• Sobre o Blog Impacto
  • FGV EAESP
  • FGV EAESP Pesquisa
  • Acontece
    • Notícias
    • Eventos
  • Para alunos
    • Serviços para alunos
    • Comunidade FGV
  • Para candidatos
  • Para empresas
    • Soluções para empresas
    • Clube de parceiros FGV
  • Alumni
  • Contato
Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa
  • Adm. de empresas
  • Adm. pública
  • Notícias
  • Colunas
    • Blog Impacto
    • Blog Gestão e Negócios
  • Vídeos
  • Podcast
Nenhum resultado
Ver todos os recultados
Blog Impacto - FGV EAESP Pesquisa
Home Administração de empresas

Mais dados nem sempre significam menos risco

Estudo propõe nova métrica para avaliar modelos de crédito

11 de julho de 2025
Mais dados nem sempre significam menos risco

Resumo da pesquisa

  1. Estudo propõe uma nova métrica chamada CSMR para medir o risco de modelos de crédito.
  2. Resultados mostram que usar dados segmentados por banco pode ser mais eficaz do que usar grandes bases com dados de todo o sistema financeiro.
  3. A pesquisa desafia a ideia comum de que “mais dados geram melhores previsões”, especialmente em contextos com dados muito heterogêneos.

Pesquisador(es):

Valter T. Yoshida Junior

Rafael Schiozer 

Alan de Genaro 

Toni R.E. dos Santos

Com o avanço do uso de Big Data e técnicas de inteligência artificial, como o Machine Learning, muitas instituições financeiras passaram a adotar modelos automatizados para prever o risco de inadimplência de clientes. A ideia dominante no setor é que quanto mais dados um modelo utiliza, mais confiável ele será. No entanto, um estudo recente da FGV EAESP questiona essa suposição e propõe uma nova forma de avaliar o risco de uso inadequado desses modelos. Isso é algo que pode impactar diretamente bancos, reguladores e até pequenas empresas que buscam crédito.

Os pesquisadores da FGV EAESP Rafael Schiozer e Alan de Genaro conduziram a pesquisa, em conjunto com Valter Yoshida Jr. e Toni R. E. dos Santos, do Banco Central do Brasil, e a publicaram na revista The Quarterly Review of Economics and Finance. Os autores desenvolveram uma métrica chamada CSMR (Credit Scoring Model Risk) para medir o risco de modelos de crédito que usam inteligência artificial. Em vez de confiar apenas em medidas tradicionais de desempenho, como acurácia ou AUC, o CSMR avalia o risco de se tomar decisões erradas por causa de um modelo mal calibrado ou mal utilizado. Para isso, eles analisaram mais de 200 mil empréstimos a micro e pequenas empresas na cidade de São Paulo. Por fim, foram mais de 100 variáveis diferentes coletadas do Banco Central, Receita Federal e IBGE.

Conteúdorelacionado

Gestão de marcas: o que está por trás do valor das grandes empresas globais

Por que o posicionamento de empresas está mudando o mercado entre negócios

Semana de quatro dias nas empresas: confiança é fator decisivo

Quanto mais dados, melhor?

Um dos achados mais surpreendentes do estudo é que modelos de crédito treinados com dados de apenas um banco apresentaram menor risco de erro do que modelos que usaram dados de vários bancos juntos. Ou seja, aumentar o volume de dados, especialmente quando eles vêm de fontes muito diferentes, pode acabar diminuindo a capacidade preditiva dos modelos, e não aumentando. Isso se deve ao que os autores chamam de “uso inadequado” de modelos, quando se tenta aplicar uma lógica generalista a contextos muito específicos.

O segredo está na qualidade, não na quantidade

Portanto, o estudo propõe uma mudança importante na forma como os bancos e reguladores devem enxergar os modelos de crédito. Sendo assim, não basta ter um modelo com alta taxa de acerto numa amostra de treinamento. É fundamental medir e entender o risco de uso indevido, pois os parâmetros estimados podem não funcionar numa outra amostra. A métrica CSMR pode ser usada tanto para decisões gerenciais — como definir a política de concessão de crédito — quanto para fins regulatórios, como precificação de risco e alocação de capital.

Para as micro e pequenas empresas, que enfrentam barreiras para conseguir crédito, essa pesquisa mostra que o caminho não está necessariamente na quantidade de dados. Está, sim, na qualidade e na adequação desses dados ao seu contexto.

Portanto, mais dados nem sempre significam melhores decisões. O estudo propõe uma ferramenta prática e acessível para bancos e reguladores avaliarem o risco real dos modelos de crédito. Assim, é possível promover decisões mais seguras e eficazes, e uma melhor compreensão e mensuração dos riscos — especialmente em tempos de digitalização acelerada.

Leia o artigo na integra.

Nota: alguns artigos podem apresentar restrições de acesso.

Tags: Credit Scoring; Big Datacrédito bancárioMachine Learningmicro e pequenas empresasmodelo de créditoODS 8Risco de Crédito
CompartilharTweetarCompartilharEnviar

Conteúdo relacionado

gestão de marcas no contexto global conectando produção, consumo e mercado financeiro
Administração de empresas

Gestão de marcas: o que está por trás do valor das grandes empresas globais

4 de maio de 2026
líderes discutindo o posicionamento de empresas em reunião estratégica
Administração de empresas

Por que o posicionamento de empresas está mudando o mercado entre negócios

24 de abril de 2026
Calendário destacando a semana de quatro dias nas empresas, com apenas quatro dias úteis marcados na agenda de trabalho
Administração de empresas

Semana de quatro dias nas empresas: confiança é fator decisivo

15 de abril de 2026

Conteúdo recente

Pessoa criando uma gambiarra doméstica com materiais reutilizados, representando o improviso nas práticas de consumo.

Gambiarra, engenhosidade e inclusão: como o improviso transforma as práticas de consumo

26 de junho de 2026
Moradores utilizando moeda digital em comércios locais mostrando como a transferência de renda fortalece a economia local.

Como a transferência de renda fortalece a economia local, mas amplia desigualdades urbanas

25 de junho de 2026
Família brasileira analisando contas e dívidas em casa, representando o superendividamento das famílias no Brasil

Superendividamento das famílias cresce no Brasil e acende alerta sobre crédito caro

22 de junho de 2026

Mais lidos

Mulheres na liderança em reunião executiva com equipe discutindo estratégias empresariais

Ter mais mulheres na liderança melhora o desempenho das empresas? Estudo responde

11 de maio de 2026
machosfera política é analisada em grupos do Telegram no Brasil.

Machosfera e política: como comunidades online influenciam o debate público no Brasil

15 de maio de 2026
O que não te contaram sobre o carro elétrico: um olhar sobre a produção

O preço do Diesel e o efeito “Caipirinha”: Por que pagamos caro pela falta de planejamento de longo prazo?

28 de maio de 2026
gestão de marcas no contexto global conectando produção, consumo e mercado financeiro

Gestão de marcas: o que está por trás do valor das grandes empresas globais

4 de maio de 2026
ambiente de trabalho corporativo com pessoas em situação de estresse e apoio entre colegas

Saúde mental no trabalho: evidências apontam caminhos para prevenção e vigilância no Brasil

21 de maio de 2026
Existe um limite universal para o desenvolvimento tecnológico?

SELIC: O Fator Externo tem Passaporte Americano

6 de maio de 2026

Tags

administração pública bem estar comportamento do consumidor consumo coronavírus covid-19 desenvolvimento sustentável diversidade educação empreendedorismo empresas ESG Estratégia FGV EAESP finanças gestão gestão de saúde gestão pública gênero inovação Inteligência Artificial liderança marketing mudanças climáticas mulheres Notícias internas ODS 3 ODS3 ODS 8 ODS 9 ODS 10 ODS 12 ODS 16 organizações pandemia política pública políticas públicas saúde saúde de qualidade saúde pública supply chain SUS sustentabilidade trabalho transparência
#podcast Impacto: A relação entre autonomia e desempenho de Defensorias Públicas na América Latina

Podcast Impacto

30 Episode
Subscribe
  • Add to Queue
  • Share
    Facebook Twitter Linked In WhatsApp

  • Add to Queue
  • Share
    Facebook Twitter Linked In WhatsApp

Ativismo corporativo: quando o posicionamento das empresas gera apoio e rejeição

6 de abril de 2026
  • Add to Queue
  • Share
    Facebook Twitter Linked In WhatsApp

#PodcastImpacto – Urbanismo feminista: o caso de Barcelona

16 de setembro de 2025
  • Add to Queue
  • Share
    Facebook Twitter Linked In WhatsApp

#PodcastImpacto: Agentes prisionais e emoções no trabalho

18 de agosto de 2025
  • Add to Queue
  • Share
    Facebook Twitter Linked In WhatsApp

#PodcastImpacto: Eficiência e acesso em saúde: o que podemos aprender com sistemas universais em países em desenvolvimento?

11 de julho de 2025
  • Add to Queue
  • Share
    Facebook Twitter Linked In WhatsApp

#PodcastImpacto: Como a gestão municipal pode reduzir desigualdades educacionais?

12 de junho de 2025
Disseminação do conhecimento
Catálogo dos Centros de Estudos

As manifestações expressas por integrantes dos quadros da Fundação Getulio Vargas, nas quais constem a sua identificação como tais, em artigos e entrevistas publicados nos meios de comunicação em geral, representam exclusivamente as opiniões dos seus autores e não, necessariamente, a posição institucional da FGV. Portaria FGV Nº19

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Nenhum resultado
Ver todos os recultados
  • Adm. de empresas
  • Adm. pública
  • Notícias
  • Colunas
    • Blog Impacto
    • Blog Gestão e Negócios
  • Vídeos
  • Podcast

-
00:00
00:00

Queue

Update Required Flash plugin
-
00:00
00:00