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	<title>Arquivos ODS 8 - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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	<description>O Blog Impacto é uma iniciativa da FGV EAESP Pesquisa para disseminar o conhecimento produzido na instituição.</description>
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	<title>Arquivos ODS 8 - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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		<title>Gestão de marcas: o que está por trás do valor das grandes empresas globais</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/gestao-de-marcas-valor-empresas-globais-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 11:06:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Estratégias de marketing]]></category>
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		<category><![CDATA[capitalismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/203-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="gestão de marcas no contexto global conectando produção, consumo e mercado financeiro" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/203-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/203-1-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/203-1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/203-1-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />A gestão de marcas costuma ser associada a estratégias de marketing, posicionamento e construção de reputação. No entanto, pesquisas recentes mostram que seu papel é muito mais amplo. Hoje, as marcas participam diretamente da forma como o valor econômico é organizado no mundo. Por isso, entender esse processo ajuda a revelar como grandes empresas operam [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/gestao-de-marcas-valor-empresas-globais-2/">Gestão de marcas: o que está por trás do valor das grandes empresas globais</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/203-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="gestão de marcas no contexto global conectando produção, consumo e mercado financeiro" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/203-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/203-1-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/203-1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/203-1-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A gestão de marcas costuma ser associada a estratégias de marketing, posicionamento e construção de reputação. No entanto, pesquisas recentes mostram que seu papel é muito mais amplo. Hoje, as marcas participam diretamente da forma como o valor econômico é organizado no mundo. Por isso, entender esse processo ajuda a revelar como grandes empresas operam e consolidam seu poder em escala global.</p>
<p>As pesquisadoras Isleide Fontenele e Érica Siqueira, da FGV EAESP, desenvolveram e publicaram um estudo na revista Review of International Political Economy. As autoras analisaram casos já discutidos na literatura de economia política internacional e administração, além de dialogar com teorias clássicas sobre capitalismo. A partir disso, propõem um modelo para explicar como as marcas assumem diferentes papéis econômicos ao longo do tempo.</p>
<h1>Gestão de marcas: como o branding global organiza o valor</h1>
<p>A pesquisa mostra que a gestão de marcas vai muito além da comunicação com o consumidor. Na prática, ela funciona como um mecanismo que organiza a criação e a distribuição de valor no capitalismo atual. Esse processo, chamado de branding global, revela como grandes corporações utilizam suas marcas para atuar em diferentes dimensões da economia.</p>
<p>Primeiro, as marcas ajudam a impulsionar vendas e acelerar o consumo. Com isso, aumentam o valor percebido dos produtos e facilitam sua circulação nos mercados. Além disso, influenciam decisões internas das empresas, como redução de custos e organização da produção.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a gestão de marcas também tem um papel importante no mercado financeiro. Isso acontece porque marcas são tratadas como ativos valiosos, baseados em expectativas de ganhos futuros. Dessa forma, investidores passam a atribuir valor às empresas com base na força de suas marcas, e não apenas na produção atual.</p>
<p>Por outro lado, esse valor não surge de forma isolada. Ele depende de uma rede complexa de relações produtivas e sociais. Muitas vezes, parte desse valor vem de trabalhos pouco visíveis ou mal remunerados ao longo das cadeias globais. Assim, embora a marca apareça como protagonista, ela está conectada a processos mais amplos.</p>
<h2>Branding global e a criação de valor nas cadeias globais</h2>
<p>Além disso, o estudo destaca que a gestão de marcas pode reforçar desigualdades entre países. Grandes empresas globais frequentemente dependem de produção em regiões com custos mais baixos, transferindo riscos e impactos para esses locais. Consequentemente, os benefícios econômicos tendem a se concentrar em poucos atores.</p>
<p>Outro ponto importante é que o valor das marcas também se sustenta em expectativas futuras. Isso significa que seu preço pode variar conforme a confiança do mercado, mesmo sem mudanças imediatas na produção. Portanto, o branding global se conecta diretamente à lógica financeira do capitalismo contemporâneo.</p>
<p>Por fim, a pesquisa propõe uma mudança de perspectiva. Em vez de enxergar o branding global apenas como uma ferramenta de marketing, é preciso entendê-la como parte de um sistema maior, que organiza valor, poder e relações econômicas em escala global. Assim, as autoras ajudam a explicar por que as marcas têm um papel tão central no mundo atual.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1080/09692290.2026.2640906">o artigo na íntegra.</a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<item>
		<title>Por que o posicionamento de empresas está mudando o mercado entre negócios</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/posicionamento-de-empresas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 11:11:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Ativismo corporativo]]></category>
		<category><![CDATA[Ativismo de CEO]]></category>
		<category><![CDATA[ativismo de marca]]></category>
		<category><![CDATA[Ativismo sociopolítico corporativo]]></category>
		<category><![CDATA[B2B]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 12]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 8]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/202-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="líderes discutindo o posicionamento de empresas em reunião estratégica" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/202-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/202-1-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/202-1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/202-1-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />Empresas estão cada vez mais pressionadas a se posicionar sobre temas sociais e políticos. Esse movimento, que já era comum no relacionamento com consumidores, também ganha força nas relações entre empresas. Assim, o posicionamento de empresas passa a influenciar não apenas a imagem, mas também decisões estratégicas, parcerias e regras de mercado. A pesquisa foi [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/202-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="líderes discutindo o posicionamento de empresas em reunião estratégica" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/202-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/202-1-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/202-1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/03/202-1-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Empresas estão cada vez mais pressionadas a se posicionar sobre temas sociais e políticos. Esse movimento, que já era comum no relacionamento com consumidores, também ganha força nas relações entre empresas. Assim, o posicionamento de empresas passa a influenciar não apenas a imagem, mas também decisões estratégicas, parcerias e regras de mercado.</p>
<p>A pesquisa foi conduzida por Marcelo Perin, da FGV EAESP, em parceria com Luiza Braga, Matheus Tardin e Amir Grinstein, e publicada na revista Industrial Marketing Management. O estudo combinou três etapas: revisão de literatura, análise de casos reais com base em notícias e comunicações corporativas e, por fim, a criação de uma tipologia para organizar as diferentes formas de posicionamento corporativo entre empresas.</p>
<h1>Como o posicionamento de empresas redefine relações e decisões no mercado B2B</h1>
<p>Os resultados mostram que o posicionamento de empresas no ambiente entre negócios acontece de forma diferente daquele voltado ao consumidor. Em vez de campanhas publicitárias, as organizações atuam principalmente por meio de decisões práticas. Por exemplo, elas podem mudar fornecedores, encerrar contratos ou exigir novas regras de parceiros. Dessa forma, o posicionamento corporativo deixa de ser apenas discurso e passa a influenciar diretamente o funcionamento do mercado.</p>
<p>Além disso, o estudo identificou dois caminhos principais. Por um lado, existem ações mais simbólicas, que são rápidas e fáceis de reverter. Por outro, há iniciativas estruturais, que exigem mudanças mais profundas e duradouras. Essa diferença é importante porque afeta a credibilidade. Quanto mais concreta a ação, maior tende a ser a confiança gerada.</p>
<h1>Quatro estratégias mostram como empresas colocam valores em prática</h1>
<p>Com base nessas diferenças, os pesquisadores propuseram quatro estratégias de posicionamento de empresas. A primeira é o posicionamento voltado ao acesso ao mercado, quando a empresa sinaliza valores sem alterar suas operações. Em seguida, aparece o posicionamento voltado à proteção de riscos, que busca preservar a reputação com ações mais leves. Já o posicionamento fundamentado envolve mudanças reais na relação com fornecedores. Por fim, o posicionamento normativo de mercado ocorre quando empresas tomam decisões firmes, como encerrar relações comerciais com parceiros que não seguem determinados padrões.</p>
<p>Outro ponto relevante é que a maioria das empresas ainda prefere ações mais simbólicas. Isso acontece porque mudanças estruturais envolvem riscos financeiros e operacionais. No entanto, iniciativas mais robustas tendem a gerar maior impacto e fortalecer a reputação no longo prazo. Portanto, empresas que se posicionam de forma consistente conseguem influenciar não apenas sua imagem, mas também as regras do mercado em que atuam.</p>
<p>Além disso, o estudo mostra que esse tipo de posicionamento corporativo acontece principalmente dentro das cadeias de valor. Ou seja, ele envolve fornecedores, parceiros e clientes empresariais, e não apenas o público final. Por isso, gestores precisam avaliar com cuidado onde e como agir, considerando tanto os riscos quanto as oportunidades.</p>
<p>Em síntese, o posicionamento de empresas deixou de ser apenas uma escolha de comunicação e passou a ser uma decisão estratégica. Ao definir como se posicionar, organizações também definem seu papel no mercado e na sociedade.</p>
<p>Leia <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0019850125001646?via%3Dihub">o artigo na íntegra.</a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<item>
		<title>Semana de quatro dias nas empresas: confiança é fator decisivo</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/semana-de-quatro-dias-nas-empresas-confianca-e-fator-decisivo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 11:20:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar dos funcionários]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/198-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Calendário destacando a semana de quatro dias nas empresas, com apenas quatro dias úteis marcados na agenda de trabalho" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/198-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/198-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/198-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/198-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Nos últimos anos, diferentes países passaram a discutir novas formas de organizar o trabalho. Entre essas propostas, a semana de quatro dias nas empresas ganhou destaque porque promete melhorar a qualidade de vida dos funcionários sem reduzir a produtividade. Ao mesmo tempo, muitas organizações ainda têm dúvidas sobre como implementar esse modelo na prática. Afinal, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/198-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Calendário destacando a semana de quatro dias nas empresas, com apenas quatro dias úteis marcados na agenda de trabalho" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/198-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/198-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/198-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/04/198-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Nos últimos anos, diferentes países passaram a discutir novas formas de organizar o trabalho. Entre essas propostas, a semana de quatro dias nas empresas ganhou destaque porque promete melhorar a qualidade de vida dos funcionários sem reduzir a produtividade. Ao mesmo tempo, muitas organizações ainda têm dúvidas sobre como implementar esse modelo na prática. Afinal, reduzir o número de dias de trabalho exige mudanças na forma de gerir equipes, organizar tarefas e avaliar resultados. Nesse contexto, pesquisadores buscaram entender por que algumas empresas conseguem adotar essa jornada reduzida com sucesso, enquanto outras enfrentam dificuldades.</p>
<p>O estudo foi conduzido por Fernando Deodato Domingos, da FGV EAESP, e Pedro Gomes, da University of London. O artigo foi publicado na revista GV Executivo.</p>
<p>A pesquisa analisou um projeto piloto realizado no Brasil com 19 empresas de diferentes setores, envolvendo 252 funcionários. O experimento seguiu o modelo internacional conhecido como 100-80-100, no qual os trabalhadores recebem 100% do salário, trabalham 80% do tempo e buscam manter 100% da produtividade. Para compreender os resultados, os pesquisadores aplicaram questionários com funcionários em diferentes momentos do projeto e realizaram entrevistas com líderes das empresas participantes.</p>
<h1>Semana de quatro dias nas empresas: o que faz esse modelo funcionar</h1>
<p>Os resultados mostram que a semana de quatro dias nas empresas pode trazer benefícios importantes. Em muitas empresas do piloto, funcionários relataram maior bem-estar, mais engajamento e melhor equilíbrio entre vida pessoal e trabalho. Além disso, líderes observaram melhorias em processos internos e no uso de ferramentas tecnológicas.</p>
<p>Entretanto, o sucesso do modelo não depende apenas da redução da jornada. Segundo os pesquisadores, um fator decisivo é a relação de confiança entre gestores e equipes. Empresas que valorizam colaboração, autonomia e objetivos compartilhados tendem a ter melhores resultados. Nesses ambientes, os profissionais se sentem mais responsáveis pelo desempenho coletivo e organizam o trabalho de forma mais eficiente.</p>
<p>Por outro lado, organizações que adotam uma gestão baseada principalmente em controle rígido e fiscalização enfrentam mais dificuldades para adaptar a jornada reduzida. Nessas situações, a pressão por resultados pode aumentar, o que compromete o bem-estar dos funcionários e dificulta a reorganização das atividades.</p>
<p>Outro ponto observado foi a necessidade de revisar processos de trabalho. Muitas empresas reduziram o número de reuniões, criaram períodos de concentração sem interrupções e passaram a usar softwares de forma mais estratégica. Essas mudanças ajudaram a manter o ritmo das entregas mesmo com menos horas de trabalho.</p>
<h2>Mudanças na forma de contratação e desafios</h2>
<p>O estudo também mostra que a forma como as relações de trabalho são estruturadas influencia o sucesso da semana de quatro dias. Nos contratos transacionais, a relação é baseada em regras rígidas, metas e controle das entregas. Já nos contratos relacionais, prevalecem confiança, cooperação e objetivos compartilhados. Segundo a pesquisa, empresas que operam com práticas mais próximas dos contratos relacionais tendem a ter melhores resultados com a jornada reduzida, pois os funcionários têm mais autonomia para reorganizar o trabalho e manter a produtividade.</p>
<p>Apesar dos resultados positivos, o estudo também mostra que alguns setores encontram desafios maiores. Áreas que dependem de forte coordenação entre equipes ou de prazos muito rígidos, como consultoria e serviços financeiros, precisam adaptar processos com mais cuidado para evitar atrasos ou gargalos.</p>
<p>Ainda assim, a experiência brasileira sugere que a semana de quatro dias pode ser uma alternativa viável para conciliar produtividade e qualidade de vida. Para isso, no entanto, não basta mudar o calendário de trabalho. É necessário construir uma cultura organizacional baseada em confiança, diálogo e colaboração, na qual líderes e funcionários compartilhem a responsabilidade pelos resultados.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.12660/gvexec.v24n2.2025.93332">o artigo na íntegra. </a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/semana-de-quatro-dias-nas-empresas-confianca-e-fator-decisivo/">Semana de quatro dias nas empresas: confiança é fator decisivo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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		<item>
		<title>CEO celebridade nas redes sociais: como a performance de valores constroem imagem pública</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/ceo-celebridade-nas-redes-sociais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 11:20:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Estratégias de marketing]]></category>
		<category><![CDATA[CEO celebridade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/192-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="em evento público tirando foto para redes sociais diante de plateia" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/192-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/192-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/192-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/192-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Os diretores executivos deixaram de ser apenas gestores de empresas. O fenômeno do CEO celebridade nas redes sociais revela como esses líderes passaram a ocupar espaço público, influenciando debates econômicos e sociais. Cada vez mais ativos no Instagram e em outras plataformas, eles constroem narrativas que vão além dos resultados financeiros. Pesquisa desenvolvida por Bruno [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/ceo-celebridade-nas-redes-sociais/">CEO celebridade nas redes sociais: como a performance de valores constroem imagem pública</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/192-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="em evento público tirando foto para redes sociais diante de plateia" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/192-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/192-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/192-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/192-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Os diretores executivos deixaram de ser apenas gestores de empresas. O fenômeno do CEO celebridade nas redes sociais revela como esses líderes passaram a ocupar espaço público, influenciando debates econômicos e sociais. Cada vez mais ativos no Instagram e em outras plataformas, eles constroem narrativas que vão além dos resultados financeiros. Pesquisa desenvolvida por Bruno Rossetti Leandro e Anna Beatriz Niteroi, alunos da FGV EAESP, em coautoria com o professor Amon Narciso Barros, analisa justamente como a representação de valores sustenta essa projeção pública. O estudo foi publicado na RAC &#8211; Revista de Administração Contemporânea.</p>
<p>Embora a mídia tradicional ainda tenha influência, as redes sociais ampliaram o alcance dos CEOs. Plataformas como Instagram permitem contato direto com seguidores. Portanto, a construção da reputação não depende apenas de resultados financeiros, mas também da forma como esses líderes desenvolvem uma performance nas redes sociais. Representando valores, eles se tornam exemplos para sociedade.</p>
<p>O estudo analisou o perfil no Instagram de Guilherme Benchimol, cofundador da XP Investimentos. Foram examinadas 362 postagens publicadas entre 2017 e 2022. A pesquisa utilizou análise de discurso, método que observa como mensagens, imagens e narrativas comunicam valores e posicionamentos. Dessa forma, os autores investigaram como o CEO estrutura sua presença digital como se estivesse em um palco, organizando temas, escolhendo adversários simbólicos e reforçando ideais como empreendedorismo, meritocracia e democratização financeira.</p>
<h1>CEO celebridade nas redes sociais: valores como estratégia de imagem</h1>
<p>Os resultados mostram que o CEO celebridade constrói sua imagem a partir de três práticas principais. Primeiro, define o palco, ou seja, o contexto econômico e social em que atua. Depois, organiza um roteiro com valores claros e causas defendidas. Por fim, interpreta papéis que reforçam sua identidade pública.</p>
<p>No caso analisado, o sistema financeiro tradicional aparece como antagonista. Em contrapartida, surgem valores como inovação, liberdade econômica e incentivo ao empreendedorismo. Assim, o CEO se posiciona como protagonista de uma transformação maior. Além disso, imagens ao lado de atletas, empreendedores e líderes sociais reforçam a ideia de sucesso compartilhado. O esporte aparece como metáfora de esforço e superação. Ao mesmo tempo, iniciativas ligadas à educação e impacto social ajudam a sustentar o discurso do chamado &#8220;bom capitalismo&#8221;, no qual é possível gerar lucro e promover mudanças positivas.</p>
<p>Entretanto, a pesquisa destaca que o status de celebridade não depende apenas da autopromoção. Ele também passa pela validação de jornalistas, assessorias e pelo próprio público. Ou seja, há um movimento simultâneo de exposição e reconhecimento. A performance do CEO celebridade emerge da interação entre o CEO, sua empresa e a sociedade. Como conclusão, o estudo demonstra que a liderança contemporânea ultrapassa os limites da empresa. Hoje, CEOs atuam como símbolos de valores sociais e econômicos. Portanto, compreender essa dinâmica é essencial para entender o papel das redes sociais na formação de reputações empresariais e a influência dos CEOs celebridades na sociedade.</p>
<p>Em um cenário digital cada vez mais conectado, a imagem pública do CEO influencia decisões, atrai investidores e mobiliza seguidores. Assim, mais do que administrar negócios, esses líderes administram narrativas. E, nesse contexto, valores bem comunicados tornam-se ativos estratégicos.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1590/1982-7849rac2025240048.en">o artigo na íntegra. </a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<title>China e Estados Unidos não vivem uma “Guerra Fria 2.0”: o que os dados realmente mostram sobre essa relação</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/china-e-estados-unidos-nao-vivem-uma-guerra-fria-2-0-o-que-os-dados-realmente-mostram-sobre-essa-relacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 11:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[China e EUA]]></category>
		<category><![CDATA[comércio internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/190-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Relações diplomáticas e comerciais entre China e Estados Unidos no século XXI" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/190-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/190-1-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/190-1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/190-1-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A expressão “Guerra Fria 2.0” tem sido usada com frequência para interpretar as relações diplomáticas e comerciais entre China e Estados Unidos no século XXI. No entanto, uma pesquisa recente da FGV EAESP mostra que essa comparação simplifica um cenário muito mais complexo. Embora o discurso político esteja mais duro e a rivalidade geopolítica tenha [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/190-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Relações diplomáticas e comerciais entre China e Estados Unidos no século XXI" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/190-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/190-1-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/190-1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/190-1-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A expressão “Guerra Fria 2.0” tem sido usada com frequência para interpretar as relações diplomáticas e comerciais entre China e Estados Unidos no século XXI. No entanto, uma pesquisa recente da FGV EAESP mostra que essa comparação simplifica um cenário muito mais complexo. Embora o discurso político esteja mais duro e a rivalidade geopolítica tenha aumentado nos últimos anos, os dados revelam uma forte interdependência econômica entre as duas potências, o que distancia a realidade atual daquela vivida durante a Guerra Fria do século XX.</p>
<p>O estudo foi conduzido pelos pesquisadores Alexandre Abdal e Douglas Meira Ferreira, da FGV EAESP, e publicado na Brazilian Journal of Political Economy. Os autores combinaram análise histórica das relações diplomáticas entre China e Estados Unidos com dados de comércio internacional, observando padrões de importação e exportação ao longo das últimas décadas. O objetivo foi comparar a relação atual com a dinâmica da Guerra Fria do século XX e avaliar se essa analogia faz sentido do ponto de vista econômico e histórico.</p>
<h1>Relações diplomáticas e comerciais entre China e Estados Unidos</h1>
<p>Apesar da crescente animosidade diplomática, especialmente na última década, os dados mostram que China e Estados Unidos seguem profundamente conectados economicamente. Diferentemente da Guerra Fria entre EUA e União Soviética, quando havia economias praticamente separadas, hoje existe uma integração intensa nas cadeias globais de produção, comércio e tecnologia.</p>
<p>Essa relação começou a ser construída nos anos 1970, com a aproximação diplomática simbolizada pelo encontro entre Mao Tsé-Tung e Richard Nixon. Desde então, mesmo diante de crises como a Praça Tiananmen, disputas sobre Taiwan e guerras comerciais, o comércio bilateral continuou crescendo.</p>
<p>A entrada da China na Organização Mundial do Comércio, em 2001, marcou um ponto de virada. A partir daí, o volume de comércio entre os dois países aumentou de forma expressiva. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos passaram a registrar déficits crescentes na balança comercial de produtos manufaturados, enquanto a China consolidou superávits nesse setor, inclusive em produtos de alta tecnologia.</p>
<p>Esse padrão revela uma interdependência desigual. Os Estados Unidos dependem fortemente de importações industriais chinesas, enquanto a China depende de outros países para o fornecimento de commodities e recursos naturais. Ainda assim, essa troca mútua torna um rompimento econômico completo pouco provável nos curto e médio prazos.</p>
<h2>Crise do projeto de globalização dos Estados Unidos e ascensão econômica da China</h2>
<p>Segundo os autores, chamar essa relação de “Guerra Fria 2.0” cria mais confusão do que clareza. A metáfora ignora o contexto histórico atual, desconsidera a integração econômica existente e leva analistas a interpretar fenômenos novos com conceitos antigos. Além disso, uma verdadeira Guerra Fria pressupõe isolamento econômico e blocos rivais bem definidos, o que não acontece no mundo atual.</p>
<p>Sendo assim, a pesquisa mostra que a rivalidade sino-estadunidense está ligada à crise do projeto de globalização liderado pelos Estados Unidos após 2008, agravada pela pandemia e por conflitos recentes. Enquanto os EUA adotam medidas mais protecionistas, a China avança com seu próprio projeto de globalização, investindo em infraestrutura e novas instituições internacionais.</p>
<p>Por fim, o estudo conclui que o mundo vive uma fase de competição entre grandes potências em um cenário multipolar, mas não uma nova Guerra Fria. Compreender essa diferença, portanto, é fundamental para evitar diagnósticos simplistas e pensar políticas mais eficazes para a economia global e as relações internacionais.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1590/0101-31572025-3758">o artigo na íntegra.     </a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<title>Eleições e servidores públicos: como o período eleitoral afeta o trabalho no setor público</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/eleicoes-e-servidores-publicos-como-o-periodo-eleitoral-afeta-o-trabalho-no-setor-publico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 11:17:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento de trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/184-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Eleições e servidores públicos em ambiente de trabalho, representando tensões e desafios no período eleitoral" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/184-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/184-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/184-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/184-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />As eleições são um pilar da democracia, mas também representam um período de incerteza para quem trabalha no setor público. Durante campanhas eleitorais, mudanças de governo e disputas políticas ganham espaço no cotidiano das instituições. Esse cenário pode afetar diretamente o comportamento dos servidores públicos, influenciando relações de trabalho, clima organizacional e desempenho. Entender, portanto, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/184-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Eleições e servidores públicos em ambiente de trabalho, representando tensões e desafios no período eleitoral" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/184-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/184-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/184-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/184-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>As eleições são um pilar da democracia, mas também representam um período de incerteza para quem trabalha no setor público. Durante campanhas eleitorais, mudanças de governo e disputas políticas ganham espaço no cotidiano das instituições. Esse cenário pode afetar diretamente o comportamento dos servidores públicos, influenciando relações de trabalho, clima organizacional e desempenho. Entender, portanto, como eleições impactam servidores públicos é fundamental para garantir a continuidade e a qualidade dos serviços prestados à sociedade.</p>
<p>O estudo foi conduzido por Gustavo Tavares, em coautoria com Joana Story e Gabriela Lotta, pesquisadoras da FGV EAESP, e publicado na Public Administration Review, uma das revistas mais prestigiadas da área de administração pública. A pesquisa analisou dados de 283 servidores públicos de carreira no Brasil, comparando o período das eleições presidenciais de 2022 com um momento de maior estabilidade política em 2023. Dessa forma, os dados foram coletados por meio de questionários aplicados antes e após a eleição, permitindo observar mudanças no comportamento ao longo do tempo.</p>
<h1>Eleições e servidores públicos no dia a dia das organizações</h1>
<p>Os resultados mostram que eleições funcionam como eventos de grande impacto dentro das organizações públicas. Ou seja, durante o período eleitoral, as posições políticas dos servidores podem se tornar mais visíveis, o que pode gerar tensões entre colegas. Como consequência, conflitos interpessoais e comportamentos desviantes aumentam, especialmente quando há diversidade de opiniões políticas no mesmo ambiente de trabalho.</p>
<p>Isso é importante porque crescimento de comportamentos nocivos no trabalho podem prejudicar o desempenho, diminuir o engajamento, levar a uma queda na qualidade nas entregas e a um maior absenteísmo. O estresse e a ansiedade provocados pela incerteza política comprometer até servidores de carreira com alta estabilidade e formação técnica.</p>
<p>Outro achado importante é que este processo pode mudar de acordo com a instituição em que os servidores trabalham. Órgãos mais suscetíveis à politização, ou seja, mais expostos à interferência de autoridades políticas eleitas, tendem a sofrer impactos mais intensos. Já organizações mais técnicas e autônomas conseguem preservar maior estabilidade durante o período eleitoral.</p>
<p>A pesquisa mostra que eleições influenciam o comportamento de servidores públicos de forma significativa, desafiando a ideia de neutralidade no serviço público. Para reduzir esses efeitos, os autores destacam a importância de fortalecer a estabilidade gerencial, ampliar a presença de servidores de carreira em cargos de liderança e investir em planejamento estratégico de longo prazo nas organizações públicas.</p>
<p>Por fim, gestores também têm papel central ao promover ambientes politicamente neutros, estabelecer regras claras de convivência e agir de forma preventiva para reduzir conflitos. Assim, compreender a relação entre eleições e servidores públicos é essencial para proteger as instituições democráticas e garantir serviços públicos mais eficazes, mesmo em períodos de alta tensão política.</p>
<p>Leia <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/puar.70046">o artigo na íntegra.</a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
<p>Crédito foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado</p>
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		<title>Quando o dinheiro falta: como a escassez financeira influencia a dívida e o estresse</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/quando-o-dinheiro-falta-como-a-escassez-financeira-influencia-a-divida-e-o-estresse/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2026 11:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Contabilidade e finanças]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/187-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Pessoa analisando contas e cartão de crédito em um contexto de preocupação financeira" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/187-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/187-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/187-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/187-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Quando o dinheiro aperta, as decisões financeiras mudam. Seja por perda de renda, aumento de preços ou crises econômicas, a escassez financeira faz parte da realidade de milhões de pessoas. Nesse contexto, recorrer ao crédito costuma parecer uma solução imediata. No entanto, essa escolha pode trazer consequências importantes para o bem-estar financeiro e emocional. Um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/187-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Pessoa analisando contas e cartão de crédito em um contexto de preocupação financeira" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/187-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/187-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/187-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/02/187-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Quando o dinheiro aperta, as decisões financeiras mudam. Seja por perda de renda, aumento de preços ou crises econômicas, a escassez financeira faz parte da realidade de milhões de pessoas. Nesse contexto, recorrer ao crédito costuma parecer uma solução imediata. No entanto, essa escolha pode trazer consequências importantes para o bem-estar financeiro e emocional. Um estudo recente publicado na International Journal of Bank Marketing ajuda a entender como a falta de recursos influencia as atitudes em relação à dívida. Também estuda, consequentemente, o estresse financeiro, olhando não apenas para fatores econômicos, mas também para aspectos psicológicos do comportamento humano.</p>
<p>O estudo foi conduzido pelos pesquisadores da PUCRS Bianca Pinto Carvalho, Clécio Falcão Araujo e Giovanna Buzanello de Vargas, em coautoria com Mateus Canniatti Ponchio, da FGV EAESP. Os pesquisadores coletaram dados por meio de uma pesquisa online com 582 participantes residentes nos Estados Unidos. Para analisar as relações entre escassez financeira, atitudes em relação à dívida, frugalidade, impulsividade e estresse financeiro, foi utilizada uma técnica estatística que permite observar múltiplos caminhos de influência entre esses fatores.</p>
<h1>Escassez financeira e atitudes em relação à dívida</h1>
<p>Os resultados mostram que a escassez financeira está diretamente associada a atitudes mais favoráveis em relação à dívida. Em outras palavras, quando os recursos são limitados, as pessoas tendem a ver o endividamento como algo mais aceitável ou necessário. Além disso, essa postura em relação à dívida contribui para o aumento do estresse financeiro. Assim, a dívida deixa de ser apenas uma escolha econômica e passa a funcionar como uma estratégia de enfrentamento de curto prazo diante das pressões do dia a dia.</p>
<p>Um dos principais achados do estudo é o papel da impulsividade. Pessoas mais impulsivas, ou seja, que tomam decisões rápidas e pouco planejadas, são mais suscetíveis a adotar atitudes positivas em relação à dívida quando enfrentam escassez financeira. Como resultado, acabam mais expostas ao endividamento excessivo e ao estresse financeiro. A pesquisa reforça a ideia de que a falta de dinheiro também consome energia mental, dificultando o planejamento e favorecendo decisões reativas.</p>
<h2>O papel limitado da frugalidade</h2>
<p>A frugalidade, entendida como um estilo de vida mais econômico e disciplinado, está associada a uma menor aceitação da dívida. No entanto, o estudo mostra que esse comportamento não se intensifica quando a escassez aumenta. Pessoas frugais continuam evitando dívidas, mas essa característica não oferece uma proteção adicional em momentos de maior restrição financeira. Isso indica que a frugalidade é um traço relativamente estável, que não necessariamente neutraliza os impactos psicológicos da escassez mais severa.</p>
<p>Assim, ao evidenciar que a impulsividade tem um peso maior do que a frugalidade na relação entre escassez financeira, dívida e estresse, o estudo traz implicações importantes para políticas públicas e programas de educação financeira. Iniciativas focadas apenas em transmitir conhecimento técnico podem não ser suficientes. Dessa forma, é fundamental considerar aspectos comportamentais e psicológicos, oferecendo ferramentas que ajudem as pessoas a lidar com a impulsividade e a planejar melhor o uso do crédito.</p>
<p>Além disso, políticas de inclusão financeira, serviços de orientação acessíveis e produtos financeiros mais adequados à realidade de quem vive sob restrição de renda podem contribuir para reduzir o estresse financeiro. Por fim, ao combinar ações individuais e estruturais, é possível promover decisões financeiras mais saudáveis e fortalecer a resiliência de pessoas e famílias em contextos de escassez.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1108/IJBM-12-2024-0741">o artigo na íntegra. </a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/quando-o-dinheiro-falta-como-a-escassez-financeira-influencia-a-divida-e-o-estresse/">Quando o dinheiro falta: como a escassez financeira influencia a dívida e o estresse</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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		<title>Remuneração dos CEOs: quando mais transparência leva a maior reconhecimento financeiro</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/remuneracao-dos-ceos-transparencia-financeira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Feb 2026 11:02:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[analistas financeiros]]></category>
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		<category><![CDATA[governança corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 8]]></category>
		<category><![CDATA[Previsões de lucros]]></category>
		<category><![CDATA[Remuneração executiva]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria da agência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/180-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Gráfico sobre remuneração dos CEOs e análise de desempenho financeiro das empresas" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/180-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/180-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/180-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/180-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A remuneração dos CEOs está frequentemente no centro de debates sobre justiça, desempenho e responsabilidade corporativa. Bônus elevados nem sempre são bem compreendidos pelo mercado, o que gera questionamentos por parte de investidores, conselhos e da sociedade. Um estudo recente, no entanto, mostra que pagamentos mais altos podem refletir não excessos, mas sim um ambiente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/180-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Gráfico sobre remuneração dos CEOs e análise de desempenho financeiro das empresas" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/180-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/180-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/180-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2026/01/180-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A remuneração dos CEOs está frequentemente no centro de debates sobre justiça, desempenho e responsabilidade corporativa. Bônus elevados nem sempre são bem compreendidos pelo mercado, o que gera questionamentos por parte de investidores, conselhos e da sociedade. Um estudo recente, no entanto, mostra que pagamentos mais altos podem refletir não excessos, mas sim um ambiente de informação mais transparente, no qual o desempenho do executivo é melhor avaliado e reconhecido.</p>
<p>A pesquisa foi conduzida por Xia Li, Jairaj Gupta e André Aroldo Freitas De Moura, da FGV EAESP, e publicada na Review of Quantitative Finance and Accounting. Os autores analisaram dados de empresas de capital aberto dos Estados Unidos entre 1992 e 2022. O foco foi a chamada remuneração anormal dos CEOs, isto é, a parcela do pagamento que difere do valor esperado com base em fatores observáveis, como experiência, porte da empresa e indicadores econômicos.</p>
<h1>Remuneração dos CEOs: quando mais informação significa mais reconhecimento</h1>
<p>Os resultados mostram que a remuneração dos CEOs não depende apenas de contratos formais ou metas financeiras pré-estabelecidas. Ela também é influenciada pela qualidade das informações disponíveis sobre a empresa. Quando os analistas financeiros fazem previsões mais precisas sobre os lucros, com menos erros, menor divergência entre estimativas e menos surpresas negativas, os CEOs tendem a receber maior remuneração variável.</p>
<p>Na prática, isso significa que executivos são mais recompensados quando atuam em ambientes informacionais mais claros e previsíveis. A transparência facilita o acompanhamento do desempenho, reduz incertezas e permite que conselhos e investidores reconheçam, de forma mais precisa, o esforço e as decisões estratégicas do CEO. Assim, pagamentos mais altos, nesse contexto, refletem reconhecimento ex post, e não distorções ou falhas de governança.</p>
<h2>O papel dos analistas financeiros</h2>
<p>Os analistas financeiros atuam como intermediários entre empresas e investidores. Ao interpretar resultados, avaliar decisões estratégicas e projetar lucros futuros, eles ajudam a reduzir a assimetria de informação, ou seja, a diferença entre o que os executivos sabem e o que o mercado consegue observar. Esse processo melhora a qualidade do monitoramento externo e influencia decisões relevantes dos conselhos, incluindo aquelas relacionadas à remuneração dos CEOs.</p>
<p>O estudo mostra ainda que essa relação positiva entre previsões mais favoráveis e maior remuneração variável é mais forte em empresas com mecanismos de monitoramento externo mais robustos. Isso inclui organizações com melhores práticas de governança corporativa, maior presença de investidores institucionais, maior exposição a aquisições e maior sensibilidade a riscos políticos. Nesses ambientes, a avaliação dos analistas tem peso maior na forma como o desempenho do CEO é percebido e recompensado.</p>
<p>A pesquisa ajuda a esclarecer resultados contraditórios encontrados em estudos anteriores sobre remuneração dos CEOs. Ao focar na remuneração anormal, os autores mostram que previsões mais precisas dos analistas estão associadas a <strong>maior remuneração variável</strong>, pois refletem um ambiente de informação mais favorável e melhor alinhamento entre executivos e acionistas.</p>
<p>Para conselhos de administração, os resultados indicam que dados produzidos por analistas podem ser uma ferramenta relevante no desenho de estruturas de remuneração mais eficazes. Para investidores, o estudo reforça a importância da transparência como elemento central na avaliação do desempenho executivo. No fim, empresas que investem em divulgação de qualidade tendem não apenas a reduzir incertezas, mas também a recompensar melhor lideranças que efetivamente geram valor.</p>
<p>Leia <a href="http://dx.doi.org/10.2139/ssrn.4222326">o artigo na íntegra.</a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<title>Hora de amadurecer: como empresas decidem o tempo ideal de proteção financeira</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/hora-de-amadurecer-como-empresas-decidem-o-tempo-ideal-de-protecao-financeira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jan 2026 11:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Contabilidade e finanças]]></category>
		<category><![CDATA[colateral]]></category>
		<category><![CDATA[estratégia financeira]]></category>
		<category><![CDATA[flexibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[gestão de riscos]]></category>
		<category><![CDATA[maturidade]]></category>
		<category><![CDATA[maturidade do hedge]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 8]]></category>
		<category><![CDATA[proteção corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[volatilidade do petróleo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/177-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Ilustração mostrando diferentes prazos de contratos usados para proteção financeira de empresas de variações de preços." decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/177-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/177-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/177-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/177-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Quando o preço de um produto essencial oscila bastante, empresas correm o risco de sofrer perdas bruscas que podem comprometer empregos, investimentos e até o abastecimento de setores inteiros. Para evitar isso, elas usam contratos que funcionam como uma forma de proteção financeira. Porém, além de decidir quanto proteger, também precisam escolher por quanto tempo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/177-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Ilustração mostrando diferentes prazos de contratos usados para proteção financeira de empresas de variações de preços." decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/177-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/177-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/177-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/177-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Quando o preço de um produto essencial oscila bastante, empresas correm o risco de sofrer perdas bruscas que podem comprometer empregos, investimentos e até o abastecimento de setores inteiros. Para evitar isso, elas usam contratos que funcionam como uma forma de proteção financeira. Porém, além de decidir quanto proteger, também precisam escolher por quanto tempo essa proteção deve durar. Essa escolha, chamada maturidade do hedge, afeta diretamente a estabilidade da empresa e sua capacidade de enfrentar crises. Por isso, entender os fatores que influenciam esse prazo ajuda a compreender como empresas mantêm segurança em mercados voláteis.</p>
<p>A pesquisa, conduzida por Håkan Jankensgård, Nicoletta Marinelli e Rafael Schiozer (FGV EAESP), foi publicada na <em>Journal of Commodity Markets</em>. O estudo analisou dados coletados manualmente de 124 empresas de petróleo e gás nos Estados Unidos entre 2013 e 2016, reunindo mais de mil observações sobre contratos de proteção, dívidas, investimentos e características operacionais.</p>
<h1>Como empresas escolhem por quanto tempo manter a proteção financeira em momentos de instabilidade</h1>
<p>O estudo mostra que a proteção financeira de longo prazo só é possível quando a empresa tem garantias suficientes, como caixa ou ativos físicos. Portanto, quanto maior o prazo, maior o risco para quem oferta o contrato, e maior a exigência de colateral. Na prática, isso significa que empresas com mais reservas, caixa e ativos concretos conseguem se proteger por mais tempo.</p>
<p>Por exemplo, em 2014, o preço do petróleo despencou pela metade em poucas semanas. As reservas usadas como garantia perderam valor rapidamente e empresas com menos caixa ficaram limitadas a contratos curtos. Já aquelas com mais colateral alternativo conseguiram manter proteções de longo prazo mesmo durante o choque.</p>
<p>Além disso, a pesquisa revela que empresas tendem a ajustar o tempo da proteção financeira ao prazo de suas dívidas e planos de investimento. Quando o compromisso financeiro é longo, faz sentido que o período de proteção acompanhe esse ritmo. Assim, a empresa reduz incertezas e mantém espaço para investir mesmo em momentos de oscilação.</p>
<p>Empresas com operações mais flexíveis, como as que trabalham com xisto, conseguem ajustar a produção rapidamente. Por isso, dependem menos de proteções longas. Essa flexibilidade atua como uma defesa natural, reduzindo a necessidade de contratos longos e permitindo respostas mais rápidas às mudanças do mercado.</p>
<p>A maturidade do hedge pode parecer um detalhe técnico, mas tem impacto direto na segurança financeira das empresas e, por consequência, no dia a dia do público. Por fim, a pesquisa mostra que a proteção financeira de longo prazo depende da combinação entre colateral disponível, estrutura de dívidas, planos de investimento e flexibilidade operacional. Assim, em períodos de crise, esses fatores ajudam empresas a preservar empregos, estabilizar preços e manter investimentos essenciais.</p>
<p>Leia <a href="https://doi.org/10.1016/j.jcomm.2024.100448">o artigo na íntegra.  </a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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		<title>Multilatinas não recebem prêmio por manter mais caixa, revela estudo sobre América Latina</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-de-empresas/multilatinas-nao-recebem-premio-por-manter-mais-caixa-revela-estudo-sobre-america-latina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Jan 2026 11:18:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração de empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados emergentes]]></category>
		<category><![CDATA[multinacionais]]></category>
		<category><![CDATA[ODS 8]]></category>
		<category><![CDATA[Reservas de caixa]]></category>
		<category><![CDATA[Risco de agência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/169-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Gráfico ilustrando a comparação do valor de mercado do caixa entre Multilatinas e empresas domésticas na América Latina." decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/169-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/169-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/169-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/169-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />As reservas de caixa são um dos temas mais importantes na gestão financeira, pois influenciam diretamente a segurança, o crescimento e o valor de mercado das empresas. No entanto, ainda existe muita dúvida sobre como os investidores avaliam o caixa e equivalentes de caixa, especialmente quando se trata de empresas multinacionais. Por isso, este estudo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/169-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Gráfico ilustrando a comparação do valor de mercado do caixa entre Multilatinas e empresas domésticas na América Latina." decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/169-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/169-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/169-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/12/169-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>As reservas de caixa são um dos temas mais importantes na gestão financeira, pois influenciam diretamente a segurança, o crescimento e o valor de mercado das empresas. No entanto, ainda existe muita dúvida sobre como os investidores avaliam o caixa e equivalentes de caixa, especialmente quando se trata de empresas multinacionais. Por isso, este estudo investigou se o valor das reservas de caixa das multinacionais latino-americanas — as chamadas Multilatinas — é diferente do valor atribuído ao caixa das empresas que atuam apenas em seus países de origem.</p>
<p>Aviner Silva Manoel, Marcelo da Costa Moraes, Jorge Carneiro (FGV EAESP) e Eloisa Perez-de Toledo realizaram e publicaram o estudo no <em>Journal of International Management</em>. Para responder à pergunta central, os autores analisaram dados de 491 empresas de capital aberto das seis maiores economias da região entre 2000 e 2018. Sendo assim, os pesquisadores compararam Multilatinas e empresas domésticas, excluindo setores regulados e subsidiárias estrangeiras para evitar distorções, utilizando modelos de regressão.</p>
<h1>O valor das reservas de caixa nas Multilatinas: o que realmente importa para os investidores</h1>
<p>Os resultados mostram que os investidores não atribuem um prêmio ao caixa mantido pelas Multilatinas. Em outras palavras, mesmo que essas empresas tenham mais oportunidades de crescimento e maior acesso a financiamento externo, o mercado não considera seu caixa mais valioso do que o das empresas domésticas.</p>
<p>Isso ocorre porque, ao mesmo tempo em que a internacionalização amplia as oportunidades, ela também aumenta riscos. Entre eles estão mais conflitos entre gestores e acionistas, maior dificuldade de monitorar subsidiárias e níveis mais altos de assimetria de informação. Além disso, muitas Multilatinas atuam em países próximos, com estruturas institucionais semelhantes e, frequentemente, com proteção fraca ao investidor. Esses fatores reduzem a confiança dos acionistas na boa utilização das reservas de caixa.</p>
<p>Embora as Multilatinas tenham, em média, maiores oportunidades de investimento, os investidores temem que parte do caixa possa ser utilizada em projetos pouco eficientes ou em despesas que beneficiem mais os gestores do que a empresa. Sem informações claras sobre onde o caixa está alocado — se no país de origem ou no exterior — os investidores avaliam esse recurso de forma mais conservadora.</p>
<p>A pesquisa conclui que os efeitos positivos da internacionalização são neutralizados por riscos de governança e falta de transparência. Isso impede que o valor de mercado do caixa das Multilatinas se destaque. Assim, mesmo com operações internacionais, elas não recebem um reconhecimento maior do mercado.</p>
<p>Para gestores, isso significa que melhorar a transparência e fortalecer a governança — especialmente em subsidiárias estrangeiras — pode aumentar a confiança dos investidores. Já para formuladores de políticas públicas, o estudo sugere exigir a divulgação separada das reservas de caixa domésticas e estrangeiras. Por fim, estes cuidados facilitariam decisões mais eficientes por parte de acionistas, analistas e órgãos reguladores.</p>
<p>Leia<a href="https://doi.org/10.1016/j.intman.2025.101240"> o artigo na íntegra. </a></p>
<p>Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.</p>
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