• Sobre o Blog Impacto
  • FGV EAESP
  • FGV EAESP Pesquisa
  • Acontece
    • Notícias
    • Eventos
  • Para alunos
    • Serviços para alunos
    • Comunidade FGV
  • Para candidatos
  • Para empresas
    • Soluções para empresas
    • Clube de parceiros FGV
  • Alumni
  • Contato
Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa
  • Adm. de empresas
  • Adm. pública
  • Notícias
  • Colunas
    • Blog Impacto
    • Blog Gestão e Negócios
  • Vídeos
  • Podcast
Nenhum resultado
Ver todos os recultados
Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa
Home Blog Gestão e Negócios

FIIs Sem Bússola: o Risco de um Benchmark Único

25 de setembro de 2025
FIIs Sem Bússola: o Risco de um Benchmark Único

Michel Garcia, aluno do Doutorado Profissional em Administração da FGV EAESP, Mestre em Gestão para Competitividade pela mesma instituição. Economista (UNESP) e CFO do Grupo Ellenco

O mercado brasileiro de fundos de investimento imobiliário (FIIs) tem crescido em volume de ativos, número de investidores e sofisticação dos produtos. Ainda assim, uma limitação estrutural compromete a avaliação de desempenho e o próprio desenvolvimento do setor: a ausência de benchmarks segmentados por tipo de FII. O uso exclusivo do IFIX como referência leva à comparação inadequada entre fundos de naturezas distintas, como os de recebíveis (papel) e os de imóveis físicos (tijolo). Essa abordagem distorce análises de risco-retorno, incentiva alocações enviesadas e desestimula a diversificação e a inovação. O benchmark único tem funcionado como uma bússola descalibrada.

Conteúdorelacionado

Professor da FGV EAESP recebe nota máxima do CNPq e conquista única Bolsa Nível A em Administração

Como influenciadoras digitais impulsionam a maquiagem acessível no Brasil

Como melhorar serviços de tecnologia nas empresas: o que a estrutura do cliente revela

O IFIX é o principal índice do mercado de fundos imobiliários da B3. Ele reúne os FIIs com maior liquidez e presença em pregão, refletindo o desempenho médio de suas cotações. Entre janeiro de 2022 e dezembro de 2024, o índice acumulou alta de 11,19%. Ainda assim, o IFIX não separa os diferentes tipos de fundos — como os de papel e os de tijolo — nem mostra como cada um responde aos ciclos do mercado. Por isso, seu uso como referência pode gerar comparações distorcidas entre ativos com perfis muito diferentes.

Fundos de papel, estruturados com Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), têm liderado os rankings de rentabilidade, especialmente em contextos de juros elevados, dado que suas taxas de remuneração estão atreladas ao CDI ou à inflação. No entanto, esse desempenho reflete mais a natureza dos ativos do que uma gestão superior ou uma tese imobiliária bem construída. Compará-los com fundos de tijolo, sujeitos à volatilidade patrimonial, ciclos de vacância e renegociação de contratos, produz uma ilusão de eficiência. Isso pode induzir o investidor a concluir, de forma equivocada, que o fundo mais rentável é, automaticamente, o mais bem posicionado, sem considerar a real natureza do investimento.

Essa distorção afeta o comportamento dos investidores, que tendem a concentrar a parcela de suas carteiras dedicada ao segmento imobiliário nos fundos de papel, atraídos por retornos historicamente elevados. Além disso, compromete a atuação de gestores especializados e inibe o lançamento de novos produtos alinhados à atividade imobiliária tradicional. A ausência de benchmarks por tipo de ativo também dificulta a construção de carteiras balanceadas e o uso de métricas mais adequadas para avaliar risco.

Essa limitação se torna ainda mais relevante diante do crescimento do setor. O número de investidores em FIIs superou 2,5 milhões em 2024, segundo dados da B3. O volume de negociações ultrapassou R$ 90 bilhões no mercado secundário, e o número de operações cresceu mais de 30% em relação ao ano anterior. Além disso, houve uma retomada vigorosa nas emissões de cotas em 2024, sinalizando o retorno do apetite por novos projetos. Trata-se de uma indústria em expansão que, no entanto, ainda carece de ferramentas analíticas compatíveis com sua escala.

O mercado americano é o mais desenvolvido do mundo na classe de ativos imobiliários. Os Real Estate Investment Trusts (REITs), equivalentes aos FIIs no Brasil, também buscam gerar renda e oferecer exposição ao setor. Nos Estados Unidos, os índices desenvolvidos pela FTSE Russell e pela Nareit classificam os REITs não apenas por estrutura — como equity, mortgage ou híbrido –, mas também por setor: residencial, escritórios, varejo, logística, saúde, entre outros. Essa segmentação viabiliza comparações mais consistentes e decisões de investimento mais fundamentadas, permitindo distinguir retornos provenientes de boa gestão daqueles atribuíveis ao perfil dos ativos.

Essa estrutura favorece o surgimento de produtos como ETFs setoriais e a comparação mais justa entre gestores. Ela também amplia a transparência e atrai investidores institucionais. No Brasil, a falta desses índices limita esse avanço. O mercado precisa de benchmarks que reflitam os diferentes tipos de FIIs. A B3, junto de entidades como Anbima, provedores de dados e escolas de negócios, pode liderar a criação de índices por segmento.

Enquanto todos os FIIs forem avaliados por um único índice, o mercado continuará a apresentar distorções. Benchmarks segmentados são essenciais para alinhar risco, retorno e transparência. Sem referências adequadas, a indústria dificilmente alcançará maior maturidade. O desafio está lançado: é hora de calibrar a régua.

Texto originalmente publicado no blog Gestão e Negócios do Estadão, uma parceria entre a FGV EAESP e o Estadão, reproduzido na íntegra com autorização.

Os artigos publicados na coluna Blog Gestão e Negócios refletem exclusivamente a opinião de seus autores, não representando, necessariamente, a visão da Fundação Getulio Vargas ou do jornal Estadão

 

CompartilharTweetarCompartilharEnviar

Conteúdo relacionado

Professor da FGV EAESP recebe nota máxima do CNPq e conquista única Bolsa Nível A em Administração
Notícias internas

Professor da FGV EAESP recebe nota máxima do CNPq e conquista única Bolsa Nível A em Administração

11 de junho de 2026
Influenciadora digital apresenta opções de maquiagem acessível e compara produtos de beleza nas redes sociais
Administração de empresas

Como influenciadoras digitais impulsionam a maquiagem acessível no Brasil

10 de junho de 2026
Representação de como melhorar serviços de tecnologia nas empresas por meio da estrutura com várias filiais interligadas.
Administração de empresas

Como melhorar serviços de tecnologia nas empresas: o que a estrutura do cliente revela

9 de junho de 2026

Conteúdo recente

Professor da FGV EAESP recebe nota máxima do CNPq e conquista única Bolsa Nível A em Administração

Professor da FGV EAESP recebe nota máxima do CNPq e conquista única Bolsa Nível A em Administração

11 de junho de 2026
Influenciadora digital apresenta opções de maquiagem acessível e compara produtos de beleza nas redes sociais

Como influenciadoras digitais impulsionam a maquiagem acessível no Brasil

10 de junho de 2026
Representação de como melhorar serviços de tecnologia nas empresas por meio da estrutura com várias filiais interligadas.

Como melhorar serviços de tecnologia nas empresas: o que a estrutura do cliente revela

9 de junho de 2026

Mais lidos

machosfera política é analisada em grupos do Telegram no Brasil.

Machosfera e política: como comunidades online influenciam o debate público no Brasil

15 de maio de 2026
Consumidor depositando embalagens usadas em ponto de coleta de reciclagem em loja, exemplo de como empresas podem engajar consumidores na economia circular.

Tese por artigos em administração pública: ganhos, riscos e o que dizem os dados no Brasil

8 de abril de 2026
Mulheres na liderança em reunião executiva com equipe discutindo estratégias empresariais

Ter mais mulheres na liderança melhora o desempenho das empresas? Estudo responde

11 de maio de 2026
ambiente de trabalho corporativo com pessoas em situação de estresse e apoio entre colegas

Saúde mental no trabalho: evidências apontam caminhos para prevenção e vigilância no Brasil

21 de maio de 2026
O que não te contaram sobre o carro elétrico: um olhar sobre a produção

O preço do Diesel e o efeito “Caipirinha”: Por que pagamos caro pela falta de planejamento de longo prazo?

28 de maio de 2026
Existe um limite universal para o desenvolvimento tecnológico?

Existe um limite universal para o desenvolvimento tecnológico?

6 de abril de 2026

Tags

administração pública bem estar comportamento do consumidor consumo coronavírus covid-19 desenvolvimento sustentável diversidade educação empreendedorismo empresas ESG Estratégia FGV EAESP finanças gestão gestão de saúde gestão pública gênero inovação Inteligência Artificial liderança marketing mudanças climáticas mulheres Notícias internas ODS 3 ODS3 ODS 8 ODS 9 ODS 10 ODS 12 ODS 16 organizações pandemia política pública políticas públicas saúde saúde de qualidade saúde pública supply chain SUS sustentabilidade trabalho transparência
#podcast Impacto: A relação entre autonomia e desempenho de Defensorias Públicas na América Latina

Podcast Impacto

30 Episode
Subscribe
  • Add to Queue
  • Share
    Facebook Twitter Linked In WhatsApp

  • Add to Queue
  • Share
    Facebook Twitter Linked In WhatsApp

Ativismo corporativo: quando o posicionamento das empresas gera apoio e rejeição

6 de abril de 2026
  • Add to Queue
  • Share
    Facebook Twitter Linked In WhatsApp

#PodcastImpacto – Urbanismo feminista: o caso de Barcelona

16 de setembro de 2025
  • Add to Queue
  • Share
    Facebook Twitter Linked In WhatsApp

#PodcastImpacto: Agentes prisionais e emoções no trabalho

18 de agosto de 2025
  • Add to Queue
  • Share
    Facebook Twitter Linked In WhatsApp

#PodcastImpacto: Eficiência e acesso em saúde: o que podemos aprender com sistemas universais em países em desenvolvimento?

11 de julho de 2025
  • Add to Queue
  • Share
    Facebook Twitter Linked In WhatsApp

#PodcastImpacto: Como a gestão municipal pode reduzir desigualdades educacionais?

12 de junho de 2025
Disseminação do conhecimento
Catálogo dos Centros de Estudos

As manifestações expressas por integrantes dos quadros da Fundação Getulio Vargas, nas quais constem a sua identificação como tais, em artigos e entrevistas publicados nos meios de comunicação em geral, representam exclusivamente as opiniões dos seus autores e não, necessariamente, a posição institucional da FGV. Portaria FGV Nº19

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Nenhum resultado
Ver todos os recultados
  • Adm. de empresas
  • Adm. pública
  • Notícias
  • Colunas
    • Blog Impacto
    • Blog Gestão e Negócios
  • Vídeos
  • Podcast

-
00:00
00:00

Queue

Update Required Flash plugin
-
00:00
00:00