, o estudo indica que as referências de consumo apresentadas nas plataformas digitais podem influenciar diretamente os mecanismos de inclusão e exclusão no ambiente escolar.</p>
<p>O estudo foi conduzido pelas pesquisadoras Adriana Schneider Dallolio (USP), Maria Carolina Zanette (Neoma, França) e Eliane Pereira Zamith Brito (FGV EAESP), e publicado na revista científica European Journal of Marketing.</p>
<p>A pesquisa envolveu observações em três escolas particulares brasileiras, entrevistas com oito pré-adolescentes e 25 mães, educadores e psicólogos, além da análise de conteúdos publicados por influenciadores acompanhados pelos participantes. O objetivo foi compreender como a interação com influenciadores digitais afeta os comportamentos de consumo, as relações sociais e a construção da identidade nessa fase da vida.</p>
<h1>Influenciadores digitais pré-adolescentes: novas regras de popularidade</h1>
<p>Os pesquisadores identificaram que a popularidade entre pré-adolescentes não depende apenas de características tradicionalmente valorizadas, como aparência física, desempenho escolar ou participação em grupos específicos. Hoje, a capacidade de compreender tendências, acompanhar influenciadores e reproduzir comportamentos vistos nas redes sociais também se tornou um diferencial social.</p>
<p>Segundo o estudo, crianças e adolescentes desenvolvem novas habilidades relacionadas ao consumo. Entre elas estão a capacidade de combinar referências de diferentes influenciadores, adaptar estilos pessoais, selecionar conteúdos de nicho e criar formas próprias de expressão online.</p>
<p>Além disso, aqueles que dominam essas competências frequentemente conquistam maior reconhecimento entre os colegas. Em alguns casos, tornam-se referências na escola, influenciando gostos, tendências e comportamentos. Consequentemente, as redes sociais passam a desempenhar um papel importante na definição de quem ganha visibilidade e quem permanece à margem dos grupos.</p>
<h2>Se encaixando e se destacando: consumo, inclusão e exclusão no ambiente escolar</h2>
<p>Os resultados também revelam um efeito contraditório. Por um lado, as redes sociais podem ampliar a aceitação de jovens que não se encaixam em padrões tradicionais de beleza ou comportamento. A possibilidade de construir identidades mais diversas permite que alguns estudantes encontrem novas formas de reconhecimento.</p>
<p>Por outro lado, surge uma nova barreira social baseada no consumo e no engajamento digital. Os pesquisadores observaram que pré-adolescentes que não acompanham influenciadores, não participam das tendências online ou demonstram pouco interesse por conteúdos relacionados ao consumo tendem a enfrentar maior dificuldade de integração em determinados grupos.</p>
<p>Além disso, o estudo aponta que muitos pais têm dificuldades para acompanhar a velocidade das transformações digitais. Como resultado, influenciadores passam a ocupar um espaço crescente na formação de valores, preferências e hábitos de consumo.</p>
<p>Diante desse cenário, os autores defendem que escolas, famílias e formuladores de políticas públicas atuem de forma conjunta. Mais do que limitar o tempo de tela, eles sugerem investir em programas de educação para o consumo e para o letramento digital. Dessa forma, crianças e adolescentes podem desenvolver uma visão mais crítica sobre as mensagens recebidas nas redes sociais e construir relações sociais menos dependentes do consumo como forma de reconhecimento.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1108/EJM-02-2023-0094">o artigo na íntegra.</a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<title>O que acontece quando médicos deixam regiões vulneráveis do Brasil?</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/saida-dos-medicos-cubanos-impactos-saude-publica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 11:00:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 10]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 3]]></category>
		<category><![CDATA[Resultados de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Utilização de serviços de saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/214-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Profissional de saúde realizando atendimento em unidade básica após a saída dos médicos cubanos em município vulnerável do Brasil." decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/214-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/214-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/214-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/214-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Quando médicos deixam regiões vulneráveis, o que acontece com a saúde da população? Essa foi a pergunta investigada por pesquisadores ao analisar os impactos da saída dos profissionais cubanos do Programa Mais Médicos, em 2018. O episódio afetou mais de 2.800 municípios brasileiros e provocou uma mudança brusca na oferta de atendimento em regiões que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/214-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Profissional de saúde realizando atendimento em unidade básica após a saída dos médicos cubanos em município vulnerável do Brasil." decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/214-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/214-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/214-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/06/214-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Quando médicos deixam regiões vulneráveis, o que acontece com a saúde da população? Essa foi a pergunta investigada por pesquisadores ao analisar os impactos da saída dos profissionais cubanos do Programa Mais Médicos, em 2018. O episódio afetou mais de 2.800 municípios brasileiros e provocou uma mudança brusca na oferta de atendimento em regiões que já enfrentavam dificuldades históricas para atrair profissionais de saúde.</p>
<p>A pesquisa foi conduzida por Stefan Sliwa Ruiz, Malte Becker, Thomas Hone e Rudi Rocha, da FGV EAESP, e publicada na revista científica Journal of Health Economics. Os pesquisadores analisaram dados mensais de municípios brasileiros entre 2017 e 2019, incluindo consultas médicas, internações, mortalidade, venda de medicamentos e estrutura da rede pública de saúde. O objetivo foi entender como o sistema reagiu após a saída repentina de mais de 8 mil médicos cubanos que atuavam no Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<h1>Saída dos médicos cubanos afetou atendimentos</h1>
<p>Os resultados mostram que os municípios mais dependentes dos médicos cubanos sofreram uma queda imediata nos atendimentos da atenção primária. As maiores reduções aconteceram justamente em consultas ligadas a doenças que exigem acompanhamento frequente, como hipertensão, diabetes e saúde mental.</p>
<p>Segundo o estudo, as consultas para hipertensão chegaram a cair cerca de 20% logo após a saída dos profissionais. Mesmo meses depois da reposição parcial das vagas, os atendimentos continuaram abaixo dos níveis anteriores.</p>
<p>Por outro lado, os serviços considerados urgentes conseguiram se recuperar mais rapidamente. Atendimentos relacionados à maternidade, infecções e emergências permaneceram relativamente estáveis porque as equipes locais passaram a priorizar casos imediatos e mais graves.</p>
<p>Além disso, muitos pacientes começaram a buscar atendimento em unidades de pronto-socorro para resolver demandas básicas de saúde. Os municípios também ampliaram esse tipo de serviço para compensar a redução nas consultas da atenção primária.</p>
<h2>Sistema de saúde mostrou capacidade de adaptação</h2>
<p>Apesar da diminuição significativa nas consultas, os pesquisadores não identificaram aumento nas taxas de internação hospitalar ou mortalidade durante o período analisado. Para os autores, isso mostra que os sistemas locais conseguiram se adaptar rapidamente diante da crise.</p>
<p>No entanto, essa adaptação teve um custo importante. Como os serviços passaram a focar urgências e atendimentos imediatos, os cuidados preventivos e o acompanhamento contínuo de doenças crônicas perderam espaço.</p>
<p>Segundo os pesquisadores, esse cenário pode gerar impactos negativos no longo prazo. Problemas como hipertensão e diabetes dependem de monitoramento frequente, prevenção e vínculo entre profissionais e pacientes. Quando esse cuidado é interrompido, aumentam os riscos de agravamento das doenças no futuro.</p>
<p>Para os autores, os resultados ajudam a compreender os desafios enfrentados por sistemas de saúde em regiões vulneráveis e reforçam a importância de políticas públicas capazes de garantir continuidade no acesso à saúde.</p>
<p>Embora os serviços tenham demonstrado capacidade de reação no curto prazo, a pesquisa alerta que a escassez de médicos ainda pode aprofundar desigualdades e comprometer o cuidado contínuo da população mais vulnerável do país.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1016/j.jhealeco.2025.103099">o artigo na íntegra.</a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
<p>Nota 2: Crédito editorial imagem:  Joa Souza / Shutterstock.com</p>
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		<title>O Que Mais Contribui Para Geração de Valor das Empresas?</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/blog-gestao-e-negocios/o-que-mais-contribui-para-geracao-de-valor-das-empresas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 11:12:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog Gestão e Negócios]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.impacto.blog.br/?p=6544</guid>

					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/98-Banner-Blog-Gestao-e-Negocios-Estadao-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/98-Banner-Blog-Gestao-e-Negocios-Estadao-150x150.png 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/98-Banner-Blog-Gestao-e-Negocios-Estadao-75x75.png 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/98-Banner-Blog-Gestao-e-Negocios-Estadao-350x350.png 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Gilberto Porto, aluno do Doutorado Profissional em Administração da FGV EAESP No clássico filme Tempos Modernos, Charles Chaplin eternizou a imagem de uma empresa como uma máquina, com engrenagens funcionando perfeitamente de uma forma conectada e interdependente com objetivo do desempenho máximo. Contudo, mais de 90 anos depois, será que você está conseguindo olhar o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/98-Banner-Blog-Gestao-e-Negocios-Estadao-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/98-Banner-Blog-Gestao-e-Negocios-Estadao-150x150.png 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/98-Banner-Blog-Gestao-e-Negocios-Estadao-75x75.png 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/07/98-Banner-Blog-Gestao-e-Negocios-Estadao-350x350.png 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p><em>Gilberto Porto, aluno do Doutorado Profissional em Administração da FGV EAESP</em></p>
<p>No clássico filme Tempos Modernos, Charles Chaplin eternizou a imagem de uma empresa como uma máquina, com engrenagens funcionando perfeitamente de uma forma conectada e interdependente com objetivo do desempenho máximo. Contudo, mais de 90 anos depois, será que você está conseguindo olhar o que de fato direciona valor para sua empresa? Você olha além dos aspectos tangíveis entendendo a complexidade dos dias atuais? Medir o valor dos ativos intangíveis pode ajudá-lo não só preservá-los, mas principalmente, potencializá-los nos novos tempos modernos.</p>
<p>Hoje, o valor de uma empresa não depende apenas da eficiência de seus equipamentos e, por isso, é importante medir o desempenho considerando também de três engrenagens invisíveis envolvendo a capacidade das pessoas, o contexto e a estrutura que as organiza e os relacionamentos que conectam tudo isso. Olhar essas três dimensões pode ajudá-lo a entender os fatores que estão impactando, positiva ou negativamente, na geração de performance de sua empresa, e consequentemente, no valor.</p>
<p>O primeiro aspecto que precisamos considerar é a capacidade da sua empresa. E aqui estamos mensurando como as competências, conhecimentos e habilidades da sua equipe que contribuem para a performance. Sua equipe tem os conhecimentos necessários para os desafios de hoje, e especialmente os de amanhã, em tempos de transformação digital e inteligência artificial? Sem esses conhecimentos sua empresa provavelmente terá dificuldades de competir no futuro e perderá capacidade de gerar valor de forma sustentável.</p>
<p>O segundo é o contexto em que o conhecimento pode ser compartilhado, envolvendo a estrutura organizacional e os processos como a empresa está organizada. De nada adianta uma equipe capaz se as funções não estão claras, se tudo está centralizado no líder ou existe pouco espaço para inovação. Medir esses elementos pode gerar bons insights para identificar disfunções e ainda identificar oportunidades de melhoria que pode ajudar a potencializar os talentos da sua equipe.</p>
<p>E o terceiro envolve os relacionamentos e as trocas que geram valor. Pense nas diferentes interações que podem existir na sua empresa como entre líderes e sua equipe, entre colegas, com seus clientes, entre outras. A performance de sua empresa depende da qualidade dessas trocas pois boas relações geram colaboração, confiança e troca de conhecimento.</p>
<p>Como no filme, onde Chaplin acaba cometendo um erro e é engolido pela máquina gerando uma série de problemas que terminam com sua demissão, muitos gestores falham em mensurar e avaliar adequadamente esses aspectos. Especialmente pelo fato dessas dimensões não aparecerem nos relatórios de desempenho corporativo, e assim, acabam sendo negligenciadas em muitos painéis de monitoramento de resultados.</p>
<p>Por isso você deve avaliar constantemente se essas engrenagens também estão bem ajustadas na sua organização para geração de valor. Ou será que algum rangido, mesmo que quase imperceptível, está comprometendo o desempenho ainda que isso não impacte, nesse momento, em queda das vendas ou lucro? Se e quando isso acontecer, talvez já seja tarde demais para reagir. Para evitar que esses fatores se transformem em problemas que prejudiquem o desempenho você pode iniciar preventivamente algumas ações.</p>
<p>A primeira é mapear os desafios que sua empresa está enfrentando, e para cada um deles, identificar quais competências são necessárias para enfrentá-los e se sua equipe as possuí. Como resultado você terá algumas lacunas, a partir da comparação das competências que deveria ter e aquelas que existem hoje, que servirão como insumo para priorização das ações de desenvolvimento como cursos, mentorias ou até benchmarks. Você pode utilizar a informação das notas de uma avaliação de desempenho baseada em competências como indicador útil para medir como os colaboradores estão aplicando essas competências desenvolvidas no dia a dia.</p>
<p>A segunda é identificar os pontos de decisão e identificar onde existem gargalos e como superá-los. A estrutura atual ou os processos dificultam a agilidade nas decisões? Como podemos melhorá-los? Com essa informação será possível fazer alguns ajustes e acompanhá-los por meio de indicadores como tempo médio de execução dos processos.</p>
<p>Já a terceira envolve criar oportunidades de conversas e feedbacks constantes com colaboradores, clientes, parceiros e fornecedores para identificar oportunidades de melhoria e gerar um ambiente de colaboração e confiança. Utilizar alguns indicadores, como o de satisfação medido pelo Net Promoter Score (NPS), pode ajudá-lo a monitorar a evolução dessas ações e seus resultados.</p>
<p>No filme, Chaplin foi engolido pela máquina pois perdeu a visão do todo. Nas empresas, o risco é o mesmo para o executivo que ignora as competências, o contexto e os relacionamentos como fatores de geração de valor. É aí que está a diferença entre sobreviver e prosperar no mundo atual em constante mudança.</p>
<p>T<em>exto originalmente </em><a href="https://www.estadao.com.br/economia/gestao-e-negocios/o-que-mais-contribui-para-geracao-de-valor-das-empresas/"><em>publicado</em></a><em> no blog </em><a href="https://www.estadao.com.br/economia/gestao-e-negocios"><em>Gestão e Negócios do Estadão</em></a><em>, uma parceria entre a FGV EAESP e o Estadão, reproduzido na íntegra com autorização.</em></p>
<p><em>Os artigos publicados na coluna Blog Gestão e Negócios refletem exclusivamente a opinião de seus autores, não representando, necessariamente, a visão da Fundação Getulio Vargas ou do jornal Estadão</em></p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/blog-gestao-e-negocios/o-que-mais-contribui-para-geracao-de-valor-das-empresas/">O Que Mais Contribui Para Geração de Valor das Empresas?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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