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Quando a Comunicação Deixa de Gritar e Começa a Refletir

29 de janeiro de 2026
Quando a Comunicação Deixa de Gritar e Começa a Refletir

Alessandra Chemello, COO do Bernoulli Educação e Doutoranda da FGV EAESP.

Na era da saturação informacional, não vencem as marcas que gritam mais, mas as que conseguem se conectar com profundidade.

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Vivemos um tempo em que comunicar deixou de ser sinônimo de anunciar. A velha lógica da propaganda, feita para interromper, convencer e conduzir ao call to action, ficou pequena demais para explicar o que realmente cria vínculos entre marcas e pessoas. Não por acaso, Philip Kotler, um dos maiores nomes do marketing, atualizou recentemente o clássico mix dos 4 Ps: o antigo P de Promoção deu lugar ao C de Comunicação. Uma mudança aparentemente simples, mas simbolicamente profunda.

Ao abandonar o termo “promoção”, Kotler sinaliza o fim de uma era em que comunicar era apenas divulgar. Comunicação, agora, é gestão de percepções, diálogo e significado. Kotler (2024). Ela não se reduz a persuadir; ela busca compreender como as pessoas interpretam o mundo, e como as marcas podem fazer parte dessas interpretações.

Essa mudança não é apenas técnica. É cultural. Pessoas não buscam mais apenas produtos, serviços ou informações. Buscam coerência, identidade e sentido. Querem ver refletidos, nas marcas que escolhem, valores que reconhecem como seus. Querem sentir que aquela empresa, produto ou instituição não fala para elas, mas com elas. E isso muda tudo!

Por isso, a comunicação contemporânea deixa de ser um megafone e passa a ser um espelho. Ela funciona quando nos ajuda a interpretar o mundo, quando traduz complexidades em símbolos compreensíveis e quando respeita as experiências do público, suas crenças, memórias, emoções e referências sociais. Comunicação eficaz é, acima de tudo, sensível ao contexto humano.

Esse olhar simbólico e relacional implica abandonar a obsessão por métricas de alcance e abraçar a pergunta essencial: que tipo de vínculo estamos construindo? Porque marcas que apenas informam são facilmente substituíveis. Marcas que significam algo são memoráveis.

E aqui reside um ponto crucial: valores não se comunicam por slogans, mas por narrativas consistentes. Pessoas identificam rapidamente o desalinhamento entre discurso e prática. A comunicação simbólica exige verdade, coerência e um projeto de identidade, não apenas peças publicitárias.

Também exige reconhecer que a decisão humana é social. Ninguém escolhe sozinho. Nossos julgamentos são moldados por grupos, redes, histórias partilhadas, influenciadores formais e informais. Por isso, comunicar é participar de conversas que já existem, não tentar impor conversas que ninguém está tendo.

Quando entendemos isso, percebemos que comunicar não é “embalar” algo para torná-lo atraente. É revelar os significados que já existem na experiência. É tornar visível aquilo que é valor para o outro. É conectar propósito com expectativa, promessa com entrega, identidade com pertencimento.

Em um mundo saturado de mensagens e carente de sentido, há uma vantagem competitiva silenciosa, e poderosa, nas marcas que comunicam com profundidade simbólica. Elas não disputam atenção, constroem relação. Não buscam cliques, buscam confiança. E confiança, hoje, é o ativo mais valioso que uma organização pode ter.

A comunicação do futuro, e, também, a do presente, não é a que grita mais alto, mas a que ecoa mais fundo.

Texto originalmente publicado no blog Gestão e Negócios do Estadão, uma parceria entre a FGV EAESP e o Estadão, reproduzido na íntegra com autorização.

Os artigos publicados na coluna Blog Gestão e Negócios refletem exclusivamente a opinião de seus autores, não representando, necessariamente, a visão da Fundação Getulio Vargas ou do jornal Estadão

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