• Sobre o Blog Impacto
  • FGV EAESP
  • FGV EAESP Pesquisa
  • Acontece
    • Notícias
    • Eventos
  • Para alunos
    • Serviços para alunos
    • Comunidade FGV
  • Para candidatos
  • Para empresas
    • Soluções para empresas
    • Clube de parceiros FGV
  • Alumni
  • Contato
Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa
  • Adm. de empresas
  • Adm. pública
  • Notícias
  • Colunas
    • Blog Impacto
    • Blog Gestão e Negócios
  • Vídeos
  • Podcast
Nenhum resultado
Ver todos os recultados
Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa
Home Blog Gestão e Negócios

Inovação Com Inteligência Artificial: O Que Não Pode Faltar?

21 de outubro de 2025
Inovação Com Inteligência Artificial: O Que Não Pode Faltar?

Alexandre Lima, Aluno do Doutorado Profissional em Administração da FGV EAESP, Executivo de Tecnologia da Informação.

No imaginário empresarial atual, poucas palavras causam tanto entusiasmo, e tanta frustação, quanto “inovação”. Quando associada à inteligência artificial (IA), esse entusiasmo cresce ainda mais. Mas há um risco real em tratarmos a IA apenas como um caminho inevitável para o progresso. Ao se deixar levar pela promessa tecnológica, muitas empresas estão esquecendo um princípio essencial: inovação exige estratégia.

Conteúdorelacionado

Fechando a trilogia: um outro jeito de dizer se as máquinas pensam ou não

Ativismo de marcas funciona? O que define a autoridade moral das empresas ao defender causas sociais

O Erro Invisível nas Fusões e Aquisições: Quando o Diagnóstico Falha

A IA vem modificando os contornos do que entendemos por operação eficiente, marketing personalizado, logística inteligente e até atendimento ao cliente. Seu poder é inegável. Mas a forma como ela tem sido implementada muitas vezes revela mais improviso do que visão. E, sem um rumo claro, a tecnologia pode facilmente deixar de ser aliada para se tornar fonte de desperdício, frustração e risco.

A IA não é uma solução mágica para todos os problemas, mas é, acima de tudo, uma ferramenta poderosa nas mãos de empresas que têm clareza sobre onde querem chegar. Para usá-la com propósito, é fundamental definir o tipo de inovação almejada com base na teoria de Clayton Christensen: a incremental, voltada a melhorias contínuas em produtos e processos existentes; ou a disruptiva, que geralmente começa com soluções mais simples, acessíveis e de menor desempenho, direcionadas a públicos negligenciados por grandes empresas. Ainda que inicialmente não atendam às exigências do mercado principal, essas inovações disruptivas ganham força com o tempo, evoluindo até competir com os líderes estabelecidos e transformam radicalmente a lógica de mercado. Em vez de apenas aperfeiçoar o que já existe, criam formas de valor, muitas vezes sustentadas por modelos de negócio totalmente inéditos.

Ao desenvolver uma estratégia de IA, é essencial compreender que a inovação deve ser abordada sob três dimensões integradas: como um resultado, como um processo e como um mindset. Essa visão abrangente é fundamental para garantir que a IA gere valor real e sustentável para as organizações.

Inovação como resultado refere-se aos objetivos concretos a serem alcançados, como a criação de novos produtos, modelos de negócios ou melhorias operacionais. Trata-se do “o quê” da inovação. Em IA, isso pode significar desde a personalização de ofertas até a automação inteligente de tarefas.

Inovação como processo diz respeito ao “como”, ou seja, às metodologias que estruturam e viabilizam a geração desses resultados. Inclui práticas como o desenvolvimento ágil, ciclos iterativos e gestão estruturada da inovação. Sem processos bem definidos, as iniciativas de IA tendem a se perder em esforços descoordenados ou improvisações de curto prazo.

Inovação como mindset envolve o “estado de ser” da empresa. Vai além de ferramentas ou processos, tratando da internalização de uma cultura inovadora por parte dos colaboradores. Isso exige fomentar atitudes como curiosidade, tolerância ao erro e colaboração interdisciplinar. Sem essa base cultural, a adoção de IA corre o risco de ser superficial ou limitada a ganhos de eficiência.

 

Ignorar qualquer uma dessas três dimensões pode comprometer o impacto da IA, portanto, compreender que inovação é simultaneamente um resultado, um processo e um mindset é um passo fundamental para torná-la verdadeiramente realizável.

Outro ponto importante quando falamos de estratégia de IA, é o desejo de automatizar tarefas. A tentação de automatizar é grande, e há ganhos reais nisso. Mas o que separa as empresas que crescem com IA daquelas que se perdem é a capacidade de usar a tecnologia para repensar como entregam valor. A IA bem aplicada pode ajudar a desenhar novos produtos, a explorar mercados inexplorados ou até a reinventar formas de relacionamento com os clientes. Isso exige decisões difíceis. Afinal, inovar de verdade implica abandonar certos confortos, práticas consagradas, estruturas rígidas e métricas ultrapassadas.

Existe ainda uma dimensão muitas vezes negligenciada: a cultura organizacional. Embora a liderança fale em inovação com entusiasmo, para muitos colaboradores o termo desperta medo. Medo de perder o emprego, de ser avaliado por critérios que desconhece, de não acompanhar o ritmo imposto pela tecnologia.

Por fim, a pergunta mais importante talvez seja: a inovação está servindo ao propósito da empresa? Inovar por inovar, ou por pressão do mercado, pode levar a investimentos incoerentes com os valores e a proposta de valor da empresa. Já uma inovação coerente com a estratégia amplia a vantagem competitiva e fortalece a identidade da marca.

Texto originalmente publicado no blog Gestão e Negócios do Estadão, uma parceria entre a FGV EAESP e o Estadão, reproduzido na íntegra com autorização.

Os artigos publicados na coluna Blog Gestão e Negócios refletem exclusivamente a opinião de seus autores, não representando, necessariamente, a visão da Fundação Getulio Vargas ou do jornal Estadão

CompartilharTweetarCompartilharEnviar

Conteúdo relacionado

Fechando a trilogia: um outro jeito de dizer se as máquinas pensam ou não
Blog Impacto

Fechando a trilogia: um outro jeito de dizer se as máquinas pensam ou não

27 de fevereiro de 2026
Marcas e ONGs em ações sociais praticando ativismo de marcas e debate sobre credibilidade empresarial
Administração de empresas

Ativismo de marcas funciona? O que define a autoridade moral das empresas ao defender causas sociais

26 de fevereiro de 2026
O Erro Invisível nas Fusões e Aquisições: Quando o Diagnóstico Falha
Blog Gestão e Negócios

O Erro Invisível nas Fusões e Aquisições: Quando o Diagnóstico Falha

25 de fevereiro de 2026

Conteúdo recente

Fechando a trilogia: um outro jeito de dizer se as máquinas pensam ou não

Fechando a trilogia: um outro jeito de dizer se as máquinas pensam ou não

27 de fevereiro de 2026
Marcas e ONGs em ações sociais praticando ativismo de marcas e debate sobre credibilidade empresarial

Ativismo de marcas funciona? O que define a autoridade moral das empresas ao defender causas sociais

26 de fevereiro de 2026
O Erro Invisível nas Fusões e Aquisições: Quando o Diagnóstico Falha

O Erro Invisível nas Fusões e Aquisições: Quando o Diagnóstico Falha

25 de fevereiro de 2026

Mais lidos

moça na frente de uma estante com livros

Pesquisa mostra como o ensino em gestão se torna mais relevante quando é político e contextualizado

27 de janeiro de 2026
Pessoa em situação pública demonstrando constrangimento após comportamento inadequado de alguém do mesmo grupo e tomando uma atitude sobre isso

Por que nos sentimos constrangidos pelo erro de um estranho e tentamos consertar a situação

2 de fevereiro de 2026
Ilustração mostrando diferentes prazos de contratos usados para proteção financeira de empresas de variações de preços.

Hora de amadurecer: como empresas decidem o tempo ideal de proteção financeira

19 de janeiro de 2026
pesquisa sobre os riscos da inteligência artificial generativa

O lado sombrio da Inteligência Artificial Generativa para aprendizagem

30 de dezembro de 2025
A força das instituições de um país reduz o apoio do governo aos bancos.

Como o apoio do governo aos bancos muda conforme a força das instituições de cada país

24 de dezembro de 2025
A Influência dos Stakeholders na Administração Pública

A Influência dos Stakeholders na Administração Pública

1 de novembro de 2024

Tags

administração pública bem estar consumo coronavírus corrupção covid-19 desenvolvimento sustentável diversidade educação empreendedorismo empresas ESG Estratégia FGV EAESP finanças gestão gestão de saúde gestão pública gênero inovação Inteligência Artificial liderança marketing mudanças climáticas mulheres Notícias internas ODS 3 ODS3 ODS 8 ODS 9 ODS 10 ODS 12 ODS 16 organizações pandemia política pública políticas públicas saúde saúde de qualidade saúde pública supply chain SUS sustentabilidade trabalho transparência
#podcast Impacto: A relação entre autonomia e desempenho de Defensorias Públicas na América Latina

Podcast Impacto

29 Episode
Subscribe
  • Add to Queue
  • Share
    Facebook Twitter Linked In WhatsApp

  • Add to Queue
  • Share
    Facebook Twitter Linked In WhatsApp

#PodcastImpacto – Urbanismo feminista: o caso de Barcelona

16 de setembro de 2025
  • Add to Queue
  • Share
    Facebook Twitter Linked In WhatsApp

#PodcastImpacto: Agentes prisionais e emoções no trabalho

18 de agosto de 2025
  • Add to Queue
  • Share
    Facebook Twitter Linked In WhatsApp

#PodcastImpacto: Eficiência e acesso em saúde: o que podemos aprender com sistemas universais em países em desenvolvimento?

11 de julho de 2025
  • Add to Queue
  • Share
    Facebook Twitter Linked In WhatsApp

#PodcastImpacto: Como a gestão municipal pode reduzir desigualdades educacionais?

12 de junho de 2025
  • Add to Queue
  • Share
    Facebook Twitter Linked In WhatsApp

#PodcastImpacto – Feminist Foreign Policy: liderança feminina e cultura política internacional

10 de abril de 2025
Disseminação do conhecimento
Catálogo dos Centros de Estudos

As manifestações expressas por integrantes dos quadros da Fundação Getulio Vargas, nas quais constem a sua identificação como tais, em artigos e entrevistas publicados nos meios de comunicação em geral, representam exclusivamente as opiniões dos seus autores e não, necessariamente, a posição institucional da FGV. Portaria FGV Nº19

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Nenhum resultado
Ver todos os recultados
  • Adm. de empresas
  • Adm. pública
  • Notícias
  • Colunas
    • Blog Impacto
    • Blog Gestão e Negócios
  • Vídeos
  • Podcast

-
00:00
00:00

Queue

Update Required Flash plugin
-
00:00
00:00