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	<title>Arquivos saúde pública - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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	<description>O Blog Impacto é uma iniciativa da FGV EAESP Pesquisa para disseminar o conhecimento produzido na instituição.</description>
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	<title>Arquivos saúde pública - Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</title>
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		<title>Gerenciamento baseado em evidências: a chave para a sustentabilidade das instituições de saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gisele Gaia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Mar 2025 21:20:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog Gestão e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[administração pública]]></category>
		<category><![CDATA[gestão pública]]></category>
		<category><![CDATA[saúde de qualidade]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/03/topo_blog_gestao_e_negocios_cristiano-berti-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/03/topo_blog_gestao_e_negocios_cristiano-berti-150x150.png 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/03/topo_blog_gestao_e_negocios_cristiano-berti-75x75.png 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/03/topo_blog_gestao_e_negocios_cristiano-berti-350x350.png 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />Por Christiano dos Santos Berti, pós-graduando do Doutorado Profissional em Administração da FGV EAESP O setor de saúde brasileiro enfrenta uma crise sem precedentes, com desafios que testam a resiliência das instituições em todo o país. A pressão inflacionária nos hospitais e o aumento dos custos com tecnologias médicas são apenas parte do problema. Além [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/blog-gestao-e-negocios/gerenciamento-baseado-em-evidencias-a-chave-para-a-sustentabilidade-das-instituicoes-de-saude/">Gerenciamento baseado em evidências: a chave para a sustentabilidade das instituições de saúde</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/03/topo_blog_gestao_e_negocios_cristiano-berti-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/03/topo_blog_gestao_e_negocios_cristiano-berti-150x150.png 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/03/topo_blog_gestao_e_negocios_cristiano-berti-75x75.png 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2025/03/topo_blog_gestao_e_negocios_cristiano-berti-350x350.png 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p><em>Por Christiano dos Santos Berti, pós-graduando do <a href="https://eaesp.fgv.br/cursos/doutorado-profissional-administracao-dpa">Doutorado Profissional em Administração</a> da FGV EAESP</em></p>
<p>O setor de saúde brasileiro enfrenta uma crise sem precedentes, com desafios que testam a resiliência das instituições em todo o país. A pressão inflacionária nos hospitais e o aumento dos custos com tecnologias médicas são apenas parte do problema. Além disso, os planos de saúde lidam com altas taxas de sinistralidade, que agravam ainda mais a sustentabilidade financeira dessas instituições. Diante desse cenário, a necessidade de um gerenciamento eficaz e baseado em evidências é mais urgente do que nunca.</p>
<p>O mercado de saúde atual é caracterizado pela complexidade, incerteza e a necessidade constante de tomada de decisões sobre questões estratégicas e operacionais. Muitas vezes, as escolhas impactam negativamente a operação das instituições de saúde. Estratégias de redução de custos, como a adoção da &#8220;medicina baseada em evidências&#8221;, são frequentemente negligenciadas.</p>
<p>O gerenciamento de mudanças baseado em evidências promove a utilização de práticas embasadas cientificamente. Por exemplo, a contratação de treinamento especializado deve incluir uma análise prévia das evidências sobre a eficácia da capacitação e uma comparação entre os resultados antes e depois do treinamento com grupos de controle, garantindo uma avaliação precisa dos resultados alcançados.</p>
<p>Esse tipo de prática fundamenta-se em dois princípios-chave: primeiro, mudanças planejadas têm mais chances de sucesso quando orientadas por práticas cientificamente embasadas; e segundo, a aplicação regular de quatro fontes de evidências &#8212; científica, organizacional, de <em>stakeholders</em> e experiência dos praticantes &#8212; melhora substancialmente a qualidade das decisões relacionadas às mudanças, desde que os critérios de confiabilidade sejam rigorosamente seguidos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol>
<li style="list-style-type: none;">
<ol>
<li>Obtenha observações diretas sobre o problema que a mudança pretende resolver, como um gestor que observa o atendimento ao cliente para identificar problemas de desempenho e depois conversa com profissionais experientes.</li>
<li>Colete métricas quantitativas confiáveis e dados qualitativos representativos sobre a situação problemática. Vá além das impressões gerais para obter informações detalhadas por unidade ou departamento.</li>
<li>Reúna informações de vários grupos de <em>stakeholders</em> (gestores, funcionários, pacientes/clientes) sobre suas percepções do problema e possíveis soluções, garantindo que a comunicação seja segura e confidencial.</li>
<li>Realize uma pesquisa direcionada na literatura científica. Sua organização pode não ser a primeira a enfrentar desafios relacionados à inovação, eficiência ou retenção. O que a literatura científica diz sobre essas questões? Utilize bases de dados como Google Scholar e Business Source Premier para averiguar.</li>
</ol>
</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p>Organizações dos mais diversos setores podem oferecer exemplos de gerenciamento baseado em evidências. No setor de saúde, o Royal Free Hospital, em Londres, implementou um programa que reduziu significativamente as taxas de infecção hospitalar e melhorou a eficiência operacional. Da mesma forma, a Mayo Clinic, nos Estados Unidos, utilizou uma abordagem baseada em evidências para reorganizar seus processos de atendimento, resultando em melhorias na satisfação dos pacientes e na eficiência do fluxo de trabalho.</p>
<p>Evidências de qualidade e práticas baseadas nelas são cruciais para transformar o processo de mudança, fortalecer a confiança nos líderes e engajar todos os níveis da organização. Com dados confiáveis e um processo baseado em evidências, a implementação de mudanças torna-se mais previsível e controlável.</p>
<p>Adicionalmente, a comunicação reiterada e consistente da visão institucional também é vital para alinhar os funcionários aos objetivos estratégicos. Quando os líderes não se  comunicam eficazmente com a equipe, pode haver resistência às mudanças propostas. Reiterar a visão fortalece o entendimento e o comprometimento da equipe, assegurando que todos estejam cientes de seu papel no sucesso da mudança.</p>
<p>A importância da comunicação eficaz pode ser ilustrada pelo caso de um hospital que descobriu, por meio de sessões de reflexão em grupo, que os médicos eram mais receptivos a mudanças quando influenciados por seus pares. Esse <em>insight</em> levou a uma adaptação nas estratégias de comunicação e implementação, resultando em maior adesão e eficácia das mudanças planejadas.</p>
<p>Para uma organização de saúde prosperar em um ambiente de mudanças constantes, é essencial fomentar um ambiente de adaptação e crescimento. A sobrevivência e o sucesso sustentável das instituições de saúde dependem da capacidade de ancorar suas práticas em evidências sólidas e científicas.</p>
<p>O gerenciamento de mudanças baseado em evidências não é apenas uma recomendação, mas uma necessidade estratégica para garantir um futuro sustentável e eficaz. A adoção de práticas cientificamente comprovadas não apenas mitiga riscos, mas também assegura a sustentabilidade das instituições de saúde. Chegou o momento de adotar uma abordagem que garanta não apenas a sobrevivência, mas o sucesso contínuo.</p>
<p><b>&#8212;&#8212;</b></p>
<p><em>Texto originalmente <a href="https://www.estadao.com.br/economia/gestao-e-negocios/gerenciamento-baseado-em-evidencias-a-chave-para-a-sustentabilidade-das-instituicoes-de-saude/">publicado</a> no blog <a href="https://www.estadao.com.br/economia/gestao-e-negocios">Gestão e Negócios do Estadão</a>, uma parceria entre a FGV EAESP e o Estadão, reproduzido na íntegra com autorização.</em></p>
<p><em>Os artigos publicados na coluna Blog Gestão e Negócios refletem exclusivamente a opinião de seus autores, não representando, necessariamente, a visão da Fundação Getulio Vargas ou do jornal Estadão.</em></p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/blog-gestao-e-negocios/gerenciamento-baseado-em-evidencias-a-chave-para-a-sustentabilidade-das-instituicoes-de-saude/">Gerenciamento baseado em evidências: a chave para a sustentabilidade das instituições de saúde</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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		<title>Gestão hospitalar: para lidar com alta demanda, setor público deve ampliar acesso a cirurgias cardíacas emergenciais para crianças</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/gestao-publica/gestao-hospitalar-para-lidar-com-alta-demanda-setor-publico-deve-ampliar-acesso-a-cirurgias-cardiacas-emergenciais-para-criancas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Bori]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Dec 2023 11:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestão pública]]></category>
		<category><![CDATA[cardiopatia]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgias cardíacas emergenciais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/12/enfermeira-cirurgia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Gestores de saúde devem ampliar oferta de cirurgia cardíaca de crianças, diz pesuqisa da FGV" decoding="async" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/12/enfermeira-cirurgia-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/12/enfermeira-cirurgia-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/12/enfermeira-cirurgia-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/12/enfermeira-cirurgia-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />Para auxiliar no combate à mortalidade infantil, o setor público deve ampliar o acesso a cirurgias cardíacas emergenciais para crianças. Atualmente, uma em cada três crianças encaminhadas para assistência cirúrgica não conseguem acessar o tratamento, aumentando a probabilidade de óbito. Em condições mais graves, que necessitam de procedimentos mais complexos, a taxa é ainda maior. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/12/enfermeira-cirurgia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Gestores de saúde devem ampliar oferta de cirurgia cardíaca de crianças, diz pesuqisa da FGV" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/12/enfermeira-cirurgia-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/12/enfermeira-cirurgia-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/12/enfermeira-cirurgia-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/12/enfermeira-cirurgia-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Para auxiliar no combate à mortalidade infantil, o setor público deve ampliar o acesso a cirurgias cardíacas emergenciais para crianças. Atualmente, uma em cada três crianças encaminhadas para assistência cirúrgica não conseguem acessar o tratamento, aumentando a probabilidade de óbito. Em condições mais graves, que necessitam de procedimentos mais complexos, a taxa é ainda maior. Já no contexto da pandemia, entretanto, o tempo de espera para os procedimentos diminuiu significativamente. Para melhorar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento especializado de cardiopatias por crianças, os hospitais públicos devem investir em infraestrutura e aumentar sua capacidade de realizar procedimentos cirúrgicos complexos &#8211; caso da cirurgia cardíaca neonatal.</p>
<p>A informação está em <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0021755723001018">estudo publicado pelos pesquisadores da FGV EAESP Maira Marasca de Oliveira, Gonzalo Vecina Neto, Ana Maria Malik e Reinaldo Sergio Hamamoto no periódico “<i>Jornal de Pediatria”</i></a>. Para analisar a disponibilidade de tratamento cirúrgico para doenças cardíacas congênitas em centros públicos especializados do estado de São Paulo, bem como o <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/falta-de-coordenacao-no-ministerio-da-saude-foi-fator-determinante-para-colapso-do-sus-durante-a-pandemia/">impacto da pandemia de Covid-19 no processo</a>, a pesquisa analisou a experiência de 1.437 crianças menores de um ano de idade com cardiopatias congênitas e encaminhamento para cirurgia cardíaca, entre fevereiro de 2019 e 2021, respectivamente.</p>
<h2>Atendimento hospitalar é insuficiente para atender todas as demandas por cirurgia cardíaca de crianças</h2>
<p>A pesquisa mostra que a oferta atual de procedimentos cirúrgicos é insuficiente para lidar com a alta demanda de crianças portadoras de cardiopatias. Além do número considerável de crianças que não conseguem acesso ao tratamento &#8211; cerca de um terço do total &#8211; os pesquisadores apontam para o alto número de interferências do sistema de justiça no processo, muitas vezes acionado pelos pacientes na tentativa de diminuir o tempo de espera para uma cirurgia. As evidências apontam para uma necessidade de maior capacidade dos centros médicos em atuarem no tratamento cirúrgico de cardiopatias congênitas, ressaltam os autores.</p>
<p>O estudo também indica a média de tempo de espera desde o encaminhamento até a realização das cirurgias emergenciais: em casos mais leves, a espera foi de três a quatro dias, enquanto nos casos mais severos, cerca de sete dias. Na pandemia, foi observada uma redução na média de espera geral de cinco para três dias, o que pode ser atribuído ao cancelamento de cirurgias eletivas que ocorreu no período, aumentando a capacidade dos hospitais em realizar procedimentos urgentes. Em pesquisas futuras, a sugestão dos autores é investigar os potenciais fatores que podem contribuir para driblar essa lacuna na assistência médica, como melhor acesso ao cuidado pré-natal, melhorias no diagnóstico e aumento de recursos financeiros para cirurgias cardíacas complexas.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Colaboração com países de contexto socioeconômico similar ao brasileiro é oportunidade para pesquisas sobre a resiliência do SUS</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/pesquisa-e-conhecimento/colaboracao-com-paises-de-contexto-socioeconomico-similar-ao-brasileiro-e-oportunidade-para-pesquisas-sobre-a-resiliencia-do-sus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Bori]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jun 2023 11:33:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesquisa e conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[políticas públicas de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[promoção da saúde no brasil]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/06/national-cancer-institute-tV-RX0beDp8-unsplash-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Colaboração com países de contexto socioeconômico similar ao brasileiro é oportunidade para pesquisas sobre a resiliência do SUS, diz artigo da FGV" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/06/national-cancer-institute-tV-RX0beDp8-unsplash-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/06/national-cancer-institute-tV-RX0beDp8-unsplash-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/06/national-cancer-institute-tV-RX0beDp8-unsplash-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/06/national-cancer-institute-tV-RX0beDp8-unsplash-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A ciência brasileira tem potencial para ampliar estudos sobre resiliência dos sistemas de saúde em colaboração com iniciativas internacionais, especialmente junto a países que também apresentam contexto de desigualdade socioeconômica e fragmentação do financiamento e da prestação de serviços. É o que aponta artigo dos pesquisadores da FGV EAESP Marco Antonio Catussi Paschoalotto, Eduardo Alves [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/pesquisa-e-conhecimento/colaboracao-com-paises-de-contexto-socioeconomico-similar-ao-brasileiro-e-oportunidade-para-pesquisas-sobre-a-resiliencia-do-sus/">Colaboração com países de contexto socioeconômico similar ao brasileiro é oportunidade para pesquisas sobre a resiliência do SUS</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/06/national-cancer-institute-tV-RX0beDp8-unsplash-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Colaboração com países de contexto socioeconômico similar ao brasileiro é oportunidade para pesquisas sobre a resiliência do SUS, diz artigo da FGV" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/06/national-cancer-institute-tV-RX0beDp8-unsplash-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/06/national-cancer-institute-tV-RX0beDp8-unsplash-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/06/national-cancer-institute-tV-RX0beDp8-unsplash-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/06/national-cancer-institute-tV-RX0beDp8-unsplash-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A ciência brasileira tem potencial para ampliar estudos sobre resiliência dos sistemas de saúde em colaboração com iniciativas internacionais, especialmente junto a países que também apresentam contexto de desigualdade socioeconômica e fragmentação do financiamento e da prestação de serviços. É o que aponta artigo dos pesquisadores da FGV EAESP Marco Antonio Catussi Paschoalotto, Eduardo Alves Lazzari, Rudi Rocha e Adriano Massuda com a pesquisadora da Universidade de Harvard Marcia Castro publicado na revista “Saúde Debate”.</p>
<p>Os autores realizaram coleta de dados em artigos científicos disponíveis em bases de dados SciELO, Web of Science, Scopus e PubMed e em relatórios técnico-científicos de instituições nacionais e internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A busca considerou os termos “sistema de saúde” e “resiliência”, e os pesquisadores identificaram a aplicação desse conceito em duas perspectivas distintas – anterior e posterior à pandemia de Covid-19.</p>
<p>Os primeiros resultados internacionais datam do período entre 2012 e 2014, discutindo perspectivas das políticas de saúde após a crise econômica global. O aumento de publicações sobre resiliência ocorreu a partir de 2015, relacionado à alta demanda dos sistemas de saúde em países de baixa renda no contexto da epidemia do vírus Ebola na África Ocidental. A abordagem foi aprimorada durante a pandemia de Covid-19, que evidenciou a importância da preparação aos alertas de saúde, do gerenciamento e do aprendizado a partir do choque.</p>
<p>Já no Brasil, os estudos de resiliência do Sistema Único de Saúde (SUS) pré-pandemia analisam principalmente programas e políticas de saúde mental e saúde dos trabalhadores, alinhados com a implementação de iniciativas como a Estratégia Saúde da Família (ESF) e com a discussão sobre impactos de medidas de austeridade fiscal no SUS. Durante a pandemia, os estudos abordaram os impactos das desigualdades na resposta à emergência de saúde e o desafio em manter a funcionalidade do sistema.</p>
<h2>Resiliência do SUS: estudos podem detalhar desafios de financiamento e capacidade de resposta à crise</h2>
<p>O artigo identificou quatro dimensões principais a serem aprofundadas em pesquisas sobre o SUS: governança e liderança, considerando a <a href="https://www.impacto.blog.br/sem-categoria/consorcio-municipios-gestao-pandemia/">articulação entre governos federal, estadual e municipal</a> nas respostas ao choque; financiamento, discutindo a destinação e gestão de recursos públicos e privados; recursos, incorporando <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/politicas-publicas/no-brasil-pandemia-agravou-o-enfraquecimento-da-atencao-primaria-a-saude/">discussões sobre força de trabalho</a>, infraestrutura, medicamentos e tecnologias; e prestação de serviços, investigando a operação dos serviços de resposta à crise e a <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/politicas-publicas/no-brasil-pandemia-agravou-o-enfraquecimento-da-atencao-primaria-a-saude/">manutenção de outros serviços de saúde essenciais</a>.</p>
<p>Entre os desafios para a agenda de pesquisa sobre a resiliência do SUS, estão a falta de estudos internacionais sobre a resiliência dos sistemas de saúde de países como Turquia, México e África do Sul, com contexto socioeconômico similar ao brasileiro. “No caso brasileiro, essa realidade é ainda impulsionada pela grande complexidade da conformação do seu sistema de saúde, que, apesar de ter a universalidade e a integralidade como princípios do SUS, convive com baixo financiamento crônico, frágil organização regional e presença de forte subsistema privado que compete com o sistema público”, aponta o estudo.</p>
<p><a href="https://www.scielo.br/j/sdeb/a/55q8vkz9bwrHscgYMhNR5vp/abstract/?lang=pt">Confira o artigo na íntegra</a></p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/pesquisa-e-conhecimento/colaboracao-com-paises-de-contexto-socioeconomico-similar-ao-brasileiro-e-oportunidade-para-pesquisas-sobre-a-resiliencia-do-sus/">Colaboração com países de contexto socioeconômico similar ao brasileiro é oportunidade para pesquisas sobre a resiliência do SUS</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Pandemia intensificou desigualdades na saúde e educação entre diferentes regiões do Brasil</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/pesquisa-e-conhecimento/desigualdades-regionais-saude-educacao-pandemia-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Bori]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Jun 2023 11:21:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesquisa e conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[assistência social]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/giovanni-gagliardi-fvT3t9iOaJI-unsplash-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Inação do governo federal na saúde e na educação sobrecarregou estados e municípios, exacerbando desigualdades regionais, diz estudo da FGV" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/giovanni-gagliardi-fvT3t9iOaJI-unsplash-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/giovanni-gagliardi-fvT3t9iOaJI-unsplash-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/giovanni-gagliardi-fvT3t9iOaJI-unsplash-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/giovanni-gagliardi-fvT3t9iOaJI-unsplash-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Diante da ausência de ações do governo federal para administrar os efeitos da pandemia na saúde e na educação brasileiras, medidas emergenciais foram assumidas por estados e municípios, o que exacerbou desigualdades regionais. Ainda que os primeiros casos tenham sido registrados nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, a taxa de mortalidade por [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/pesquisa-e-conhecimento/desigualdades-regionais-saude-educacao-pandemia-brasil/">Pandemia intensificou desigualdades na saúde e educação entre diferentes regiões do Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/giovanni-gagliardi-fvT3t9iOaJI-unsplash-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Inação do governo federal na saúde e na educação sobrecarregou estados e municípios, exacerbando desigualdades regionais, diz estudo da FGV" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/giovanni-gagliardi-fvT3t9iOaJI-unsplash-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/giovanni-gagliardi-fvT3t9iOaJI-unsplash-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/giovanni-gagliardi-fvT3t9iOaJI-unsplash-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2023/05/giovanni-gagliardi-fvT3t9iOaJI-unsplash-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Diante da ausência de ações do governo federal para administrar os efeitos da pandemia na saúde e na educação brasileiras, <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/politicas-publicas/pandemia-acentuou-resposta-nacional-descoordenada-em-politicas-de-assistencia-social-e-educacao/">medidas emergenciais foram assumidas por estados e municípios</a>, o que exacerbou desigualdades regionais. Ainda que os primeiros casos tenham sido registrados nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, a taxa de mortalidade por Covid-19, por exemplo, cresceu rapidamente em estados com maior vulnerabilidade socioeconômica, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.</p>
<p>Os apontamentos estão em capítulo da pesquisadora da FGV EAESP Elize Massard da Fonseca e colaboradores publicado no livro “<a href="https://link.springer.com/book/10.1007/978-3-031-22219-1#about-this-book">The Coronavirus Pandemic and Inequality</a>”. Através de revisão de literatura, os autores refletem sobre a resposta brasileira durante a pandemia em três diferentes áreas: saúde, educação e assistência social.</p>
<p>Os pesquisadores destacam que a desarticulação nacional das políticas educacionais verificada a partir de 2019 prejudicou as estratégias durante a pandemia, visto que o governo federal não estabeleceu regulamentação nacional diante do fechamento de escolas e não adotou ações para diminuir as desigualdades nessa área. Alguns estados, como São Paulo, conseguiram implementar medidas inovadoras, como a transmissão de conteúdo pela TV e internet. Porém, estados com capacidades fiscal e administrativa reduzidas sequer conseguiram articular estratégias de ensino à distância, que demandam infraestrutura inexistente nesses locais.</p>
<p>Após demanda do Congresso, o governo federal adotou como política socioeconômica para responder à pandemia o pagamento do Auxílio Emergencial a famílias de baixa renda e trabalhadores informais. Ainda é cedo para entender o impacto do Auxílio Emergencial na redução da pobreza e da desigualdade, ressalta o capítulo, mas os autores observam que nos primeiros três trimestres de 2021, após a suspensão do benefício, havia um número maior de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza do que nos anos pré-pandemia.</p>
<p>O capítulo sublinha que as desigualdades socioeconômicas verificadas no período contribuem também para a manutenção das desigualdades raciais no país. Embora as taxas de incidência de Covid-19 tenham sido maiores entre a população branca, por exemplo, a população negra em todas as regiões do país sofreu maior letalidade e maior risco de morte em comparação aos brancos. Por outro lado, em relação à vacinação, o texto observa que a cobertura da atenção primária à saúde contribuiu para um acesso mais equitativo aos imunizantes nos municípios mais vulneráveis.</p>
<p><a href="https://link.springer.com/chapter/10.1007/978-3-031-22219-1_4">Confira o capítulo na íntegra</a></p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/pesquisa-e-conhecimento/desigualdades-regionais-saude-educacao-pandemia-brasil/">Pandemia intensificou desigualdades na saúde e educação entre diferentes regiões do Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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		<title>Diagnóstico de doença renal crônica na atenção primária à saúde acontece, com frequência, em estágios avançados da doença</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/politicas-publicas/diagnostico-de-doenca-renal-cronica-na-atencao-primaria-a-saude-acontece-com-frequencia-em-estagios-avancados-da-doenca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Bori]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Mar 2022 18:12:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[atenção primária]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico médico]]></category>
		<category><![CDATA[doença renal crônica]]></category>
		<category><![CDATA[ODS3]]></category>
		<category><![CDATA[saúde de qualidade]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/02/nguy-n-hi-p-ufwC2cmbaaI-unsplash-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/02/nguy-n-hi-p-ufwC2cmbaaI-unsplash-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/02/nguy-n-hi-p-ufwC2cmbaaI-unsplash-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/02/nguy-n-hi-p-ufwC2cmbaaI-unsplash-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/02/nguy-n-hi-p-ufwC2cmbaaI-unsplash-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A doença renal crônica afeta aproximadamente 10% da população adulta de todo o planeta e, apesar disso, é uma das doenças não transmissíveis mais negligenciadas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em estudo publicado na segunda (14) na revista “Cadernos de Saúde Pública”, pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/02/nguy-n-hi-p-ufwC2cmbaaI-unsplash-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/02/nguy-n-hi-p-ufwC2cmbaaI-unsplash-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/02/nguy-n-hi-p-ufwC2cmbaaI-unsplash-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/02/nguy-n-hi-p-ufwC2cmbaaI-unsplash-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/02/nguy-n-hi-p-ufwC2cmbaaI-unsplash-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A doença renal crônica afeta aproximadamente 10% da população adulta de todo o planeta e, apesar disso, é uma das doenças não transmissíveis mais negligenciadas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em estudo publicado na segunda (14) na revista “Cadernos de Saúde Pública”, pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP) mostram que existem falhas no diagnóstico precoce da doença renal crônica na atenção primária à saúde.</p>
<p>A pesquisa analisou os prontuários de 1.066 indivíduos com, pelo menos, um fator de risco para a doença renal crônica atendidos entre novembro de 2019 e fevereiro de 2020 em 10 Unidades Básicas de Saúde na Região Metropolitana de São Paulo. Os pacientes apresentavam  hipertensão, diabetes ou mais de 60 anos.</p>
<p>Os profissionais de saúde são capazes de identificar a doença renal crônica através da associação de indicadores que apontam alterações nas funções dos rins, como pressão alta, inchaço no corpo e níveis elevados de gordura no sangue, além de exames de creatinina sérica e proteinúria. Como essas respostas são fornecidas por exames laboratoriais acessíveis, o diagnóstico da doença é simples e barato. Quando a doença é identificada precocemente, é possível evitar complicações, como as que levam à necessidade de diálise.</p>
<p>O estudo acompanha a tendência internacional e demonstra que o diagnóstico precoce da doença renal crônica precisa ser melhorado. O rastreamento por meio da creatinina sérica não foi observado em cerca de 20% dos pacientes, e aproximadamente 40% deles não foram testados para proteinúria. Entre os pacientes com a doença, apenas 16,8% tinham registro desse diagnóstico no prontuário, o que indica que a doença pode não ter sido reconhecida na atenção básica à saúde.</p>
<p>Os resultados demonstram a necessidade de planejar intervenções mais efetivas para diagnóstico precoce e controle da doença renal crônica. “O estudo foi importante para obtermos um cenário basal que norteie as intervenções para melhoria da qualidade”, afirmam Farid Samaan e Ana Maria Malik, autores do artigo em parceria com Danilo Euclides Fernandes, Gianna Mastroianni Kirsztajn e Ricardo de Castro Cintra Sesso.</p>
<p>“Além disso, a pesquisa prestou-se a identificar as falhas de rastreamento de pessoas de risco para a doença renal crônica na atenção primária à saúde. Pudemos também observar a necessidade de ações para melhorar o controle das condições mais prevalentes na população adulta, isto é, a hipertensão arterial, o diabetes e a dislipidemia”, completam os pesquisadores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.scielo.br/j/csp/a/tRrP4vTNBssFfNsMyLVzw9f/?format=pdf&amp;lang=en">Confira aqui o artigo na íntegra (em inglês)</a></p>
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		<title>Profissionais e gestores na área da saúde podem colaborar com pesquisa sobre impacto da covid-19 na prevenção e tratamento da hepatite</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/politicas-publicas/profissionais-e-gestores-na-area-da-saude-podem-colaborar-com-pesquisa-sobre-impacto-da-covid-19-na-prevencao-e-tratamento-da-hepatite/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Bori]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Feb 2022 17:35:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Hepatite]]></category>
		<category><![CDATA[Hepatite C]]></category>
		<category><![CDATA[hepatte viral]]></category>
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		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/01/ab40ce22-2dfa-4f99-afe8-de75c6d1b160-e1643373228181-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/01/ab40ce22-2dfa-4f99-afe8-de75c6d1b160-e1643373228181-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/01/ab40ce22-2dfa-4f99-afe8-de75c6d1b160-e1643373228181-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/01/ab40ce22-2dfa-4f99-afe8-de75c6d1b160-e1643373228181-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />É profissional de saúde ou gestor de programa direcionado às hepatites virais? A equipe coordenada pela professora da FGV EAESP Elize Massard da Fonseca convida para colaboração na Pesquisa Global sobre o impacto do COVID-19 na prevenção e tratamento da hepatite, que mapeia as ações do Brasil para enfrentar a hepatite C e identifica boas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/01/ab40ce22-2dfa-4f99-afe8-de75c6d1b160-e1643373228181-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/01/ab40ce22-2dfa-4f99-afe8-de75c6d1b160-e1643373228181-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/01/ab40ce22-2dfa-4f99-afe8-de75c6d1b160-e1643373228181-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/01/ab40ce22-2dfa-4f99-afe8-de75c6d1b160-e1643373228181-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>É profissional de saúde ou gestor de programa direcionado às hepatites virais? A equipe coordenada pela professora da FGV EAESP Elize Massard da Fonseca convida para colaboração na Pesquisa Global sobre o impacto do COVID-19 na prevenção e tratamento da hepatite, que mapeia as ações do Brasil para enfrentar a hepatite C e identifica boas práticas que podem ser replicadas em outros contextos.</p>
<p>O objetivo do levantamento é avaliar como a pandemia de covid-19 afetou o cuidado, o tratamento e a prevenção à hepatite C (HCV) no Brasil. A participação é anônima, com garantia de confidencialidade dos dados coletados. O preenchimento do websurvey leva cerca de 15 minutos. Acesse o questionário <a href="https://app.smartsheet.com/b/form/e42c24eab4f84cc58ac7043d91f11e33">clicando neste link</a>.</p>
<p>A iniciativa é vinculada ao projeto de pesquisa “Enfrentamento da Epidemia de Hepatite C no Brasil: Vigilância, Cuidado e Tratamento”, desenvolvido por pesquisadoras da FGV EAESP, entre elas a profa. <a href="https://eaesp.fgv.br/professor/elize-massard-fonseca">Elize Massard da Fonseca</a>, em conjunto com pesquisadores da Fiocruz e da London School of Economics. A realização do websurvey também conta com a colaboração da Coalizão para a Eliminação Global da Hepatite.</p>
<p>Em Nota Técnica divulgada no ano passado, a equipe da pesquisa alertou que os indicadores de tratamento da hepatite C no Brasil <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/gestao-publica/tratamento-de-hepatite-c-cai-pela-metade-com-pandemia-e-chama-a-atencao-para-o-controle-de-outras-doencas/">tiveram queda de mais de 50% em 2020</a>, o que pode estar relacionado à crise que a pandemia gerou na saúde pública.</p>
<p><a href="http://www.cepesp.io/fgv-eaesp-fiocruz-lse-e-british-council-fazem-parceria-para-estudar-hepatite-c-no-brasil/">Saiba mais sobre o projeto de pesquisa.</a></p>
<p><a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/politicas-publicas/confira-webinario-sobre-politicas-publicas-para-controle-da-hepatite-c/">Confira webinário com informações sobre políticas públicas para o controle da hepatite C no Brasil.</a></p>
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		<title>Confira webinário sobre políticas públicas para controle da hepatite C</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/politicas-publicas/confira-webinario-sobre-politicas-publicas-para-controle-da-hepatite-c/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Bori]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jan 2022 12:12:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[câncer]]></category>
		<category><![CDATA[epidemias]]></category>
		<category><![CDATA[gestão pública de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Hepatite C]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>
		<category><![CDATA[trabalhadores da saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/01/ab40ce22-2dfa-4f99-afe8-de75c6d1b160-e1643373228181-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/01/ab40ce22-2dfa-4f99-afe8-de75c6d1b160-e1643373228181-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/01/ab40ce22-2dfa-4f99-afe8-de75c6d1b160-e1643373228181-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/01/ab40ce22-2dfa-4f99-afe8-de75c6d1b160-e1643373228181-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A FGV EAESP realizou, no dia 26 de janeiro, o webinário Políticas públicas para o enfrentamento da hepatite C no Brasil. O objetivo do evento foi dar visibilidade à importância do combate ao vírus da hepatite C (HCV), que pode causar doença crônica e ocasionar cirrose e câncer de fígado. As medidas de enfrentamento à [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/01/ab40ce22-2dfa-4f99-afe8-de75c6d1b160-e1643373228181-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/01/ab40ce22-2dfa-4f99-afe8-de75c6d1b160-e1643373228181-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/01/ab40ce22-2dfa-4f99-afe8-de75c6d1b160-e1643373228181-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2022/01/ab40ce22-2dfa-4f99-afe8-de75c6d1b160-e1643373228181-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>A FGV EAESP realizou, no dia 26 de janeiro, o webinário <em>Políticas públicas para o enfrentamento da hepatite C no Brasil</em>. O objetivo do evento foi dar visibilidade à importância do combate ao <span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto"> vírus da hepatite C (HCV),</span> que pode causar doença crônica e ocasionar <span class="style-scope yt-formatted-string" dir="auto">cirrose e câncer de fígado. As medidas de enfrentamento à epidemia de HCV e o tratamento no sistema público de saúde são temas de interesse para gestor público, sociedade civil e setor produtivo.</span></p>
<p>A professora da FGV EAESP <span class="field-content"><strong>Elize Massard da Fonseca</strong></span> moderou o evento, que contou com os seguintes palestrantes:</p>
<p><span class="field-content"><strong>Dirceu Greco</strong> &#8211; Professor Emérito da UFMG e Ex Diretor do Departamento de HIV AIDS do Ministério da Saúde<br />
<strong>Jaime Rabi</strong> &#8211; Diretor Executivo na Microbiológica, Química e Farmacêutica Ltda<br />
<strong>Pedro Villardi</strong> &#8211; Coordenador de Projetos da ABIA e Coordenador do GTPI</span></p>
<p>A íntegra do evento pode ser conferida no <a href="https://www.youtube.com/watch?v=l3FAFeooFkw"><strong>canal da FGV no Youtube</strong></a>.</p>
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		<item>
		<title>Hospitais de pequeno porte, que são maioria no Brasil, poderiam garantir maior retorno ao sistema de saúde</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/hospitais-de-pequeno-porte-que-sao-maioria-no-brasil-poderiam-garantir-maior-retorno-ao-sistema-de-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Agência Bori]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Aug 2021 12:01:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/08/adhy-savala-zbpgmGe27p8-unsplash-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/08/adhy-savala-zbpgmGe27p8-unsplash-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/08/adhy-savala-zbpgmGe27p8-unsplash-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/08/adhy-savala-zbpgmGe27p8-unsplash-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/08/adhy-savala-zbpgmGe27p8-unsplash-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />A atenção hospitalar tem sido, no passar dos anos, uma das principais responsáveis pelo aumento dos custos em saúde, o que fez muitos países adequarem suas políticas de saúde de forma a concentrar a atenção em centros de maior porte, com mais de 200 leitos, que têm mais facilidade de alcançar uma economia de escala [&#8230;]</p>
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<p>No entanto, dos 6.787 hospitais existentes no Brasil até 2017, a maior parte (67,3%) era composta por unidades com menos de 50 leitos, exatamente o tipo que costuma lidar com redução de eficiência. A partir de 2004, uma política voltada para estes hospitais menores, conhecida por Política Nacional para os Hospitais de Pequeno Porte (PNHPP) foi aderida por 12 dos 27 estados brasileiros. Na ausência de diretrizes que privilegiassem a integridade das ações e a conexão entre hospitais menores em uma rede de atenção de saúde, houve um aumento dos hospitais municipais, com redução do porte, levando o país a ter uma média de 50 leitos por hospital.</p>
<p>&#8220;A reversão deste cenário envolve ações que passam por políticas indutoras de qualificação da atenção hospitalar até o entendimento de que as quase 5 mil unidades hospitalares de pequeno porte configuram um amplo conjunto a ser estudado em profundidade&#8221;, alertam as pesquisadoras Luciana Reis Carpanez e Ana Maria Malik (FGV EAESP), autoras do estudo.</p>
<p>De acordo com as pesquisadoras, apesar do grande número, os hospitais brasileiros de pequeno porte apresentam ineficiências de escala e redução de qualidade, tanto em termos de gestão organizacional quanto de produção de saúde, formando uma rede que não garante a integralidade da atenção à saúde, comunicam-se pouco com a atenção básica e têm dificuldade no encaminhamento de pacienteis para atenção hospitalar terciária ou especializada. &#8220;Em diversas regiões, estes hospitais executam ações duplicadas tanto em atenção básica quanto com hospitais localizados em municípios contíguos. Esses serviços são muitos, pulverizados, consomem grande quantidade de recursos e poderiam garantir maior retorno ao sistema de saúde&#8221;, concluem as pesquisadoras.</p>
<h2>Gestão da saúde pública deve considerar diferenças entre os hospitais de pequeno porte</h2>
<p>Ainda que o<a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/gestao-publica/desburocratizacao-gestao-saude-publica-brasil/"> sistema de saúde hospitalar</a> esteja sendo reorganizado a partir da Política Nacional de Atenção Hospitalar, discussões e ações mais profundas ainda são necessárias, segundo as autoras, que defendem que a reorganização do parque hospitalar brasileiro leve em conta dois fatores fundamentais:</p>
<p>(1) o interesse dos múltiplos atores em incluir este tema na agenda de políticas públicas, para melhorar a eficiência e a qualidade do SUS; e</p>
<p>(2) o entendimento de que os quase 5 mil hospitais de pequeno porte do país não constituem um grupo homogêneo, mas que têm disparidades regionais bastante marcadas.</p>
<p>De modo consciente ou não, as pesquisadoras destacam que este é o cenário construído nas últimas décadas em relação à rede hospitalar brasileira, o que deixa em aberto questões como qual o sistema de assistência hospitalar queremos para o Brasil nos próximos anos e como utilizar a capacidade instalada já existente.</p>
<p><a href="https://www.scielo.br/j/csc/a/gQKkLtNnzLZhFQ56FZ3vy6s/?lang=pt">Confira o estudo na íntegra na publicação feita na Ciência e Saúde Coletiva.</a></p>
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		<title>Maioria das profissionais de saúde negras se sentem despreparadas para lidar com a pandemia</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/maioria-das-profissionais-de-saude-negras-se-sentem-despreparadas-para-lidar-com-a-pandemia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[EAESP Pesquisa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Jul 2021 11:18:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/07/sj-objio-K2Eb0BV4Jgk-unsplash-1199x675-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/07/sj-objio-K2Eb0BV4Jgk-unsplash-1199x675-1-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/07/sj-objio-K2Eb0BV4Jgk-unsplash-1199x675-1-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/07/sj-objio-K2Eb0BV4Jgk-unsplash-1199x675-1-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Mesmo após quinze meses, a maior parte dos profissionais de saúde pública no Brasil que atuam na linha de frente no combate à Covid-19 ainda afirmam não se sentirem preparados para enfrentá-la. Segundo relatório da Fundação Getulio Vargas (FGV/EAESP), a sensação de despreparo para o enfrentamento à pandemia atinge mulheres negras de forma mais intensa. [&#8230;]</p>
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<p>O relatório apresenta dados obtidos por meio de enquete online realizada com 1.829 profissionais de saúde atuando na linha de frente de combate da Covid-19 entre os dias 1 e 20 de março de 2021. Ele faz parte de uma série de estudos realizados pelo <a href="https://neburocracia.wordpress.com/">Núcleo de Estudos da Burocracia</a> (NEB-FGV), em parceria com a Fiocruz e a Rede Covid-19 Humanidades ao longo de 2020 e 2021 para compreender as percepções destes profissionais sobre suas condições de trabalho durante a pandemia de Covid-19.</p>
<p>Esse relatório se diferencia dos anteriores por adotar uma perspectiva interseccional de gênero. Diante de relatos nas fases anteriores da pesquisa, principalmente de mulheres, sobre a sobrecarga de trabalho doméstico durante a pandemia, foram incluídas perguntas específicas sobre esse tema nesta fase da pesquisa.</p>
<p>Apesar da maioria apresentar sensação de despreparo, no geral os homens se sentem mais preparados do que as mulheres para a atuação profissional como agentes de saúde pública, independente da raça (homens 38,83% e mulheres 27,76%).</p>
<p><a href="https://www.impacto.blog.br/?attachment_id=1465" rel="attachment wp-att-1465"><img decoding="async" class="size-full wp-image-1465 aligncenter" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/07/Imagem1.jpg" alt="" width="565" height="403" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/07/Imagem1.jpg 565w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/07/Imagem1-300x214.jpg 300w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/07/Imagem1-120x86.jpg 120w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/07/Imagem1-350x250.jpg 350w" sizes="(max-width: 565px) 100vw, 565px" /></a>Além da sensação de despreparo, a saúde mental dos profissionais segue sendo um assunto preocupante. Quando perguntados se acreditavam que sua saúde mental havia sido impactada durante a pandemia, 67,3% dos homens e 83,7% das mulheres afirmaram que sim, uma diferença marcante de 15,4% que demonstra um viés de gênero. O marcador de raça não parece tão forte, apesar de demonstrar que as pessoas brancas perceberam sua saúde mental mais impactada do que as pessoas negras, tanto entre os homens, quanto entre as mulheres.</p>
<p>Os profissionais que participaram da pesquisa também foram questionados sobre mudanças nas dinâmicas do trabalho doméstico, com resultados que reforçam a maior dedicação das mulheres aos cuidados com o lar na comparação com os homens: 51% delas dedicam mais de 14 horas por semana à função, contra 39% dos homens. “Percebemos que as mulheres reportaram uma falta de apoio e compreensão da chefia para lidar com a sobrecarga de trabalho doméstico e as dificuldades de cuidados com familiares durante a pandemia”, ressalta <a href="https://pesquisa-eaesp.fgv.br/professor/gabriela-spanghero-lotta">Gabriela Lotta</a>, uma das pesquisadoras responsáveis pelo estudo.</p>
<p><a href="https://www.impacto.blog.br/?attachment_id=1464" rel="attachment wp-att-1464"><img decoding="async" class="size-full wp-image-1464 aligncenter" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/07/Imagem2.jpg" alt="" width="567" height="508" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/07/Imagem2.jpg 567w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/07/Imagem2-300x269.jpg 300w" sizes="(max-width: 567px) 100vw, 567px" /></a>Segundo os pesquisadores, os dados do relatório podem ser um bom instrumento para gestores públicos para a proposição e implementação de políticas públicas voltadas a esse público, sob a lente dos recortes de gênero e suas interseccionalidades. “É preciso debater as desigualdades de gênero em relação ao trabalho doméstico e suas consequências para as profissionais de saúde e para o trabalho essencial que elas exercem”, encoraja Lotta.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Pesquisa com profissionais de saúde dá base à denúncia na OEA contra governo e é citada em CPI da Pandemia</title>
		<link>https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/pesquisa-com-profissionais-de-saude-da-base-a-denuncia-na-oea-contra-governo-e-e-citada-em-cpi-da-pandemia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[EAESP Pesquisa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Jun 2021 11:54:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Administração pública]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/pexels-klaus-nielsen-6303581-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/pexels-klaus-nielsen-6303581-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/pexels-klaus-nielsen-6303581-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/pexels-klaus-nielsen-6303581-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/pexels-klaus-nielsen-6303581-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" />Uma série de pesquisas da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP) da FGV-SP sobre os impactos da pandemia nos profissionais de saúde pública deu base a uma denúncia contra o governo federal feita em maio à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão ligado à Organização dos Estados Americanos (OEA) e foi [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/pexels-klaus-nielsen-6303581-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/pexels-klaus-nielsen-6303581-150x150.jpg 150w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/pexels-klaus-nielsen-6303581-700x700.jpg 700w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/pexels-klaus-nielsen-6303581-75x75.jpg 75w, https://www.impacto.blog.br/wp-content/uploads/2021/06/pexels-klaus-nielsen-6303581-350x350.jpg 350w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /><p>Uma <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/gestao-publica/oito-de-cada-dez-profissionais-de-saude-relatam-exaustao-emocional-apos-um-ano-de-pandemia/">série de pesquisas da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP) da FGV-SP sobre os impactos da pandemia nos profissionais de saúde pública</a> deu base a uma <strong>denúncia</strong> contra o governo federal feita em maio à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão ligado à Organização dos Estados Americanos (OEA) e foi também mencionada durante os questionamentos sobre a gestão do enfrentamento da Covid-19 feitos por senadores no âmbito da <strong>CPI</strong> (Comissão Parlamentar de Inquérito) <strong>da</strong> <strong>pandemia</strong>.</p>
<p>No caso da denúncia feita à comissão da OEA, o documento pede que a entidade adote medidas cautelares para garantir a proteção de trabalhadores e trabalhadoras de saúde do Brasil diante da Covid-19. A base da denúncia são os resultados de uma série de quatro pesquisas com profissionais de saúde pública como médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem conduzidas pelo Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB) da EAESP (FGV-SP), em parceria com a Fiocruz e com a Rede Covid-19 Humanidades.</p>
<p>No âmbito da CPI da Pandemia, os resultados das pesquisas foram utilizados na elaboração de perguntas feitas pelo senador Renan Calheiros, relator da CPI, e pelo senador Randolfe Rodrigues, durante os questionamentos feitos à Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde. Ambos os senadores fundamentaram suas perguntas com base no dado vindo <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/gestao-publica/oito-de-cada-dez-profissionais-de-saude-relatam-exaustao-emocional-apos-um-ano-de-pandemia/">da pesquisa da FGV EAESP, que destacou que mais de 70% dos profissionais de saúde não tinham recebido treinamento relacionado à Covid-19 até março de 2021</a>.</p>
<p>A série de pesquisas, lançada em maio de 2020, tem tido também grande repercussão na imprensa nacional em veículos como Globonews, CNN, SBT, rádios como JP e CBN, jornais como Folha de S.Paulo, O Globo, Zero Hora (RS), O Povo (CE), Folha de Pernambuco (PE), Portal Paraíba online (PB) e sites como UOL e R7 — só para citar alguns exemplos.</p>
<h3>Sem treinamento nem EPIs</h3>
<p>Na <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/gestao-publica/oito-de-cada-dez-profissionais-de-saude-relatam-exaustao-emocional-apos-um-ano-de-pandemia/" target="_blank" rel="noopener">última edição</a> das pesquisas que foram mencionadas para a OEA e durante a CPI da Pandemia, o levantamento mostrou que, após um ano de pandemia, a exaustão emocional e a falta de preparo para enfrentar a Covid-19 são a realidade de profissionais da saúde que estão na linha de frente de combate ao novo coronavírus: <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/gestao-publica/oito-de-cada-dez-profissionais-de-saude-relatam-exaustao-emocional-apos-um-ano-de-pandemia/">80% deles sentem impactos negativos na saúde mental causados pela pandemia</a>.</p>
<p>Além disso, mais da metade (55,6%) dos profissionais de saúde participantes não havia recebido (6,2%) ou havia recebido uma ou poucas vezes (49,4%) os equipamentos de proteção individual (EPIs) — e sete em cada dez não recebeu nenhum treinamento sobre protocolos específicos de atendimento a pessoas com Covid-19.</p>
<p><a href="https://pesquisa-eaesp.fgv.br/professor/gabriela-spanghero-lotta">Gabriela Lotta</a>, pesquisadora da FGV EAESP e co-autora do estudo, tem reforçado que profissionais de saúde precisam de condições de trabalho adequadas e de apoio e orientação para continuarem o seu trabalho: “É central que os governos vejam a situação dos profissionais para construírem políticas que deem sustentação a este trabalho primordial”, diz.</p>
<p>A série de pesquisas já havia tido impactos importantes pelo país. A cientista já havia sido chamada para falar dos resultados das pesquisas ao Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), que estava procurando  embasamento científico para dialogar com o governo sobre a situação dos enfermeiros da rede pública do Brasil. Pelo mesmo motivo, a pesquisadora também foi convocada, ainda em 2020, para tratar dos resultados do estudo com a Conacs (Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde).</p>
<div class="jeg_video_container jeg_video_content"><iframe loading="lazy" title="Agentes Comunitários na Pandemia" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/6wotF04i39o?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://www.impacto.blog.br/administracao-publica/pesquisa-com-profissionais-de-saude-da-base-a-denuncia-na-oea-contra-governo-e-e-citada-em-cpi-da-pandemia/">Pesquisa com profissionais de saúde dá base à denúncia na OEA contra governo e é citada em CPI da Pandemia</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.impacto.blog.br">Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa</a>.</p>
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