[versão beta]
  • Sobre o Blog Impacto
  • FGV EAESP
  • FGV EAESP Pesquisa
  • Acontece
    • Notícias
    • Eventos
  • Para alunos
    • Serviços para alunos
    • Comunidade FGV
  • Para candidatos
  • Para empresas
    • Soluções para empresas
    • Clube de parceiros FGV
  • Alumni
  • Contato
Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa
  • Administração de empresas
  • Administração pública
  • Análise
  • Vídeos
  • Podcast
Nenhum resultado
Ver todos os recultados
Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa
Home Administração pública

Menos de 15% dos profissionais de saúde se sentem preparados para lidar com a Covid-19

26 de maio de 2020
Menos de 15% dos profissionais de saúde se sentem preparados para lidar com a Covid-19

Foto: Ashkan Forouzani / Unsplash

Resumo da pesquisa

  • Estudo da FGV EAESP realizou survey online com 1.456 profissionais de
    todas as regiões do país
  • Pesquisa revela que a grande maioria dos profissionais de saúde sente medo da doença
  • Levantamento também aponta que 55% dos profissionais de saúde conhecem alguém
    que se contaminou ou foi diagnosticado com suspeita de Covid-19

Pesquisador(es):

Gabriela Lotta, Giordano Magri

Com o crescimento da disseminação do novo coronavírus no país, aumentou também a preocupação com os trabalhadores que atuam na “linha de frente” do combate à pandemia. Os profissionais de saúde são aqueles mais diretamente afetados pela crise, na medida em que a população passa a depender deles para ter acesso a tratamento, mas também ficam extremamente expostos ao contágio da doença. Para tentar compreender o impacto da Covid-19 sobre os profissionais da saúde, o Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB), da Escola de Administração de Empresa de São Paulo (EAESP) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), realizou a pesquisa “A pandemia de Covid-19 e os profissionais de saúde pública no Brasil”, divulgada nesta terça (26).

O survey online foi realizado com 1.456 profissionais da saúde pública, de todos os níveis de atenção e regiões, entre os dias 15 de abril e 1º de maio de 2020. Em média, 64,97% dos profissionais da saúde entrevistados não se sentem preparados para lidar com a crise da Covid-19. Apenas 14,29% se sentem preparados e o resto não sabe responder. Os estados do Norte e Nordeste parecem estar em situação ainda mais frágil quanto à preparação dos profissionais. E, dentre os profissionais analisados, os agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate à endemia (ACE) são aqueles que se sentem mais despreparados (apenas 7,61% se sentem prontos para enfrentar a crise). O índice é também bastante preocupante entre profissionais de enfermagem, dos quais apenas 20,09% dizem se sentir preparados.

Conteúdorelacionado

Em meio a reaberturas, profissionais de saúde seguem sem suporte para cuidar da própria saúde mental

Posicionamento do Magalu durante a pandemia ensina sobre estratégia empresarial em tempos de crise

Intensidade do envolvimento dos profissionais de saúde tem relação com exaustão emocional no trabalho, especialmente durante a pandemia

Os resultados indicam que o medo é um sentimento comum para os profissionais da saúde que atuam na linha de frente, independente da região, do nível de atenção ou da profissão. Segundo os dados coletados, 91,25% dos ACS e ACE sentem medo da doença; enquanto o medo atinge 84,31% dos profissionais da enfermagem, 77,68% dos médicos e 88,24% de outros profissionais das equipes ampliadas da saúde. Mais de 55% dos profissionais de saúde conhecem alguém que se contaminou ou foi diagnosticado com suspeita de Covid-19.

“A pesquisa mostra que os profissionais de quem mais dependemos para enfrentar a pandemia estão em situação de extrema vulnerabilidade. Há escassez de equipamentos de proteção, faltam informações e suporte governamental e a maioria não se sente preparada para lidar com a crise. Isso coloca esses profissionais em uma situação de muita fragilidade, na medida em que precisam estar na linha de frente, mas sentem medo e podem tanto adoecer como se tornarem vetores de contágio”, avalia Gabriela Lotta, professora da EAESP FGV, coordenadora do NEB e pesquisadora do Centro de Estudos da Metrópole. “Importante lembrar que o Brasil já lidera o ranking de mortes entre profissionais de saúde em decorrência do Covid-19. Quem vai cuidar de quem precisa  cuidar de nós?”, questiona Lotta.

EPI e treinamento

De acordo com o estudo, os resultados podem ser explicados por outros indicadores do questionário, como a disponibilidade de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), o suporte governamental e o acesso a treinamentos. Apenas 32% dos profissionais apontam ter recebido EPI, número que se torna alarmante no caso dos ACS e ACE: destes, apenas 19,65% receberam equipamentos de proteção. “Um trabalho de atendimento na ponta sem o devido EPI gera um risco altíssimo de contágio tanto para profissionais como para usuários dos serviços de saúde. Além disso, aumenta a insegurança desses profissionais e a hostilidade por parte dos pacientes”, aponta Lotta.

Com relação ao suporte governamental, mais da metade dos entrevistados afirmam não sentir que o governo os apoia, sendo que esse número é muito maior quando avaliam o governo federal (67%) em relação ao estadual (51%). Sobre ao apoio direto de seus superiores, 71,82% dizem não sentir esse suporte.

A grande maioria afirma não ter recebido orientações ou ações oficiais de formação. Apenas 21,91% relatam ter recebido treinamento, sendo que a maioria corresponde a médicos. “É muito grave a maneira como os profissionais estão sendo expostos sem apoio, sem equipamento e sem informações. É como se estivessem sendo jogados num confronto vendados e desarmados. Se o Estado não consegue cuidar de seus próprios profissionais, como esperar que eles possam cuidar da população? Só com atos de heroísmo”, afirma a pesquisadora.

Relação com pacientes

O estudo também analisou em que medida a crise alterou os processos de trabalho e as interações entre profissionais e usuários. Três em cada quatro entrevistados responderam que a crise alterou suas rotinas, com mudanças relativas ao fluxo de trabalho, procedimentos, mudança de prioridades, introdução de novas tecnologias, entre outras mudanças. Com relação às interações, 88% dos profissionais afirmam que a crise alterou a maneira como se relacionam com os pacientes, sendo que o maior impacto citado diz respeito ao distanciamento físico. “Estas questões são bastante importantes para a saúde, especialmente para a atenção primária, onde o contato cotidiano e o toque físico são centrais para construção de vínculos com as famílias atendidas. Como relatou uma ACS, “é muito ruim para o serviço não poder pegar na mão do paciente e dizer que tudo vai ficar bem”. A crise, portanto, tem impactos importantes para além da doença em si, afetando a maneira como os profissionais se relacionam com os pacientes”, analisa Lotta.

Dos 1.456 respondentes, 79% são mulheres, 19,6% homens e menos de 1% que preferiu não declarar. Quanto ao tempo de atuação, 64,84% dos profissionais exercem seu trabalho na respectiva área há mais de 10 anos e 65% têm vínculos prévios com o território ou nasceram na região onde trabalham. Quanto à amostra, 60,44% são ACS e ACE, 14,01% profissionais de enfermagem, 8,31% médicos e 17,24% correspondem às demais profissões relacionadas às equipes ampliadas ou à gestão do serviço.

 

Confira o estudo completo aqui.

 

Fonte: Agência Bori

 

Tags: covid-19EPIspandemiaprofissionais da saúde
Compartilhar32TweetarCompartilharEnviar

Conteúdo relacionado

Em meio a reaberturas, profissionais de saúde seguem sem suporte para cuidar da própria saúde mental
Administração pública

Em meio a reaberturas, profissionais de saúde seguem sem suporte para cuidar da própria saúde mental

1 de outubro de 2021
Posicionamento do Magalu durante a pandemia ensina sobre  estratégia empresarial em tempos de crise
Administração de empresas

Posicionamento do Magalu durante a pandemia ensina sobre estratégia empresarial em tempos de crise

25 de setembro de 2021
Intensidade do envolvimento dos profissionais de saúde tem relação com exaustão emocional no trabalho, especialmente durante a pandemia
Administração de empresas

Intensidade do envolvimento dos profissionais de saúde tem relação com exaustão emocional no trabalho, especialmente durante a pandemia

20 de agosto de 2021

Conteúdo recente

Transferência de conhecimento precisa ir além de manuais e fichas técnicas para conseguir gerar aprendizagem entre organizações

Transferência de conhecimento precisa ir além de manuais e fichas técnicas para conseguir gerar aprendizagem entre organizações

3 de novembro de 2021
Desafios para reproduzir estudos da área de ciência política no Brasil

Desafios para reproduzir estudos da área de ciência política no Brasil

29 de outubro de 2021
Falta de coordenação no Ministério da Saúde foi fator determinante para colapso do SUS durante a pandemia

Falta de coordenação no Ministério da Saúde foi fator determinante para colapso do SUS durante a pandemia

28 de outubro de 2021

Mais lidos

Maioria dos profissionais da assistência social temem o novo coronavírus

Maioria dos profissionais da assistência social temem o novo coronavírus

9 de junho de 2020
Universidade Harvard, em parceria com o CDAPG da FGV EAESP, oferece bolsas de pós-doutorado para pesquisas sobre Covid-19

Universidade Harvard, em parceria com o CDAPG da FGV EAESP, oferece bolsas de pós-doutorado para pesquisas sobre Covid-19

18 de dezembro de 2020
Menos de 15% dos profissionais de saúde se sentem preparados para lidar com a Covid-19

Menos de 15% dos profissionais de saúde se sentem preparados para lidar com a Covid-19

26 de maio de 2020
Pesquisa mostra que a maioria dos policiais civis e militares brasileiros tem medo de contrair a Covid-19

Pesquisa mostra que a maioria dos policiais civis e militares brasileiros tem medo de contrair a Covid-19

15 de maio de 2020
Estudante da FGV EAESP ganha prêmio de melhor artigo da Academy of Management Annual Meeting

Estudante da FGV EAESP ganha prêmio de melhor artigo da Academy of Management Annual Meeting

9 de julho de 2020
Dores físicas causadas pelo home office estão associadas a baixos índices de bem-estar e saúde mental

Dores físicas causadas pelo home office estão associadas a baixos índices de bem-estar e saúde mental

13 de outubro de 2020

Tags

auxílio emergencial blockchain bolsonaro brasil coronavírus covid-19 covil-19 crédito diversidade EAESP economia empreendedorismo FGVcef FGVcemif FGV EAESP Pesquisa FGVethics FGVsaúde finanças gestão gestão de saúde gestão pública gênero inclusão investimentos liderança marketing medicamentos mulheres NEB Notícias internas OMS pandemia pesquisa PIX podcast política política pública políticas públicas profissionais da saúde saúde saúde pública supply chain SUS sustentabilidade transparência

FGV EAESP PESQUISA

Institucional
Pesquisadores
Apoio Financeiro a Professores
Agências de fomento
Conexão Pesquisa

JOVENS PESQUISADORES

Programa de Iniciação à Pesquisa
Residência em Pesquisa
Conexão Local
PIBIC

PESQUISA CIENTÍFICA

Linhas de Pesquisa
Indicadores

PESQUISA APLICADA

Centros de Estudos
Indicadores

PUBLICAÇÕES

Relatórios de pesquisas
Sínteses de pesquisas
Relatórios - PIBIC
Relatórios – Conexão Local
Anuários de Pesquisas
Teses e Dissertações
Casos de Impacto Social

As manifestações expressas por integrantes dos quadros da Fundação Getulio Vargas, nas quais constem a sua identificação como tais, em artigos e entrevistas publicados nos meios de comunicação em geral, representam exclusivamente as opiniões dos seus autores e não, necessariamente, a posição institucional da FGV. Portaria FGV Nº19

Nenhum resultado
Ver todos os recultados
  • Administração de empresas
  • Administração pública
  • Análise
  • Vídeos
  • Podcast

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

-
00:00
00:00

Lista de reprodução

Update Required Flash plugin
-
00:00
00:00