• Sobre o Blog Impacto
  • FGV EAESP
  • FGV EAESP Pesquisa
  • Acontece
    • Notícias
    • Eventos
  • Para alunos
    • Serviços para alunos
    • Comunidade FGV
  • Para candidatos
  • Para empresas
    • Soluções para empresas
    • Clube de parceiros FGV
  • Alumni
  • Contato
Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa
  • Adm. de empresas
  • Adm. pública
  • Notícias
  • Colunas
    • Blog Impacto
    • Blog Gestão e Negócios
  • Vídeos
  • Podcast
Nenhum resultado
Ver todos os recultados
Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa
Home Blog Gestão e Negócios

IA e o Futuro do Trabalho: Mais Eficiência ou Menos Liberdade?

30 de outubro de 2025
IA e o Futuro do Trabalho: Mais Eficiência ou Menos Liberdade?

Rafael Tamanini, Aluno do Doutorado Profissional em Administração da FGV EAESP, CEO da Volix.

Em 1811, grupos de artesãos ingleses incendiaram máquinas têxteis industriais em protesto contra o que, para eles, representava a perda de valor e espaço no mundo do trabalho. A relação entre tecnologia e trabalhadores raramente é harmoniosa nos momentos iniciais de grandes transformações e a história está repleta de exemplos disso. Hoje, diante de um avanço tão disruptivo quanto a Inteligência Artificial, é natural que a tensão retorne. Mas, desta vez, o alcance da mudança parece ser ainda maior e seus impactos, mais profundos e difíceis de prever.

Conteúdorelacionado

FGV EAESP tem professores reconhecidos em ranking internacional de excelência em pesquisa em Gestão

Semana de quatro dias nas empresas: confiança é fator decisivo

O Indicador Que Vira Antes do EBITDA

Se, no passado, a ameaça era visível, como uma máquina que tomava o lugar das mãos humanas, agora ela é invisível, algorítmica e silenciosa. A IA não apenas executa tarefas. Ela recomenda, julga, avalia, orienta, seleciona. E isso muda radicalmente a experiência do trabalhador, especialmente quando decisões antes tomadas por pessoas passam a ser delegadas a sistemas automatizados.

O mundo acadêmico começa a se debruçar sobre essa questão, e os estudos que investigam o impacto da IA na vida dos empregados se multiplicam. E já trazem achados relevantes. Uma linha de pesquisa destaca os efeitos positivos dessa tecnologia, tanto nos processos de automação, em que tarefas repetitivas e operacionais são delegadas às máquinas, quanto na chamada augmentation, quando a tecnologia atua como parceira e amplia a capacidade de análise, decisão e criatividade do funcionário. Treinamentos personalizados com base no desempenho individual, simulações realistas de situações complexas e feedbacks em tempo real são alguns exemplos de como a IA pode ser uma aliada no desenvolvimento profissional.

Por outro lado, cresce a preocupação com os efeitos colaterais dessa transformação. A chamada vigilância conectada tem ampliado, muitas vezes de forma desproporcional, a coleta de dados sobre os funcionários, invadindo a privacidade, monitorando comportamentos físicos e abrindo espaço para práticas sutis, mas concretas, de manipulação e coerção. Nesse cenário, a IA também pode reforçar uma cultura de microgestão, em que tudo é medido, ranqueado e julgado automaticamente, gerando um ambiente de insegurança e pressão constante.

Fato é que a IA chegou para ficar. Assim como em 1811, as novas máquinas não vieram para ser passageiras. Elas vieram para redefinir o trabalho. A grande questão agora não é mais se a IA impactará a vida dos empregados, mas como ela será implementada. O desafio está em garantir que essa transformação seja feita de forma ética, equilibrada e centrada nas pessoas. E essa responsabilidade, mais uma vez, recai sobre os líderes.

O líder pode usar a IA para qualificar a experiência do atendimento ao cliente, liberando os profissionais das tarefas mais mecânicas e repetitivas e permitindo que se concentrem nas interações humanas, onde empatia e escuta fazem diferença. No entanto, também pode seguir por um caminho equivocado, ao substituir completamente esse contato por assistentes artificiais que enfraquecem o vínculo interpessoal e transformam as relações em trocas frias e puramente transacionais.

Sim, cabe a liderança conhecer o potencial da IA, romper as barreiras culturais que ainda travam sua adoção e, acima de tudo, garantir que essa tecnologia seja usada para ampliar, e não sufocar, o protagonismo humano. Ignorar esse papel é abrir espaço para ambientes frios, desumanizados e operados por algoritmos sem discernimento ético. É uma tarefa fácil? Não é. Mas ao assumir essa responsabilidade, os líderes podem, por meio da IA, não apenas impulsionar a produtividade das empresas, como também tornar as relações de trabalho mais humanas, empáticas e significativas.

Texto originalmente publicado no blog Gestão e Negócios do Estadão, uma parceria entre a FGV EAESP e o Estadão, reproduzido na íntegra com autorização.

Os artigos publicados na coluna Blog Gestão e Negócios refletem exclusivamente a opinião de seus autores, não representando, necessariamente, a visão da Fundação Getulio Vargas ou do jornal Estadão

 

CompartilharTweetarCompartilharEnviar

Conteúdo relacionado

FGV EAESP tem professores reconhecidos em ranking internacional de excelência em pesquisa em Gestão
Notícias internas

FGV EAESP tem professores reconhecidos em ranking internacional de excelência em pesquisa em Gestão

15 de abril de 2026
Calendário destacando a semana de quatro dias nas empresas, com apenas quatro dias úteis marcados na agenda de trabalho
Administração de empresas

Semana de quatro dias nas empresas: confiança é fator decisivo

15 de abril de 2026
O Indicador Que Vira Antes do EBITDA
Blog Gestão e Negócios

O Indicador Que Vira Antes do EBITDA

13 de abril de 2026

Conteúdo recente

FGV EAESP tem professores reconhecidos em ranking internacional de excelência em pesquisa em Gestão

FGV EAESP tem professores reconhecidos em ranking internacional de excelência em pesquisa em Gestão

15 de abril de 2026
Calendário destacando a semana de quatro dias nas empresas, com apenas quatro dias úteis marcados na agenda de trabalho

Semana de quatro dias nas empresas: confiança é fator decisivo

15 de abril de 2026
O Indicador Que Vira Antes do EBITDA

O Indicador Que Vira Antes do EBITDA

13 de abril de 2026

Mais lidos

Relações diplomáticas e comerciais entre China e Estados Unidos no século XXI

China e Estados Unidos não vivem uma “Guerra Fria 2.0”: o que os dados realmente mostram sobre essa relação

16 de março de 2026
Cultura Organizacional em Fusões e Aquisições: O Pilar (Ainda) Negligenciado do Sucesso

Cultura Organizacional em Fusões e Aquisições: O Pilar (Ainda) Negligenciado do Sucesso

11 de abril de 2025
Existe um limite universal para o desenvolvimento tecnológico?

Existe um limite universal para o desenvolvimento tecnológico?

6 de abril de 2026
Profissional em carreira bumerangue retornando à antiga empresa e sendo promovido após manter contato com ex-colegas.

Carreira bumerangue: o que realmente pesa para ser promovido ao voltar para a antiga empresa

19 de março de 2026
Marcas e ONGs em ações sociais praticando ativismo de marcas e debate sobre credibilidade empresarial

Ativismo de marcas funciona? O que define a autoridade moral das empresas ao defender causas sociais

26 de fevereiro de 2026
em evento público tirando foto para redes sociais diante de plateia

CEO celebridade nas redes sociais: como a performance de valores constroem imagem pública

26 de março de 2026

Tags

administração pública bem estar coronavírus corrupção covid-19 desenvolvimento sustentável diversidade educação empreendedorismo empresas ESG Estratégia FGV EAESP finanças gestão gestão de saúde gestão pública gênero inovação Inteligência Artificial liderança marketing mudanças climáticas mulheres Notícias internas ODS 3 ODS3 ODS 4 ODS 8 ODS 9 ODS 10 ODS 12 ODS 16 organizações pandemia política pública políticas públicas saúde saúde de qualidade saúde pública supply chain SUS sustentabilidade trabalho transparência
#podcast Impacto: A relação entre autonomia e desempenho de Defensorias Públicas na América Latina

Podcast Impacto

30 Episode
Subscribe
  • Add to Queue
  • Share
    Facebook Twitter Linked In WhatsApp

  • Add to Queue
  • Share
    Facebook Twitter Linked In WhatsApp

Ativismo corporativo: quando o posicionamento das empresas gera apoio e rejeição

6 de abril de 2026
  • Add to Queue
  • Share
    Facebook Twitter Linked In WhatsApp

#PodcastImpacto – Urbanismo feminista: o caso de Barcelona

16 de setembro de 2025
  • Add to Queue
  • Share
    Facebook Twitter Linked In WhatsApp

#PodcastImpacto: Agentes prisionais e emoções no trabalho

18 de agosto de 2025
  • Add to Queue
  • Share
    Facebook Twitter Linked In WhatsApp

#PodcastImpacto: Eficiência e acesso em saúde: o que podemos aprender com sistemas universais em países em desenvolvimento?

11 de julho de 2025
  • Add to Queue
  • Share
    Facebook Twitter Linked In WhatsApp

#PodcastImpacto: Como a gestão municipal pode reduzir desigualdades educacionais?

12 de junho de 2025
Disseminação do conhecimento
Catálogo dos Centros de Estudos

As manifestações expressas por integrantes dos quadros da Fundação Getulio Vargas, nas quais constem a sua identificação como tais, em artigos e entrevistas publicados nos meios de comunicação em geral, representam exclusivamente as opiniões dos seus autores e não, necessariamente, a posição institucional da FGV. Portaria FGV Nº19

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Nenhum resultado
Ver todos os recultados
  • Adm. de empresas
  • Adm. pública
  • Notícias
  • Colunas
    • Blog Impacto
    • Blog Gestão e Negócios
  • Vídeos
  • Podcast

-
00:00
00:00

Queue

Update Required Flash plugin
-
00:00
00:00