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Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa
Home Administração de empresas

Como a responsabilidade social fortalece as multinacionais brasileiras em tempos de crise

1 de dezembro de 2025
Multinacional brasileira investindo em ações de responsabilidade social para fortalecer sua resiliência financeira

Resumo da pesquisa

  1. Empresas brasileiras com práticas de responsabilidade social corporativa (RSC) apresentaram maior resiliência financeira durante a pandemia.
  2. A RSC ajuda a reduzir riscos, conquistar investidores e legitimar as empresas no cenário global.
  3. A pesquisa mostra que “fazer o bem” é também uma estratégia para “se sair bem” financeiramente.

Pesquisador(es):

Marina Gama 

Cyntia Casnici

Mariana Bassi-Suter

Maria Alejandra Gonzalez-Perez 

Maria Tereza Fleury 

Num mundo cada vez mais instável, crises como a pandemia de COVID-19 mostraram que as empresas precisam mais do que bons produtos para sobreviver. Elas precisam de propósito e responsabilidade. Sendo assim, uma nova pesquisa publicada na Journal of Business Research por Marina Gama (FGV EAESP), em coautoria com Cyntia Casnici (University of Leeds), Mariana Bassi-Suter (TBS), Maria Alejandra Gonzalez-Perez (EAFIT)e Maria Tereza Fleury (FGV EAESP), investigou exatamente isso: como a responsabilidade social corporativa (RSC) pode fortalecer financeiramente empresas brasileiras que atuam globalmente.

O estudo analisou dados de 404 empresas brasileiras de capital aberto entre 2018 e 2021, comparando aquelas que adotam práticas de RSC com as que não adotam. As pesquisadoras utilizaram métodos econométricos robustos para observar como essas práticas influenciaram o desempenho financeiro antes e depois da pandemia de COVID-19.

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Responsabilidade social: fazer o bem é bom para os negócios

Os resultados mostram que a RSC não é apenas uma ação ética, mas também uma estratégia financeira inteligente. Empresas engajadas em iniciativas sociais e ambientais conseguiram mitigar os impactos negativos da crise, mantendo estabilidade e credibilidade perante investidores.

Além disso, o estudo revelou que, ao se envolverem em atividades sociais no país de origem, as multinacionais brasileiras reduzem a chamada “desvantagem de origem” — ou seja, o estigma de vir de economias emergentes. Sendo assim, essa atuação fortalece a legitimidade global e atrai investidores internacionais, especialmente os que seguem critérios ESG (ambientais, sociais e de governança).

A pesquisa explica que empresas socialmente responsáveis:

  • Ganham confiança de investidores e consumidores;
  • Retêm talentos e aumentam o engajamento interno;
  • Reduzem riscos financeiros em momentos de incerteza.

Esses fatores combinados criam um ciclo positivo de sustentabilidade e desempenho econômico. Ou seja, na prática, as empresas que já investiam em RSC antes da pandemia foram as que mais conseguiram se recuperar rapidamente.

Implicações para gestores e formuladores de políticas

Portanto, as autoras recomendam que líderes empresariais adotem uma visão integrada da RSC, envolvendo diferentes departamentos e conectando ações sociais com os objetivos de longo prazo da empresa. Além disso, sugerem que governos e instituições incentivem práticas de ESG e parcerias multissetoriais, fortalecendo o ambiente institucional e reduzindo vulnerabilidades dos mercados emergentes.

Para empresas que ainda não atuam no exterior, investir em responsabilidade social também pode ser um diferencial competitivo dentro do próprio mercado brasileiro.

Por fim, a mensagem central da pesquisa é clara: “fazer o bem para se dar bem”. Em tempos de crise, empresas que investem em responsabilidade social não apenas protegem suas finanças, mas também ganham legitimidade, confiança e sustentabilidade de longo prazo.

Leia o artigo na íntegra.

Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.

Tags: Estratégias não-mercadológicas.Multinacionais de Mercados EmergentesODS 11Resiliência financeiraresponsabilidade social corporativaVazios institucionais
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