[versão beta]
  • Sobre o Blog Impacto
  • FGV EAESP
  • FGV EAESP Pesquisa
  • Acontece
    • Notícias
    • Eventos
  • Para alunos
    • Serviços para alunos
    • Comunidade FGV
  • Para candidatos
  • Para empresas
    • Soluções para empresas
    • Clube de parceiros FGV
  • Alumni
  • Contato
Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa
  • Administração de empresas
  • Administração pública
  • Análise
  • Vídeos
  • Podcast
Nenhum resultado
Ver todos os recultados
Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa
Home Administração pública

Quando será a vez do Brasil na fila mundial de vacinação?

23 de dezembro de 2020
Quando será a vez do Brasil na fila mundial de vacinação?

FOTO: ONU / Jean-Marc Ferré / Fotos Públicas

Reserva de mercado de doses das vacinas garantida por países ricos irá intensificar as desigualdades globais, a despeito dos esforços da OMS para que a vacinação contra a Covid-19 alcance equitativamente as populações mais vulneráveis

A vacinação contra a Covid-19 já começou em países ricos, como Inglaterra e Estados Unidos. Algumas das nações com as menores rendas do globo, por sua vez, poderão contar com fundos de doação, que devem atender países na África e Ásia para obter acesso às vacinas. A países como o Brasil restam as iniciativas de colaboração internacional, como a Covax Facility, da Organização Mundial da Saúde (OMS); a produção de tecnologia própria; ou, ainda, acordos bilaterais com empresas estrangeiras.

Conteúdorelacionado

Em meio a reaberturas, profissionais de saúde seguem sem suporte para cuidar da própria saúde mental

Posicionamento do Magalu durante a pandemia ensina sobre estratégia empresarial em tempos de crise

Intensidade do envolvimento dos profissionais de saúde tem relação com exaustão emocional no trabalho, especialmente durante a pandemia

Para Elize Massard da Fonseca, professora da FGV EAESP que estuda políticas de saúde, hoje o principal gargalo para o acesso à vacina é a sua produção. “Existe uma demanda global por vacinas contra a Covid-19, mas como os grandes desenvolvedores farão para entregar produtos para o mundo inteiro?”, indaga.

A diversificação dos tipos de vacina comprados ou produzidos tem sido uma das estratégias utilizadas por alguns países como forma de aumentar as chances de garantia de doses as suas populações. Países de alta renda, como alguns europeus, Estados Unidos, Austrália, Canadá e Japão podem apostar numa ampla estratégia de diversificação, porque têm capacidade de fazer reserva de mercado. “Esses países podem firmar compromisso de compra com vários fabricantes de vacina, já que têm recursos para isso”, explica Elize. O Brasil, que até agora já firmou acordos de transferência de tecnologia com três laboratórios internacionais — a AstraZeneca (“vacina de Oxford”), a Sinovac (Coronavac) e o Gamaleya (Sputnik) –, não é um desses casos.

Segundo a pesquisadora, o Brasil possui condições de criar suas próprias tecnologias de produção de vacinas e outros fármacos. Algumas iniciativas locais para o desenvolvimento de uma nova vacina contra a Covid-19, como as dos laboratórios dos pesquisadores Jorge Kalil, da USP (Universidade de São Paulo), e Gustavo Cabral, do Incor (Instituto do Coração), recebem recursos públicos para serem levadas adiante. Mas para que haja a criação e o domínio local de novas tecnologias para vacinas, como a desenvolvida pela Pfizer e BioNTech a partir de RNA mensageiro (RNAm,) por exemplo, falta ainda muito investimento. O Brasil não está, neste momento, em igual pé de competitividade com outros países desenvolvedores de vacinas contra o novo coronavírus.

Grandes investimentos também são necessários para a realização de acordos de compra e transferência de tecnologia de vacinas que ainda não estão prontas – e que, portanto, são caracterizados como investimentos de alto risco. A vacina desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, do Reino Unido, por exemplo, ainda estava em fase de testes pré-clínicos quando o Ministério da Saúde do Brasil assinou o acordo, em setembro. Comprar um produto que ainda não existe traz uma série de implicações jurídicas e envolve muito dinheiro. De acordo com Elize, tais medidas são especialmente complicadas em países com tantas desigualdades como o Brasil, que já demanda cuidado extra na alocação de recursos.

Populações mais pobres, como as da África subsaariana, conseguem ter algum grau de acesso a esses produtos de saúde através de fundos de doações, como o do fundador o de Bill & Melinda Gates. De acordo com Elize, no caso do Brasil, vive-se o dilema de ser um país de renda média que “não é rico o suficiente para fazer grandes compras antecipadas de vacina, por conta do alto risco de investimento envolvido; ao mesmo tempo que não se qualifica para receber doações”.

Países com esse perfil têm que adotar estratégias criativas para ter acesso às vacinas. Muitos acabaram entrando no consórcio internacional Covax Facility, promovido pela OMS. A proposta é garantir o acesso justo e equitativo a vacinas contra a Covid-29 reunindo o poder de compra das economias participantes e fornecendo garantias de volume de doses de uma gama de vacinas candidatas promissoras. Assim, quando alguma dessas vacinas obtiver aprovação regulatória, sua venda será feita a custos reduzidos para os países participantes com melhores condições financeiras e doado para as nações com menores condições econômicas. Dessa forma, todos os países participantes do consórcio terão garantidas doses suficientes para vacinar 20% de sua população e nenhum dos países receberá mais doses até que todos tenham essa porcentagem cumprida.

Na prática, no entanto, países mais ricos têm feito acordos de compras unilaterais, como o que o Brasil está fazendo com a americana Pfizer, por exemplo. Ou então entram em estratégias de transferência de tecnologia, caso tenham capacidade de produção local, que é o caso dos acordos brasileiros com a AstraZeneca e com a Sinovac. O que está ocorrendo, portanto, é uma reserva de mercado, em que muitos países ficam à margem das negociações.

As próprias empresas também têm interesse em diversificar sua produção, realizando os chamados acordos de transferência de tecnologia. Nesse tipo de acordo, a companhia passa um conjunto de conhecimentos sobre o processo de fabricação da vacina, especialmente quando se está protegido por patente. Algumas empresas, como a Pfizer, não têm esse interesse na transferência. “Possivelmente por não quererem abrir mão da exclusividade de sua tecnologia, que é bastante inovadora”, explica Elize. Nesses casos, os acordos são de compra direta.

“O problema dos Estados Unidos e Reino Unido começarem a vacinar primeiro é que dá a impressão de que o resto do mundo está atrasado. Na minha opinião, isso é na verdade um retrato da desigualdade global. Esses países estão de certo modo à frente porque têm condição de fazer reserva de mercado, coisa que quase nenhum país do mundo pode agora”, conclui Elize.

Confira mais publicações de Elize Massard sobre o tema:

  • “O jogo político da transferência de tecnologia para a vacina da Covid-19” (Agência Bori, out/2020)
  • “The comparative politics of COVID-19: The need to understand government responses” (Global Public Health, jun/2020)

 

Por Laura Segovia Tercic

 

Tags: Covax Facillitycovid-19OMSpandemiavacinaçãovacinas
CompartilharTweetarCompartilharEnviar

Conteúdo relacionado

Em meio a reaberturas, profissionais de saúde seguem sem suporte para cuidar da própria saúde mental
Administração pública

Em meio a reaberturas, profissionais de saúde seguem sem suporte para cuidar da própria saúde mental

1 de outubro de 2021
Posicionamento do Magalu durante a pandemia ensina sobre  estratégia empresarial em tempos de crise
Administração de empresas

Posicionamento do Magalu durante a pandemia ensina sobre estratégia empresarial em tempos de crise

25 de setembro de 2021
Intensidade do envolvimento dos profissionais de saúde tem relação com exaustão emocional no trabalho, especialmente durante a pandemia
Administração de empresas

Intensidade do envolvimento dos profissionais de saúde tem relação com exaustão emocional no trabalho, especialmente durante a pandemia

20 de agosto de 2021

Conteúdo recente

Desafios para reproduzir estudos da área de ciência política no Brasil

Desafios para reproduzir estudos da área de ciência política no Brasil

29 de outubro de 2021
Falta de coordenação no Ministério da Saúde foi fator determinante para colapso do SUS durante a pandemia

Falta de coordenação no Ministério da Saúde foi fator determinante para colapso do SUS durante a pandemia

28 de outubro de 2021
Iniciativa de empreendedor leva caso de empresa brasileira do mercado de ovos a um dos principais periódicos do agronegócio

Iniciativa de empreendedor leva caso de empresa brasileira do mercado de ovos a um dos principais periódicos do agronegócio

27 de outubro de 2021

Mais lidos

Maioria dos profissionais da assistência social temem o novo coronavírus

Maioria dos profissionais da assistência social temem o novo coronavírus

9 de junho de 2020
Universidade Harvard, em parceria com o CDAPG da FGV EAESP, oferece bolsas de pós-doutorado para pesquisas sobre Covid-19

Universidade Harvard, em parceria com o CDAPG da FGV EAESP, oferece bolsas de pós-doutorado para pesquisas sobre Covid-19

18 de dezembro de 2020
Menos de 15% dos profissionais de saúde se sentem preparados para lidar com a Covid-19

Menos de 15% dos profissionais de saúde se sentem preparados para lidar com a Covid-19

26 de maio de 2020
Pesquisa mostra que a maioria dos policiais civis e militares brasileiros tem medo de contrair a Covid-19

Pesquisa mostra que a maioria dos policiais civis e militares brasileiros tem medo de contrair a Covid-19

15 de maio de 2020
Estudante da FGV EAESP ganha prêmio de melhor artigo da Academy of Management Annual Meeting

Estudante da FGV EAESP ganha prêmio de melhor artigo da Academy of Management Annual Meeting

9 de julho de 2020
Dores físicas causadas pelo home office estão associadas a baixos índices de bem-estar e saúde mental

Dores físicas causadas pelo home office estão associadas a baixos índices de bem-estar e saúde mental

13 de outubro de 2020

Tags

auxílio emergencial blockchain bolsonaro brasil coronavírus covid-19 covil-19 crédito diversidade EAESP economia empreendedorismo FGVcef FGVcemif FGV EAESP Pesquisa FGVethics FGVsaúde finanças gestão gestão de saúde gestão pública gênero inclusão investimentos liderança marketing medicamentos mulheres NEB Notícias internas OMS pandemia pesquisa PIX podcast política política pública políticas públicas profissionais da saúde saúde saúde pública supply chain SUS sustentabilidade transparência

FGV EAESP PESQUISA

Institucional
Pesquisadores
Apoio Financeiro a Professores
Agências de fomento
Conexão Pesquisa

JOVENS PESQUISADORES

Programa de Iniciação à Pesquisa
Residência em Pesquisa
Conexão Local
PIBIC

PESQUISA CIENTÍFICA

Linhas de Pesquisa
Indicadores

PESQUISA APLICADA

Centros de Estudos
Indicadores

PUBLICAÇÕES

Relatórios de pesquisas
Sínteses de pesquisas
Relatórios - PIBIC
Relatórios – Conexão Local
Anuários de Pesquisas
Teses e Dissertações
Casos de Impacto Social

As manifestações expressas por integrantes dos quadros da Fundação Getulio Vargas, nas quais constem a sua identificação como tais, em artigos e entrevistas publicados nos meios de comunicação em geral, representam exclusivamente as opiniões dos seus autores e não, necessariamente, a posição institucional da FGV. Portaria FGV Nº19

Nenhum resultado
Ver todos os recultados
  • Administração de empresas
  • Administração pública
  • Análise
  • Vídeos
  • Podcast

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

-
00:00
00:00

Lista de reprodução

Update Required Flash plugin
-
00:00
00:00