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Home Blog Gestão e Negócios

Modelando a Cultura Organizacional: O Papel Fundamental dos Líderes

4 de abril de 2025
Modelando a Cultura Organizacional: O Papel Fundamental dos Líderes

Roberto Rego Vieira da Rocha – Pós-graduando do Doutorado Profissional em Administração da FGV EAESP e executivo C-Level no segmento da saúde.

A importância de desenvolver uma cultura corporativa alinhada à visão e ao propósito de longo prazo de uma organização é um tema frequentemente debatido. É comum ouvirmos narrativas que revelam sobre como a cultura de certas empresas cria ambientes excelentes para o crescimento profissional e pessoal. No entanto, cabe questionar: ter uma cultura identificável e praticada por todos os colaboradores realmente garante um desenvolvimento sustentável e resultados financeiros sólidos?

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Edgar Schein, que foi um dos principais estudiosos da cultura organizacional, definiu cultura como um conjunto de modelos e padrões que um grupo social desenvolve para enfrentar e gerenciar problemas externos. Segundo este especialista, a cultura se consolida quando esses modelos são aceitos e ensinados aos novos membros como as formas corretas de relacionamento e resolução de problemas. Isso implica que a cultura é, essencialmente, uma adaptação coletiva às experiências e desafios enfrentados pelo grupo.

Com mais de quinze anos de experiência em posições de liderança em grandes empresas, desenvolvi uma visão pessoal sobre como os funcionários entendem e vivenciam a cultura organizacional. Acredito que a cultura é profundamente enraizada nas experiências e interpretações dos colaboradores no ambiente de trabalho. Portanto, o grande desafio para a alta gestão é compreender e atuar sobre esses aspectos.

Don Warrick, professor da Universidade do Colorado e consultor, destaca a importância da liderança na formação da cultura organizacional. Para ele, a cultura de uma organização reflete os comportamentos de seus líderes. Dessa forma, a influência dos líderes é crucial para a construção e manutenção da cultura corporativa. Observamos isso, por exemplo, em empresas como Ambev, XP e BTG Pactual, que moldam suas culturas com base no comportamento e nos valores de seus líderes.

A relação entre liderança e cultura organizacional é exemplificada também no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O CEO do grupo, Dr. Sidney Klajner, mantém sua rotina de cirurgião no hospital, demonstrando pessoalmente o padrão de qualidade e atenção que espera dos demais funcionários. Esse exemplo de comprometimento pessoal reforça a cultura e os valores da organização de forma concreta.

Os líderes também devem estar atentos a situações que possam comprometer a vivência da cultura organizacional. Em uma empresa onde trabalhei, o CEO teve que redefinir os valores corporativos após testemunhar comportamentos inadequados entre os subordinados diretos. Ele introduziu um dos pilares de desenvolvimento “produtividade e trabalho em equipe”, explicitando que jerk behaviors (ou comportamentos idiotas, em tradução livre) não seriam tolerados. Ao comunicar claramente que tais comportamentos eram inaceitáveis, o CEO reforçou a importância de uma cultura respeitosa e colaborativa.

Outro ponto relevante no papel do líder para a construção da cultura é percebido quando a organização enfrenta crises ou desafios transformadores nos seus negócios. As reações, atitudes e modelos de resiliência apresentados pelos líderes, especialmente pelo líder máximo em situações críticas, têm influência nos demais colaboradores e moldam a forma de como estas pessoas vivenciam a cultura da empresa. Importante entender que são especialmente nos momentos de turbulência que as atitudes dos líderes moldam a forma como os colaboradores percebem a cultura.

Um exemplo recente aconteceu na pandemia de COVID-19. As empresas farmacêuticas estavam sob pressão para o desenvolvimento de vacinas contra o coronavírus em tempo recorde. Pelo menos duas empresas multinacionais conseguiram e disponibilizaram suas vacinas à sociedade, cumprindo prazos nunca antes experimentados nas diversas etapas de desenvolvimento de medicamentos. Tive a oportunidade de trabalhar em uma dessas empresas durante esse período crucial. Esta farmacêutica em que trabalhei vive a cultura da inovação e seu CEO, desde os primeiros meses da pandemia, apresentou o desafio para a organização de que devíamos ser capazes de desenvolver rapidamente uma vacina para ajudar a sociedade no combate ao vírus. Seu foco era inegavelmente a missão de salvar vidas, e essa visão permeou toda a organização. Todos sabemos como esta estória terminou, mas o impacto e a forma como os colaboradores abraçaram a inovação seguem repercutindo nesta empresa.

A função do líder vai além de simplesmente gerenciar; é essencial que o líder compreenda e exerça sua influência sobre a absorção e a prática da cultura organizacional. O líder serve como um exemplo vivo dos valores e crenças da empresa e é constantemente avaliado pela equipe não apenas pelos resultados de negócios, mas principalmente por como vivencia esses valores no dia a dia.

Em suma, líderes e gestores precisam reconhecer que são fundamentais na formação e na sustentação da cultura organizacional. Eles devem entender que suas ações e comportamentos moldam a cultura da empresa e influenciam diretamente o ambiente de trabalho. Assumir o papel de arquiteto da cultura organizacional é crucial para construir uma empresa que seja não apenas produtiva e bem-sucedida, mas também inspiradora e engajadora para todos os colaboradores. Ao investir no desenvolvimento pessoal dos líderes e na vivência diária dos valores corporativos, é possível criar um legado de sucesso e transformar positivamente a vida das pessoas dentro da organização.

Texto originalmente publicado no blog Gestão e Negócios do Estadão, uma parceria entre a FGV EAESP e o Estadão, reproduzido na íntegra com autorização.

Os artigos publicados na coluna Blog Gestão e Negócios refletem exclusivamente a opinião de seus autores, não representando, necessariamente, a visão da Fundação Getulio Vargas ou do jornal Estadão.

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